La naissance des civilisations
4.4. Les écritures alphabétiques et le « Miracle grec »
Nesta seção serão analisados os aspectos morfológicos da obra, ou seja, os aspectos externos da edição utilizada no presente estudo e algumas características de outras edições, assim como a análise de discursos de acompanhamento que constem na edição.
A capa da edição utilizada nesta pesquisa, 3ª edição de 2015, é composta por uma foto de Silvina ainda jovem, no início das suas publicações, portanto, na época da primeira publicação da obra Viaje Olvidado, sentada e em uma pose comum em suas fotos. A imagem – assim como as outras que constam nesta e em outras coleções – foi cedida pelos herdeiros de Silvina. Há uma faixa que corta a imagem em sua parte inferior e nessa faixa estão as informações iniciais do livro: nome da escritora em fonte grande e na cor preta. Abaixo, a fonte do título possui o mesmo tamanho, mas está na cor verde. Abaixo do título do livro consta o nome da editora Emecé, com uma fonte menor, preta, mais fina e sem estar em negrito como as demais informações.
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Figura 2 - Capa da edição mais recente de Viaje Olvidado (Editora Emecé, 3ª edição de 2015, sendo a primeira publicação de 2005)
No dorso consta o nome da escritora e o título, nas mesmas cores que na capa, e o símbolo da editora Emecé. Na primeira orelha há uma breve biografia da escritora, destacando sua formação artística, já que esse primeiro livro – em especial – tem expressões nitidamente influenciadas por suas noções sobre as artes plásticas. Também constam informações pessoais, citações de prêmios recebidos e uma breve bibliografia de suas obras. Ao final, é declarada a importância da escritora para o cânone argentino e o aparecimento de textos inéditos – postumamente – que contribuiu para o enriquecimento de sua vasta produção. Na segunda orelha constam depoimentos de quatro escritores argentinos, como forma de ratificar a importância da obra e a qualidade da escrita de Silvina. Os trechos são de José Bianco, escritor, tradutor e editor na revista Sur, César Aira, escritor especialmente de novelas curtas e também tradutor, além de trechos do amigo de Silvina, Jorge Luis Borges, e de Adolfo Bioy Casares, esposo da escritora. Os escritores ressaltam a originalidade de Silvina, as temáticas dos contos de Viaje Olvidado e características que identificam suas personagens. Ao final da segunda orelha também consta o endereço eletrônico do Editorial Planeta, que é um grupo editorial que reúne diversas editoras argentinas, incluindo a Emecé. A quarta capa contém o símbolo e o nome Emecé no canto superior esquerdo. Abaixo, uma frase entre aspas e em negrito de Borges que a define em duas linhas como uma escritora genial. Abaixo, um texto da editora – não assinado – que introduz a obra por meio de uma definição genérica de seus protagonistas e do ambiente dos contos, além de conter breves sinopses de quatro contos da obra que a editora decide destacar. Por fim, afirma-se ser Viaje Olvidado uma obra autobiográfica e que antecipa as futuras obras de uma das escritoras argentinas mais brilhantes. A folha de guarda possui somente o título da obra, alinhado à esquerda, e a folha de rosto possui o nome da escritora na parte superior e o nome da obra abaixo, em negrito e em uma fonte maior. No canto inferior está o símbolo e o nome da editora. Todas as informações da folha de rosto estão alinhadas à esquerda. O índice está no final do livro, últimas duas páginas, e não existem mais discursos de acompanhamento, exceto os já mencionados nas orelhas e na quarta capa.
A coleção da editora Emecé, não apenas nesta edição, mas desde as anteriores, tem como proposta reunir as produções de Silvina, sem a intenção de fornecer materiais de estudo além dos textos da escritora e alguma breve introdução,
no máximo. Ou seja, é uma coleção mais direta, que apenas apresenta os textos, o interesse maior da maioria dos leitores. Já as coleções da editora Sudamericana e da Lumen possuem uma proposta além da reedição de textos, pois são obras que apresentam relatos inéditos, produções antes não publicadas, entrevistas, textos autobiográficos, além de comentários e notas mais aprofundadas que constituíram o sistema literário disponível para acrescentar informações importantes para a realização das traduções comentadas.
Mas ainda sobre a obra explorada nesta pesquisa, apresento aqui a primeira capa de Viaje Olvidado, da edição de 1937, publicada pela editora Sur.
Fonte: https://http2.mlstatic.com/viaje-olvidado-silvina-ocampo-D_NQ_NP_6214- MLA95373061_2370-F.webp
É uma capa simples, de fundo azul degradé, que consta somente o nome da escritora na parte superior, o título da obra em uma fonte maior e em destaque, abaixo do nome da escritora. Na parte inferior há o símbolo da editora Sur em um plano ao fundo do seu próprio nome e abaixo disso está a cidade de publicação: Buenos Aires. Todo o texto é na cor branca e é centralizado. Na realidade, essa era a estética padrão das publicações da editora Sur, na época, como consta no anexo D que contém alguns exemplos de obra de Jorge Luis Borges publicadas pela editora em anos próximos à
publicação de Viaje Olvidado: El jardín de senderos que se bifurcan (1941) e Ficciones (1944).
