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6 Notions relatives
6.3 Et la connaissance donc ?
Homo habilis (figs. 4.16 e 4.17) – é o membro mais antigo do género humano. Foi chamado homem hábil porque foram encontrados diversos utensílios com os seus restos fósseis. Viveu entre 2,5-1,6 Ma atrás. Os restos foram encontrados primeiro na garganta do Olduvai, mas também é conhecido no Quénia, Etiópia e África do Sul. Terá evoluído a partir de A. afarensis e A. africanus e coexistiu com A. africanus por 200 000 anos. O Homo habilis tinha um cérebro maior (700 cc em média) que o seu ancestral Australopitecíneo, mas os dentes eram mais pequenos. O cérebro mostra evidências de desenvolvimento de alguma linguagem. Tinha cerca de 1,2-1,3 m de altura e pesava 32-37 kg.
Figura 4.16 – Crânio de H. habilis
(http://www.skulls-skeletons.com/catalog/images/KN- ER%201813%20-%20Homo%20Habilis.JPG).
Figura 4.17 – Reconstituição de H. habilis (http://www.abouthumanevolution.org/images/ homhab275.jpg).
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Homo erectus (figs. 4.18 e 4.19) – Ao contrário dos hominídeos anteriores, tem sido encontrado espécimes não apenas em África mas também na Europa, Índia, China (“Homem de Pequim”) e Indonésia (“Homem de Java”). H. erectus evoluiu em África 1,8 Ma atrás e há 1 Ma estava presente no SE e Este da Ásia, onde sobreviveu até cerca de 100 000 anos atrás. O tamanho do cérebro era 800-1300 cc, maior que do H. habilis mas menor que a média do H.
sapiens (1350 cc). O crânio era espesso, a face maciça, testa proeminente e os dentes eram um pouco maiores do que os dos humanos modernos. Era comparável em altura com os homens modernos, 1,6 -1,8 m e pesava entre 53 e 65 kg.
Figura 4.18 – Crânio de H. erectus (http://www.ma.krakow.pl/img/pradzieje/ czlowiek_erectus.jpg).
Figura 4.19 – Reconstituição de H. erectus (http://www.kaliman.com.mx/kalitarjetas/fotos/ homoerectus.jpg).
Esta espécie tinha linguagem articulada. Desenvolvia ferramentas, armas e manuseava o fogo, cozinhava e desenvolveram roupas para suportar os climas nórdicos. Tornou-se caçador e vivia em cavernas (Wicander & Monroe, 2000).
Há ainda aceso debate acerca da transição do Homo erectus para H. sapiens mas, qualquer que seja a teoria, H. sapiens evoluiu certamente a partir do H. erectus.
Os H. sapiens (arcaicos) providenciam o elo entre H. erectus e H. sapiens sapiens durante um período de 200 000 a 500 000 anos atrás. Foram encontrados muitos crânios com características intermédias entre os dois, com 1200 cc em média de volume de cérebro e com indícios de terem linguagem articulada. Os crânios são mais arredondados e mais pequenos. Os molares e as arcadas supraciliares eram menores. Os esqueletos mostram corpos mais fortes que os humanos modernos mas também bem proporcionados (Foley, in http://www.onelife.com/evolve/manev.html).
Os Neandertais (figs. 4.20 e 4.21)viveram na Europa e Médio Oriente entre 150 000 e 35 000 anos atrás. Coexistiram com Homo sapiens (arcaico) e com os primeiros Homo
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sapiens sapiens. Não é ainda claro se pertenciam à mesma espécie e constituíam subespécie
H. sapiens neanderthalensis e se foram extintos pelo H. sapiens sapiens. Estudos recentes de DNA indicaram que os Neandertais constituiam uma espécie diferente (H. neanderthalensis). De qualquer maneira, o nome vem do primeiro espécime encontrado em 1856 no Neander
Valley, perto de Düsseldorf, Alemanha (Foley, in http://www.onelife.com/evolve/manev.html).
Figura 4.20 – Crânio de H. neanderthalensis
(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb /e/e0/Homo_sapiens_neanderthalensis.jpg/470px- Homo_sapiens_neanderthalensis.jpg).
