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CEM I Siliceux 1,43 CEM V/A Siliceux 1,

2. DISCUSSION SUR LES CONDITIONS OPERATOIRES ET LEUR IMPACT SUR LA DEGRADATION

O Instituto Asilomar para a Arquitetura de Informação (AIfIA-PT, 2010) que se dedica ao avanço do design de ambientes de informações compartilhadas, define Arquitetura da Informação como: 1) o design estrutural de ambientes de informações compartilhadas; 2) a ciência e arte de organizar e rotular websites, intranets, comunidades online e software para dar suporte à Usabilidade e facilidade de encontrar informação; e 3) uma comunidade de práticas emergentes, focada em trazer princípios do design e arquitetura para o ambiente digital.

A Arquitetura da Informação consiste no design de ambientes informacionais compartilhados e resistentes à entropia, que vem a ser o estado de desordem natural de qualquer sistema, na ausência de uma força organizadora.

De acordo com Bustamante (2002) a Arquitetura da Informação teria o papel de solucionar o que é complexo e de organizar a imensa quantidade de dados do mundo civilizado.

Para West (1999), Arquitetura de Informação é a “prática de projetar a infraestrutura de um website, especialmente a sua navegação".

Rosenfeld e Morville (2006, p. 4) apresentam quatro definições para Arquitetura da Informação: 1) “é o projeto estrutural de ambientes de informação compartilhados”; 2) “é a combinação de sistemas de organização, rotulagem, busca e navegação dentro de websites e intranets”; 3) a terceira definição trata de Arquitetura da Informação como sendo “a arte e a ciência que dá forma a produtos de informação e experiências para apoio a Usabilidade e facilidade de busca (findability), também conhecido como “encontrabilidade”; 4) e por último, define Arquitetura da Informação como sendo “uma disciplina emergente e comunidade de prática focada em trazer princípios de design e arquitetura para o panorama digital”.

Segundo Rosenfeld e Morville (2006), para elaborar a arquitetura de informação de um website, além de conhecer os usuários, suas necessidades, hábitos, comportamentos e experiências, faz-se necessário também, entender as características do conteúdo que será apresentado (volume, formato, estrutura, governança, dinamismo, etc.) e as especificidades do contexto de uso. Esta trinca,

usuário-conteúdo-contexto e suas interdependências são únicas para cada website e o papel do arquiteto é justamente conseguir balanceá-las, para que a informação certa seja acessada pela pessoa certa no momento certo.

Destaca-se que a Arquitetura da Informação pode contribuir com a forma como as pessoas processam cognitivamente a informação. Ela é percebida em qualquer sistema que exija que os usuários entendam as informações apresentadas. (GARRETT, 2010).

Para Van Dijck (2003) apud Santa Rosa e Moraes (2012a, p. 25), um dos objetivos da Arquitetura da Informação é contribuir para a construção de sistemas interativos, que atendam as necessidades dos clientes e os objetivos dos usuários.

Na visão de Rodrigues (2001), Arquitetura da Informação refere-se “a tarefa de criar, mapear e construir, tornando as informações claramente identificáveis e sua distribuição bem definida".

Segundo Santa Rosa e Moraes (2012a), o problema principal dos websites é que as pessoas não encontram o que precisam, e acabam desistindo da tarefa. "Há muitos casos em que isso acontece não apenas por problemas de Usabilidade, mas por falhas em sua Arquitetura da Informação". O papel do arquiteto da informação é, portanto, o de "construir estradas da informação, atalhos, pontes e conexões com o intuito de permitir o acesso mais rápido e intuitivo à informação".

De acordo com Rosenfeld e Morville (2006, p. 49) a Arquitetura da Informação de um website está dividida em quatro grandes sistemas, cada um composto por regras e aplicações. Juntos eles reúnem todos os elementos de interação do usuário com a informação apresentada pelo website. São eles: 1) Sistema de Organização (Organization System): Define a classificação de todo o conteúdo; 2) Sistema de Rotulação (Labeling System): Estabelece as formas de representação, de apresentação, da informação definindo rótulos para cada elemento informativo; 3) Sistema de Navegação (Navegation System): Especifica as maneiras de navegar, de se mover pelo espaço informacional e hipertextual; e 4) Sistema de Busca (Search System): Determina as perguntas que o usuário pode fazer e o conjunto de respostas que irá obter.

Garrett (2010) propõe uma metodologia de desenvolvimento de websites, baseada em cinco planos (FIGURA 20) para tratar dos problemas de experiência do usuário e das ferramentas usadas para resolvê-los. São eles: 1) Plano estratégico: tem ênfase nos objetivos do site, bem como na audiência, considerando suas

necessidades; 2) Plano de escopo: Refere-se à definição de conteúdo do site, que leva em conta especificações funcionais embasadas no plano estratégico; 3) Plano de estrutura: Define a maneira como o conteúdo será organizado (Arquitetura da Informação) e a estrutura de navegação do site; 4) Plano de esqueleto: relaciona- se à localização dos elementos da interface; e 5) Plano de superfície: refere-se à criação da interface gráfica do usuário (fundos, títulos, imagens, fotos, etc.).

Figura 20 – Planos da metodologia no desenvolvimento de website

Fonte: Adaptado de Garrett (2010, p. 161).

Na visão de Garrett (2010, p. 89) é possível abordar a criação de um esquema de categorização de duas maneiras: de cima para baixo (top-down), ou de baixo para cima (bottom-up).

Figura 21 – A abordagem de arquitetura de cima para baixo (top-down)

A abordagem de arquitetura de cima para baixo (top-down), ilustrada na Figura 21, é guiada por considerações do plano de estratégia. Esta abordagem envolve a criação da arquitetura diretamente da compreensão do plano estratégico: objetivos do site e das necessidades dos usuários. Começando com as categorias mais amplas de possíveis conteúdos e funcionalidades necessários para juntar esses objetivos estratégicos, recomenda-se, então, dividir as categorias em subseções lógicas. Essa hierarquia de categorias e subcategorias serve como uma concha vazia dentro da qual o conteúdo e as funcionalidades serão alocados.

Figura 22 – Abordagem de arquitetura de baixo para cima (bottom-up)

Fonte: Adaptado de Garrett (2010, p. 90).

A abordagem de arquitetura de baixo para cima (bottom-up), representada na Figura 22, é guiada por considerações do plano escopo, e também deriva de categorias e subcategorias, mas é baseada na análise do conteúdo e dos requisitos funcionais. Começando com os recursos de materiais já existentes, recomenda-se, agrupar os itens dentro de categorias de baixo nível e depois agrupar essas categorias em categorias de alto nível, levando a uma estrutura que reflete os objetivos do site e as necessidades do usuário.