Chapitre II : Le SCEQE – nouvelle contrainte pour les investissements
3.5 Les résultats
Um outro fenómeno importante observado nos grupos é o de que as decisões e atitudes que os grupos produzem são mais extremas do que as produzidas por indivíduos que actuam individualmente. Este efeito, conhecido por polarização
de grupo, foi originariamente descoberto por Stoner (1961, cit. in Eagly e
Chaiken, 1993).
Na experiência original de Stoner (1961), pequenos grupos, usualmente constituídos por 5 elementos, respondiam em primeiro lugar individualmente a séries de vinhetas, as quais correspondiam a itens de escolha-dilema. Cada
dilema descrevia um personagem fictício que se defrontava com uma escolha entre uma alternativa atractiva mas arriscada e uma alternativa menos atractiva mas mais segura. Por exemplo, numa das vinhetas o personagem principal era um engenheiro que tinha que escolher entre o seu emprego adequado mas que oferecia pouca possibilidade de aumento salarial e a mudança para um emprego com um salário mais elevado numa empresa nova que, se fosse bem sucedida, lhe poderia oferecer mais oportunidades. A tarefa dos sujeitos era a de aconselhar o personagem sobre a quantidade de risco que devia correr. Depois de fazerem as suas escolhas individualmente, os sujeitos encontravam- se em grupos e discutiam cada item até chegarem a um consenso. Stoner (1961) chegou à conclusão que as escolhas feitas pelos grupos eram mais arriscadas do que a média das decisões que esses mesmos sujeitos tinham tomado individualmente. Embora este fenómeno tenha sido inicialmente designado por desvio de risco, este termo depressa perdeu interesse com a descoberta que outros investigadores posteriormente fizeram de que para os mesmos itens as decisões de grupo eram mais cautelosas dos que as decisões dos membros individuais (por exemplo, Rabow ef ai., 1966).
Descrito em termos gerais, o efeito encontrado nesta pesquisa é o de que a tendência inicial dos membros individuais do grupo para uma determinada direcção na discussão sobre um determinado tema é mais extrema depois da discussão de grupo. Os membros do grupo agindo individualmente manifestam uma tendência moderada em direcção a um dos lados de um determinado ponto psicológico; a discussão de grupo tende a alterar estas perspectivas de modo a acentuar uma tendência mais extrema na mesma direcção. Os termos polarização de grupo ou polarização das atitudes induzida pelo grupo são os termos utilizados para designar este fenómeno.
As explicações normativas da polarização de grupo focam os processos de comparação interpessoal e assumem que os membros do grupo são motivados para se perceberem a eles próprios de um modo favorável e para se apresentarem aos outros de um modo socialmente desejável (Eagly e Chaiken,
1993). Para conseguir um auto-conceito e uma auto-apresentação em situação de grupo relativamente positivos, o membro do grupo tem que ter em conta as
auto-apresentações dos outros membros, ajustando a sua própria auto- apresentação. Como a informação que os membros do grupo têm de cada um dos outros nesta situação consiste principalmente nas posições que os outros assumem relativamente a um determinado número de questões, cada membro presumivelmente considera essas posições e depois procura adoptar uma posição desejável. Para chegar a uma apresentação favorável, o membro deve adoptar em cada questão pelo menos uma posição tão adequada como as posições adoptadas pelos outros membros do grupo, e, se possível, adoptar uma posição ainda mais desejável.
Elaborações recentes da ideia de que os processos normativos medeiam a polarização de grupo incorporam ideias da teoria da identidade social (Hogg e Abrams, 1988; Tajfel e Turner, 1979; Turner, 1982). Na perspectiva da teoria da identidade social, a qual desenvolveremos um pouco mais à frente, a pertença a um grupo é essencial para a polarização de grupo. Para produzir polarização, as pessoas que são fonte de informação têm que ser percebidas não meramente como membros de um grupo mas sim como membros do próprio grupo de pertença ("ingroup"). A teoria da identidade social identifica então três processos subjacentes ao fenómeno normativo da polarização: uma categorização social inicial das fontes de influência como membros do grupo, uma "extremização" das suas posições numa determinada questão, e a conformidade com a norma de grupo resultante, desde que o grupo seja percebido como um "ingroup".
Uma explicação alternativa da polarização de grupo foca os processos informacionais, mais especificamente, a aprendizagem cognitiva que resulta da exposição aos argumentos dos membros do grupo durante a discussão (Eagly e Chaiken, 1993). Esta explicação do efeito de polarização sustenta que a discussão gera predominantemente argumentos que suportam a alternativa inicialmente favorecida no grupo como um todo e que para o membro típico pelo menos alguns destes argumentos não lhe são familiares. Ouvindo argumentos novos e razoáveis, que sobretudo suportam a alternativa inicialmente favorecida, o membro do grupo típico desvia a sua atitude nessa direcção, produzindo um desvio global nessa direcção.
Fizemos uma apresentação muito sumária de alguns aspectos da teoria e pesquisa sobre a influência social, os quais são sem dúvida pertinentes para compreender o contexto social das atitudes. Desta revisão, salientamos a importância dos conceitos de influência normativa e informacional, os quais fornecem um esquema geral de teorização sobre a influência social. Também importantes são alguns desenvolvimentos mais recentes desta teoria sobre influência social, os quais podem inclusivamente ser utilizados para ultrapassar as limitações, anteriormente introduzidas, do componente social da teoria da acção reflectida de Fishbein e Ajzen (1975).