• Aucun résultat trouvé

Random Access Memory (RAM)

Dans le document Embedded Hardware (Page 120-127)

Why Talk About the von Neumann Model?

3.3.2 On-Chip Memory

3.3.2.2 Random Access Memory (RAM)

O conceito de stress não é novo, contudo, foi apenas no início do século XX que estudiosos das ciências biológicas e sociais iniciaram a investigação dos seus efeitos na saúde física e mental da pessoa.

Dos vários autores que estudaram o stress, um importante contributo deve-se a Seley, o primeiro cientista a estudar o stress como hoje é conhecido, o qual publicou os seus primeiros trabalhos em 1936.

Selye (1987) define o stress como uma resposta não específica do corpo a um estímulo nocivo ou a um agente externo, cuja resposta fisiológica é conhecida como Síndrome Geral de Adaptação (SGA). Neste sentido, todo o organismo tenta ajustar-se a qualquer agente que precipite o stress e lhe exija uma resposta, ou seja, mobiliza-se para a acção, numa resposta não específica, independentemente do agente precipitante.

Segundo o autor, estas reacções do SGA desenvolvem-se em três estádios sucessivos bem definidos: o estádio de alarme, em que é activado o sistema nervoso simpático, aumentando a actividade adrenal; estádio de resistência, no qual são mobilizadas forças fisiológicas para resistir aos danos do estímulo negativo (pode conduzir a situação de adaptação, não evoluindo para a fase seguinte); estádio de exaustão, que surge quando o desencadeante do stress é prolongado ou suficientemente severo, estádio este atingido em situações mais graves e, normalmente, persistentes.

Neste modelo, Selye defende que as variáveis cognitivas, como a percepção, não têm papel contributivo para a iniciação ou moderação no SGA.

Esta terminologia foi, posteriormente, substituída pelo autor, pela palavra stress, designando a resposta geral do organismo perante qualquer estímulo stressor ou situação stressante.

Outros autores, defendem que o stress surge de processos afectivos e cognitivos, os quais produzem sequelas físicas e psicológicas. Seguidores dste ponto de vista, salientam-se Lazarus e Folkman (1984). Estes autores referem-se ao stress como um processo que inclui o factor desencadeante e a resposta, porém, associam uma importante dimensão, a relação entre a pessoa e o ambiente. Por conseguinte, o stress deve ser conceptualizado, não como algo que se restringe a um estímulo ou a uma reacção fisiológica, mas sim como um processo em que a pessoa é um agente activo e os processos cognitivos intervêm com as condições ambientais e as reacções fisiológicas que aquelas condições, em última instância, produzem.

Lazarus interpreta, assim, a interacção entre agentes stressores e o ser humano em termos de apreciação e avaliação.

Considerados pioneiros na abordagem do stress e do coping, Lazarus e Folkman (1984) definem o stress como

uma relação particular entre a pessoa e o ambiente que é avaliada pela pessoa como difícil ou excedendo os seus recursos e como uma ameaça ao seu bem- estar (p. 19),

e, o coping como

os constantes desafios cognitivos e esforços do comportamento para gerir as exigências internas e/ou externas que são avaliadas como uma sobrecarga ou um excesso aos recursos da pessoa (p. 141).

Nesta visão transaccional, o determinante do stress é o modo como a pessoa percebe e responde a diferentes acontecimentos, não é, porém, o acontecimento em si, mas o modo como é interpretado, pelo que se compreende o facto de os indivíduos diferirem na resposta a um mesmo factor desencadeante. Assim entendido, o stress será uma transacção entre a pessoa e o meio ambiente, que inclui a avaliação individual dos desafios postos pela situação e pelas habilidades de coping disponíveis, conjuntamente com as respostas psicológicas e fisiológicas a esses desafios (Lazarus & Folkman1984, Folkman et al 1986a).

Folkman (1991) explica, ainda, que o coping é um processo dinâmico, que muda com o tempo, em resposta a exigências objectivas e avaliações subjectivas da situação, isto é reporta-se a alterações dos pensamentos e dos actos que o sujeito utiliza para gerir as exigências externas e internas de uma transacção específica pessoa-ambiente e que é avaliada como causadora de stress (p. 5).

Para Lazarus e Folkman (1984) o coping é geralmente visto como tentativas de modelar os efeitos das circunstâncias de stress, as quais geralmente desencadeiam emoções. Pode dizer-se que o coping é encarado como um meio de controlar a intensidade emocional das situações indutoras de tensão e mal-estar, de modo a permitir um funcionamento mais eficaz para lidar com situações passíveis de despertar emoções.

De facto, quando o coping é visto numa perspectiva contextual, a ênfase é colocada em pensamentos e actos específicos que a pessoa usa para lidar com contextos particulares, orientados pelas avaliações pessoais das situações, especialmente a percepção da capacidade para lidar com a situação (isto é, a eficácia do coping).

