Gas Leak Detection Case Study in H 2 Vehicles
5.4 Sensor Selection, Model and Data Fusion
A construção coletiva de conhecimentos é um trabalho espontâneo em equipe com base na dinâmica de grupo para cumprir tarefas, sem obrigatoriedade, no contexto do objetivo comum que se traduz em aprendizagem ou produção de um novo saber. Insere-se na aprendizagem colaborativa e na IPM como seu produto final.
Segundo S. Okada, (2006, p.154):
Todos são co-autores de uma obra em que cada participante contribui com a sua parcela de colaboração. Há também o trabalho individual em que os alunos como intermediadores pedagógicos múltiplos poderão de alguma forma contribuir ou influir com relevantes informações para a produção de cada participante. Por exemplo, se o produto final for um livro, todos serão co-autores por colaborarem com um capítulo cada um. A construção do capítulo, nesse caso, é um trabalho individual. Certamente, com ajuda do outro.
A eficácia da construção coletiva de conhecimentos exige ambiente apropriado cujo recurso tecnológico, por exemplo, o moodle, possa facilitar bem o real desempenho dos atores presentes nas interações
intersubjetivas e interobjetivas 21 como intermediadores pedagógicos múltiplos.
Nesse contexto, vejamos fragmento interativo no fórum do curso. Escrevendo Textos Acadêmicos a partir de Mapas
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ATIVIDADE: Mapeando resumo acadêmico -> ENTREGA -> Re: ENTREGA por Felipe Comelli - terça, 7 fevereiro 2006, 23:23
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Alê e colegas, para variar, estou sempre fora dos prazos...
Posso dizer que somente hoje pude me apropriar de modo mais adequado sobre as tarefas propostas.
Confesso que, lá pelas tantas da atividade, fiquei meio per- dido. Não sabia se deveria elaborar um novo texto a partir de uma nova pergunta ou, simplesmente, reescrever o texto a partir do ma- peamento que fiz. Até a página 3 da proposta, tudo vai bem. Daí em diante é que começam as dúvidas (“Considerando agora sua questão-problema, mapeie os elementos abaixo” – é um pouco dú- bio, considerando as etapas anteriores).
Concordo com o Cláudio quando diz (corrija-me se estiver equivocado) que o texto é por demais “rebuscado”. Para falar a verdade, acho que ele foi muito polido. Eu acho o texto mal for- mulado. Um resumo ruim. Deixa margem a dúvidas - em alguns momentos, por exemplo, fica a incerteza se a autora fala de sua pesquisa ou da pesquisadora que cita.
Quanto ao “escrever bem é necessário ler bem”, penso que, mais do que ler, é preciso escrever. Sem escrever, escrever, es- crever, ninguém se torna um bom escritor. Infelizmente paro por aqui... Um abraço Felipe
21 Interobjetivo (a) [entre objetos]. Em contraposição ao termo intersubjetivo [entre sujeitos]. Diz respeito também ao sujeito que toma o outro por objeto. O sujeito pode tomar a si próprio por objeto. O sujeito é o objeto do outro e este objeto do sujeito. Daí, entre sujeitos tomados por objeto por outros e o próprio tomado por objeto de si mesmo podemos usar o termo “interobjetividade”
ATIVIDADE: Mapeando resumo acadêmico -> ENTREGA -> Re: ENTREGA por Saburo Okada - quinta, 9 fevereiro 2006, 19:44
Olá Felipe. Concordo com você e com o Cláudio. O escritor deve preocupar-se com a interface da apresentação de seu texto. O eruditismo e a sofisticação atrapalham o entendimento. O uso imprescindível de certos neologismos e termos científicos devem vir explicados em notas de rodapé, de fim ou no glossário. O verbo “mapear” está ampliando o seu significado, acho. No meu entendi- mento “mapear” certa realidade, além de espelhar-se em traçados no papel, significa representá-la simbolicamente para facilitar a sua localização e visualizá-la sem precisar estar in loco. Nesse mister
pode-se escolher a linguagem coerente. Pode até significar o seu ordenamento resumido por meio de conceitos ou expressões redu- zidas.
