• Aucun résultat trouvé

La « Belle époque » : cycle du caoutchouc et urbanisation de Santarém

Dans le document Rivalités Riveraines (Page 73-103)

Vivre le long de l’Arapiuns

2.4 La « Belle époque » : cycle du caoutchouc et urbanisation de Santarém

O Modelo 2 segue a lógica do primeiro modelo, isto é, busca identificar os possíveis efeitos da pobreza por necessidades básicas insatisfeitas nas variáveis de bem- estar físico, bem-estar mental e satisfação com a vida. A construção e a lógica aplicada é a mesma do modelo anterior, a única exceção é a adoção de um segundo modelo de concepção de pobreza, ou seja, apenas trocou-se a variável de pobreza com uma abordagem monetária pela perspectiva das necessidades básica insatisfeitas.

Estimativas do Modelo 2

Assim como no modelo 1, no modelo 2 quase todas as relações estimadas entre as variáveis foram significativas ao nível de 5%. Também como o primeiro modelo as relações entre raça e sexo com a variável de satisfação com a vida não apresentaram significância. Comparativamente, o modelo 2 possui o ganho de ter a relação entre raça e bem-estar mental com significância estatística, diferentemente do modelo anterior.

Tabela 55 – Parâmetros da Regressão - Modelo 2

Relações Entre as Variáveis Valor Estimado-

padronizado P-Value

Pobreza – Necessidades básicas

insatisfeitas > Bem-estar físico 0,038 ***

Pobreza – Necessidades básicas

insatisfeitas > Bem-estar mental 0,008 -

Pobreza – Necessidades básicas insatisfeitas

> Satisfação com a vida -0,027 _

Raça> Bem-estar físico 0,053 ***

Raça> Bem-estar mental -0,002 -

Raça > Satisfação com a vida 0,054 ***

Sexo> Bem-estar físico 0,095 ***

Sexo> Bem-estar mental 0,147 ***

Sexo > Satisfação com a vida -0,021 -

Idade> Bem-estar físico -0,231 ***

Idade>Bem-estar mental -0,152 ***

Idade>Satisfação com a vida 0,020 -

Raça > Pobreza – Necessidades básicas

insatisfeitas 0,077 ***

Sexo> Pobreza – Necessidades básicas

insatisfeitas -0,023 -

Idade> Pobreza – Necessidades básicas

insatisfeitas 0,031 ***

***=significante a 0,001 **=significante a 0,005 - = não significante

Fonte: Elaboração própria a partir dos dados da Pesquisa Dimensões Sociais da Desigualdade (2008)

As covariâncias dos erros do modelo também foram significantes ao nível de 1%, conforme mostra a Tabela 56.

Tabela 56 – Covariâncias - Modelo 2

Covariâncias Estimativa P-Value

e2<-->e3 0,518 ***

e3<-->e4 0,471 ***

e2<-->e4 0,394 ***

Fonte: Elaboração própria a partir dos dados da Pesquisa Dimensões Sociais da Desigualdade (2008)

Qualidade do Ajuste do Modelo 2

1. A relação entre o Qui-Quadrado e os seus graus de liberdade foi de 18,46. Isto significa que o critério de qualidade não foi satisfeito (Tabela 57); 2. Seis das quinze relações entre as variáveis não foram estatisticamente

significantes;

3. Em contrapartida todas medidas de qualidade do ajuste atenderam aos critérios, como por exemplo, o Índice de Ajuste Ponderado (NFI) e a Raiz do Erro Quadrático Médio de Aproximação (RMSEA) conforme observa-se na Tabela 58.

Tabela 57 – Estatística Qui-Quadrado – Modelo 2

Estatística Valor Calculado Critério de Qualidade do

Ajuste

Qui-Quadrado (ꭓ²) 55,373 -

Graus de Liberdade (G.L.) 3 -

ꭓ² / G.L. 18,46 ≤ 5

Fonte: Elaboração própria a partir dos dados da Pesquisa Dimensões Sociais da Desigualdade (2008)

Tabela 58 – Medidas de Qualidade do Ajuste – Modelo 2

Estatística Valor Calculado Critérios de Qualidade do

Ajuste

NFI - Índices de Ajuste Ponderado 0,991 ≥ 0,9

RFI - Índices de Ajuste Relativo 0,936 ≥ 0,9

IFI - Índices de Ajuste Incremental 0,991 ≥ 0,9

TLI - Índices de Ajuste de Tuker-Lewis 0,939 ≥ 0,9

CFI - Índices de Ajuste Comparativo 0,991 ≥ 0,9

AGFI - Índice Ajustado da Qualidade do Ajuste 0,987 ≥ 0,9

RMR - Raiz do Resíduo Médio 0,005 ≤ 0,10

RMSEA - Raiz do Erro Quadrático Médio de Aproximação 0,040 ≤ 0,08

Fonte: Elaboração própria a partir dos dados da Pesquisa Dimensões Sociais da Desigualdade (2008)

Análise dos Efeitos Diretos e Indiretos das Estimativas e o Poder de Explicação do Modelo 2

A Figura 15 e Tabela 59 apresentam as estimativas do Modelo 2 detalhando os efeitos diretos e indiretos das variáveis do modelo.

