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Chapitre 4 – Production automatisée de représentations volumiques

4.3. Analyse de la performance de la procédure proposée

Foram entrevistados aproximadamente 750 professores de universidades federais e estaduais e mais 13 coordenadores de destacadas IES das diversas regiões do Brasil. Quanto à formação acadêmica dos professores, a grande maioria (76,32%) é graduado em Administração de Empresas.

A Tabela 5 aponta o tipo da IES, a natureza e o ano de conclusão dos professores na Graduação e Pós-Graduação (especialização, mestrado ou doutorado).

Tabela 5 - Formação acadêmica (Graduação e Pós-Graduação) dos professores

Graduação (%) Pós-Grad (%) Tipo da IES Privada 67,20 59,35 Pública 32,80 40,65 Natureza da IES Universidade particular 23,81 26,68 Universidade Federal 15,74 23,80 Fundação 9,66 12,04 Universidade Estadual 12,04 10,81 Faculdades Integradas 14,95 8,07 Centro Universitário 10,85 5,20 Instituição Isolada 8,47 5,06 Instituição no exterior 0,93 3,69 Universidade Municipal 1,72 1,50 Outra 1,85 3,15

Ano de conclusão da graduação

Entre 2000 e 2005 21,32 8,24 Entre 1990 e 1999 35,36 66,90 Entre 1980 e 1989 26,62 20,19 Entre 1970 e 1979 14,12 4,26

Até 1969 2,38 0,41

Verifica-se que a grande maioria dos professores se graduaram em IES privadas (67,20%). Na pós-graduação esse cenário também não se altera (59,35%). No entanto, se realizarmos uma comparação entre IES privada e pública, verificaremos que na graduação a diferença é de 34,40% e na pós-graduação é de 18,70%. Essa diferença de quase quinze pontos percentuais, significa que os professores possuem uma leve tendência em realizar os cursos de pós-graduação (especialização, mestrado ou doutorado) em IES públicas. A maioria dos professores respondentes trabalha em uma única IES (60,72%). Os restantes 22,91% lecionam três disciplinas, 18,46% lecionam uma, 15,23% lecionam quatro, 13,07% lecionam mais de quatro e 2,56% nenhuma no ato do questionamento. Abaixo (Tabela 6) às disciplinas que mais lecionam.

Tabela 6 - Disciplinas que os professores mais lecionam

Disciplina que mais lecionam %

Teoria da Administração 19,18 Adm. de Marketing 15,10 Adm. Financeira 10,07 Adm. de Recursos Humanos 8,71

Adm. da Produção 5,03 Adm. de Sistemas da Informação 4,63 Empreendedorismo 4,08 Organização e Métodos 3,95 Adm. de Materiais 2,72 Contabilidade 2,59 Economia 2,04 Matemática 1,77 Informática 1,22 Estatística 1,22 Direito 1,09 Sociologia 1,09 Psicologia 0,68 Outras 14,83 Fonte: Dados extraídos do relatório CFA(2006)

Desses professores, 8,76% possuem dedicação de 40 horas/semanais, 28,45% possuem dedicação entre 31 a 40 horas/semana, 13,81% entre 21 a 30 horas, 23,27% entre 13 a 20 horas/semana, 21,07% entre 6 a 12 horas e 4,64% até 5 horas/semana.

A Tabela 7 informa que a grande maioria dos professores respondentes realizou e/ou realiza consultoria empresarial paralelamente às atividades docentes. A opinião dos professores com dedicação exclusiva (40 horas) também foi computadas, pois levou-se

em consideração aqueles professores que já tenham executados pelo menos uma vez, mesmo diante da possibilidade de terem realizada tal atividade antes do compromisso de exclusividade.

Tabela 7 - Atividades exercidas paralelamente a docência

Atividades paralelas a docência %

Faz consultoria empresarial 47,38 Realiza outras atividades 40,17 Administra negócio próprio 19,38 Assessora os alunos em empresa Júnior 17,96 Realiza ativ. Administrativas em empresas privadas 14,71 Realiza ativ. Administrativas em empresas públicas 13,44

Trabalha em associações civis, na concepção e desenvolvimentos de projetos sociais (ONGs, Terc. Setor)

11,88 Não exerce atividade não docente - Fonte: Dados extraídos do relatório CFA(2006)

Quanto aos aspectos pedagógicos, foi constatado que a ação-docente do professor, ainda segue a metodologia tradicional: 88,49% ainda continuam a dar somente aulas expositivas, 79,97% já utilizam a discussões em grupo orientadas por exercícios e/ou estudo de casos, 33,81% seminários e apresentações, 28,84% filmes e recursos multimídia e 22,59 utilizam pesquisas realizadas com suporte conceitual e metodológico.