Figura 4.21 – Reconstituição de H. neanderthalensis (http://www.physics4u.gr/news/images6/
neanderland_europe.jpg).
A diferença mais notável entre os Neandertais e os humanos modernos está no crânio. Os Neandertais tinham crânios longos e pequenos, as arcadas supraciliares eram muito desenvolvidas; eram prognatas com dentes maiores que os do Homem actual. O cérebro, em média, era ligeiramente maior do que o nosso e com forma diferente O corpo era mais maciço e mais musculado que o nosso, com os membros inferiores mais curtos, de constituição atarracada; eram muito mais fortes que o homem moderno e viveram principalmente na Europa ocidental e médio oriente mas nunca em África.
Os restos de Neandertais encontram-se principalmente em cavernas e em refúgios de rochas tipo cabanas, que também continham uma variedade de utensílios e armas especializadas. Além do mais, evidências arqueológicas indicam que os Neandertais tomavam conta dos seus feridos e enterravam os mortos, frequentemente com itens de túmulo como comida e até flores. Desapareceram instantaneamente, à escala geológica, há cerca de 35000 anos.
65 O Homem moderno terá surgido numa região compreendida entre a Etiópia e o próximo oriente pois existem fósseis como o do Homem da Galileia, que parecem estar na origem do tipo humano que se expandiu pelo mundo.
Há cerca de 30 000 anos atrás, humanos muito parecidos com os europeus actuais moveram-se para regiões habitadas pelos Neandertais e substituíram-nos.
Os Cro-Magnons, (fig. 4.23) sucessores dos Neandertais em França, viveram de 35 000 a 10 000 anos atrás, durante este intervalo, o desenvolvimento da arte e tecnologia excedeu de longe tudo o que o mundo vira anteriormente. São mais altos e menos possantes que os Homens de Neandertal, sem arcadas supraciliares salientes, testa direita e ossos do crânio leves. O queixo é bem desenvolvido e a face é ortognata. Instalaram-se em aldeias e tornaram-se agricultores, após a última glaciação (Wicander & Monroe, 2000).
Caçadores nómadas com grandes capacidades, os Cro-Magnons seguiam as manadas nas suas migrações sazonais. Usavam uma variedade de ferramentas especializadas nas caçadas incluindo, talvez, o arco e a flecha. Refugiavam-se em cavernas e em abrigos de pedra e formavam grupos. Os Cro-Magnons eram também pintores de cavernas (fig. 4.22).
Com o aparecimento dos Cro-magnons, a evolução humana tornou-se quase inteiramente cultural e não biológica.
Figura 4.22 – Os Cro-Magnons eram pintores de cavernas muito dotados. A imagem mostra um cavalo da caverna de Niaux, França (Wicander & Monroe, 2000).
A análise arqueológica dos utensílios do Homem permitiu estabelecer uma sequência de etapas na evolução cultural, com uma relativa correspondência com as etapas de evolução biológica: paleolítico ou idade da pedra lascada, corresponde aproximadamente ao tempo de existência das formas Australopithecus, H. erectus e H. neanderthalensis; neolítico ou idade
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da pedra polida, já com H. sapiens sapiens, ou seja, há cerca de 10 000 anos. Surgiu a agricultura, o que permitiu às populações um aumento do tempo de lazer, devido á disponibilidade de alimento. Por outro lado, a fixação inerente à agricultura provocou o desenvolvimento da vida em sociedade e o avanço cultural; idade dos metais (ferro, cobre, bronze), inicia-se há cerca de 5000 anos. Este facto permite uma maior divisão do trabalho, formando-se agregados urbanos, com intensa exploração dos recursos naturais, acumulação de resíduos e propagação de doenças As diferenciações geográficas características das chamadas raças, terão surgido há cerca de 30 000 anos.
Figura 4.23 – Reconstituição de um acampamento de Cro-Magnon na Europa. Os Cro-Magnons eram caçadores muito dotados (Wicander & Monroe, 2000).
Capítulo 5 – Cenozóico em Portugal
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