Em 1998, a editora Emecé publicou uma edição da obra que contém um prólogo escrito por Noemí Ulla, pesquisadora sobre Silvina e também amiga íntima da escritora. A capa dessa edição foi projetada por Eduardo Ruiz e contém uma ilustração de Silvina Ocampo de uma figura nua feminina, uma mulher aparentemente triste e reflexiva. O nu é expresso de forma quase assexuado. Silvina tinha um gosto particular pelas pinturas e desenhos do nu, especialmente feminino. Tais pinturas interessaram bastante a Emilio Pettoruti, pintor argentino que se interessou por essa característica nas habilidades de Silvina com as artes plásticas. Ele chegou a propor uma exposição a Silvina de suas pinturas de figuras nuas, mas a mãe da escritora não concordou com a ideia, impossibilitando a realização da exposição. Para a capa dessa edição, acredito que a ideia da obra de retorno às origens, de recordações da infância enquanto adulto e da retomada de memórias dolorosas que representam um alcance e uma análise do seu próprio eu desnudo, vem a calhar com a imagem escolhida para ilustrar a capa. Além disso, durante a escrita dos contos de Viaje Olvidado, Silvina tinha uma ligação com a pintura mais intensificada, algo que foi se perdendo conforme fora decidindo se dedicar mais à literatura. Essa edição apresenta o nome da Silvina Ocampo em destaque com relação ao título. O nome da autora está em fontes brancas, sobre uma margem azul, na parte superior. O nome da editora também está na margem azul escura, mas na parte inferior e em letras pequenas. Já dentro da pintura está o nome do livro, na cor preta. O fato do nome da obra estar dentro do quadro com a pintura é algo que relaciona ainda mais as temáticas do conto e a escrita predominantemente pictórica de sua primeira obra de contos com a ilustração escolhida.
Fonte: https://http2.mlstatic.com/viaje-olvidado-silvina-ocampo-ed-emece-D_NQ_NP_21031- MLA20203752955_112014-F.webp
No dorso do livro está em letras brancas o nome da escritora e o nome do livro na parte superior. O nome da editora está na parte inferior. A tamanho da fonte das três informações é o mesmo. Na primeira orelha consta uma breve biografia de Silvina, o mesmo texto que foi mantido na reedição de 2005, como consta na primeira análise morfológica da seção, mas nesta edição o breve texto biográfico é ilustrado com uma imagem de Silvina, ainda muito jovem. Na reedição da editora Emecé (2005), a capa já continha uma foto de Silvina, ainda jovem. Na quarta capa consta um trecho – em itálico - do conto que dá nome à obra: Viaje Olvidado, uma breve apresentação da obra, feita pela editora, em que se destaca temas dos contos, características narrativas da escritora, uma frase de Victoria Ocampo sobre os contos de Silvina e também uma declaração da importância de se começar a reedição de obras de Silvina por esse livro. Também destacam o prólogo de Noemí Ulla. Junto a esse texto há uma figura pequena e quadrada que reproduz a imagem da capa. Todo o texto da quarta capa está em letras brancas sobre um fundo azul escuro.
Conforme consta no anexo A, apesar da vasta obra de Silvina Ocampo, suas obras foram pouco traduzidas, e o pouco que se traduziu para o francês, o alemão e o italiano dá mais destaque às suas obras de romance, novelas e poemas. Entretanto, mesmo não catalogada segundo essa busca na Unesco por suas obras traduzidas, a obra Viaje Olvidado foi traduzida para o italiano em 1989, em Roma, pelo escritor,
professor universitário, tradutor e linguista italiano Lucio D'Arcangelo. Segue a capa desta tradução:
Fonte: https://images.gr-assets.com/books/1431161462l/25509541.jpg
Na capa, o fundo tende ao bege e as informações escritas constam dentro de quadros brancos. Acima e com letras médias está o nome da coleção a qual o livro pertence: uma coletânea de obras predominantemente fantásticas selecionadas. Abaixo segue o nome da escritora, também em letras de tamanho médio. Abaixo, segue o título traduzido para o italiano, que manteve a literalidade, e está em letras destacadas, em negrito, e com uma fonte maior. Abaixo do título está uma frase que assume a edição por Lucio D’ Arcangelo, que também traduziu os contos. O nome da editora consta na parte inferior, dentro de um quadro isolado. Ao centro da capa consta um desenho de um menino pensativo, representando a infância, temática comum nas obras de Silvina e especialmente trabalha em Viaje Olvidado. Como discurso de acompanhamento, há uma nota introdutória escrita pelo tradutor Lucio D’ Arcangelo em que a autora e a obra são apresentadas, bem como características importantes para o entendimento de Viaje Olvidado.
3.2.3 Possíveis Dados Preliminares de uma publicação das Traduções para a