PARTIE IV ARCHITECTURE DES MILIEUX POREUX VISUALISATION ET
IV 6.5 Architecture des milieux poreux: une méthode d'investigation orientée image
Detalharemos os momentos em que transcorreu a pesquisa, apresentando suas etapas de execução, para evidenciar cada atividade realizada, de forma ordenada, e facilitar a
compreensão do estudo, porém ressaltamos que algumas atividades ocorreram de forma simultânea, visando atender ao tempo de estudo e a sua própria viabilidade.
1º momento: a análise documental deu-se primeiro e correspondeu ao levantamento
exploratório dos documentos do programa, dos registros de acompanhamento, atas de reuniões e projeto político pedagógico das duas instituições – SESI e SENAI, e de sistemas de monitoramento de indicadores, registros da secretaria, com dados dos alunos atendidos e informações sobre a implantação e o desenvolvimento do programa.
Esse procedimento da pesquisa foi importante para contextualização do programa e para identificação dos egressos e empresas envolvidas. Importante ressaltar as dificuldades, também nessa fase, por não encontrarmos todos os dados, especialmente da primeira turma, organizados e de fácil localização e rastreabilidade, com a justificativa das instituições de que não existiam sistemas de informação à época de sua implantação, além da mudança desses sistemas, ao longo da existência do programa.
Todavia, foi possível investigar quais os indicadores do programa, como são avaliados e acompanhados e as possíveis estratégias adotadas para correções ou melhoria. Um roteiro foi utilizado (Apêndice G), para a análise documental, procurando assim orientar o levantamento dos principais tópicos relativos à estruturação da parte básica de formação, referente ao ensino médio e à formação técnica, tendo em vista identificar a forma e o momento em que as demandas das indústrias, relacionadas no objetivo específico 1, são levantadas e consideradas para subsidiar as ações.
2º momento: o segundo momento da pesquisa consistiu na realização da pré-testagem
dos questionários e roteiros das entrevistas com os 4 (quatro) egressos, 1 (uma) gestora, 2 (dois) professores e 1 (uma) empresa. A obtenção destas informações permitiu validar os instrumentos das técnicas de pesquisa. Algumas perguntas foram retiradas, por dificuldade de compreensão, e pelo tamanho inicial do questionário, além de outras questões, que foram incluídas para atender ao proposto na pesquisa.
Importante ressaltar que esse momento também serviu para validar a possibilidade de uso de equipamentos, como gravador, e devido ao desconforto percebido, ainda que minimizado com esclarecimentos dos objetivos da pesquisa, a que se propõe, como etapa de estudo, o sigilo e a ética profissional, ele foi retirado do trabalho, sem prejudicar os registros feitos e a coleta das informações necessárias. Houve cuidado de, inclusive, fazer a transcrição,
ao final de cada entrevista realizada, para evitar que qualquer detalhe importante de registro fosse esquecido.
3º momento: o momento seguinte foi a realização das entrevistas semiestruturadas, com
os gestores das três instituições definidas no documento Projeto EBEP, Sesi, Senai e IEL. Na escola do Sesi, foram realizadas as entrevistas semiestruturadas com a gestora e os coordenadores pedagógicos. Para esse momento, foram realizadas várias visitas, tendo em vista atender à disponibilidade dos entrevistados.
As entrevistas com o gestor da escola do Senai, a gestora de estágio do Iel e a assessora de educação do Senai ocorreram na sede da instituição e, posteriormente, em visita à unidade, ocorreram as entrevistas da equipe pedagógica, com as duas coordenadoras do Senai, sendo que uma delas está trabalhando atualmente no Sesi.
Nesses momentos, obtivemos dados que possibilitaram a análise do programa, quanto ao atendimento e à melhoria do processo pedagógico, dos resultados e do atendimento às demandas da indústria e da sociedade, conforme descrito no projeto.
Também foram buscados insumos para verificar se o programa tem possibilitado a integração das ações desenvolvidas na educação regular e profissional, por meio da articulação das instituições que integram o Sistema FIEB – Sesi, Senai e Iel.
