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Redéfinition de la question de la sécurité dans les approches des relations internationales

3. Cadre Théorique

3.2 Redéfinition de la question de la sécurité dans les approches des relations internationales

processos sociais, sempre andaram juntas. Entretanto, é no setor privado que essa união é considerada mais natural e onde as inovações tecnológicas são

utilizadas sem barreiras, mas também sem muita reflexão crítica. Para a autora, a Escola deveria utilizar a tecnologia da informação como um recurso técnico, já que a sociedade precisa de cidadãos mais críticos e criativos; e não apenas como um ferramental.

Segundo Jonassen (2007), a TI pode ser utilizada de três formas: como ferramenta, como parceira intelectual, e também como contexto. O papel mais importante da tecnologia da informação no contexto educacional pode ser definido como o de parceria intelectual, uma vez que amplia a capacidade humana de articular o conhecimento adquirido e de construir as representações pessoais de significado.

Para Jonassen (2007), entretanto, a TI vista na categoria contexto, abrange os domínios da simulação de problemas; das situações e contextos significativos do mundo real; das representações de crenças e histórias de terceiros; da definição de um espaço controlável para o raciocínio do aluno; e de apoio ao diálogo entre comunidades de aprendizes que buscam a construção do conhecimento. A partir dessa parceria intelectual foram criados ambientes favoráveis à aprendizagem situacional; à aprendizagem baseada em projetos; e à instrução ancorada; entre outras formas de mediação de processos de aprendizagem.

Segundo Raposo (2011, p. 71), uma das características mais importantes da sociedade da informação é o uso massivo das tecnologias, uma vez que permite a produção e a difusão do conhecimento dentro de um processo constante de atualização e aprendizado. O autor afirma que a informação é a matéria-prima a ser transformada e as tecnologias de comunicação e informação são as ferramentas responsáveis pelo seu processamento.

O acesso à informação é direito de todos e quando compreendemos como a informação está organizada e disponibilizada globalmente exercemos um princípio importante de cidadania, pois nos incluímos como indivíduos na sociedade.

Segundo Kobashi e Talamo (2003, p. 08-09), o simples acesso à informação já é por si só um importante indicativo de que a cidadania está em exercício, uma vez que essa depende da circulação e consumo de informação.

Os autores afirmam ainda que a informação é um bem simbólico, e que a carência de informação provoca a ausência do conhecimento, e para evitar as situações de carência e escassez, a sociedade organiza seus estoques de informação e estabelece estratégias específicas para colocá-los em ação, para transformá-los em fluxo, tendo em vista um único objetivo: que o sujeito capture informação, promovendo a ação de conhecer.

Assim compreendemos que a partir do fluxo de informação, com as suas devidas características e perfis, é possível obter informação para transformá-la em conhecimento.

[...] a informação – sua natureza, propriedades, produção, circulação e consumo, seja ela massiva ou direcionada para grupos específicos – vem se transformando em objeto de estudo de diversas disciplinas. As Ciências da Comunicação e a Teoria da Informação constituíram-se em torno delas. A ampliação dos campos que se interessam pela informação parece relacionar-se, igualmente, ao fato de ela se configurar como recurso estratégico não apenas para a organização e o controle sociais, mas principalmente para a produção de bens. (KOBASHI; TALAMO, 2003, p. 10).

Ainda segundo os autores, a produção e a circulação da informação foram sendo incorporadas de forma crescente aos modelos propostos pela Administração, especialmente a partir de 1990, para estabelecer as características de seu alcance operacional e como instrumento de apoio à gestão; nas modernas teorias organizacionais, informação e conhecimento são ativos que potencializam a competitividade. (KOBASHI; TALAMO, 2003, p. 11)

A visão de valor dada à informação está ligada à formação da sociedade do conhecimento que é igualmente informacional e informativa, uma vez que inclui aspectos operacionais e técnicos em que a linguagem e o conhecimento são tratados para serem transmitidos à distância, com a neutralização simultânea do espaço e do tempo. É também informativa, por ser sociedade na qual circulam numerosos e variados discursos informativos. O acesso a eles converte-se em valor indicador de participação política, de cidadania, de identidade. (KOBASHI; TALAMO, 2003, p. 11)

Desta forma, o tratamento e difusão de conteúdos convertidos em informação organizada, feitos tradicionalmente pela Ciência da Informação, deslocam-se gradualmente da perspectiva patrimonialista, que caracterizava as

instituições de memória, bibliotecas, centros de informação ou arquivos, para as questões comunicacionais, promovendo sua reformulação teórica. E assim, a sociedade contemporânea e os estudos da informação no âmbito da Ciência da Informação passam a tratar a informação, antes tida como estoque, e preservada por registros que utilizavam o conhecimento científico; utilizando processos de circulação de importância social e de natureza pública. A distribuição e o acesso à informação são agora um problema social e não mais uma questão individual. (KOBASHI; TALAMO, 2003, p. 11)

De acordo com Castells (1999, p. 69), o valor que a sociedade moderna atribui à informação e ao conhecimento é diferente daquele atribuído em outros momentos na história da humanidade. O que caracteriza a atual revolução tecnológica não é a centralidade de conhecimentos e informação, mas a aplicação desses conhecimentos e dessa informação para a geração do conhecimento e de dispositivos de processamento e comunicação da informação, em um ciclo de realimentação cumulativo entre a inovação e seu uso.

