10. L’AMDEC à l’épreuve des usages
10.1. Objectif et méthodes
10.1.3. Analyse des données
O Homem sempre sentiu a necessidade de viajar e conhecer novos povos e novas culturas. O Turismo como o conhecemos hoje, surgiu com a Revolução Industrial, quando o Homem começou a sentir necessidade de experienciar momentos de lazer, com o aparecimento de novos meios de transporte (Silva, 2016). Estes encorajamentos passaram
também pelas mudanças laborais, que permitiram a possibilidade de viajar, entre elas destacamos o tempo para férias/descanso, a generalização do salário mensal, a melhoria dos meios de transportes (caminhos de ferro) e a otimização de lugares de acolhimento nos destinos escolhidos para as viagens, citado por (Ramos, 2014).
A perceção do Turismo como uma nova atividade humana criadora de múltiplos efeitos foi-se formando lentamente mas é no período de transição do século XIX para o século XX que surgem as primeiras tentativas da sua definição (Cunha, 2010). O Turismo é uma ciência em formação, não basta referir que o Turismo “pode ser abordado de diversos
pontos de vista, com diferentes interesses e metodologias” ou relacioná-lo com algumas
disciplinas como a Geografia, a Economia, o Marketing, a Sociologia, a História, etc. Tudo isto se interliga, mas não define o próprio conceito de Turismo enquanto ciência (Silva, 2016).
A literatura que aborda a questão da definição de Turismo é por vezes contraditória, e como tal define o Turismo do ponto de vista conceptual e técnico. Enquanto as primeiras abordam as definições de base e as características que distinguem o Turismo de outras atividades; as segundas procuram apresentar medidas apropriadas para o desenvolvimento de estatísticas turísticas, normas legislativas e padrões para a investigação e estudo da área (Oliveira, 2008). Pensamos que para existir um consenso na definição deve privilegiar-se as duas perspectivas, a da oferta e a da procura.
A Organização Mundial do Turismo (OMT), antiga União Internacional de Organizações Oficiais de Viagens (IUOTO), foi criada em 1925 como uma organização internacional não-governamental que reunia associações privadas e governamentais de Turismo. Em 2003 tornou-se muna agência especializada das Nações Unidas. A sua missão consiste em promover o Turismo sustentável, responsável e universalmente acessível como indutor do desenvolvimento inclusivo. Nesse sentido, as ações da OMT são direcionadas para o conhecimento sobre o mercado de Turismo, a promoção de políticas e instrumentos de apoio ao Turismo, o incentivo à educação e à formação bem como a oferta de capacitações e assistência técnica. A Organização também contribui para disseminar o Código de Ética Mundial para o Turismo com o intuito de maximizar a contribuição socioeconómica do Turismo e minimizar possíveis impactos negativos (Observatório
O secretário-geral da Organização Mundial do Turismo (OMT), Taleb Rifai, elogiou Portugal por estar a converter o Turismo num pilar de crescimento socioeconómico e saudou o exemplo do programa Revive, ao possibilitar a preservação de património. Mais referiu à Agencia Lusa na véspera da Conferência Turismo Sustentável GPA 2017, que decorreu em Évora, que Portugal está a revelar o seu compromisso com os objetivos de tornar o Turismo num pilar de crescimento socioeconómico enquanto promove e protege a herança cultural e natural. No sector do Turismo, Portugal está a criar "empregos e novas
oportunidades para todas as regiões do país". O responsável reafirmou que o "crescimento [no setor] não é um inimigo". Referindo que: "O importante é a forma como se gere o crescimento e se usam os recursos gerados pelo crescimento", argumentando ainda, que é
importante reinvestir as receitas do Turismo, nomeadamente na conservação do património, uma "herança que muitas vezes não poderia ser sustentada sem esses
recursos".
O Turismo é um setor que a cada ano tem registado subidas a todos os níveis, em 2016 foi registado 1,2 milhões de turistas, o peso de 7% do Turismo no comércio global, de 10% na riqueza gerada globalmente, e o facto de o setor ser responsável por um emprego em cada 10 em todo o mundo, as Nações Unidas decidiram proclamar 2017 como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento (DN Lusa, maio 2017). "Reconhecendo o potencial que o setor tem para contribuir para o crescimento económico,
inclusão social, preservação natural e cultural e melhor compreensão entre as várias culturas", referiu o secretário-geral da Organização Mundial do Turismo, Taleb Rifai,
acrescentando que o mote lançado a todos os trabalhadores é: "viajar, aproveitar e respeitar". Logo, segundo o responsável da OMT, cada turista poderá transformar-se num embaixador da sustentabilidade.
O Turismo Nacional teve um impulso no seu desenvolvimento com a aprovação do Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT) em 2007 e nas revisões seguintes. As empresas do sector, foram desafiadas a consolidar a sua competitividade pelo ajustamento e/ou redefinição do seu modelo de negócio. A globalização e acelerada evolução das tecnologias de informação foram fundamentais para este incremento turístico e para a modernização do setor (PENT, 2007).
A Estratégia para o Turismo 2027 pretende ser o referencial estratégico para o Turismo em Portugal dos próximos anos. Tendo por base um processo participativo, alargado e criativo com contributos de diversos ângulos da sociedade nas suas várias valências este plano combina ações de curto prazo com maior sentido estratégico e enquadra-as no futuro com os quadros comunitários disponíveis. Este documento refere ainda a importância do planeamento para os próximos anos com um enfoque na valorização do território, criação de redes e como potenciador do conhecimento.
O Turismo em Portugal é o principal setor da economia representando em 2016 uma percentagem de 16.7% das exportações nacionais. A nova economia do Turismo necessita de modelos económicos com orientação para a gestão das operações e logística. É fundamental que o setor do Turismo se interligue com as organizações não lucrativas e sustente a razão de ser do Turismo: a cultura, o património, o ambiente e as organizações do terceiro setor envoltos em tecnologias fortemente desenvolvidas e com elevado potencial de inovação (Costa, 2017).