4º momento: realização das entrevistas com os coordenadores pedagógicos do Sesi, as
coordenadoras do Senai, a vice-diretora da escola do Sesi, o psicólogo do Senai e a psicóloga do Sesi. As entrevistas previstas foram realizadas, incluindo a vice-diretora da escola do Sesi, que participou, no mesmo dia, das entrevistas das coordenadoras. Foi feita uma programação, com duração média de 40 minutos para cada coordenador. Apenas com o psicólogo do Senai, devido a sua ausência por motivos de viagem fizemos a entrevista por telefone, mas isso não prejudicou o trabalho, ao contrário, durou o tempo necessário, considerado para as demais entrevistas.
O roteiro da entrevista foi um importante suporte, mas as falas dos entrevistados nos guiavam para informações que, mesmo sem terem sido previstas de acordo com a própria técnica, foram muito importantes para as análises que fundamentaram a avaliação de resultado do programa EBEP. Ocorreu também o surgimento de pontos que apoiavam as entrevistas seguintes, visando identificar se era um ponto isolado ou se poderia ser comparado à percepção de mais algum dos entrevistados, além de seu proveito para comparações nas contradições que por vezes surgiam.
5º momento: a aplicação dos questionários com os egressos do programa buscou
garantir a maior participação possível. Para isso, foi feito um contato direto, por telefone, mobilizações presenciais e on-line, com apoio dos próprios egressos que respondiam aos questionários.
O questionário foi implantado em ferramenta da internet, e os estudantes receberam o endereço por e-mail e pelo grupo existente em uma rede social. Além disso, puderam responder diretamente, por telefone ou pessoalmente.
Os questionários subsidiaram a técnica do survey5, onde pudemos analisar o processo de desenvolvimento do programa, assim como a sua influência na formação dos jovens egressos do programa. Assim, buscamos compreender as influências e perspectivas de sua formação para o seu desenvolvimento pessoal e identificar o índice de satisfação desses jovens, quanto à formação, e se deram continuidade ao percurso formativo.
O tempo de realização dessa etapa foi superior ao previsto, devido a dificuldades, tais como contato com os ex-alunos, por mudança de telefone ou não se encontrar em casa; a demora na utilização da ferramenta on-line; o tempo de resposta do Senai, detentor dos dados dos alunos diplomados nos anos pesquisados; a lista dos alunos com erros de informações, que foram corrigidas com a ajuda dos próprios alunos, a exemplo da primeira turma, em que a lista tinha número de alunos concluintes menor que a realidade, e os próprios alunos informavam os colegas que tinham concluído o curso.
6º momento: aplicação dos questionários aos professores do Sesi e Senai, enviados por
e-mail e feita pessoalmente, para garantir a amostra necessária. Nessa etapa, tivemos que recorrer aos gestores, como já relatado, para pedir apoio quanto à participação mínima dos docentes, quando identificamos o baixo retorno por e-mail, principalmente dos docentes do Senai.
7º momento: foram realizados dois grupos focais, um com coordenadores de curso do
Senai e pedagógicos do Sesi, outro com professores do Sesi e do Senai. O local destinado a esta atividade foi uma sala da escola do Sesi, e o convite foi feito antecipadamente, agendando uma data validada pelas duas instituições. A dificuldade nesse momento foi garantir a participação dos professores do Senai, o que conseguimos, somente na terceira
5
Surveys são realizados para permitir enunciados descritivos sobre alguma população, descobrir a distribuição de certos traços e atributos; são semelhantes a censos, sendo que examinam uma amostra de população. (BABBIE, 2001, p. 78)
tentativa de realização, quando mudamos o local de realização para a unidade do Senai Cetind, levando, então, os professores do Sesi. A atividade foi gravada e a mediadora teve apoio de mais duas pessoas, para o registro das falas, como garantia de que nenhuma informação escapasse.
8º momento: realização das entrevistas com as empresas indicadas pelo Senai, como
locais de estágio ou de trabalho dos egressos do programa. Após fazermos a triagem da lista, visto a repetição de empresas, fizemos contatos com todas, agendando encontro presencial, porém nem todos os responsáveis aceitaram o encontro, que durava em média vinte e cinco minutos, e para não perdermos mais esta fonte de informações, aceitamos fazer por telefone.
Concluído o trabalho de campo, partimos para as análises dos dados, conforme esquema apresentado a seguir.