CHAPITRE I: ETUDE BIBLIOGRAPHIQUE
IV. PROPRIETES DES COPOLYMERES EN SOLUTION
IV.1. Solutions de molécules amphiphiles
Para situar o novo institucionalismo económico (NEI) devemos começar distinguindo o institucionalismo "novo" e o "velho", pelo qual os trabalhos de Rutherford (1994) e Toboso (2003) são de interesse indiscutível. No "novo institucionalismo", Eggertsson (1990) delimita a Economia Neoinstitucional, que mantém o “núcleo duro” do moderno paradigma
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microeconômico, da Nova Economia Institucional que, entre outras características, não assume estritamente o modelo de escolha racional. Tanto Eggertsson (1990) como Furubont e Richter (2000) apresentam a abordagem econômica do NEI e coletam as contribuições que ele faz em diferentes áreas da ciência econômica. Drobak e Nye (1997) tentam apresentar um conjunto de contribuições localizadas na fronteira de pesquisa do NEI.
A abordagem do NEI, discutida a partir da segunda metade do século XX, termo que foi cunhado por Williamson, em 1975, decorre das alterações metodológicas sobre o pensamento original dos evolucionistas- ou seja, de forma mais sistêmica, como descreve Hodgson (1994, p.398-399): “ há um aspecto importante no ´novo institucionalismo` : explicar a existência de instituições políticas e jurídicas ou, em termos gerais, de instituições sociais, partindo de um modelo de comportamento individual e, com base nele, deduzir as suas repercussões com base nas interacções humanas”. North (1997, p.17) aponta também um processo de “destruição criativa”, haja vista que fora fortemente influenciado por Joseph Alois Schumpeter (1883-1950), ao descrever que o NEI “ parte da teoria neoclássica , altera-a e desenvolve-a para que possa aprofundar e esclarecer uma série de problemas anteriormente fora de seu alcance. Conserva e tem por base o pressuposto fundamental da escassez e, consequentemente, da concorrência – o princípio da escola subjacente à microeconomia”. Conforme descrevemos anteriormente, há também aqui uma tríade referencial dessa tese formada por Ronald Coase, Oliver Williamson e Douglass North. Autores como North e Williamson analisam o impacto das instituições no processo das relações econômicas abrindo espaço para uma discussão sobre governação à luz dos modelos institucionais, enquanto Coase, que incorpora a análise das transacções tem custos, ou seja, as trocas e as interacções que os agentes estabelecem num mercado não são instantaneamente acessíveis e transparentes. Reis (2009). Como Veblen exerceu um papel de liderença nas ideias no “velho” institucionalismo ou no institucionalismo original, Douglas North (1920-2015) tem função destacada na tríade mencionada e no arcabouço teórico dessa tese.
A nova visão institucional da economia tenta estender a compreensão da tomada de decisão das organizações concentrando-se no contexto social, nas normas legais e nas regras que sustentam a atividade econômica, que são encontradas na economia dos custos de transação.
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Corrobora nessa linha metodológica Andion (2012, p. 9-19), onde essa corrente de pensamento busca compreender o processo de formulação das leis, que venha estruturar a acção dos atores políticos, de modo a construir teorias sobre a administração e políticas públicas, onde se estabelece uma ênfase na regulação (ordem), visando limitar divergências, por meio de monitoramento dos agentes pelos principais, a partir de regras que possam avaliar o comportamento e a performance.
Apesar do “chão comum”, como denomina Reis (2009) o novo institucionalismo traz uma discussão entre os actores económicos, sociais e políticos para uma análise interaccionista dos processos de governação, conforme Jan Kooiman (2003) reconhece a intencionalidade, consciência e identidade.
Observa-se também que nos últimos anos, de forma específica, a partir da década de 1980, o termo “economia institucional” tem sido aplicado a uma variedade cada vez maior de abordagens econômicas ou escolas de pensamento. A maioria das pessoas reconhece os termos "economia institucional". Surgindo do desenvolvimento de ciências sociais, o neoinstitucionalismo apresenta diferentes versões de atuação no campo que aborda. Dessa maneira, observamos projetos no campo da economia, das ciências políticas, da geografia económica, história, sociologia, do direito e, substancialmente, todos com intersecção com a administração pública. Neste caso, indagar a perspectiva econômica e sociológica, por exemplo, desde alliseacotaráteóricamenteelpresenteescrito.
As raízes da nova economia institucional estão nos trabalhos de Coase (1937, 1960), Williamson (1974; 1985) e North (1981), mas também dialoga com sociologia, se comparada aos trabalhos de Parsons (1937, 1951), Berger e Luckmann (1986), e DiMaggio e Powell (1993, 1999).
