2.6 Autres facettes de l’Agefiph
5. Tentative de bilan et de conclusions
AFRODESCENDENTES: COSMOVISOES EM EDUCAÇÕES – Lourdes Angélica
Pacheco Cermeño e Vicelma Maria de Paula Barbosa Sousa
Apresentação: Este minicruso é uma atividade que contempla o formato do “IV
Congresso sobre gênero, educação e afro descendência: descolonialidades e cosmovisões” na modalidade oficina. A referida proposta pretende constituir-se em um espaço para que as/os estudantes universitárias/os dos distintos cursos/programas de educação superior possam discutir a temática “Comunidades Quilombolas, tradicionais, povos indígenas e afrodescendentes: Cosmovisões em Educações”, vivenciar experiências que se aproximem do seu cotidiano como protagonistas do cenário universitário. Na perspectiva de juntas/os criarmos contextos de problematização sobre as categorias-palavras que compõem o título da quinta Roda Temática deste congresso, e que intencionalmente esta proposta de oficina, toma de empréstimo aquele título.
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PROJETO NEGRITUDE PIAUIENSE - Camila Hilário Araújo e Ronald G. Moura Apresentação: O projeto Negritude Piauiense entende que a fotografia além de captar
imagens, ela tem a capacidade de demonstrar uma ideia, um pensamento e um ponto de vista. Através de elementos como: plano, foco, movimento, forma, ângulo, cor, textura, iluminação, perspectiva, equilíbrio e composição, a fotografia possui uma linguagem própria. Linguagem essa capaz de chegar a todos os lugares e atingir muitas pessoas de formas diversas. Por meio desse meio visual, procuramos provocar emoções e mostrar a beleza das mulheres negras do nosso estado.
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CAN YOU SEE IT?! – Val Souza
Resumo: O que você enxerga quando vê uma mulher negra? É a partir deste
questionamento que ValSouza, mestranda em Dança pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), conduz sua performance. Para discutir e apresentar múltiplas maneiras de existências dos corposnegros nos trânsitos brasileiros e tendo seu corpo como motriz criadora e cenário principal, Val evoca elementos da cultura de periferia, formando uma atmosfera cinestésica onde os sentidos, audição, visão, paladar, tato e olfato são utilizados para ludibriar o entendimento do público, culminando em uma performance onde o corpo negro rejeita este lugar de constante objetificação e desejo do outro. No que se refere ao corpo, se pensa um corpo periférico de uma mulher negra que vem traçando outras narrativas, rejeitando assim uma ideia geral e universal de mulher, para atingir uma discussão de um corpo negro que magnetiza balas policias, olhares de reprovação, toques nada sutis e perversos e as palavras de racismo. Esse corpo é linguagem. No solo Can You See It?, a paulistana desenvolve as potencialidades periféricas, que são acompanhadas por uma trilha sonora fundamentada no funk e no pagode baiano, populares principalmente nas extremidades das periferias das regiões Sudeste e Nordeste do Brasil.
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TARDE DA ESPERANÇA – Vicente de Paula Nascimento Leite Filho; Sarah
Fontenelle Santos e Ronald Moura
Apresentação: Afetadas pelas relações humanas ancestrais e contemporâneas com o
espaço, o projeto de comunicação popular “Mulheres nos Terreiros da Esperança” e o projeto artístico “A Tarde da Fauna”. Este último têm refletido maneiras de ocupação do espaço a partir de afetos, memória e outras performatividades que escapam da estrutura neoliberal que privilegia a especulação imobiliária e violam inclusive previsões constitucionais que discorrem sobre valor social da propriedade. Já o Projeto Mulheres nos Terreiros da Esperança é um projeto que visa o uso das ferramentas comunicacionais e jornalísticas para empoderamento e visibilidade das resistências das mulheres atingidas pelo Programa Lagoas do Norte (PLN). Neste caso, tem trabalhado com as memórias, ancestralidade e o sagrado feminino presente na defesa de um modo de vida tradicional ribeirinho. Destaca-se, para fins e compreensão do impacto na região da Av. Boa Esperança, que o PLN tem o objetivo de “(re)vitalizar e (re) urbanizar a área das lagoas do norte da cidade de Teresina-PI” (PEREIRA, 2017,p 32). O marco de reassentamento
involuntário do projeto (TERESINA, 2014) explica que o PLN é um conjunto de ações integradas desenvolvidas pela PMT para resolver problemas sociais, urbanísticos e ambientais. Fruto de parceria entre a PMT, Governo Federal, Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), Banco Mundial (BM), o programa tem desapropriado famílias de suas casas e modificado seus modos de vida ao realocá-las para outras localidades, desde 2009, início de sua implantação. Segundo o marco de reassentamento do programa, estima-se que mais de 1500 famílias serão impactadas. Partindo das singularidades e similaridades destes projetos resolvemos propor uma instalação artística e midiática que estabeleça o cruzamento de imagens e sentidos produzidos por estas duas ações que tem percorrido a cidade de Teresina atravessando-se em alguns pontos que evidenciam processos de resistência que potencializam a organicidade de cidade em movimento e como lugar encontro. (BOMFIM, 2010) O objetivo é construir um ambiente a partir de imagens projetadas em materiais, objetos e /ou dispositivos característicos destes lugares que evidenciam memória/afeto que atravessaram os dois projetos que aparentemente encontram-se em extremos relacionais, mas que fissuram aproximações. Aqui frisamos que a noção de ambiente a ser construída, conforme Bomfim pontua, está ligada as emoções “Compreender o ambiente como um território emocional é priorizar a incidência de processos culturais, sociais e políticos na construção do significado especial” (BOMFIM, 2010, p.87).
