Spatiotemporal Correlation Theory for Wireless Sensor Networks
5.4 COROLLARIES AND EXPLOITING CORRELATION IN WIRELESS SENSOR NETWORKS
5.4.1 Spatial Correlation and Medium Access Control
O corta-mato escolar é uma atividade com um enorme historial ao longo dos anos nas escolas. É uma atividade que decorre em três fases (escolar, regional e nacional). A nível escolar, os professores de EF têm um papel fundamental tanto na organização da atividade, como no incentivo dos alunos para a participação.
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Na reunião de departamento agendou-se a data para a realização da atividade e definiu-se que esta era organizada pelo grupo de EF e pelos alunos do curso profissional de desporto. O NE ficou com um sentimento de deceção pois não teria uma intervenção direta na organização do evento, não podendo desta forma ganhar experiência no planeamento de atividades, que poderá ser essencial para o futuro enquanto professor de EF.
Indiretamente ligado à organização do corta-mato, durante algumas aulas do primeiro período, a minha preocupação foi criar situações que envolvessem o treino para a prova e ao mesmo tempo tentar cativar os alunos para a participação. Essas situações de aprendizagem envolviam corrida em locais planos, com subidas e descidas, tal como no decorrer do percurso do corta-mato.
“Na fase final da aula os alunos realizaram corrida para desenvolver a resistência e para treinar para o corta-mato.” (Reflexão, 15 novembro 2016).
Penso que a participação na atividade de alunos da minha turma poderia ter sido mais acentuada, sendo este um aspeto que poderia melhorar. No geral, e principalmente no grupo de alunos do ensino básico a participação teve uma grande afluência, tomando este aspeto como positivo. Por outro lado, à medida que o ciclo de ensino aumenta, os alunos vão ficando mais afastados desta atividade. Este aspeto é extremamente importante para os professores, e estes devem procurar encontrar estratégias para que a taxa de participação nestas atividades seja sempre elevada, independentemente do ano de escolaridade dos alunos.
No dia da prova estive numa zona próxima da meta, em que a minha principal função era certificar-me que os alunos se mantinham de forma ordeira e seguindo a ordem de chegada. Nessa zona também era possível observar a passagem dos alunos durante a corrida e assegurar que não existia qualquer problema com os mesmos nas rampas.
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De um modo geral, penso que a prova correu bem, sem qualquer tipo de problemas. Um ponto que considero negativo foi a reduzida participação dos alunos do ensino secundário, inclusive da minha turma. Tal como referi anteriormente, o professor tem um papel essencial na promoção das atividades e acho que no decorrer dos anos deve cativar os alunos com atividades diversificadas, para que o gosto pela corrida perdure no futuro dos alunos.
4.2.2 - Desporto Escolar
Para Sousa e Magalhães (2006, p. 12), o desporto escolar (DE) é o “conjunto de práticas lúdico-desportivas e de formação com objeto desportivo, desenvolvidas como complemento curricular e ocupação dos tempos livres, num regime de liberdade de participação e de escolha, integradas no plano de atividade da escola e coordenadas no âmbito do sistema educativo”.
A EBSDD oferece aos alunos um leque de modalidades nas quais estes podem participar, desde a natação, passando pelo andebol, ténis e ginástica. A diversidade de atividades é um ponto positivo para os alunos, podendo numa fase inicial experienciar as diferentes modalidades, tal como afirma no ponto anterior Sousa e Magalhães, afirmando a liberdade de participação e de escolha.
As instalações que a escola oferece, em parceria com o Ginásio Clube de Santo Tirso são uma mais-valia para os alunos. Ao todo, os alunos dispõem do pavilhão da escola para a modalidade coletiva, o andebol. Para a ginástica, a escola também oferece uma sala equipada com diversos materiais que permitem a realização da modalidade. No que concerne às modalidades individuais, a natação e o ténis, os alunos dispõem das instalações do Ginásio Clube de Santo Tirso, que engloba a piscina e os três courts de ténis.
