Recherche de biomarqueurs prédictifs de la réponse au traitement dans les lymphomes B diffus à grandes cellules
3.1. Protéines uniquement quantifiées dans au moins quatre échantillons du groupe « sensible » « sensible »
2.1. A Refood
A Refood é um projeto que conta já com mais de 4 anos de existência. Fundada a 9 de Março de 2011, em Lisboa, por Hunter Halder, começou por ser apenas uma ideia que o próprio pôs em prática. De bicicleta, foi recolhendo comida onde havia excesso e entregando a quem fazia falta, tendo como objetivo acabar com o desperdício alimentar e a fome em Lisboa.
O projeto rapidamente cresceu e hoje a Refood é uma organização sem fins lucrativos, integrada numa IPSS
(Instituição Particular de Solidariedade Social), que funciona a 100% à base do voluntariado e de parcerias.
A Refood tem uma atuação micro local, ou seja, está totalmente voltada para a comunidade e opera a partir da própria comunidade, dos voluntários e parceiros que consegue juntar. A missão da Refood é eliminar o desperdício alimentar e acabar com a fome, incluindo neste esforço todos os membros da comunidade. Para isso, tem como visão “a criação de um novo mundo, onde: todos têm a comida que precisam, todos os alimentos são aproveitados, todos os cidadãos participam ativamente na gestão dos preciosos recursos comunitários e todos assumem o seu poder, o seu direito e a sua obrigação de transformar o mundo num lugar melhor” (Refood, 2015).
Tal como a Refood divulga, este é um projeto assente em valores como:
Igualdade: Todas as pessoas têm o direito a serem respeitadas e alimentadas;
Respeito: o projeto baseia-se em relações humanas positivas, onde todos se respeitam e devem ser uma força visível e constante de benevolência na comunidade;
Inclusão: Acredita-se que as pessoas e os recursos são essenciais e devem contribuir para uma comunidade mais solidária;
Sustentabilidade: Pretende-se a auto sustentabilidade financeira a nível local, regional e nacional, e tem-se em consideração o impacto ambiental do projeto, assim como se procura respeitar as pessoas e o tempo que disponibilizam ao projeto;
Figura 5 – Logotipo Refood
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Otimismo: Acredita-se que com boa vontade e esforço organizado, é possível acabar com o desperdício de alimentos e com a fome no mundo.
2.2. Caraterização do serviço (enquanto output da organização)
Tendo em vista o reaproveitamento alimentar, a Refood conta com mais de 22 núcleo, que prestam o serviço de entrega de refeições aos seus beneficiários. Estes núcleos estão espalhados de norte a sul de Portugal, sendo que em Lisboa têm uma atuação verdadeiramente micro local, delimitando-se pelas freguesias/zonas da cidade (por exemplo, Núcleo de NSF, Núcleo da Estrela, Núcleo do Lumiar, Núcleo de Alfragide, etc.) e conta com a abertura de mais 36 que se encontram em formação.
O serviço é prestado numa lógica diária. Para isso, os voluntários da Refood, procedem à
recolha nas várias fontes de alimentos dos seus excedentes alimentares, que se encontram
em boas condições para consumo. Tal como a figura 6 ilustra, as fontes de alimentação consistem em restaurantes, cafés, hotéis, supermercados, etc., que se encontrem na esfera de atuação do núcleo e
queiram participar no projeto. Depois esses alimentos são levados para o centro de operações e procede-se à sua preparação. Isto é, os alimentos são
organizados e
separados em
refeições por taparewere. Cada família, consoante o nº de pessoas no agregado familiar tem direito a um determinado nº de tapareweres por saco. Além disso, acresce o pão, bolos, a sopa, fruta ou outros, consoante os excedentes recolhidos nesse dia. Por fim, passa-se à
distribuição. Aqui procede-se à entrega do respetivo saco a cada beneficiário e tenta-se
averiguar a sua satisfação e a qualidade da comida distribuída no dia anterior.
