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Distribution et stockage

Dans le document SATURNISME (Page 51-55)

Différents types de plomb

1.2. Distribution et stockage

Neste estudo tentou-se estabelecer, com maior especificidade, a relação entre saúde, qualidade de vida do trabalhador e performance funcional, na tentativa de determinar as variáveis desses três construtos que interferem indiretamente em sua performance. De acordo com Patrick (2008), o termo qualidade e vida possibilita uma grande variedade de interpretação do seu conceito. Para Sampaio (2012), pode-se definir o conhecimento sobre QVT como uma noção do seu conceito, denominando-o como um “guarda-chuva teórico”, que leva a implicações práticas organizacionais nem sempre adequadas. Conforme Patrick (2008), outros fatores podem contribuir para balizar uma avaliação adequada dos trabalhadores de uma empresa, gerando um perfil mais fidedigno da representação funcional e suas implicações para a organização.

Portanto, acredita-se que este estudo busca acender uma nova arena de debates, agregando um novo conceito ao domínio já bastante estabelecido da QV e QVT, trazendo para o cenário o elemento de saúde e sua implicação para a performance funcional do trabalhador. Isso poderá apontar novos caminhos para que as organizações possam elaborar instrumentos de avaliação do ambiente organizacional que permitam uma maior integração e criação de programas de qualidade de vida no trabalho e promoção da saúde de forma mais íntegra e holística.

Embora seja consenso, na atualidade, a importância da segurança, meio ambiente e saúde na estratégia das organizações, ainda existem empresas que se baseiam em conformidade de processos, requisitos legais e realização de procedimentos (BOBSIN, 2005), deixando de lado o olhar para a saúde do trabalhador, sua qualidade de vida e suas condições de trabalho. Bobsin (2005) reconhece a importância de um sistema de gestão normativo, mas aponta que uma gestão pode cair em descrédito caso não seja hábil em “aproximar ao máximo os resultados desejáveis através da gestão de Segurança, Meio ambiente e Saúde (SMS) com avaliação de desempenho, considerando as ações e políticas adotadas[...]” (BOBSIN, 2005, p. 26).

Assim, os resultados apresentados por este estudo colaboram na definição de variáveis relevantes da saúde e da qualidade de vida do trabalhador para a construção de instrumentos que avaliem, de forma concreta, o estado de saúde, permitindo a correlação do resultado com o desempenho dos seus colaboradores.

5.3 Limitações

Acredita-se que a limitação mais evidente desta pesquisa esteja relacionada ao fato de se tratar de um estudo transversal, isto é, não existe de uma sequência temporal na avaliação da relação entre as variáveis. Essa crítica está relacionada, inclusive, com a menor importância da saúde para a performance, um dos resultados focais neste estudo. De acordo com Heinemann (2000)23 e Ribeiro24 (1994) apud Canavarro (2010) et al. a qualidade de vida está intimamente ligada à evolução de doenças prolongadas. Assim, um estudo longitudinal poderia tratar essa correlação retrospectivamente, realizando um estudo de caso/controle ou, prospectivamente, estabelecendo um estudo de coorte (BORDALO, 2006).

A falta de estudos que relacionem diretamente saúde à produtividade não permitiu maior aprofundamento na literatura. Moretti (2003) afirma que a preocupação das empresas com a QVT se baseia, principalmente, no bem estar do trabalhador e na eficácia organizacional. Embora exista o reconhecimento da importância da satisfação do trabalhador, sabe-se que são necessários outros fatores para se alcançar a real QVT. Lacaz (2000, p. 151) reforça esse

23 Heinemann, A.W. (2000). Functional status and quality-of-life measures. In R.G. Frank e T.R. Elliott (Eds.),

Handbook of Rehabilitation Psychology (pp. 261-285). Washington, DC: American Psychological Association.

24 Pais-Ribeiro, J. (1994). A importância da qualidade de vida para a psicologia da saúde. Análise Psicológica, 2- 3(XII), 179-191.

pensamento quando se refere à “[...] necessidade de pensar-se indicadores epidemiológicos que expressem as relações saúde/doença e as novas formas de gestão, divisão e organização da produção, representados pelas doenças relacionadas ao trabalho[...]”. Para este autor, a autonomia dos trabalhadores sobre o processo de trabalho, saúde e segurança e as relações com a organização são os elementos que melhor explicam a qualidade de vida no trabalho. Neste estudo foi utilizada uma amostragem não probabilística por conveniência e bola de neve (indicações), que possui como principal limitador, em relação aos estudos probabilísticos, a impossibilidade de se determinar uma generalização dos resultados a população. Este resultado se refletiu especialmente na presença de um grande número de respondentes com curso superior ou mais, indicando um perfil de profissional que se distância do típico encontrado na população. Sabe-se que pesquisas conduzidas com amostragem probabilística apresentam condição essencial à generalização dos resultados (OLIVEIRA, 2001), apesar de Cooper e Schindler (2001, p. 167) afirmarem que procedimentos de amostragem não probabilística podem, por vezes, atender satisfatoriamente aos objetivos de amostragem quando não há o interesse do pesquisador em generalizar um parâmetro da população. Este é o caso típico deste estudo, dado que o foco central está na coerência lógica das variáveis e construtos, com vistas a possibilitar uma escala mais robusta e que possa, posteriormente, ser aplicada a amostras mais gerais de grupos profissionais e organizações específicas.

Outro ponto é a utilização da mesma escala de respostas para os construtos QV, QVT e PF, ocasionando, possivelmente, um erro do método conhecido como efeito halo (PODSAKOFF et al., 2003). Esse fenômeno se refere a distorções da percepção do avaliador devido à influência da impressão geral a um item específico ou à influência de um item dominante sobre os demais avaliados (FROEMMING, 2001), isto é, a avaliação de uma dimensão de maior relevância para o respondente pode ter influenciado sua resposta nas demais dimensões. Outro efeito possível é o de aquiescência, no qual os respondentes tendem a concordar de forma irrestrita com todas as perguntas do instrumento, seja por falta de uma opinião mais formal sobre o item ou pela fadiga de resposta. Tais fenômenos culminam com um padrão de respostas que pode ter inflacionado as correlações entre construtos avaliados sobre a mesma escala (MEADE et al., 2007; NETEMEYER et al., 2003; PODSAKOFF et al., 2003), neste caso QV, QVT e PF. Adicionalmente o uso de uma autoavaliação de performance reforça a tendência citada ao adicionar o elemento de adequação social às respostas obtidas no estudo.

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