As interacções entre a pessoa e um determinado contexto têm expressão num processo de coping e em estratégias de âmbito multidimensional, as quais são desenvolvidas sob padrões estáveis, conduzindo, ao longo do tempo, quer a um funcionamento ajustado, quer desajustado (Grych & Fincham, 1990; Sroufe & Rutter, 1984).

Lazarus e Folkman (1984) constroem várias premissas acerca da relação entre as avaliações, o coping e as reavaliações.

Em primeiro lugar, quanto maior é a avaliação do stressor como uma ameaça, menor é a eficácia das estratégias de coping, pois a ameaça interfere com o funcionamento cognitivo (ou seja, a capacidade para o processamento da informação) e o estado fisiológico desenvolvido dificulta a regulação emocional, aspectos estes necessários à eficácia do coping.

Em segundo lugar, avaliações crónicas de ameaça podem ter impacto a longo prazo no funcionamento social, tais como o isolamento e a agressão. As avaliações de ameaça, podem também conduzir a elevados níveis de afecto negativo (ex: tristeza, ira) e a crenças negativas (ex: eu sou infeliz), as quais contribuem para problemas de ajustamento.

Em terceiro lugar, a combinação das avaliações e das estratégias de coping seleccionadas influencia a eficácia do coping, o que, por sua vez, influencia a reavaliação dessa eficácia, podendo também conduzir a problemas de ajustamento.

Em síntese, o coping envolve quatro conceitos principais:

- é um processo ou uma interacção que se dá entre a pessoa e o ambiente. O processo de coping é desencadeado sempre que a pessoa percebe as exigências como estando acima dos seus recursos;

- é entendido em termos de gestão de recursos escassos e não de domínio absoluto sobre a situação;

- os processos de coping pressupõem a noção de avaliação, ou seja, o modo como o fenómeno é percebido, interpretado e cognitivamente representado na mente;

- finalmente, o coping requer a mobilização de esforços cognitivos e comportamentais com o intuito de reduzir, minimizar, superar ou tolerar as exigências internas e externas de uma interacção com o ambiente, percebida como excedendo as possibilidades da pessoa.

Outra característica digna de nota é o facto de o processo de coping não ser igualado a um mecanismo automático ou inconsciente de adaptação, correspondendo antes a um processo deliberado, intencional e que exige esforço.

No contexto da teoria de Lazarus (Folkman & Lazarus, 1980), a avaliação é um processo prévio e necessário na ocorrência de um estado emocional, porém, o coping pode alterar o significado da situação a favor do bem-estar da pessoa. Esta alteração pode ocorrer sob duas formas de coping: centrado no problema e centrado na emoção. Inicialmente, o autor em 1966 denominou o coping centrado no problema, como estratégias “activas” e o coping centrado na emoção de estratégias “passivas”.

O coping centrado no problema ou situação processa-se mediante acções que alteram a relação entre a pessoa e o ambiente.

As estratégias focadas no problema referem-se às tentativas de obter informação adicional para uma solução cognitiva mais eficaz do problema ou para mudar activamente o evento ou a situação de ameaça. Se existe controlo de determinada situação, as estratégias centradas no problema podem constituir-se apropriadas. A acção de coping pode ser direccionada internamente ou externamente. Quando o coping é focalizado no problema, é dirigido para uma fonte externa de stress, incluindo estratégias, tais como, negociar para resolver um conflito interpessoal ou solicitar ajuda de outras pessoas.

Já o coping centrado na emoção, mais comummente designado por coping cognitivo, pois, para o autor, este é um processo essencialmente do foro da cognição, surge mediante a influência da actividade cognitiva para mudar ou evitar a situação que origina o problema ou para alterar o seu significado. Esta forma de coping é mais frequentemente usada quando os acontecimentos não são susceptíveis de ser alterados (Folkman et al, 1986a; Folkman et al, 1986,b)

Folkman e Lazarus (1991) sugerem que, face à ineficácia de uma determinada estratégia, há maior probabilidade de a pessoa recorrer a uma outra alternativa para resolver a questão. Podem ser utilizadas estratégias, tais como, o escape-evitamento, a confrontação ou a procura de apoio social.

O uso de estratégias de coping focalizando o problema ou a emoção depende de uma avaliação da situação de stress na qual o sujeito se encontra envolvido (Folkman & Lazarus, 1980).

Lazarus e DeLongis (1983) indicam claramente que os processos de coping variam com o desenvolvimento da pessoa. Essa variabilidade ocorre devido a grandes modificações que se processam nas condições de vida e nas experiências vivenciadas.

Admitindo que as estratégias de coping funcionam como moderadoras dos efeitos dos acontecimentos negativos da vida, no sentido do bem-estar psicológico, torna-se claro que certos estilos de coping proporcionam uma melhor adaptação que outros. Assim, esforços de coping activos estão relacionados com um ajustamento mais positivo, enquanto estratégias evitativas estão geralmente relacionadas com uma adaptação menos positiva (Compas et al., 1988).