Numa segunda geração, importa mencionar as contribuições de (Hall e Taylor 1996; Peters 1999; Lowndes 2010) e das instituições estatais nos processos políticos , nas organizações e nas relações económicas (Evans et al. 1985; Immergut 1998). Simultaneamente, adentrou-se numa preocupação das “instituições informais”, que estruturam as relações sociais e também orientam condutas March e Olsen (1984). Portanto, há um interesse pelo câmbio institucional,
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seja para também evidenciar procesos de transformação ou “isomorfismos” nas organizações Powell e DiMaggio (1999), seja para identificar a incidência das ideias em função de seu alcance e grau de persistência Campbell (2002 e 2004). Para também identificar modalidades e mudanças em função do contexto político, das características das instituições e de seus agentes Mahoney e Thelen (2010), estudos que emprestaram contribuições para identificar a importância do tempo e na trajetória das transformações.
Estas referidas correntes de pensamento apresentam várias definições de neoinstitucionalismo, de acordo com o interesse que motiva sua área de pesquisa, ocasionando pesquisa, dificultando o consenso conceitual. No entanto, existe uma convicção comum, independente de sua área de interesse acadêmico, da importância de estudar instituições e processos sociais como fatores que estão em permanente relação entre organizações sociais e, como resultado, afetam e limitam-nos.
Nessa ordem de idéias, e apesar de suas diferenças, considera-se que, em vez de serem posições exclusivas, elas se tornam complementares. A esse respeito, DiMaggio e Powel (1999), encontra um piso comum para integração das áreas de pesquisa:
1) A rejeição do reducionismo, behavioristas e economistas, 2) a convicção de que os arranjos institucionais contam na explicação da vida social, econômica e política e 3) uma definição inicial muito geral de instituições, como as regras do jogo de uma sociedade. (DiMaggio e Powell, 1999, p.19)
Dessa forma, o neoinstitucionalismo enfatiza as instituições para entender os processos sociais, culturais, econômicos e políticos, a esse respeito Kalmanovitz (2004) afirma que o neoinstitucionalismo define as regras do jogo que norteiam o comportamento dos agentes em uma sociedade e são fundamentais para explicar seu desempenho económico. Ao mesmo tempo, é um conjunto de teorias que combina as inclinações de uma nova microeconomia com base nos custos de transação, estabelece uma intersecção entre direto e economia, interagem com a teoria da informação e da escolha pública , tendo como base fundamental os trabalhos de Douglass North.
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Nelson e Winter (2005), pesquisadores que representam o enfoque evolucionista, assinalam que as instituições são um resultado de variações aleatórias, seleção e retenção de instituições, muito mais que a busca individual.
Conforme North (1995, pp. 21-22), as instituições tem alterações incrementais, até alterações contínuas (tais como revoluções e conquistas), nunca são completamente descontínuas, pelo contrário, são o resultado da cristalização e das restrições informais exisentes nas sociedades. Acemoglu e Robinson (2010), convergente com as ideias de North (1997; 2018) e Hodgson (2000), propõem que as instituições econômicas são relevantes na determinação do nível de desenvolvimento econômico e na performance econômica, pois moldam os incentivos dados aos agentes na sociedade, influenciam investimentos em capital físico, em capital humano e em tecnologia, e a organização da produção.
Os autores argumentam que, ainda que aspectos geográficos e culturais sejam relevantes para o nível de desenvolvimento econômico, as diferenças nas instituições econômicas são a grande fonte das disparidades entre países no nível de renda e desenvolvimento. Essas instituições não somente determinam o desempenho econômico e o nível de desenvolvimento da economia, mas também a distribuição de recursos no futuro. Ou seja, elas influem não somente sobre o tamanho do "bolo", mas também sobre a forma como ele será repartido entre diferentes grupos e indivíduos na sociedade.
Posteriormente, Acemoglu e Robinson (2012) ampliam o conceito de instituições atribuindo as instituições políticas fatores determinantes e cruciais no resultado do jogo. Conforme Acemoglu e Robindson (2012, pp. 62-63), são as regras que regem os incentivos políticos. As instituições políticas definem como o governo e seu papel diante dos detentores de poder. Nesse diapasão, Acemoglu e Robinson (2012), classificaram em instituições inclusivistas e extractivistas. As instituições inclusivistas são àquelas que atuam de forma pluralista e centralizada, onde esse grau de centralização coloca o Estado sob impositor da lei e da ordem e, muito menos de prestar serviços púbicos, fazendo valer a definição de Max Weber: “ O Estado é o monopólio da violência legíma” (Acemoglu e Robinson, 2012, p.63). As instituições extractivistas são àquelas que nem são plurais e o grau de concentração de poder dá-se sob a pequena elite, que impõem poucas restrições ao exercício de seu poder e existem
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para extorquir o conjunto da sociedade, desenvolvendo um papel contrário a necessidade de ampliação da participação e da cidadania.