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S’accoutumer aux modes de pensée orientaux

3.2 L’apport des philosophies orientales

3.2.1 S’accoutumer aux modes de pensée orientaux

3.3.1 Técnica de coleta de dados

A técnica adotada para coleta de dados foi o questionário. De acordo com Lakatos e Marconi (2001, p.201), o “questionário é um instrumento de coleta de dados, constituído por uma série ordenada de perguntas, que devem ser respondidas sem a presença do entrevistador”. Gil (1987) aponta como vantagem da utilização de questionário para coletar informações, a garantia do anonimato das respostas, a conveniência de os respondentes o fazerem no momento que julgarem mais oportuno e a possibilidade de atingir o maior de pessoas.

No intuito de validar o questionário, realizou-se um pré-teste, previamente elaborado. Os indivíduos respondentes, do pré-teste, foram selecionados de modo que, um funcionário de cada grupo funcional - nível apoio (NA), nível médio (NM) e nível superior (NS) - fosse contemplado. O relatório do pré-teste encontra-se no Anexo A. Após a análise do pré-teste, o questionário foi reformulado, levando-se em conta as observações feitas, e a versão final foi aplicada aos FTAs do LAC.

O modelo de questionário proposto para o LAC encontra-se no Anexo B, e consta de sessenta (60) perguntas, seguindo a recomendação de Luz (2003), de modo que fosse possível cobrir, satisfatoriamente, todas as variáveis a serem pesquisadas. Das sessenta (60) questões, cinqüenta e nove (59) são fechadas, de múltipla escolha, e uma é aberta, para sugestões de melhoria. O agrupamento das sugestões apresentadas pelos colaboradores, para que o LAC se torne um ambiente melhor para se trabalhar, encontra-se no Anexo C. A relação entre as variáveis pesquisadas e as questões fechadas formuladas, encontra-se no Quadro 10.

VARIÁVEIS QUESTÕES

1.Relacionamento interpessoal (RI) 28, 29,30, 31, 32, 33, 34, 35, 59 2.Comportamento das chefias (CC) 36, 37, 38, 39, 40, 41

3.Processo decisório (PD) 42, 43, 44, 45

4.Satisfação pessoal (SP) 5, 55, 56, 57, 58

5.Treinamento e desenvolvimento (TD) 6, 7, 23, 24 6.Valorização e reconhecimento (VR) 8, 46, 47 7.Reconhecimento financeiro e benefícios (RF) 9, 10, 11

8.Qualidade e satisfação do cliente (QS) 48, 49, 50, 51, 52, 53, 54 9.Organização e condições de trabalho (OC) 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22

10.Imagem do Laboratório (IL) 25, 26, 27

Quadro 10 – Relação variáveis/questões.

As alternativas de respostas baseiam-se em uma adaptação da Escala Likert, que, de acordo com Gil (1987), é uma das escalas sociais mais utilizadas, sendo de elaboração simples e de caráter original, não medindo o quanto uma atitude é mais, ou menos, favorável. A construção desse tipo de escala segue alguns passos, onde, após recolher um grande número de enunciados que manifestam a opinião ou atitude, acerca do problema a ser investigado, solicita-se a certo número de pessoas que manifestem sua concordância, ou discordância, em relação a cada um dos enunciados, seguindo uma graduação. Procede-se à avaliação dos vários itens, de modo que uma resposta que indica a atitude mais favorável, receba o valor mais alto e a menos favorável, o mais baixo.

Segundo Pereira (2001), o sucesso de Escala Likert reside no fato de que ela reconhece a oposição entre contrários, reconhece gradiente e reconhece situação intermediária. Para o autor, a escala tornou-se um paradigma da mensuração qualitativa e, desde então, tem sido largamente aplicada, quer na forma original, quer em adaptações, para diferentes objetos de estudo, apresentando, também, uma relação adequada entre a precisão e a acurácia da mensuração.

3.3.2 Análise e tratamento dos dados

Após a coleta de dados realizou-se sua tabulação e posterior análise. Best, apud Lakatos e Marconi (2001, p.167), escreve que a análise “representa a aplicação lógica, dedutiva e indutiva do processo de investigação”. Deste modo, a importância não se encontra nos dados em si, mas na leitura e interpretação que o pesquisador faz deles. Para operacionalizar a análise, este estudo utilizou-se de duas técnicas estatísticas.

A primeira corresponde a uma interpretação descritiva dos dados encontrados, procurando confrontá-los com o referencial teórico construído no corpus desta pesquisa. Para tal, a partir do software de estatística denominado Sphinx Plus são apresentados gráficos do tipo setor (pizza), barra, coluna, Pareto e histograma de cumulação (este último encontra-se no Anexo D).

A segunda diz respeito à análise multivariada, que, de acordo com Pereira (2001, p.102), “é a rigor qualquer abordagem analítica que considere o comportamento de muitas variáveis simultaneamente” e envolve uma multiplicidade de conceitos estatísticos e matemáticos, permitindo que se analise o comportamento de muitas variáveis ao mesmo tempo. A ferramenta estatística utilizada para este fim é a Análise de Agrupamento, ou de Cluster. O software utilizado foi o Statistica 6.0.

O objetivo da utilização das técnicas de agrupamento é o de colocar objetos em grupos, relativamente homogêneos, sugeridos pelos próprios dados (LIRIO et al., 2004). Nesse contexto, estas podem ser utilizadas quando se tem, ou não, idéia a respeito da existência de grupos heterogêneos dentro do conjunto de dados.

A distância entre dois grupos é definida como a distância euclidiana entre seus centróides ou médias. O índice de paridade, adotado para esta análise, é de 70%, devido ao comportamento observado nos gráficos. Salienta-se a importância do critério do vizinho mais próximo, que em uma próxima análise poderia ser suprimido, de modo que o número de sub- variáveis viessem a diminuir.

O intuito de se utilizar duas técnicas estatísticas, neste estudo de caso, é de a segunda (Análise de Cluster) comprovar estatisticamente o que foi evidenciado com a utilização da primeira (descritiva). Buscando responder aos objetivos desta dissertação de mestrado, no próximo capítulo apresenta-se a análise descritiva, e de agrupamento, para os dados coletados para as variáveis: relacionamento interpessoal; comportamento das chefias; processo decisório; satisfação pessoal; treinamento e desenvolvimento; valorização e reconhecimento; reconhecimento financeiro e benefícios; qualidade e satisfação do cliente; organização e condições de trabalho e imagem do laboratório.

Ressalva-se que a variável satisfação pessoal vai ser analisada somente por meio de técnicas de estatística descritiva e que cada uma das cinqüenta e nove (59) questões passa a ser denominada sub-variável.