O programa do DE surge como complemento da EF, e visa a prática regular da atividade física, colmatando o escasso tempo de prática que os alunos obtêm na sua aula. Por outro lado, este programa visa a promoção de estilos de vida saudáveis, a transmissão de valores e princípios associados à cidadania, como a responsabilidade, o espírito de equipa, o respeito e a verdade.
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Na minha opinião, este tipo de atividades têm um efeito positivo nos alunos. Em contrapartida, nem sempre em todas as cidades existem clubes desportivos com determinadas modalidades, que o DE pode apresentar. No entanto, as taxas nestas atividades do DE são nulas e os alunos podem desfrutar da participação em torneios e outro tipo de atividades do programa que leva ao crescimento do jovem enquanto ser humano e atleta.
No início do ano letivo, as equipas técnicas do DE já estavam definidas, contemplando os professores que acompanharam os grupos no ano transato. Desta forma, o que o NE decidiu foi acompanhar uma atividade que decorre-se na escola, com vista a perceber toda a dinâmica envolvente.
A atividade que presenciamos foi a de ginástica. Nesse dia, a modalidade ficou repartida pelo pavilhão e pela sala de ginástica. No pavilhão os saltos no trampolim seriam contemplados e na sala de ginástica decorriam as apresentações na trave e nas paralelas, salto no cavalo e a apresentação no solo. A minha função nesse dia foi colaborar com a organização do evento, ficando num computador a anotar os resultados que os juízes elegiam. Esta experiência permitiu perceber de que forma funciona este tipo de eventos, qual a logística que está inerente, e ainda vivenciar como uma modalidade que não é das minhas prediletas, podendo assim ganhar algumas bases para o futuro, daí a nossa escolha ter recaído para a ginástica.
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4.2.3 – Direção de Turma
A direção de turma é outra tarefa que contempla a atividade do professor. O diretor de turma (DT) tem um papel essencial na escola, na medida em que reporta para o relacionamento e acompanhamento dos alunos, podendo-se considerar como o mediador de todo o processo educativo, em que o aluno é o destinatário principal.
Roldão (1995) defende que é pelo aluno e para o aluno que as preocupações de articulação e coordenação dos processos de desenvolvimento curricular têm de ser assumidas pelo DT.
O DT tem uma função importantíssima na gestão curricular, em que é da sua competência todas as tarefas de gestão da escola relativamente à sua turma.
O DT tem uma ação privilegiada junto de alunos e encarregados de educação, dispondo de uma posição particular que lhe permite relacionar o conhecimento e análise de situação que lhe advém dessas diferentes vertentes de ação (Roldão, 1995).
No decorrer do ano letivo, a PC não teve como função assegurar a direção da turma, então para ficar com um maior conhecimento e maior experiência relativamente a esta área, acompanhei uma reunião intercalar e as várias reuniões de conselho de turma.
Com isto, foi possível perceber quais as temáticas principais que se abordam nas reuniões. Também consegui perceber que é feita uma análise dos alunos do ponto de vista individual e também da turma para selecionar estratégias de melhoria do seu desempenho ao longo do ano e a descrição das diversas atividades ao longo do ano. Por outro lado, penso que este aspeto poderia ter sido ainda mais benéfico se existisse a possibilidade de acompanhar de perto todo o trabalho de um DT, ficando a perceber, no dia-a- dia, quais as estratégias utilizadas para a resolução de eventuais problemas, que poderiam ser uma fonte de experiência para o meu futuro.
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4.2.4 – A participação nas diversas reuniões
A situação de estágio, em contexto real de prática profissional, constitui uma peça fundamental da estrutura formal de socialização inicial na profissão, “isto é no processo pelo qual os candidatos à profissão vão passando de uma participação periférica para uma participação mais interna e autónoma, no seio da comunidade docente, de modo gradual e refletido, de imersão na cultura profissional e de configuração e reconfiguração das suas identidades profissionais” (Batista & Queirós, 2013, p. 47).
