Carte 5 : Localisation des projets par rapport ZNIEFF de type 2
4.7. D ELIMITATION DES ZONES HUMIDES
4.8.4. E SPECES AVEREES A FAIBLE ENJEU LOCAL DE CONSERVATION
A primeira aplicação se dispôs avaliar a efetividade do método proposto de Tendências de Evolução na geração de ideias no mapa em sessões de Brainwriting de acordo com um dado problema de planeja- mento.
Três (3) critérios foram considerados com base na definição de criatividade12 (Quadro 33): i) quantidade de ideias (I), ii) número de ideias inovadoras (II) e; iii) número de ideias úteis para o mercado (IU). Foram consideradas ideias inovadoras aquelas ideias sem precedentes no setor avaliado. Já as deias úteis foram avaliadas em relação à satisfação das necessidades e expectativas do mercado no julgamento do pesquisa- dor. Para cada critério foi definida a métrica, forma de cálculo e as hipó- teses.
Quadro 33. Critérios e hipóteses para avaliação de BW │BW com TEs
Critério Métrica Cálculo Hipóteses
Quantidade de
ideias (I) i
Total de ideias geradas em cada sessão H0: IBW=IBW+TE H1: IBW<IBW+TE Número de ideias inovadoras (II) ∑
Total de ideias novas no setor em relação ao total
de ideias H0: IIBW=IIBW+TE H1: IIBW<IIBW+TE Número de ideias úteis ao mercado (IU)
∑ demanda do mercado em Total de ideias úteis à relação ao total de ideias
H0: IUBW=IUBW+TE
H1: IUBW<IUBW+TE
H1: No que concerne à quantidade de ideias, a expectativa é que as Tendências de Evolução (TEs) levará a um maior número de ideias em sessões de Brainwriting, em vista do auxílio como estímulo à criativida- de das pessoas no MT.
H2: Referente à novidade é suposto que as TEs usadas em Brainwri- ting levam ao grupo a ideias mais inovadoras decorrentes das analogias com exemplos e informações de outras áreas técnicas apresentadas nas TEs. Este tipo de orientação não é fornecido no método do Brainwriting.
H3: Relativo à utilidade, supõe-se que as ideias geradas com as TEs serão mais úteis do que as ideias obtidas sem TEs. Isto pode ser devido à utilização de informações de sistemas técnicos que podem ter-se mos- trado adequados no mercado ao longo do tempo. Sem TEs presume-se o grupo pode perder o foco, gerando ideias por analogia com sistemas atuais sem muita relação com o mercado em análise.
A Figura 43 ilustra o processo da aplicação e avaliação realizada.
12 Produtos, soluções de problemas e ideias criativas devem possuir as seguintes qua-
Figura 43. Processo da aplicação sobre geração de ideias para avaliação com usuários: Brainwriting │Brainwriting com TEs
Os participantes da aplicação foram aleatoriamente agrupados em equipes de três pessoas (22 equipes no total) 13 e guiados pelo pesquisa- dor com ajuda de dois colaboradores. Todas as equipes realizaram a tarefa de “Propor ideias de produtos”. Primeiramente, usaram o Brainwriting após uma curta capacitação sobre este método. Metade das equipes empregou o problema de mochila universitária e a outra metade mesa para escritório.
Seguidamente, mudando de problema, fizeram uso de TEs, com treinamento prévio sobre como utilizá-las como estímulo à criatividade (seguindo a atividade 4.4 da metodologia). Duas (TEs) foram escolhidas para a aplicação como sendo comuns para ambos problemas: i) segmen- tar o espaço, e ii) combinar com sistemas diversos. O tempo total para geração de ideias com Brainwriting foi de 30 minutos. Já com TEs foi de 15 minutos com cada tendência, a qual era introduzida de forma indi- vidual antes da aplicação, entregue a cada participante e projetada no local.
Um mapa tecnológico foi fornecido a cada equipe contendo os requisitos de mercado mais importantes para o problema em questão. Os requisitos de mercado para a mochila universitária, por exemplo, eram: i) leve (facilite carregar), ii) multiuso (com compartimentos diferentes para diversos objetos), iii) confortável (para o usuário), iv) resistente (que suporte peso e uso diário), e v) impermeável (evite atravessar fluí- dos, especialmente água).
