Chapitre 4 – Accessibilité et réactivité de l’ADN adsorbé sur la surface
B. Etude de l’influence de la surface
3. Evolution de n avec [bléomycine] et effet de l’ascorbate
A partir das reflexões apresentadas anteriormente sobre as experiências do visitante no museu e das visitas efectuadas a um conjunto alargado de museus em Portugal que tiveram subjacente que o espaço de relação entre os visitantes e os objectos é um mediador das aprendizagens, questionámos a influência do ambiente museal na participação social e educativa de um público cada vez mais alargado.
Para Krauss (1996), o objecto artístico não vive isolado. Ele interage com o lugar que habita, reclamando a interacção com o público que, por sua vez, se envolve nessa dialéctica entre o objecto artístico e o lugar específico. Para esta autora, o museu é um espaço vivencial mais do que expositivo. A apresentação e a disposição espacial dos objectos, as experiências visuais, auditivas e tácteis que estes objectos proporcionam aos visitantes, em consonância com os espaços e o tratamento dos ambientes envolventes, são factores determinantes no sucesso de uma exposição que, segundo Bertrum, Schwarz e Frey (2006), não está apenas baseado na sua aparência e nos discursos estéticos utilizados mas, depende, sobretudo, das relações estabelecidas entre estes e o visitante.
Esta problemática remeteu-nos para as questões relacionadas com o Design de Ambientes dos espaços museais, quando se pretende operacionalizar as actuais orientações museológicas a partir das suas repercussões a nível do acesso sociocognitivo aos produtos culturais.
Neste sentido, a orientação para as respostas pretendidas nesta pesquisa foi encontrada com as seguintes questões:
Em que medida o Design de Ambientes contribui para potenciar o acesso à cognição e consequente dinamização socioeducativa nos museus de arte em Portugal?
Que relações emocionais se estabelecem entre as propriedades físicas e sensitivas do espaço museal e os visitantes?
0.2.1 Objectivos da Investigação
O presente estudo centrou-se na discussão do processo de interferência do Design de Ambientes do espaço museal na experiência vivida pelos visitantes e nas suas implicações no processo de aprendizagem, a partir da análise dos fenómenos que decorrem da sua vivência em museus com exposições de arte.
Foram delineados dois objectivos gerais para esta investigação:
Relacionar as experiências que decorrem no âmbito da disciplina museológica, com a expansão das funções sociais e culturais dos museus numa perspectiva socioconstrutivista;
Reflectir sobre as intervenções passíveis de aplicação nas estruturas dos museus que promovem exposições de arte em Portugal, sob o olhar do Design de Ambientes destes espaços, entendidos como ambientes do conhecimento e para o conhecimento.
Como objectivos específicos definiram-se os seguintes:
Conhecer o lugar das aprendizagens na agenda global das políticas dos museus;
Compreender os princípios subjacentes ao museu de inspiração construtivista;
Conhecer os modelos conceptuais das práticas de avaliação dos espaços museais;
O contributo do Design de Ambientes no acesso à cognição
10
Conhecer a evolução dos estudos de avaliação das aprendizagens nos museus, enquanto espaços de conhecimento;
Reflectir sobre as várias dimensões de aplicação do Design de Ambientes no âmbito dos espaços museais;
Identificar as principais linhas de intervenção do Design de Ambientes nos espaços dos museus de Arte, quer no contexto internacional, quer nacional;
Reflectir sobre a influência do Design de Ambientes na aprendizagem a partir da experiência do visitante.
0.2.2 Benefícios e Factores críticos de sucesso
As dinâmicas socioculturais que actualmente presidem aos museus ditam novas formas de acesso ao universo das suas colecções e da produção de exposições, não podendo estes ficar contidos na sua expressão artística ou arquitectónica, baseado na noção de monumentalidade e de visualidade de um património.
O presente estudo concorre, entre outros aspectos, para promover uma melhor comunicação entre o espaço museal, o objecto e o visitante adulto não especializado. Deixou reflexões úteis que podem contribuir para a criação de um ambiente suficientemente comunicativo, que tenda a envolver o visitante num diálogo de sentidos através dos objectos expostos e das experiências espaciais, que se estabelecem inicialmente no seu espaço exterior e depois no interior, levando á construção do conhecimento e partilha de saberes, no contexto de educação informal.
De acordo com a pesquisa de obras já publicadas, e pela actualidade do tema em questão, circunscrito aos espaços museais, este estudo procurou trazer contributos ao nível das abordagens mais recentes feitas na área da museologia. A nível internacional encontrámos um conjunto representativo de publicações e de estudos que, embora não visassem directamente a totalidade do objecto de estudo, abordavam áreas muito próximas que suportaram e orientaram esta pesquisa.
Outro factor crítico encontrado foram algumas condicionantes que o investigador teve de ter em consideração na generalização dos resultados, procedendo a uma avaliação contextualizada dos resultados obtidos, conforme recomendado por Carmo e Ferreira (1998).
O processo de recolha de dados através da metodologia de inquérito conteve aspectos que tiveram de ser salvaguardados para que se pudessem identificar as virtualidades dos dados obtidos neste processo de investigação, recorrendo a mecanismos de controlo. Essas fragilidades encontraram-se a nível dos participantes, da situação ou contexto e do instrumento de recolha de dados.
Também os condicionamentos de natureza temporal e geográfica assumiram um papel relevante no sucesso desta investigação, obrigando a um planeamento rigoroso da pesquisa e consequente administração dos instrumentos da investigação.
Quer na fase de tratamento e análise de dados, quer na fase de discussão e interpretação dos mesmos, o rigor científico esteve presente, de forma a assegurar a consistência dos dados, evitando possíveis enviesamentos dos resultados por questões de subjectividade.