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COMO APRENDER A ESTAR MORTO? – Val Souza
Resumo: Pensando os corpos negros o solo é um trabalho de pesquisa de um corpo
errante que tem uma forte influência da presença da artista em Salvador, dos cultos afro- brasileiros, etc. Para que ele aconteça, a performer evoca através de elementos simbólicos um diálogo entre passado e o presente do negro brasileiro. Estes elementos além de servirem como cenário e ornamento, também é a partir deles que o texto corporal e a dramaturgia do “Espetáculo” são construídos ao serem colocados em oposição.
A OFICINA DE DANÇA AFRO-BRASILEIRA “DANÇA DE RAIZ- A
ANCESTRALIDADE EM NÓS” – Artenide Soares da Silva e Francisco Elismar da
Silva Junior
A oficina de dança afro-brasileira “Dança de raiz- A ancestralidade em nós” tem o objetivo de ser um local de estudo, experiências e trocas sobre a dança de origem afro- brasileira. Se realiza na Universidade Federal do Piauí- UFPI, sendo uma parceria entre Grupo Afoxá, a instituição (UFPI) através do Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino (DMTE), Departamento de Artes Visuais (DEA) e seus participantes que se disponibilizam a ser água, ser condutores de energia. Água elemento condutor de energia, condutor de histórias, de vidas e saberes. Elemento que se apresenta nas possibilidades do estado físico da matéria, elemento espiritual, pois é sensível às formas que lhe é apresentado, por horas calma e serena, por horas revoltosa e raivosa. “Omi” é o resultado das nossas experiências, uma construção coletiva que materializa em nossos corpos saberes afrodescendentes. Esse processo surgiu a partir da proposição de um resultado final da oficina. Com os exercícios e diálogos o tema água fez-se fio condutor para a criação das coreografias, da cenografia e do discurso da apresentação. O trabalho tem a duração de 20 minutos sendo dividido em quatro momentos coreografados coletivamente e se adequa aos diversos locais de apresentação, desde um palco formal de teatro, um local amplo e arejado ou uma sala/salão livre de obstáculos. As coreografias surgiram das
proposições e experiências dos participantes que foram estimuladas pelas conversas e exercícios práticos durante o processo.
BRASIL GUETO BRASIL – Kácio dos Santos Silva; Carlos Mateus Santos Veras e
Daniel Wesley Costa de Brito
Apresentação: Brasil Gueto Brasil é uma obra de dança que pensa sobre a afirmatividade
dos povos nomeados guetos, dentro de um contexto urbano brasileiro, submetidos à condição capitalista que produz a subalternidade dos corpos e das danças a partir do contexto centro da cidade¹/periferias como recorte menor para dialogar com o processo colonialista na relação mundo NORTE/SUL. Que danças são estas consideradas de gueto, de periferia, de que Brasil estamos falando? Brasil Gueto Brasil é um espetáculo de dança criado pelo professor e artista Kácio Santos a partir dos corpos dos alunos universitários do Núcleo de Dança da Faculdade Santo Agostinho – FSA, que ao trazerem consigo diversos riscos de dança: quadrilha, suingueira, balé clássico, dança de rua, dança contemporânea, forró, funk, entre outras referências de danças nos fez pensar sobre o que estas danças tinham em comum e como poderíamos trazê-la na ideia de estabelecermos uma dialética entre estes corpos/estilos.
MERCADO NEGRO: Corpo/dança/sobrevivência – Luzia Amélia Silva Marques e
Kácio dos Santos Silva
Apresentação: O que intitulamos Mercado Negro é uma composição artística em dança
ancorada na necessidade de se refletir sobre o lugar ou o não lugar do artista negro na cena da dança contemporânea brasileira, baseia-se na interseção entre dança contemporânea, escrita e memória. Encontramos informações e subsídios para nos orientar no processo artístico nos escritos de Fanon (2008) Pele Negra, Máscaras Brancas e Borges (2016), esboço de um tempo presente. A composição é realizada por pessoas, em sua maioria artistas da dança, advindas de diferentes lugares com diferentes experiências em dança, e é concebida para perfurar as fronteiras da separação entre pesquisa artística e pesquisa acadêmica já que é nessa fricção que passamos a existir.
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