Cada participante recebeu um formulário para esquematizar e descrever as ideias geradas durante 5 minutos, em silêncio e de forma individual. Transcorridos os 5 minutos, o formulário era passado ao colega, quem analisava as ideias propostas para gerar novas ideias ou fazer melhorias ou modificações de estas durante 5 minutos. O processo foi repetido até completar cada sessão. A programação, tarefas, TEs aplicadas e capacitação realizada podem ser visualizados no Apêndice D.1. No final, foi solicitado relatar a percepção da equipe em relação a cada método utilizado.
As ideias geradas foram finalmente avaliadas em relação aos cri- térios definidos no início de esta secção.
Na Figura 44 podem ser vistos momentos de geração de ideias com cada método.
13 A formação das equipes foi realizada gerando um número aleatório para cada aluno
em planilha em Excel por meio da função =ALEATORIO(). Procedimento em:
a) Brainwriting
b) Brainwriting com TEs
Figura 44. Instantes de cada sessão de geração de ideias.
Exemplos de ideias geradas com e sem as TEs para mochila uni- versitária foram selecionadas conforme Figura 45 a fim de apontar al- gumas observações interessantes entre ambos métodos.
a) Brainwriting
Figura 45. Exemplos de ideias geradas nas sessões Brainwriting │Brainwriting com TEs. (a) equipes no. 2, 4, 7 e 6.
b.1) TE1 – Segmentar o espaço
b.2) TE2 – Combinar com sistemas diversos b) Brainwriting com Tendências de Evolução
Por meio das ideias obtidas foi interessante notar que, sem o uso das TEs, a propensão das equipes foi realizar analogia com mochilas atuais, gerando algumas vezes ideias evidentes e repetidas dentro e entre os grupos. Foi o caso de mochilas com rodas e compartimentos para notebook e acessórios na Figura 45(a). Também foi observado que, algumas ideias não tinham muita relação com os requisitos de mercado como a mochila antichamas e mochila transparente.
Com as TEs, o resultado foi parcialmente diferenciado. As equi- pes usaram analogia com os sistemas relacionados gerando ideias de produto, apontando soluções tecnológicas para satisfazer os requisitos de mercado. Como exemplo tem-se a tecnologia apontada na Figura 45 (b.1) de “material poroso” nas alças da mochila para ventilação visando o conforto do usuário. Sem TEs, a ideia foi descrita (na Figura 45 item a) como “ventilação nas alças”, sem indicação tecnológica.
Ideias mais inovadoras foram obtidas principalmente nos últimos minutos do Brainwriting com TEs. Isto pode ser atribuído a um melhor entendimento e familiaridade com o conceito da TE. Como exemplos de ideias inovadoras obtidas ao final da sessão com a TE “Combinar com sistemas diversos” têm-se: i) mochila com fibras magnetizadas para gravar arquivos; ii) mochila antifurto: assim que fica um tempo parada é necessário um código para abri-la; iii) mochila com sistema de aqueci- mento/micro-ondas integrado para lanches rápidos; iv) mochila tipo Lego onde o cliente compra as partes separadamente e monta em casa; v) material que produz fumaça vermelha ao ser queimado para pedir ajuda em caso de emergência; vi) mochila com leds programáveis que mudam de cor de acordo com as cores da cidade; vii) um único conceito de mochila que possa ser adaptado a estudantes, escoteiros, etc. depen- dendo dos acessórios colocados; viii) mochila com sensor capaz de gui- ar deficientes visuais; ix) mochila quebra-gelo com câmera para reco- nhecimento facial das pessoas em volta, pesquisa na Internet seus inte- resses pessoais e mostra na tela.
As ideias obtidas com TEs foram mais detalhadas e com dese- nhos apontando novas características e tecnologias, o que não aconteceu com grande parte das ideias sem TEs, as quais foram colocadas utilizan- do texto descritivo e sem detalhamento (veja Figura 45). A percepção é que os exemplos apresentados nas TEs incentivaram às pessoas dese- nhar e detalhar as propostas. Isto se mostra positivo para o mapa tecno- lógico, pois podem ser representadas as informações de forma mais detalhada e com imagem representativa, facilitando por sua vez a sele- ção posterior das ideias mais promissórias.