No entanto, há divergências na literatura quanto à avaliação da adaptabilidade das estratégias de coping.

Kliewer (1991) sugere a existência de diferenças em questões de adaptabilidade das estratégias de coping nos adultos e nas crianças. Por exemplo, o comportamento de evitação pode ser a única alternativa razoável para uma criança lidar com uma situação fora do seu controle, enquanto num adulto, este comportamento pode representar uma falta de habilidade para lidar com a realidade. A evitação e as estratégias focalizadas na emoção podem funcionar como adaptativas quando a criança não pode mudar a situação ou quando a situação provoca muita emoção, podendo reflectir uma tentativa de manter o controle sobre a situação.

Em face das ideias acima descritas, são vários os aspectos que justificam uma adequação das noções de stress e coping às acções das crianças.

Compas (1987) salienta que para entender os recursos, estilos e esforços de coping na infância é necessário compreender o seu contexto social, tendo em vista a dependência da criança em relação ao adulto para a sua sobrevivência. Além disso, os esforços de coping da criança são delimitados pela sua preparação biológica e psicológica para responder ao stress, e, ainda, pelo facto de as características básicas do desenvolvimento cognitivo e social influenciarem o que a criança experimenta como stress, bem como o modo como lida com estas situações. Estão incluídas nessas características, as crenças sobre a autopercepção e auto-eficácia, os mecanismos inibitórios e de autocontrole, a atribuição de causalidade, o relacionamento com pais e amigos, entre outras.

Por exemplo, as crianças que enfrentam situações de stress do ambiente familiar, podem adoptar estratégias de coping do tipo internalizado (culpar-se) ou externalizado

(culpar outra pessoa, gritar ou bater). São, em geral, crianças ansiosas, com dificuldade de concentração, hipervigilantes e com níveis elevados de sentimentos de culpa.

Em suma, o coping influencia a relação pessoa - meio e a resposta emocional das seguintes formas: a actividade cognitiva modifica o significado subjectivo da situação para o bem-estar da pessoa; as acções transformam a relação pessoa - meio.

A emoção e o coping influenciam-se mutuamente numa relação dinâmica e recíproca em que a emoção facilita e interfere com o coping (este não é apenas uma resposta à emoção, sendo também influenciado pela avaliação) e, numa perspectiva temporal, em que o coping pode afectar a reacção emocional. A avaliação e o coping são, também, entendidos como mediadores da resposta emocional (Compas et al., 1991).

Gross e Thompson (2007) afirmam que, na verdade, as emoções, quer sejam positivas ou negativas são passíveis de regulação, não existindo, contudo, formas tipo particulares, pois dependem do contexto. A diminuição das emoções negativas acontece em circunstâncias em que determinada emoção deixa de ser útil, quando é activada desnecessariamente por estímulos enganosos ou quando surge conflito entre diferentes tendências de acção. Por outro lado, a regulação emocional é também útil para a activação das emoções ou para o aumentar da sua intensidade quando é necessário impulsionar algum comportamento, ou ainda, alterar experiências emocionais que se revelam desajustadas.

Eisenberg e Spinrad (2004) referem-se à regulação emocional como

o processo de iniciar, evitar, inibir, manter ou modular a ocorrência, a forma, a intensidade ou a duração de estados de sentimentos internos, estados fisiológicos relacionados com as emoções, processos de atenção, estados de motivação e/ou concomitantes comportamentais das emoções, com a finalidade de uma adaptação social ou biológica relacionada com o afecto ou para atingir os objectivos individuais, (p. 338).

Deste modo, a regulação emocional está relacionada com factores intra e extra organísmicos através dos quais a emoção desencadeada é redireccionada, controlada, modulada e modificada para capacitar a pessoa a um funcionamento adaptativo em situações desencadeadoras de emoções (Cicchetti et al., 1991, p.15).

Relativamente aos processos intrínsecos e/ou extrínsecos implícitos na regulação da emoção, Gross (1998) refere que a literatura do adulto foca essencialmente processos intrínsecos, enquanto os pesquisadores da área do desenvolvimento centram-se nos

Com base nos conceitos mencionados, a desregulação da emoção acontece quando as pessoas não conseguem modelar ou controlar as suas emoções. Assim sendo, a causa de uma psicopatologia é devida a um défice da capacidade do indivíduo em regular as experiências internas. Se as crianças estão deprimidas, significa que não conseguem regular a experiência da tristeza; se possuem uma perturbação ansiosa, não são capazes de modelar a sua experiência do medo, conduzindo à evitação de determinadas circunstâncias (Oatley & Jenkins, 2002).

Dans le document Embedded Hardware (Page 120-127)