Para isso, ao longo do ano letivo presenciei diversas reuniões que me fizeram pensar sobre as temáticas apresentadas e refletir sobre esses temas com vista a uma rápida integração na comunidade educativa e ao maior conhecimento da relação entre a escola e o meio.
Relativamente a estas reuniões, na sua maioria a minha presença foi apenas como observador, sendo a PC a assumir a responsabilidade nas respetivas tarefas. Penso que esta foi uma experiência gratificante e mesmo como observador fez-me perceber melhor o funcionamento da dinâmica presente na escola.
As reuniões às quais presenciei foram: as reuniões de departamento de expressões, de grupo de EF, de conselho de turma e as reuniões intercalares, ao qual irei falar da minha experiência das mesmas ao longo do ano letivo.
Quanto à reunião de conselho de turma, penso que foi um marco importante para o conhecimento do modo de funcionamento da turma (se é uma turma disciplinada ou não), para conhecer as atividades que serão realizadas ao longo do ano e que poderão afetar a distribuição de matérias de ensino da disciplina e conhecer algumas ferramentas para o professor (como plataforma INOVAR, que permite analisar todo o processo do aluno).
“Nesta reunião discutiu-se alguns aspetos gerais de logística como a marcação de testes, ocorrências que terão que ser preenchidas na plataforma INOVAR, sendo uma forma de conhecer o funcionamento de determinados parâmetros da escola. Depois passou-se a mencionar os aspetos dos alunos, quais os que têm mais dificuldades e o que não
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apresentam tantas dificuldades, podendo assim ficar com um panorama geral do aproveitamento da turma.” (Reflexão, 9 de setembro de 2016).
As reuniões do grupo de EF permitiram-me perceber como é feita a distribuição da avaliação da disciplina, as questões de logística (quanto ao espaço para as aulas e o respetivo material) e também discutir assuntos gerais relativamente ao planeamento anual. Relativamente a este aspeto houve uma discussão sobre duas formas de pensamento quanto ao planeamento do 3º ciclo. Alguns elementos do grupo de EF pretendiam abordar mais do que duas modalidades coletivas, ficando aqui presente que os conteúdos de ensino a abordar seriam menores e teriam um maior leque de atividades, ficando com a possibilidade de um maior reportório motor e com isso ingressar em equipas de competição. Estes elementos aprovavam este pensamento com a ideia que os alunos ao não abordarem a modalidade consecutivamente acabavam por se “esquecer” dos conteúdos transmitidos. Por outro lado, alguns elementos do grupo são da opinião que as modalidades coletivas a abordar deveriam ser apenas duas, conseguindo um maior tempo de prática e consecutivamente maior tempo de aprendizagem. Com isto, os conteúdos podem ser lecionados de uma forma mais calma, e assegurar que os alunos compreendam o que foi ensinado, só aí avançado para conteúdos mais complexos. Estes docentes pensam que os alunos conseguem adquirir conhecimentos e gestos motores, e a sua capacidade de evolução no futuro poderá ser maior.
“Foi também importante destacar a proposta dos critérios de avaliação e a sua aplicação nas diferentes áreas de expressões.
Quanto à proposta do planeamento anual houve uma discussão quanto aos cursos de ensino básico no sentido de abordar duas ou três modalidades coletivas no ano. No meu ponto de vista se o objetivo é formar jovens com capacidade para realizar as diferentes atividades com alguma qualidade será necessário aprofundar essas modalidades durante um maior número de aulas, pensando que só assim é que o
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desenvolvimento ocorre de forma consistente.” (Reflexão, 13 de setembro de 2016).
4.2.5 – “Open Day”
O “Open Day” foi a atividade na qual o núcleo colaborou, realizada no dia 29 de abril de 2017 no período da manhã e que permitiu a promoção de um estilo de vida saudável e ao mesmo tempo impulsionar a integração e sociabilização dos alunos bem como a comunidade educativa.