Com relação ao material didático utilizado - não poderia ser diferente -, 34,09% continuam a adotar um livro texto básico de autor nacional ou artigos complementares, 16,48% confeccionam apostilas para a disciplina, 16,19% utilizam vários livros e artigos sem indicação de preferência, 11,08% utilizam livro texto básico de autor nacional e 9,09% fazem anotações em sala e/ou disponibilizam slides de apresentação.

Diante das orientações do MEC referente à adequação de novos conteúdos a Matriz Curricular dos cursos de Administração em consonância aos desafios enfrentados por esses profissionais, os professores responderam35 (Tabela 8):

35 Os professores tiveram a possibilidade de escolher três conteúdos de sua livre escolha e que achassem as mais

Tabela 8 – Sugestões dos professores em relação a novos conteúdos

Sugestão de novos conteúdos %

Desenvolvimento do empreendedorismo 46,03 Gestão de micro e pequenas empresas 27,34 Gestão ambiental e desenvolvimento sustentável 23,51 Ética empresarial 20,11 Criatividade e inovação 17,99 Parcerias público-privadas, Cooperativismo e Terc. Setor 17,78 Construção de indicadores de resultados 16,01 Responsabilidade social da empresa 14,59 Construção de cenários 13,17 Processo decisório 12,32 Aplicativos de T. I. em Gestão Empresarial 12,32 Gestão Pública (licitação, orçamento público, etc.) 11,90 Raciocínio lógico 11,47 Modelagem organizacional e de processos 10,06 Negociação 9,49 Gerenciamento de conflitos 9,35 Fonte: Dados extraídos do relatório CFA(2006)

As três primeiras sugestões dos professores são fundadas e sintonizadas com o bom momento econômico que o Brasil vem atravessando desde a época da pesquisa (2006) - mesmo levando-se em consideração os aspectos da atual crise mundial (2009). Temas como empreendedorismo, gestão de micros e pequenas empresas e gestão ambiental e desenvolvimento sustentável, embora sejam muito abrangentes, são apontamentos que devem ser levados em consideração pelos coordenadores de curso, quando da concepção do projeto de sistema escolar e prescrição curricular. Essas importantes sugestões dos professores serão retomadas novamente no Capítulo 2 – item 2.3.3 (Quadro 13 e 14), quando serão analisadas as prescrições curriculares dos atuais cursos de Gestão Empresarial realizados no Brasil, levando-se em consideração o publico iniciante e sênior.

E, finalmente a pesquisa questionou-os sobre qual seria o indicador que melhor representaria a qualidade nos curso de graduação (Tabela 9), levando-se em conta a sua visão como pessoa/empresário, sua experiência como docente/profissional de mercado e a sua relação com os alunos/funcionários.

Tabela 9 – Indicador de qualidade nos cursos segundo os professores

Indicador que traduz qualidades nos cursos % Compromisso da IES, da direção acadêmica e dos professores com a

efetiva aprendizagem dos alunos 26,35 A empregabilidade assegurada pela formação 19,55 O equilíbrio existente entre a qualidade da form. acadêmica e a

qualidade da experiência profissional apresentada pelos profs 15,86 A imagem do curso no mercado de trabalho 13,46 A adequação do projeto pedagógico do curso às demandas do mercado

de trabalho 13,03 Os resultados das avaliações realizadas pelo MEC 4,11 Existência de ativs extracurriculares capazes de contribuir para

ampliar e aprofundar a aprendizagem dos alunos 3,68 Nível de exigência para a aprovação adotada pelos professores 2,69 Outro 1,27 Fonte: Dados extraídos do relatório CFA(2006)

A qualidade de um curso está intimamente atrelada: a concepção e desenvolvimento do projeto de sistema escolar e do currículo36 (prescrição curricular, seleção dos conteúdos programáticos e estratégias didáticas). A responsabilidade deste cabe aos personagens responsáveis pelo processo de formação: direção acadêmica, professores e auxiliares. Esse aspecto justifica o percentual de 26,35%.