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CONCLUSION AND OPEN RESEARCH ISSUES

Spatiotemporal Correlation Theory for Wireless Sensor Networks

5.5 CONCLUSION AND OPEN RESEARCH ISSUES

Após realizar a análise dos dados nas duas aplicações dos testes, é possível retirar as seguintes conclusões:

 De uma forma geral, da primeira para a segunda aplicação do teste sociométrico, houve uma estabilidade moderada nos resultados.

 Quanto às escolhas recíprocas, o número de preferências dentro da turma manteve-se o mesmo da primeira para a segunda aplicação, com um ligeiro aumento da intensidade de escolhas o que leva a entender que existem relações bastante fortes dentro da turma.

 Existiam três alunas que eram bastante rejeitadas na primeira aplicação. De uma aplicação para a outra, duas dessas alunas mantiveram-se como mais rejeitadas, ficando com a ideia que as estratégias de formação de grupos não tiveram os efeitos desejados para estas alunas. Como já referi anteriormente, penso que o facto destas se isolarem bastante da turma fez com que o relacionamento na turma não tivesse a melhoria esperada.

 Houve um aumento nos grupos dentro da turma (2 para 3), da primeira para a segunda aplicação. O facto de os alunos estarem divididos em grupos mais isolados poderá dificultar o relacionamento entre a turma e ao mesmo tempo poderá ter sido um fator que fez com que existisse um aumento de alunos “rejeitados”.

 Houve também um aumento do número de alunos “populares” entre as duas aplicações, sugerindo aqui que a relação destes alunos na turma foi positivo.

 Quanto aos alunos “isolados”, não houve alterações neste aspeto relativamente às duas aplicações.

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 Relativamente aos índices de perceções, principalmente na segunda aplicação coincide com as escolhas feitas pelos alunos, o que denota um maior autoconhecimento do aluno sobre o seu estatuto no grupo.

A aplicação do Teste Sociométrico e de Perceção Sociométrica permitiu- me tirar algumas ilações importantes para o futuro enquanto professor. O facto de após aplicar o teste ficar com um conhecimento mais aprofundado da turma, em que rapidamente distingo os vários grupos existentes na turma, as relações reciprocas comuns aos vários elementos, bem como os “lideres” do grupo e os alunos “rejeitados”, permite-me, na construção de um plano de aula, tentar integrar os alunos forçando um maior relacionamento entre eles. A definição dos líderes da turma é uma mais-valia que o teste apresenta, visto que através deles poderei tentar aproximar os colegas da turma e interagir com os mesmos no sentido de se tornarem colaboradores dos alunos mais “excluídos”, no caso de estes não serem rejeitados reciprocamente.

Dentro da turma, existem alunos “populares”, “excluídos”, “rejeitados” e “indiferentes”, podendo todos ser auxiliados pelo professor e colaborar para uma melhor relacionamento entre o grupo/turma.

Penso que o índice sociométrico, por si só, pode significar muito pouco quanto às relações existentes da turma. No entanto, com o conhecimento que o professor tem sobre os alunos poderá ajudar a identificar eventuais problemas na turma. Quanto aos alunos “excluídos” penso que será extremamente importante o professor tentar encontrar estratégias de aproxima- los dos colegas. Não existem “receitas” para isso, alguns terão que ser mais incentivados pelo professor a mostrar as suas capacidades, enquanto outros poderão ser apoiados pelo professor. O auxílio dos colegas de maior proximidade poderá auxiliar na integração dos colegas “rejeitados” na turma.

Tal como referido anteriormente, o auxílio de colegas de maior proximidade foi uma das estratégias que fui utilizando ao longo do ano letivo, nomeadamente nas unidades didáticas de ginástica acrobática e futsal. Optei por esta estratégia porque acho que os alunos mais “excluídos” irão sentir-se mais envolvidos quando estão próximos dos colegas com que melhor que

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relacionam, daí analisar as preferências desses alunos para criar os grupos/equipas. Esse contacto pode ajudar os alunos “excluídos” a tornarem- se mais seguros do seu valor.

Outra informação importante do teste, no meu ponto de vista, é a identificação dos “líderes”. Penso que este aspeto poderá auxiliar o professor na formação dos grupos. A escolha dos líderes poderá ser útil quando utilizar tutores com nível de desempenho superior, podendo esses colaborar com os alunos de nível de desempenho inferior, tornando assim um maior aumento das capacidades dos alunos.

O teste sociométrico é um excelente instrumento mas depende muito da capacidade de análise de quem o aplica, fornece dados pertinentes e permite descodificar as relações entre a turma, que por uma simples observação não é possível perceber. A proximidade dos alunos mas que se encontram isolados na turma, os alunos que são escolhidos por colegas que estão à margem da turma; a escolha dos alunos mais populares e mais rejeitados; possíveis situações de conflito por alunos com rejeições reciprocas, entre outros.

O facto de o aluno consciencializar que gosta mais de umas pessoas que outras, no preenchimento do teste sociométrico, poderá fazer com que este colabore com os colegas excluídos e ajude-os a participar ativamente nas aulas.

O teste de perceção sociométrica permite perceber se os alunos têm consciência ou não da sua posição sociométrica, se acham que se são preferidos ou rejeitados. Por outro lado permite verificar se eles têm perceção da existência de grupos dentro da turma e quem são os líderes dentro do grupo.

Em suma, no plano pessoal, este estudo permitiu-me adquirir novas competências de um aspeto essencial da EF que são as relações sociais. Esta área não era até ao dia de hoje conhecida por mim, mas penso que com a aplicação deste teste, no meu futuro profissional sentir-me-ei mais preparado para encontrar soluções, quando encontrar problemas de relacionamento entre os alunos, e poderei recorrer a este teste como instrumento de análise.

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