F reu d en th al et al. (1991) realizou co n tín u o s reg istros da posição do tronco e d a cab eça para e x am in ar os efeitos de u m a m o b ília regulável (Erasmus Office-Desk)
sobre a p o stu ra corporal sentada, d u ran te tarefas de leitu ra e escrita, n a qual a m esa p o ssu ía 10° de inclinação. Foram u tilizad o s 2 in clin o m etro s para o registro da variação an g u lar na cabeça e no tronco (T 1-C 7) no plano sagital e outro no tronco p ara m ed ir a lateroflexão d a postura. O s reg istros eram realizad o s com 10 sujeitos realizando a tarefa altern ad am en te entre u m a m esa horizontal e a m esa com 10° de in clinação, durante testes de 45 m inutos. A p o stu ra da co lu n a lo m b ar foi c o n tro lad a p elas dim en sõ es d a cadeira, especialm en te do en costo, na relação do co m prim ento dos braços, pernas e coluna. P ara criar u m a situação de m ín im o esforço m uscular, a superfície do assento d a cad eira foi p o sic io n a d a 30 m m abaixo d a região p o plitea, com os su jeito s v estindo calçados. O suporte lom bar foi p o sic io n a d o na altu ra d a L3 e o apoio p a ra os b raço s po sicio n ad o s a 30 m m acim a d a a ltu ra do cotovelo, todas m ed id as o b ed eceram às reco m en d açõ es pro p o stas po r A n d ersso n et al., (1986). O s resu ltad o s d essa p e sq u isa dem o n straram que além de outras van tag en s, a p o stu ra que o s su jeito s ad o taram n a cad eira ex perim ental p erm a n ec ia m ais ereta que na trad icio n al, p rin c ip alm e n te a da cab eça e do tronco. A p o sição m éd ia do tronco m udou de 26° p a ra 18.2° nas tarefas propostas. O m o m en to cau sado pela ação da gravidade é pro p o rcio n al ao seno d esses ângulos. U m a m u d an ç a a nível da L 5-S1, decaiu em 29% , com o m áx im o de 86% . P ara a cabeça, o v alo r do ângulo foi alterado de 38.5° p a ra 29.6°, resultando um decréscim o do m o m en to de força em C7-T1 de 21% , com o m áxim o resu ltad o em 51% . A latero flexão do tronco foi m en o r na c a d eira experim ental.
E m estu d o -p ilo to anterior, ao descrito acim a, realizado po r W all et al. (1991), 10 su jeito s foram avaliados realizando um teste de leitura e escrita, u tilizando-se u m a m obília, co m p o sta p o r um a ca d eira com altura fixa de 47 cm e,
para u m a m esa em 76 cm , com os m esm o s 10 graus de in clinação do tam p o d a m esa. A m ed ian a dos histo g ram as, gerad o s p elos in clin ô m etro s, m ostraram postu ras m ais eretas com o uso da m o b ília ex p erim ental. N o teste de leitura, o v alo r m édio adotado pelo tronco, p a ra o 10 su jeito s no plano sagital foi de 7 grau s m ais ereto (vertical) e de 6o para a posição d a cabeça. A m b as as d iferen ças foram e statisticam en te sig n ificativ as (p< 0.05). O ângulo entre o seg m en to do tro n co e a cab eça não ap resen to u d iferen ça sig nificativa, da m esm a form a, não foi en co n trad o , no plano frontal, u m a p referên cia p e la m esa inclinada. A p o stu ra dos su jeito s m o strou-se m ais ereta p o r um longo tem po. T o m an d o -se o p ercentual m éd io de tem po para a posição da cabeça, o s valores an g ulares decaíram de 38 p a ra 32 graus, enqu an to q u e o m o m en to de fo rç a d im in u iu em 15% . P ara o tronco, e ssa d ife ren ç a an g u lar foi de 7o e o m om ento de força decaiu em 22% . S endo que, para um sujeito da am ostra, o resultado dos m o m e n to s de força foi de 35% m enores para a cab eça e 95% m enor para o tronco.
B lõ te, S ieltra e Z oetew ey (1987) ob serv aram o c o m p o rtam e n to postural de 55 c rian ças de 5,5-6,5 anos, no am b ien te d a escola, d u ran te a realização de 3 d iferen tes tip o s de có p ia e de escrita, enqu an to eram film adas. F oram feitas detalhadas o b serv açõ es a respeito d a p o sição do tronco e dos braços, m an ip u lação do lápis e do m o v im en to do braço d u ran te a escrita. O s resu ltad o s das d iferen tes posições e m o v im en to s foram sep arad o s em 4 gru p o s distintos: (a) p o stu ra inicial, (b) p o stu ra em curso da linha, (c) p o stu ra de ap reensão do lápis e (d) m o v im en to de deslo cam en to do braço com o lápis. O s autores co n stataram que m ais da m etad e dos
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casos perm an eciam in clin ad o s à frente (co n stan tem en te ou in term iten tem en te) e ou tra m etade na p o sição ereta. A p o sição do braço n a ativ id ad e de e scrita é o que co nfere a m enor v a ria çã o entre o g rupo avaliado. N a m aio ria dos casos as crianças co m eçav am a e screv er com o an teb raço e co to v elo d escan san d o sobre a m esa, en q uanto que ao final d a lin h a de escrever, essa relação se m odificava. O antebraço tende a ficar em um ângulo ob líq u o com a linha de e scrita (m etade do cam in h o d a lin h a de escrita). A lg u n s m ostraram u m a posição em ân g u lo reto; enqu an to que a posição p a ra lela a lin h a era rara.
Segundo os autores, n a m aioria dos casos, o su jeito s co locavam o papel a u m a d istâ n c ia de 0-8 cm d a b o rd a da m esa, d efronte ao corpo, p o sicio n ad o s de fo rm a reta ou g irados co n tra o sen tid o dos p o n teiro s do relógio.
S um arizan d o , o resultado desse estu d o d e m o n stro u a o c o rrên cia de grande v ariação de p o stu ra e m o v im en to de e scrita nas crian ças estu d ad as; e ssa v ariação não tem relação com a idade ou com o sexo. O m ais im p o rtan te fator d iscrim in an te é atrib u íd o à p o stu ra corporal que v a ria desde a esco lh a d a m ão, p o stu ra in clin ad a à frente, posição do papel e a p o stu ra ereta. C om o essas categ o rias de even to s incluíam itens co m o , tensão m u scu lar asso ciad o a p o stu ra in clinada à frente, acred itasse, com seg u ran ça, que essas crian ças que assim se caracterizav am , realizav am um m aior esforço para a realização da tarefa de escrita. P or outro lado, crian ças que adotaram u m a p o sição m ais ereta, p o ssu íam m ais facilidade ou h ab ilid ad e ao ex e cu ta r a m esm a tarefa, d ev id o a e ssa posição do tronco m en o s estressante. O s autores d eixaram su g erid o , que nos gru p o s 3 e 4, a posição ereta p o d ia estar a sso ciad a resp ectiv am en te ao grau de m atu rid ad e ou im aturidade no uso do braço de escrever. C o ntudo, não en co n traram relação entre o pro d u to e o processo, pois acred itam na e x istên cia de o u tro s fatores indiv id u ais d e term in an tes e que não obedecem a u m a relação linear.
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