3.3 Dépôt du cuivre
3.3.1 Comportement de l’atome de cuivre sur la surface propre
Andrea Heidemann9
Nelma Baldin10
Eixo Temático e Tema: Políticas, Programas e Práticas de Educação Ambiental - Política
Nacional de Educação Ambiental, Diretrizes Curriculares Nacionais de Educação Ambiental e Experiências na Educação Básica e Superior.
Palavras-Chave: Ambientalização Curricular; Ensino superior, Educação Ambiental. Resumo Expandido: A Educação Ambiental (EA) vem se fortalecendo nos espaços
educacionais, numa tentativa de chamar a atenção para as questões ambientais e da cidadania e, cada vez mais, vem acontecendo o envolvimento de educadores e educandos com vistas à construção de ideias concretas de sustentabilidade e comprometimento social com os bens naturais, patrimoniais e coletivos. Diante deste contexto, este artigo objetiva realizar uma revisão da literatura acerca da apropriação dos temas EA e meio ambiente pela universidade, visando identificar as possibilidades e os desafios para a efetivação de práticas dessas questões neste espaço específico (IFSC). A educação preocupada com o meio ambiente tem uma missão importante, pois poderá contribuir com a construção de uma sociedade consciente de suas ações e que tenha como meta a justiça socioambiental. Entende-se que a universidade exerce papel fundamental na preocupação com a sustentabilidade socioambiental, tendo em vista que forma os profissionais que irão intervir no cotidiano da sociedade e que também multiplicarão as informações e as práticas apreendidas durante a vivência da formação profissional. O universo da ambientalização curricular da educação superior está pautada em um processo mais amplo de incorporação da EA e que marca a história da universidade brasileira há mais de três décadas (REDE ACES, 2013). Nesse contexto, apresenta-se, aqui, dados preliminares da pesquisa sobre ambientalização curricular nos cursos superiores do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) em nove campi (Florianópolis, Florianópolis Continente, São José, Criciúma, Joinville, Jaraguá do Sul, Jaraguá do Sul- Geraldo Werninghaus, Chapecó, Araranguá). Para tanto, procedeu-se uma pesquisa documental que é aquela realizada a partir de documentos, contemporâneos ou retrospectivos, e considerada cientificamente autêntica (MINAYO, 2004). Assim, foram analisados os Projetos Políticos Pedagógicos (PCC) de 23 Cursos, os Planos de Ensino das Unidades Curriculares e suas respectivas ementas. Este estudo partiu da definição de três categorias de análise pensadas a priori: meio ambiente, sustentabilidade socioambiental e educação ambiental, no entanto, embasou-se, também, em categorias que refletem as 10 características elaboradas pela Rede ACES que dão suporte às pesquisas que visam a análise da ambientalização curricular. Durante a análise dos PPCs identificou-se, dentre os 23 PPCs pesquisados, que 77,27% deles destacam a importância da sustentabilidade socioambiental, 68,18% do meio ambiente e 31,81% citam a educação ambiental como um fundamento importante. Notou-se também que apenas 22,72% dos PPCs fazem menção às essas três categorias concomitantemente e que 13,63% não fazem referência a nenhuma dessas categorias no documento final. Após a análise inicial, com base nas categorias a priori, observou-se que os documentos
9Instituto Federal de Santa Catarina e Universidade da Região de Joinville. E-mail: [email protected]
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o revista brasileira deeducação
ambiental
apresentam uma considerável relevância das questões ambientais. Assim, relacionando esses primeiros dados a uma reflexão mais aprofundada, levando-se em consideração as características da Rede ACES e que cada plano de ensino tem seu próprio formato, onde alguns trazem a preocupação com um detalhamento maior sobre a disciplina e outros de maneira objetiva e resumida apresentam apenas as informações mais básicas, pode-se afirmar que quanto às categorias 1 (Compromisso com a transformação das relações sociedade-natureza), categoria 3 (Ordem Disciplinar- flexibilidade e permeabilidade), Categoria 5 (Levar em conta o sujeito na construção do conhecimento) e categoria 7 (Coerência e reconstrução entre teoria e prática),essas estão presentes na construção dos PPCs de cursos como os de Engenharia, Design de Produtos e de Química. Essa situação desencadeia a presença de ações e oportunidades formativas que possibilitam o tratamento educativo da temática ambiental na formação inicial da maioria dos profissionais, apesar de que há três cursos que demonstram, em seus PPCs, que ainda não despertaram para a importância da EA. A complexidade do tema ambiental exige que se empreendam discussões sobre a importância dessa questão tida, hoje, como essencial para a formação integral de todas as categorias de profissionais (licenciaturas, bacharelados ou de tecnólogos). A inclusão da EA ou das noções de sustentabilidade socioambiental nos planos de ensino pode demonstrar o comprometimento de professores e alunos no processo de ensino-aprendizagem. E que este engajamento poderá ocorrer, desde que colocado em prática no cotidiano. No entanto, determinadas categorias utilizadas pela Rede ACES para avaliar as condições de ambientalização do ensino superior não estão presentes na configuração dos PPCs dos cursos superiores do IFSC tais como a categoria 2 (Complexidade), ou seja, ter a preocupação em trabalhar a EA como complementaridade e não de maneira fragmentada, adotando, assim, uma visão sistêmica e considerando uma análise das causas e conseqüências dos problemas socioambientais. Até é possível considerar que alguns cursos apresentam características que embasam essa categoria (Engenharia e Química), porém não apresentam consistência de fundamentação para acreditar-se que efetivamente este processo aconteça. As informações contidas nos PPCs demonstram, ainda, quanto à prática da interdisciplinaridade no ensino superior que esta se constitui um desafio para os docentes e para os discentes. Isso se dá, principalmente, pela configuração encontrada nas grades curriculares onde a temática que envolve temas referentes ao meio ambiente estão concentradas em apenas uma disciplina, a exemplo dos cursos: Fabricação Mecânica, Física, Hotelaria e Gestão Hospitalar. A categoria 4, que se refere à contextualização, também não aparece de maneira explicita nos PPCs estudados. Levando-se em conta que a base dessa categoria é o contexto socioambiental local com suas características sociais, políticas, culturais e econômicas e que o Plano de Desenvolvimento Institucional do IFSC defende a necessidade da inserção da instituição na realidade da comunidade atrelada ao desenvolvimento regional, é de se considerar a importância de uma revisão nesse quesito. Considerando-se a importância do desenvolvimento local e a missão do IFSC, destaca-se a ausência da inclusão dessa contextualização nos cursos de graduação. A partir das análises dos PPCs do IFSC entendeu-se o processo de ambientalização curricular já está desencadeado na instituição, apesar de ainda encontrar-se a demonstração de certas dificuldades e desafios frente a esta inserção. Principalmente, esses desafios referem-se a à interdisciplinaridade e a manutenção da temática ambiental durante todo o período de formação dos discentes.
Referências
MINAYO, M. C.Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 23. ed. Petrópolis: Vozes, 2004.
REDE ACES. Red de Ambientalización Curricular de los Estudios Superiores. Disponível em: ttp://insma.udg.es/ambientalitzacio/web_alfastinas/castella/c_index.htm. Acesso em: 15 jul. 2013.