Figura 15 – Perspectiva das Necessidades Básicas Insatisfeitas (Modelo 2)

Fonte: Elaboração própria a partir dos dados da Pesquisa Dimensões Sociais da Desigualdade (2008)

Tabela 59 - Efeitos Padronizados-Modelo 2

Relações Entre as Variáveis Efeito indireto padronizado

Efeito direto padronizado

Efeito total- padronizado Pobreza – Necessidades básicas

insatisfeitas > Bem-estar físico - 0,038 0,038

Pobreza – Necessidades básicas

insatisfeitas > Bem-estar mental - 0,008 0,008

Pobreza – Necessidades básicas insatisfeitas

> Satisfação com a vida - -0,027 -0,027

Raça> Bem-estar físico 0,003 0,053 0,056

Raça> Bem-estar mental 0,001 -0,003 -0,002

Raça > Satisfação com a vida -0,002 0,054 0,052

Sexo> Bem-estar físico -0,001 0,095 0,094

Sexo> Bem-estar mental 0,000 0,147 0,147

Sexo > Satisfação com a vida 0,001 -0,021 -0,021

Idade> Bem-estar físico 0,001 -0,231 -0,230

Idade>Bem-estar mental 0,000 -0,151 -0,151

Idade>Satisfação com a vida -0,001 0,021 0,020

Raça > Pobreza – Necessidades básicas

insatisfeitas - 0,077 0,077

Sexo> Pobreza – Necessidades básicas

insatisfeitas - -0,023 0,023

Idade> Pobreza – Necessidades básicas

insatisfeitas 0,031 0,031

Fonte: Elaboração própria a partir dos dados da Pesquisa Dimensões Sociais da Desigualdade (2008)

Conforme expresso acima o Modelo 2 encontra-se detalhado entre efeitos diretos e indiretos das variáveis de bem-estar e satisfação. É importante lembrar que, devido à forma como as cargas fatoriais dos construtos foram estimadas, escores maiores do bem- estar físico e mental devem ser interpretados como redução do bem-estar. No mesmo sentido, escores maiores da satisfação com a vida representam uma diminuição da satisfação. Ainda com base na forma como as cargas fatoriais foram estimadas, ressalta-se que o crescimento do escore necessidades básicas insatisfeitas deve ser interpretado como menores necessidades básicas satisfeitas. É interessante observar que, embora o efeito total seja significante, ao decompor os efeitos diretos e indiretos da raça sobre a saúde mental esses se tornam não significantes. Porém vemos que a relação é positiva apenas através da pobreza (efeito indireto), o que pode sugerir que a significância encontrada está relacionada ao fato de que mais negros se encontram na pobreza por necessidades insatisfeitas e através disso podem apresentar percepções de mal estar mental.

Iniciando a análise pelos valores encontrados na regressão construída entre a pobreza (necessidades básicas insatisfeitas) e as variáveis demográficas (sexo, raça e idade) observa-se que, assim como ocorre no modelo 1, raça é a principal variável do modelo a explicar a pobreza (0,136). Contudo, diferentemente do primeiro modelo, nessa concepção de pobreza, sexo não é uma variável estatisticamente significante. Dessa forma, novamente, ser negro e mais jovem contribue para a pobreza (necessidades básicas).

O Modelo 2 possui menos variáveis explicativas estatisticamente relevantes. Pensando nas variáveis demográficas explicando as medidas de bem-estar e a satisfação com a vida, observa-se que o modelo 2 perde em relevância estatística. A satisfação com a vida, por exemplo, das três variáveis demográficas mensuradas apenas a vertente racial é estatisticamente significante. Em contrapartida, todas as variáveis explicativas funcionam para explicar o bem-estar físico. A lógica da causalidade não se altera quando comparado os modelos 1 e 2, isto é, mulheres, idosos e negros são aqueles que mais relatam dificuldades de bem-estar físico.

Posta a padronização do desenho do modelo de equações estruturais, cuja alteração apenas ocorre nas concepções de pobreza, a comparação entre os modelos torna-se mais interessante nas regressões entre os diferentes tipos de pobreza e sua correlação com o bem-estar físico mental e satisfação com a vida. A primeira questão a ser sublinhada nessa comparação é que diferentemente de como ocorre no modelo 1, no segundo modelo a concepção de pobreza (necessidades básicas insatisfeitas) não é estatisticamente significante para satisfação com a vida e bem-estar mental. Dessa forma, a única análise a ser feita entre as relações é entre a pobreza e o bem-estar físico. Nesse enfoque, observa-se que há uma relação idêntica entre os modelos, isso é, quanto mais pobre menor é a sensação de bem-estar físico. Contudo, comparando os efeitos totais das duas concepções de pobreza no bem-estar físico, observa-se que há um maior efeito da pobreza exposta no modelo 1 em comparação à pobreza analisada no segundo modelo (respectivamente, 0,052 e 0,038).

Tabela 60 – Correlações Múltiplas ao Quadrado - Modelo 2

Variáveis Valor Calculado

Pobreza – necessidade básicas insatisfeitas 0,7%

Satisfação com a Vida 0,4%

Bem-Estar Mental 4,5%

Bem-Estar Físico 6,6%

Fonte: Elaboração própria a partir dos dados da Pesquisa Dimensões Sociais da Desigualdade (2008)

Por fim, a Tabela 60 apresenta o poder de explicação do Modelo 2 (Perspectiva das Necessidades Básicas Insatisfeitas), ou seja, em que medida as variações ocorridas nas medidas de bem-estar e satisfação com a vida foram explicadas exclusivamente pelas

variáveis exógenas sexo, raça, idade e a variável interveniente de pobreza (necessidades básicas insatisfeitas).

De acordo com os resultados dessa tabela, as variáveis citadas explicam conjuntamente 0,4%, 4,5% e 6,6% das variações ocorridas na satisfação com a vida, bem- estar mental e bem-estar físico, respectivamente. Enquanto, que sexo, raça e idade explicam 0,7% das variações da pobreza.

Esses resultados caracterizam um baixo poder de explicação do modelo. Comparativamente, o modelo 2 explica pior as variáveis do interesse desse trabalho que o modelo que o precedeu.

Dans le document Rivalités Riveraines (Page 73-103)