Sensor Networks: A Graph Theory Perspective
7.3 GRAPH-BASED APPROACHES FOR CLUSTERING IN WSN
7.3.2 Localized Protocols and Emergent Algorithms
O manuscrito da obra é o guia geral da peça, sendo o local onde a toda a história se encontra presente. Este documento dá conta dos aspetos mais preponderantes de toda a trama, sendo nele visível os objetivos massivos de todo o espetáculo. É nele que o dramaturgo encontra o seu apoio à criação da peça e da estruturação dos guiões.
Sendo o planeamento o desenho e a sequência apropriada para a aprendizagem dos alunos, estruturada por objetivos definidos a cumprir , o planeamento anual apresentou-se como a primeira fase de toda a estrutura a executar no processo ensino-aprendizagem, tendo sido a base para a compreensão dos aspetos mais preponderantes nesta fase de organização do ciclo de ensino. “Neste nível de preparação do ensino trata-se, em primeiro lugar, de cada professor adquirir clareza acerca dos resultados a alcançar, necessariamente pelos alunos das suas turmas, no ano escolar e na sua disciplina, resultados respeitantes a capacidades, habilidades, conhecimentos, atitudes e qualidades de vontade e de carácter” (Bento, 2003, p. 66).
O PA foi-nos apresentado nos primeiros momentos de contacto com a escola, NE e PC, trazendo consigo a informação estabelecida pelo grupo de Educação Física, à luz do PNEF e dos objetivos a cumprir segundo o RI da escola e o seu projeto curricular, bem como, o seu ajustamento aos recursos espaciais e materiais.
Foi neste momento que me deparei com um planeamento que contava com a singela presença de quatro unidades didáticas, o que me deixou bastante agradada, uma vez que, enquanto treinadora e fã de uma das premissas de que nos diz que aprende mais quem dedica mais tempo a uma boa exercitação, este planeamento iria permitir manter uma certa distância do currículo de multiactividades, algo que contrastava com a minha formação e com as minhas crenças pessoais enquanto profissional.
risco de nada aprender” (Mesquita &Graça, 2011, p. 51).
O PA permitiu-me construir uma visão global do ano que teria pela frente, tendo em conta a extensão dos conteúdos programáticos a nível curricular, bem como dos conhecimentos e capacidades a adquirir, que se encontravam estabelecidos como os mais determinantes para o sucesso dos alunos da ESRT neste ciclo de ensino ao nível da disciplina de Educação Física. Estavam então estabelecidas as unidades didáticas por tempos letivos, sendo o primeiro período constituído por 20 tempos para a modalidade de voleibol e 15 tempos de um jogo desportivo coletivo à escolha da turma; no segundo período 20 tempos para a modalidade de futsal e 20 para ginástica acrobática; no terceiro período 17 tempos para badminton e 3 para continuidade da mesma ou outra à escolha da turma.
Esta programação serviu como linha fundamental de estruturação da extensão dos conteúdos, porém, a mesma foi, ao longo do ano, sofrendo as alterações necessárias ao ajustamento de todo o processo. Deste modo, no primeiro período acabamos por realizar 30 aulas de voleibol e 5 de futsal, uma vez que a turma preferiu dar continuidade à unidade, deixando os últimos tempos disponíveis para a realização da avaliação diagnóstica de futsal, bem como a introdução da modalidade, permitindo-me preparar a unidade durante o período de interrupção letiva de férias do natal. Esta extensão dos tempos letivos na unidade de voleibol foi bastante positiva para mim, devido à margem de trabalho que pude contemplar com a minha turma, que na sua génese se apresentava no nível elementar na forma de jogo 4x4 no início do ano letivo, tendo terminado o primeiro período a realizar jogo 6x6, com reconhecimento de sistemas e com grande parte da turma situada no nível intermédio de desempenho. Tendo sido esta a minha primeira modalidade, bem como o primeiro contacto com a turma e, sublinhando a sua complexidade e a necessidade de realizar o estabelecimento de regras e rotinas, julgo que não teria sido tão fácil atingir estes resultados positivos com um período relativamente reduzido de aulas para esta unidade.