Para Castells (1999), nas duas últimas décadas o uso de novas tecnologias de telecomunicações passou por três fases distintas: a automação de tarefas, as experiências de usos e a reconfiguração das aplicações. Nas duas primeiras fases, aprendemos usando essas tecnologias. Na terceira fase aprendemos fazendo. “O resultado disso foi uma reconfiguração das redes e a descoberta de novas aplicações. No novo paradigma tecnológico a difusão da tecnologia amplifica seu poder de forma infinita, à medida que os usuários apropriam-se dela e a redefinem”. (p. 69)

Segundo Castells (1999), as novas Tecnologias da Informação são muito mais que ferramentas, são processos a serem desenvolvidos. Os usuários e criadores dessas novas tecnologias trocam seus papeis e o desenvolvem simultaneamente. “Permitem uma aproximação entre os processos sociais de criação, manipulação de símbolos e a capacidade de produzir e distribuir bens e serviços. De forma inédita a mente humana passa a ser uma força direta de produção e não somente um elemento decisivo no sistema produtivo.” (p. 69)

Quando da criação da internet, nos anos 60, tratava-se de ferramental específico de estratégia militar, com base na tecnologia de comunicação da

troca de informação, e sem a necessidade de centros de comando e controle, permitiu que mensagens e informação fossem enviadas por rotas ao longo da rede, gerando condições tecnológicas para que a comunicação global horizontal ocorresse. Os Estados Unidos temendo um ataque de outro país decidiram criar uma rede, a ARPANET, que foi desenvolvida pela agência de projetos ARPA–Advanced Research Projects Agency, para proteger dados e informações da nação norte americana.

Inicialmente sem nenhum controle, a comunicação via internet passa a ter algum controle apenas em 1992, pela Internet Society, cuja função principal era coordenar os acordos polêmicos e multilaterais de atribuição de endereços de domínios no mundo inteiro. No final da década de 90, o poder de comunicação da internet se consolidava a partir de uma rede montada ao redor de servidores da web, utilizando os mesmos protocolos da internet equipados com capacidade de acesso aos servidores em megacomputadores, possibilitando aos usuários acesso à rede que passa a oferecer com uma série de serviços, produtos e bens distribuídos em qualquer lugar do planeta. (CASTELLS, 1999, p. 88-89)

Segundo Castells (1999, p. 98), a sociedade em rede surge a partir da interação de duas tendências relativamente autônomas: o desenvolvimento de novas tecnologias da informação e a tentativa de reaparelhamento usando o poder da tecnologia para servir a tecnologia do poder.

Como vivemos numa sociedade capitalista, duas características fundamentais dão sustentação à sociedade em rede: funcionar globalmente em tempo real e estar estruturada em rede de fluxos financeiros.

Nesse cassino global eletrônico, capitais específicos elevam-se ou diminuem drasticamente, definindo o destino de empresas, poupanças, economias. O resultado da rede é zero: os perdedores pagam pelos ganhadores. E ganhadores e perdedores mudam a cada ano, a cada mês, a cada dia, a cada segundo e permeiam o mundo das empresas, empregos, salários, impostos e serviços públicos. Contudo, o capital financeiro depende do conhecimento e da informação gerados e aperfeiçoados pela tecnologia da informação. Esse é o significado concreto da articulação entre o modo capitalista de produção e o modo informacional de desenvolvimento. (CASTELLS, 1999, p. 565-570)

Para Castells (1999, p. 572), o capital é coordenado globalmente e o trabalho cada vez é mais individualizado. A Sociedade em rede altera as bases significativas do espaço e do tempo, as redes do espaço de fluxos interagem atemporalmente. Enquanto isso, o tempo cronológico é medido e avaliado diferencialmente para cada processo, de acordo com sua posição na rede, que continua a caracterizar as funções subordinadas e os locais específicos.

A construção social das novas formas dominantes de espaço e tempo desenvolve uma meta rede, que ignora as funções não essenciais, os grupos sociais subordinados e os territórios desvalorizados. Sob perspectiva histórica mais ampla, a sociedade em rede representa uma transformação qualitativa da experiência humana. (CASTELLS,1999, p. 573)

Na sociedade do conhecimento a matéria-prima é a informação a ser transformada em conhecimento, e as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) são as ferramentas de processamento para aprendermos no ambiente informacional. Precisamos conhecer melhor como as pessoas se apropriam da informação e como manejam as ferramentas que conduzem esse processo.

3.2. TI COMO FERRAMENTA DE AUMENTO DA ABRANGÊNCIA E