Figura 6 – Etapas do serviço da Refood: Recolha, Preparação e Distribuição
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Para tudo isto ser colocado em prática, a Refood conta com mais de 4.000 voluntários, 900 parceiros e fontes de alimentos e distribui mais de 46 mil refeições por mês nos seus núcleos.
2.3. O Núcleo Refood NSF
Este estudo incidiu num núcleo em particular da Refood: O Núcleo Refood Nossa Senhora de Fátima (Refood NSF). Este foi o primeiro núcleo do projeto Refood a ser constituído, em operação há mais de 4 anos. Como tal, acaba por ser o núcleo onde por vezes outros núcleos recorrem para ter formação.
O seu Centro de Operação situa-se atualmente na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, sendo que no passado já contou com outras localizações.
A Refood NSF conta com mais de 249 voluntários, 272 beneficiários, 93 fontes de alimentos, o que se traduz em cerca de 5.440 refeições por mês que reaproveitadas.
Um dos gestores da Refood NSF relatou que “saem todos os dias 332 refeições, ao fim do
dia. Sem contar com os sem-abrigo que variam entre 40 a 60, (…) para além das pessoas que estão inscritas, todos os dias.”
O crescimento da Refood tem obrigado à alteração de algumas práticas, de forma a estruturarem melhor as atividades e garantir um bom serviço à comunidade. Outra gestora referiu que o núcleo “trabalhava em modos assim mais primórdios, vá lá, portanto não
estávamos tão evoluídos como já estamos, com uma estrutura já mais alicerçada. Era tudo mais direto, diretamente com o Hunter. O Hunter é que conversava connosco e nos selecionava.”.
Atualmente os voluntários “inscrevem-se, depois vão passar por um estágio pelos 3
patamares, a recolha, a preparação e a distribuição. E depois e acordo com a sua própria vontade, escolhem o horário que vai de acordo com a sua disponibilidade e de acordo com aquilo que gostaram mais de fazer. Depois a pessoa é integrada e começa a cumprir com um calendário.”, isto porque a Refood NSF, se organiza em três turnos por dia/noite.
Primeiro existe uma “equipa que chega aqui às 18h30 e que vai preparar a comida que foi
recolhida dos restaurantes ontem à noite. Depois temos uma equipa que, quando os sacos começam a ficar prontos, faz a distribuição aos beneficiários e normalmente fala com os beneficiários, pergunta-lhe se a comida de ontem estava boa, se era suficiente, para
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tentarmos corrigir. Enquanto a distribuição está a acontecer, existe uma outra equipa que
anda a fazer a recolha dos restaurantes que fecham mais tarde e a traz de novo para o centro de operações onde o ultimo turno etiqueta a comida consoante a cor do dia semana, arruma nos frigoríficos e deixa tudo arrumado, para que o turno da preparação do dia seguinte comece a trabalhar na preparação dos tapareweres dos beneficiários.
Sendo a Refood uma organização sem fins lucrativos, trabalha somente com base em donativos e parcerias. Ou seja, tem as fontes de alimentos, que sem elas nada disto também possível, e depois tem outros parceiros que cedem desde o espaço do próprio núcleo, a outros auditórios que são cedidos para que possam ocorrer as reuniões semanais/mensais, ou as próprias reuniões sementeiras, que têm como objetivo explicar o projeto à comunidade e angariar mais voluntários. “Esses são parceiros são aqueles que apoiam na
parte da comunidade porque um dos objetivos da Refood é também integrar as pessoas numa comunidade, que somos todos nós, cujo princípio é mesmo: ajudar quem precisa.”
Quanto aos beneficiários, estes podem “inscrever-se todas as segundas-feiras, basicamente
só (…) têm de trazer o cartão de cidadão de todos os elementos do agregado familiar para ficarem todos inscritos e podermos contabilizar se é uma família de 7 pessoas, de 4 pessoas, com crianças ou não.”. Podem ser sinalizados pela Segurança Social, ou pela
Igreja, ou aparecerem eles próprios no núcleo, muitas vezes já por a recomendação da assistente social.