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Processor Serial I/O Example 1:

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Why Talk About the von Neumann Model?

3.3.3 Processor Input/Output (I/O)

3.3.3.2 Processor Serial I/O Example 1:

As duas abordagens frequentemente utilizadas nos distúrbios de ansiedade na criança incluem as teorias cognitivas e a perspectiva do processamento da informação (Prins, 2001).

Beck, pioneiro nestas abordagens, descreve o processamento cognitivo ansioso com base na ameaça percebida e na diminuição das habilidades de coping. Estas perspectivas enfatizam, desta forma, os pensamentos negativos relacionados com a ameaça e os desvios no processo cognitivo relacionados com a atenção, a memória, o pensamento e a consecução das avaliações.

Prins (2001) distingue quatro elementos cognitivos na compreensão do desenvolvimento da ansiedade na criança, podendo cada um deles tornar-se disfuncional e precipitar a expressão de psicopatologia.

O primeiro elemento refere-se às estruturas cognitivas ou esquemas que orientam o processamento da informação; os esquemas disfuncionais são o fulcro para que as crenças generalizadas proporcionem a base para as interpretações enviesadas de acontecimentos externos.

O segundo elemento relaciona-se com o conteúdo cognitivo, no qual se encontra a informação armazenada nos esquemas.

O terceiro elemento prende-se com as operações cognitivas, as quais transformam as informações do ambiente e lhe atribuem significado.

Finalmente, o quarto elemento, da cognição, é o resultado da actividade cognitiva, nomeadamente, os pensamentos conscientes e imagens.

Tal como nas teorias dos esquemas da ansiedade no adulto, também na criança os distúrbios de ansiedade resultam da excessiva actividade dos esquemas, os quais se encontram organizados em torno de temas de ameaça e de perigo.

Os esquemas disfuncionais são formados no início da infância. O desenvolvimento da cognição negativa e o seu impacto na emoção e no comportamento da criança, segundo Prins (2001), têm sido relacionados com determinadas interacções parentais com a criança. Sendo assim, as distorções cognitivas na criança, tais como as autoavaliações negativas ou as apreciações excessivas de ameaça e perigo, são aprendidas no ambiente familiar.

A este propósito, Barrett et al. (1996) estudaram a influência das interacções da família nas interpretações da criança em situações ambíguas e os seus comportamentos de coping. Concluíram que elevados níveis de ansiedade na criança estão associados com interpretações de ameaças e perigos físicos e sociais acerca da relação negativa dos progenitores. Estas interacções parentais com a criança podem ter como consequência um “estilo cognitivo ansioso”, caracterizado por uma maior tendência para apreciar situações de ameaça e perigo. Este estudo sustenta a noção de que a socialização da ansiedade é, em parte, o resultado da transmissão de estilos de processamento da informação no início da infância.

Öhman (1993) propõe o que designa por teoria do processamento de informação da ansiedade, e afirma que as fontes do processamento de informação conduzem a defesas de base biológica, as quais são responsáveis, quer por um aumento da ansiedade estado, quer por níveis persistentes e estáveis de ansiedade traço. Estas defesas resultam de mecanismos do processamento da informação baseados na determinação da ameaça e actuam em vários pontos deste processo: detectores de características, avaliação do significado, sistema de activação, sistema de expectativa e sistema de percepção da ameaça e do coping.

Com efeito, a informação do estímulo chega aos detectores de características que proporcionam uma discriminação preliminar da informação anterior à passagem para os avaliadores de significado. A importância deste sistema de alarme para o medo e a ansiedade reside no facto de algumas características do estímulo se apresentarem directamente ligadas ao sistema de activação. Deste modo, uma reacção de alarme ou uma resposta de ansiedade desenvolvem-se quando os detectores de características

enfrentam um sinal de estímulos relevantes para a sobrevivência. Os detectores de características estão ajustados para descobrir ameaças nos estímulos biologicamente significativos, pelo que operam primariamente numa vertente física. A informação prossegue para o sistema de activação consciente.

Os avaliadores de significado ponderam automaticamente a relevância dos estímulos. O sistema de expectativa examina determinadas categorias do estímulo, o que quer dizer que implica uma análise plena do seu significado. Dado que uma parte do sistema da memória e das suas representações do humor (Bower, 1981) desempenham um papel importante em determinadas áreas da memória, podem concentrar-se nos estímulos de ameaça. Tornam-se, pois, necessário, neste estádio, recursos cognitivos (Öhman, 1993).

Embora os avaliadores de significado tenham pouca influência no sistema de activação, este possui a capacidade de ajustar o avaliador de significado, sendo crucial para o sistema de percepção consciente. De referir que o sistema de activação e o sistema de percepção consciente são bidireccionais. Então, como a ameaça e o perigo são percepcionados de forma consciente, o sistema de activação, baseado em reacções do sistema nervoso autónomo, proporciona suporte metabólico para equilibrar a energia necessária às acções de coping.

Já o sistema de expectativa fundamenta-se na organização da emoção na memória, predispondo os avaliadores de significado a reagirem à informação, que, por sua vez, transferem informação para o sistema de informação consciente. Este conserva na memória a base do sistema de expectativa numa activação contínua. Tudo isto predispõe à detecção de ameaças no ambiente.

De facto, o sistema de expectativa possui um papel duplo no desenvolvimento do medo e da ansiedade. Por um lado, predispõe o processamento da informação vinda do exterior, por outro, proporciona o contexto para interpretação do que se está a passar no sistema de percepção consciente.

O sistema de percepção consciente faz parte de um sistema mais amplo – a mente, a consciência, o sistema cognitivo-interpretativo. Aquele integra a informação proveniente do sistema de activação, dos avaliadores de significado e dos sistemas de expectativa e selecciona a acção adequada para lidar com a ameaça percebida.

A este propósito, Öhman faz referência à afirmação de Epstein em 1972: se o evitamento ou a fuga resultarem em sucesso, o resultado é o medo, se tal resultado não é possível ou se a tentativa de fuga é dificultada, o resultado é a ansiedade (1993, p. 529).

Öhman adopta uma posição intermédia no debate emoção/cognição. Afirma que alguns efeitos da ansiedade ocorrem imediatamente após um estímulo relevante, mas as cognições dos enviesamentos não conscientes têm também um papel a desempenhar na interpretação da ameaça.

A questão importante reside na forma como a cognição e a emoção interagem quando se considera um estado de ansiedade.

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