No segundo período realizamos 18 aulas de futsal e 24 aulas de ginástica acrobática, tendo sido este momento, um verdadeiro misto de emoções que
me proporcionou os sentimentos mais fortes que tive ao longo de todo o estágio (relatos que se encontram enunciados no estudo investigação-ação: Capítulo 7). Encontrei-me perante um cenário completamente antagónico entre saberes e preferências. Por um lado tinha o futsal, cujo meu conhecimento prático da modalidade era bastante parco, cingindo-se maioritariamente a uma bagagem teórica que fiz questão de adquirir, porém, insuficiente para responder prontamente a todos os desafios impostos pela prática. Na outra face da moeda, tinha a ginástica acrobática, modalidade na qual me formei enquanto treinadora de grau II, onde diariamente trabalho com uma equipa que se situa no top 5 nacional e que, logicamente, se instala no topo das minhas preferências. A UD de futsal foi bastante morosa, tendo sido tanto para mim como para os meus alunos, a mais difícil de ultrapassar, porém, finalizei esta experiência com a consciência tranquila de que os meus alunos tiveram oportunidade de contemplar aprendizagens significativas e bastante mais preparada para lidar com uma situação semelhante no futuro, permitindo-me compreender a importância de estar de braços abertos para todos os desafios profissionais impostos e, sobretudo, para a necessidade de realizar um constante processo de adaptação, reflexão, reconstrução e observação, sendo que todos eles se encontram na mesma linha de composição de um momento de ensino bem sucedido. Após este rescaldo da primeira metade do segundo período, surgiu a minha grande lufada de ar fresco com a ginástica, onde foi possível estender-me a nível de planeamento, inovação, experimentação e exigência. Senti-me segura para estruturar esta unidade de forma ousada e para exigir dos meus alunos um novo tipo de comprometimento, um avanço no nível de autonomia e responsabilidade e, obtive como grande surpresa, o reflexo positivo do trabalho em grupo e da noção de cooperação que a turma foi mantendo ao longo da unidade. Este foi o momento de superação dos meus alunos, que chegaram ao final do período completamente assustados com a avaliação, tendo transparecido um enorme receio de falhar e não corresponder às expectativas, aspeto que, em certa medida, me agradou bastante, uma vez que demonstrava o grau de preocupação que a turma tinha com um momento de avaliação formal à disciplina de educação física – aquela que no início do ano menosprezavam.
O terceiro período foi exclusivamente dedicado ao badminton, tendo sido o momento mais leve e fácil a todos os níveis, uma vez que a matéria de ensino foi bastante apelativa para os alunos, tendo-se mostrado uma grande surpresa para os mesmos, especialmente quando compreenderam que ia muito mais além do que um simples jogo de raquetes onde o volante deveria ser mantido no ar. Para mim foi, igualmente uma surpresa, ter palpado a evolução dos meus alunos, a compreensão que os mesmo haviam adquirido acerca do conceito de cooperação e entre ajuda, o espírito presente nas aulas, as suas posturas mais descontraídas e ao mesmo tempo concentradas, tudo fruto de um ano que já revelava algum sentimento de nostalgia na sua fase final.
O sucesso de um PA está no reconhecimento de que qualquer ação que o professor execute tem de ser previamente estudada e orientada para um determinado objetivo, não descurando as relações que poderão existir na prática com os objetivos estabelecidos (Almada, 2008, p. 47), tendo procurado que ao meu planeamento correspondessem objetivos que fossem simultaneamente desafiantes e proporcionadores de oportunidades de sucesso .
Segundo (Rink, 1985) a planificação do ensino é, então, um processo genuinamente complexo que deve atender às indicações gerais e centrais do processo educativo bem como às especificidades locais onde o mesmo decorre. Nesta medida, esta ação é identificada como o “elo de ligação entre as pretensões imanentes aos sistemas de ensino, aos programas das respetivas disciplinas e a sua realização prática” (Bento, 2003, p. 15), apresentando-se o PA como a base de estruturação de todo este processo que se revelou, para mim, a real chave para uma atuação de sucesso enquanto docente e para o reflexo dessa atuação nas aprendizagens significativas dos meus alunos.