Daí, o “resumo” em questão é o mapeamento da obra da sua autora. Para se escrever muito bem a sua obra, o (a) pesquisador (a) precisa, querendo, ler bem as diferentes obras sobre o seu tema
sem querer adivinhar o que seus autores (as) intencionaram dizer nos resumos relativos ou na obra toda. Assim, para a leitura bem feita, sugere-se:
1. Reagir pelo reforço (Skinner) - buscar sentido e significado para receber o prêmio de equilibrar-se pela descoberta.
2. Agir pela motivação (Maslow) - ver e averiguar o conteúdo para obter o entendimento da sua totalidade. A recompensa pela inovação é motivadora.
3. Atuar pelo interesse próprio (Okada) – pesquisar, achar e comparar o que já foi escrito com o que vai escrever. Receber os subsídios e a corroboração é a intenção. A invenção é instigante e interessante.
4. Interagir pela visão de futuro - sonho (Okada) - ver as partes e o todo para energizar o entusiasmo da sua busca, da concretização rápida dos seus sonhos. A reinvenção é entusiástica, porquanto, alimenta a disposição e atinge o alvo perseguido. Saburo
Esse diálogo interativo assíncrono ocorreu no fórum do ambiente moodle do curso. Há trocas de ideias constantes e críticas através do olhar particular do participante que provocam respostas esclarecedoras incentivando a sua autonomia, identidade, responsabilidade e iniciativa própria na sua escolha
e decisão. A atividade-problema foi lançada para o grupo visando aprender a ler para escrever texto acadêmico. O problema consistia em entender o resumo de um texto acadêmico e escrever o seu comentário com as suas próprias palavras. Nesse objetivo era preciso fazer uma boa pesquisa em vista de termos não comuns e de algumas neologias22 usadas pela autora. Além de efetuar uma
metanálise de texto com uma devassa em todos os seus períodos.
As dúvidas tiveram soluções satisfatórias de forma colaborativa e responderam quesitos sobre o assunto do resumo da tese, contexto abordado, utilidade do tema, citações, conceito associado, objetivo da questão-problema, pressuposto principal, argumento, contra-argumento, palavras-chave. Elaboraram as suas questões com comentários críticos e respectivos mapas conceituais e mentais sobre o conteúdo, o seu porquê, para que, para quem, com o que, como, onde, quando, etc.
Produziram, ao término, seus textos com base nos dois cursos que freqüentaram “O Uso de Software em Pesquisa Qualitativa” - COGEAE PUC SÃO PAULO SP e “Escrevendo Textos Acadêmicos a Partir de Mapas” – COMPART Educacional – WORSHOP.
Os recursos no ambiente moodle: chat, fórum, wiki, CMAP, Nestor, Compendium, flashmeeting, messenger e blog foram os mais presentes.
Na teoria geral dos quatro momentos (www.4momentos.com.br) a transação ensino-aprendizagem se resume no seguinte quadro:
O sujeito do conhecimento percebe certo estímulo presente e pode entrar no processo de sua descoberta, quer por sua curiosidade, quer por sua necessidade ou priorização. O hábito dessa experiência faz nascer a vontade relativa [momento 1]. Identifica o estímulo presente ao compará-lo com o
22 Eis algumas palavras: inter-intencionalidade, ampliações axiológicas, interdisciplinar, ideoló- gico-temporal, compreensão de entrelugares, prática intersticial, contexto “inter”, etc
similar registrado no seu banco de memória. O costume (hábito socializado) pode suscitar o desejo respectivo propiciando inovações na descoberta [momento 2]. Interpreta certo estímulo presente. A sua utilidade desperta a sua intenção inventiva para simplificar, facilitar ou tornar leve o que descobriu e inovou ou criar algo mais beneficente nesse uso [momento 3]. Entende os estímulos presentes semelhantes e sonha acordado ou dormindo conforme intensidade do vivenciado. A convivência, isto é, o hábito, o costume e o uso integrados consolidam o aprendizado para o seu desfrute e compartilhamento [momento 4].