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Chapitre 3 Nanostructures semiconductrices

3.1.2 Confinement dans les semiconducteurs

Todos os Sistemas de Medição de Desempenho, qualquer que seja o modelo, tem como parte integrante de sua constituição o conjunto de indicadores que balizarão as ações para se atingir as metas estabelecidas.

Franceschini, Galetto e Maisano (2007) observam que a definição de indicador está estritamente relacionada à noção de representação-alvo. Esta a operação visa fazer um contexto, ou partes dele, “tangível” para executar avaliações, fazer comparações, formular predições, tomadas de decisões etc.

Esta noção de representação num ambiente organizacional é importante, pois denota que os indicadores tentam recriar contextos organizacionais nos quais diversos fatores interagem de forma complexa. Assim, sabendo-se que as ações e decisões são fortemente influenciadas pela natureza dos indicadores, além do uso e do horizonte de tempo (curto ou longo prazo), deve-se manter em mente que eles possuem certa relações entre si e que são uma tentativa de representação parcial de uma realidade muito mais complexa.

Outro fator de complexidade é que a terminologia usada nos contextos de medição de desempenho não é completamente e univocamente definida. Frequentemente, conceitos similares são classificados utilizando diferentes termos, dependendo da área técnica de interesse. Franceschini, Galetto e Maisano (2007) citam, por exemplo, que termos como “métrica” e “indicador de desempenho” são geralmente considerados sinônimos, tal como “alvo”, “resultado” e “referência de desempenho”. Como esses autores, neste texto, sempre que possível, será utilizada a terminologia da família de padrão ISO 9000.

Com foco em processo, definido na ISO 9001:2008 como sendo um “sistema integrado de atividades que usa recursos para transformar entradas em saídas”, Franceschini, Galetto e Maisano (2007) fazem uma classificação geral de indicadores dependendo do “momento de observação” do processo:

 Indicadores Iniciais (indicadores de estrutura): são aqueles que indicam a qualidade dos recursos envolvidos: facilidades, recursos humanos, ativos tecnológicos e monetários, materiais e serviços fornecidos por fornecedores etc.

 Indicadores Intermediários (indicadores de processos): são aqueles que medem a consistência entre os resultados do processo e suas especificações, fornecendo útil informação sobre o estado do processo. Este tipo de controle torna possível compreender se as condições do processo estão estáveis ou, pelo contrário, estão está rodando dentro de dificuldades inesperadas ou imprevisíveis.

 Indicadores Finais (indicadores de resultado): são aqueles que respondem a questões do tipo “Quais são os resultados do processo?”, “O processo atingiu seu propósito?”, “Quais são os efeitos esperados/inesperados produzidos pelo processo?”, “Qual a taxa de custo-benefício?” Eles geralmente são vistos como sendo os mais importantes por estimarem o resultado final do processo.

Esses mesmos autores ainda colocam que, os indicadores de processos podem ser classificados dependendo do fator de competitividade medida (tempo, qualidade, produtividade e compatibilidade ambiental) e seus propósitos (satisfação do cliente, gestão de recursos internos).

Nem sempre os aspectos que se quer avaliar nas dimensões do modelo do SMD são tangíveis e podem ser caracterizados como processo. Nestas situações, o contexto tangível do indicador criado para estes aspectos possibilita classificá-lo dentro de um dos tipos acima.

Uma questão fundamental que se apresenta aqui sobre os indicadores é a posta por Neely et al. (1997): o que constitui uma bem concebida medida de desempenho?

Para esses autores, as medidas de desempenho tradicionalmente têm sido vistas como um meio de quantificar a eficiência e a efetividade da ação. Esta visão é completada pela expansão do reconhecimento de que as medidas de desempenho também tem um impacto comportamental nos atores envolvidos.

Os atores modificam seus comportamentos na tentativa de garantir um resultado de desempenho positivo, mesmo se isto significar a adoção de um curso de ação inapropriado. Com base nos diversos contextos e perspectivas das medidas de desempenho encontradas em diversos trabalhos publicados, esses autores relacionam as características que uma bem concebida medida de desempenho deveria possuir (Quadro 4).

Neely et al. (1997) observam que estas recomendações melhoram, mas não são suficientes para produzir bons indicadores. Além de buscar atender a estas recomendações, os indicadores devem estar integrado ao contexto do que é avaliado nas dimensões do SMD com propósito de verificar se os resultados estão indo ao encontro das prioridades de desempenho estabelecidas.

Recomendações As medidas de desempenho deveriam:

1. ser derivadas da estratégia

2. ser de simples compreensão

3. ser providas em tempo e com acurado feedback

4. ser baseadas em quantidades que pode ser influenciada, ou controlada, pelo indivíduo ou em cooperação com outros

5. refletir o “processo de negócio” – isto é, o fornecedor e o cliente deveriam ser envolvidos na definição da medida

6. se relacionar com metas específicas

7. ser relevantes

8. ser parte de um laço fechado de gerenciamento

9. ser claramente definidas 10. ter impacto visual 11. focar em melhoria

12. ser consistentes (em que elas mantém suas significâncias no tempo) 13. prover um rápido feedback

14. ter um propósito explícito

15. ser baseadas em uma explicitamente definida formula e fonte de dado 16. empregar taxas ao invés de números absolutos

17. usar dados no quais são automaticamente coletados como parte de um processo sempre

que possível

18. ser comunicadas em um simples e consistente formato 19. ser baseadas nas tendências ao invés de instantâneo 20. prover informações

21. ser precisas – ser exato sobre o que esta sendo medido 22. ser objetivas – não baseadas em opinião

QUADRO 4. Recomendações para a concepção de medidas de desempenho. Fonte: Neely et al. (1997).

A partir dos elementos desta lista de recomendações, Neely et al. (1997) estabelecem uma ficha de registro de indicador de desempenho em que cada item busca atender uma ou mais das recomendações apresentadas no Quadro 4 de modo que todas estejam atendidas. A ficha resultante desta análise é a apresentada no Quadro 5.

Detalhes do Indicador Titulo: Propósito: Relacionado a: Meta: Fórmula: Frequência: Quem mede? Fonte de dados:

Quem atua sobre os dados? O que eles fazem?

Notas e comentários:

QUADRO 5. Roteiro para descrição de indicadores de desempenho. Fonte Neely et al. (1997).

Um aspecto levantado por esses atores é que a ficha de registro é uma ferramenta que facilita o desenho das medidas de desempenho e encoraja, os desenvolvedores daquela medida, a considerar as implicações comportamentais das medidas em configurações particulares.