Chapitre II : Le SCEQE – nouvelle contrainte pour les investissements
4.1 La vente aux enchères et l’élimination des incitations perverses
A teoria da identidade social (Hogg e Abrams, 1988; Tajfel e Turner, 1979; Turner, 1982) é uma teoria geral dos processos de grupo e das relações intergrupo, que distingue os fenómenos de grupo dos fenómenos interpessoais. A identidade social é «o conhecimento que o indivíduo tem de que pertence a
certos grupos sociais, juntamente com alguma significância emocional e de valor que atribui a essa pertença a grupos» (Tajfel, 1982, p.31), sendo grupo
social definido como um conjunto de «dois ou mais indivíduos que partilham
uma identificação social comum, isto é, que se percebem a si próprios como membros da mesma categoria social» (Turner, 1982, p. 15). A identidade,
estreitamente ligadas, no sentido em que a concepção ou definição que o indivíduo tem de si próprio (a sua identidade) é largamente composta por auto- descrições em termos de características definidoras dos grupos sociais a que pertence. Esta pertença é psicológica e não corresponde meramente ao conhecimento dos atributos do grupo. A identificação com um grupo social é um estado psicológico bastante diferente da mera constatação de que se cai numa categoria social ou noutra, tendo importantes consequências auto- avaliativas. A auto-categorização per si é uma condição suficiente para provocar diferenciação intergrupo e coesão intragrupo, as quais são mediadas pela identificação com a categoria relevante - ou seja, pela identificação social.
Quando as pessoas se definem e se avaliam a si próprias em termos de uma categoria social auto-inclusiva (por exemplo, sexo, classe ou equipa), entram em jogo dois processos: (a) a categorização, que perceptualmente acentua as diferenças entre os membros do grupo e os membros que não são do grupo, bem como as semelhanças entre os membros do grupo (incluindo o próprio) em dimensões estereotipadas; (b) o auto-engrandecimento, que, porque o auto-conceito é definido em termos da pertença ao grupo, procura, comportamentalmente e perceptualmente, favorecer as coisas dentro do grupo em detrimento das coisas fora do grupo.
Esta teoria da identidade social foi mais recentemente ampliada por Turner e seus colegas (Turner et ai., 1987) para focar mais especificamente o papel do processo da auto-categorização - teoria da auto-categorização. A teoria da auto-categorização, enquanto extensão da teoria da identidade social, explica os fundamentos sociais cognitivos do comportamento de grupo em termos do processo individual cognitivo da auto-categorização. Os contextos sociais fornecem um esquema de referência social subjectivo no qual as atitudes, sentimentos e comportamentos das pessoas são percebidos e comparados. Num dado contexto social comparativo, o sistema cognitivo humano tende a impor a categorização dos estímulos sociais que melhor se adapta ao domínio dos estímulos, isto é, que melhor dá conta das semelhanças e diferenças entre as pessoas. Este processo de categorização serve para organizar a percepção social de modo a que optimize o significado dos estímulos sociais, minimizando
subjectivamente as diferenças intracategoria, maximizando as diferenças intercategoria e produzindo percepções estereotipadas do que é do grupo e do que não é do grupo. Na medida em que o self cai numa das categorias sociais e é auto-categorizado, a auto-percepção torna-se no estereótipo do grupo, e, como a dimensão social comparativa pode ser tanto atitudinal como comportamental, a auto-conduta torna-se normativa ("ingroup normative"). É deste modo que a teoria da auto-categorização explica o modo como surge a conformidade com as normas do grupo a partir das categorizações sociais. Destas duas teorias (teorias da identidade social e da auto-categorização) deriva um processo único de influência social nos grupos - a influência de
referência informacional ("referent informational influence") -, por oposição a um
processo dual (influência normativa/influência informacional). Subjacente a este processo único de influência está o processo cognitivo da auto-categorização, que acentua as semelhanças do self com o grupo e as diferenças entre o self e o que não é grupo em todas as dimensões (atitudinais, comportamentais, emocionais, afectivas, etc.) estereotipicamente associadas à categorização intergrupo.
A influência de referência informacional é um processo que ocorre em três estádios: em primeiro lugar, as pessoas categorizam-se ou definem-se a si próprias como membros de uma categoria social distinta, ou seja, atribuem a si próprias uma identidade social; em segundo lugar, elas formam ou aprendem as normas estereotipadas dessa categoria; em terceiro lugar, atribuem essas normas a si próprias, pelo que o seu comportamento se torna mais normativo à medida que se torna saliente a pertença à categoria.
Quando a identidade social é saliente, as pessoas constróem uma norma de grupo específica para aquele contexto a partir da informação social comparativa disponível e usualmente partilhada. Esta norma é subjectivamente representada como o protótipo do grupo que descreve e prescreve crenças, atitudes, sentimentos e comportamentos que optimamente minimizam as diferenças intragrupo e maximizam as diferenças intergrupo. O processo de auto-categorização também significa que existe uma assimilação do self ao
protótipo e que o self é transformado. A auto-percepção, as crenças, as atitudes, os sentimentos e os comportamentos são agora definidos em termos do protótipo do grupo. Deste modo, a pertença ao grupo leva as pessoas a pensarem, a sentirem, a se comportarem e a se definirem a si próprias em termos das normas do grupo, em vez de propriedades únicas do self. As pessoas são influenciadas pelas normas não porque procuram aprovação social, nem porque outros lhes disseram para, ou porque outros estão a observar, mas porque as normas prescrevem atitudes e comportamentos específicos ao contexto e apropriados para os membros do grupo. As normas podem ser determinadas em privado; a pertença a um grupo particular é o necessário para a base contextual da auto-definição. Assim, as normas constituem as propriedades de grupo inextricáveis que influenciam as pessoas através da auto-categorização.
1.3.2. Uma nova abordagem do componente social da teoria da acção