Conclusion du Chapitre théorique – rappel des objectifs de cette recherche :
3 Transcription et conventions
3.1 Classification des actes uni- et bi- modaux
Juliane Francischeti Martins Motoyama SEDUC/CELLIJ /UNESP/Doutorado em Educação Renata Junqueira de Souza CELLIJ/UNESP/Pedagogia e Doutorado em Educação/Orientadora
Resumo
Desde os primeiros momentos de vida, os bebês demonstram ter percepção e habilidades linguísticas e, por isso, se comunicam com os adultos exprimindo reações de entendimento. É esta compreensão do mundo que ocorre ao seu redor e expresso em língua materna que se torna a chave para a aquisição da linguagem infantil nos primeiros anos de vida. Conscientes de que a aquisição da linguagem é um processo rápido e que precisa ser potencializado nesse primeiro contato da criança com a língua, desenvolvemos pesquisas que trabalham com a escuta e leitura de textos literários para bebês que estão na primeiríssima infância com a intenção de torná-los mais sensíveis às nuances da língua materna e de enriquecer seu vocabulário e expressão. Este trabalho traz um estudo de caso com abordagem qualitativa, no qual o universo da pesquisa é a bebeteca da Escola Municipal Doutor Aziz Felippe em Presidente Prudente, estado de São Paulo, e seus sujeitos: professoras, educadoras, crianças e famílias frequentadoras do espaço. Abordamos o desenvolvimento de bebês de um e dois anos de vida que participam do projeto “Do colo à roda de histórias: práticas de leitura para a educação literária” desenvolvido com o apoio de alunos bolsistas do CELLIJ e do Núcleo de Ensino da Universidade Estadual Paulista (UNESP) que realiza semanalmente intervenções no espaço com contação de histórias. O objetivo deste estudo é observar a recepção às narrativas, bem como às interações que se estabelecem com o espaço e com os livros através da relação que as crianças construíram com a literatura que lhes chegou pela oralidade. Como esta é uma pesquisa que se desenvolve anualmente, os resultados de 2017 e os preliminares de 2018 apontam que as crianças quando expostas ao contato com o texto literário em situações lúdicas desenvolvem a oralidade e a imaginação. Além disso, ao longo do projeto, o contato dos bebês com os livros tornou-se mais harmonioso e eles passaram a chorar menos e interagir mais e, em alguns momentos, reconhecem elementos da narrativa e mostram para os colegas como, por exemplo, o “au-au” ou o “nenê”. Essas ações estão servindo como base para compreender como os bebês são capazes de desenvolver outros modos de leitura e expressão a partir da vivência com o literário.
Introdução
A vida do ser humano se inicia com o nascimento e um som que comunica ao mundo a chegada de uma nova vida: o choro. Desde os primeiros dias de vida, os bebês aprendem que para sobreviverem no mundo, deverão fazer uso de habilidades comunicativas, a primeira delas é o choro, mas não demora muitos meses para que eles comecem a compreender que há outros sons – por vezes até mais eficientes – que mediam as relações humanas. Por volta dos três meses de idade, surgem os primeiros balbucios e os bebês começam a modelá-los para servirem de ferramenta para socialização.
Tendo os pequenos compreendido que a aquisição da linguagem é a chave para a sua vivência no mundo, aos adultos cabe o papel de auxiliá-los no aprimoramento desta capacidade para que possam melhorar a compreensão do universo que está posto ao seu redor em sua língua materna. Todavia, um agravante neste caso é que a aquisição da linguagem é rápida e relacionada a fatores como contextos linguísticos e situacionais. Sendo assim, o adulto tem um importante papel para potencializar as experiências infantis a fim de enriquecer o vocabulário e a expressão das nuances da língua. Um dos caminhos para este trabalho é a leitura e escuta de textos literários já nos primeiros meses de vida dos bebês.
Isto posto, este texto apresenta o desenvolvimento de bebês de um e dois anos de vida que participam do projeto “Do colo à roda de histórias: práticas de leitura para a educação literária” desenvolvido com o apoio de alunos bolsistas do CELLIJ e do Núcleo de Ensino da Universidade Estadual Paulista (UNESP) que realizam semanalmente intervenções no espaço com contação de histórias. Neste sentido, problematizamos: como formar crianças sensíveis à arte e ao potencial da língua materna através do trabalho na escola? Em que medida o acesso à literatura pode transformar a vida das crianças na primeiríssima infância?
Nesta jornada, algumas hipóteses se levantaram e muitas já se confirmaram, visto que já trabalhamos nesta escola por dois anos seguidos. A hipótese sobre o desenvolvimento da língua materna se potencializar através do contato com a arte é em parte verdadeira, pois há outros fatores que interferem nesta variável como, por exemplo, as habilidades cognitivas de cada criança, portanto, nem todas avançaram na mesma medida. No entanto, o acesso à literatura mostrou-se uma ferramenta primordial para uma série de questões cognitivas, metacognitivas e comportamentais no desenvolvimento dos bebês.
O objetivo deste estudo é observar a recepção às narrativas, bem como às interações que se estabelecem no espaço e com os livros através da relação que as crianças construíram com a literatura que lhes chegou pela oralidade.
Como esta é uma pesquisa que se desenvolve anualmente, os resultados de 2017 e os preliminares de 2018 apontam que as crianças quando expostas ao contato com o texto literário em situações lúdicas desenvolvem a oralidade e a imaginação. Além disso, ao longo do projeto, o contato dos bebês com os livros tornou-se mais harmonioso e eles passaram a chorar menos e interagir mais e, em alguns momentos, reconhecem elementos da narrativa e mostram para os colegas como, por exemplo, o “au-au” ou o “nenê”. Essas ações estão servindo como base para compreender como os bebês são capazes de desenvolver outros modos de leitura e expressão a partir da vivência com o literário. Neste caso, a importância de tal investigação se baseia no fato de que, diferentemente de países europeus que possuem bebetecas há certo tempo, no Brasil o primeiro desses espaços surgiu em Castro, no estado do Paraná, no ano de 2007 e somente a partir dos últimos anos está ganhando o campo de investigações pautado em estudos espanhóis como, por exemplo, Escardó (2003) Ainda assim, a visão que se tem do espaço em certos momentos é simplista e relacionada ao senso cmum tomando o conceito como uma coleção de livros para “crianças pequenas” sem pensar na qualidade das relações que se estabelecem entre criança e livro /criança e mediador.
Este trabalho traz um estudo de caso com abordagem qualitativa, no qual o universo da pesquisa é a bebeteca da Escola Municipal Doutor Aziz Felippe em Presidente Prudente, estado de São Paulo, e seus sujeitos: professoras, educadoras, crianças, famílias e estudantes do curso de Pedagogia frequentadores do espaço. Destacamos que, este texto é apenas um recorte do trabalho que desenvolvemos em que enfocamos as relações estabelecidas entre os livros e as crianças pequenas.
Diante do exposto, este texto está organizado em duas partes: a primeira traz a apresentação do projeto na qual expomos as ações que estão sendo desenvolvidas e os meios para que isso ocorra e na segunda parte analisamos alguns pontos que já podem ser observados na escola aproveitando para refletirmos sobre novos caminhos e possibilidades e esperando que a pesquisa possa servir de inspiração para outras escolas e que avancemos na construção de bebetecas e bebês leitores no Brasil.