Esta atividade teve dois momentos marcantes, a primeira fase foi uma palestra no auditório que envolveu os alunos e os Encarregados de Educação, que foram sensibilizados para a prática de exercício físico, acompanhado com uma correta alimentação e com períodos de repouso. A segunda parte da atividade foi um momento prático, em que os participantes se dividiram em diversos grupos e cada grupo estava inserido numa atividade. As atividades que contemplavam esta segunda fase foram: a dança, os jogos desportivos coletivos, nomeadamente o basquetebol e o futvolei, o cycling/sppining, o HIIT training (TF) e a corrida de orientação.
Os participantes estavam divididos em vários grupos, e cada grupo realizava uma atividade durante o tempo pré-estabelecido, sendo posteriormente encaminhados para a estação seguinte, realizando desta forma todas as atividades que estavam programadas. Quando todos os participantes concluíram as estações tiveram também a possibilidade de assistir a alguns esquemas coreográficos de alunos da EBSDD, podendo assim os Encarregados de Educação observar o trabalho desenvolvido pelos alunos ao longo do ano letivo.
Na preparação da atividade, os estudantes estagiários e os professores incentivaram os alunos na participação e deram algum tipo de conhecimento do funcionamento da modalidade, tentando garantir que existisse um grande número de participantes. No entanto, tanto na minha turma como nas turmas partilhadas, os alunos não estiveram particularmente interessados na participação, sendo este um aspeto negativo a destacar.
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No dia do evento, a função principal do NE foi coordenar algumas estações em parceria com os professores da escola, inserindo os alunos e familiares no respetivo local, auxiliando os mesmos na execução dos exercícios e emitindo algum FB nos exercícios individualizados, como o caso do HIIT Training.
A participação nesta atividade permitiu-me alargar o meu conhecimento acerca da importância dos valores da atividade e aptidão física e da influência que esta tem para a saúde. Serviu também, como meio de integração na comunidade escolar, auxiliando como base de relacionamento entre os elementos da ESBDD e a restante comunidade.
A participação na atividade foi um ponto positivo, estando inscritos cerca de 70 pessoas de todas as idades. A diversidade de atividades também é, na minha opinião, um fator importante para a presença no evento, não tornando a atividade monótona e ao mesmo tempo mais motivante para os participantes. Relativamente à organização, não houveram qualquer tipo de falhas, fornecendo no início da atividade uma t-shirt alusiva a esta iniciativa, fornecendo reforço aos participantes (nomeadamente águas) e ainda, os locais das atividades estavam previamente definidos com cartazes de identificação. A atividade estava dividida em seis estações e os participantes divididos por seis grupos, ficando um grupo em cada estação. No final do tempo para cada repetição os elementos que constituíam a organização indicavam aos participantes que teriam que avançar para o exercício seguinte e recebiam o grupo que chegava da estação anterior.
Na minha opinião esta atividade teve uma enorme importância para a comunidade educativa, sendo possível conjugar a presença de alunos e familiares. Penso que a palestra foi extremamente positiva, indicando variadíssimas formas de prática de exercício físico, essencial para a promoção de um estilo de vida saudável e ainda que tipo de alimentação deve ser conjugado com a prática desportiva, bem como o descanso essencial a uma correta recuperação. Estes aspetos alicerçados à componente prática mostram aos participantes que existe um leque de atividades de fácil acesso e que pode contribuir para o objetivo da promoção de hábitos de vida saudável. Outro
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aspeto essencial é a participação de vários membros da comunidade educativa, sendo eles professores, alunos ou familiares, ficando bem presente que à partida não existe nenhum impedimento para a prática desportiva e todos podem colaborar para a sua promoção.
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4.3 Estudo de Investigação-Ação: “A Perceção das Relações de um Grupo