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PROPERTIES OF DOSIMETERS

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CHAPTER 2. DOSIMETRIC PRINCIPLES,

3.2. PROPERTIES OF DOSIMETERS

As feiras livres são prática antiga, consolidadas na Idade Média entre Gregos e Romanos. Surgiram no momento que o homem passou a produzir para além das necessidades básicas, levando-o a realizar a troca do excedente (HUBERMAN, 1986). “Não são apenas o local de encontro e da procura de bens e mercadorias, mas, também, o lugar onde se realizam e condicionam uns cem números de atividades paralelas: sociais, religiosas, políticas, administrativas, recreativas etc.” (MOTT, 2000, p. 10).

A feira livre, no contexto de muitas cidades brasileiras, apresenta contribuições fundamentais no que se refere à geração de renda, à promoção da segurança alimentar, ao fortalecimento da agricultura familiar, à sociabilidade, à identidade cultural, e à construção de territorialidades.

Os agentes sociais diretamente envolvidos com tais dinâmicas também são variados e pertencem a diversas classes sociais. Nas feiras, se engajam o pequeno agricultor, os artesãos que negociam a própria produção, os comerciantes sem cadastro e formalização, consumidores modestos, mas também, empresários de uma produção em larga escala, empresas de transporte estruturadas e consumidores de classe média. (COSTA; SANTOS, 2016, p. 654).

Acredita-se, dessa forma, que os camponeses estão bem presentes nas feiras livres do Estado. Esse tipo de agricultura abrange uma diversidade de produtores rurais (alguns com produção orientada para o mercado, outros que têm a manutenção da propriedade familiar e a exploração agrícola para reprodução social, entre outros). No geral, o objetivo principal é a produção de alimentos e matérias-primas para o autoconsumo e para comercialização. Embora nem todos os camponeses comercializam seus excedentes nas feiras, e nem todos os feirantes sejam produtores, é nesse espaço das feiras livres que muitos camponeses se relacionam com o mercado, uma vez que a

comercialização de alimentos e matérias-primas da agricultura camponesa, em grande medida, é canalizado para o mercado interno.

Os camponeses que produzem e comercializam os seus excedentes nas feiras do Rio Grande do Norte foram entrevistados, assim como os agricultores dos assentamentos de reforma agrária.

Para se alcançar a amostra representativa dos sujeitos envolvidos nas feiras, realizou-se a amostra aleatória estratificada. Sendo assim, para garantir a representatividade, utilizou-se dois critérios:

a) Mesorregião, e b) Municípios polos.

A escolha do critério da mesorregião (Leste, Agreste, Central e Oeste)14

foi em virtude das diferenças geográficas de cada uma, tanto de ordens naturais como culturais, o que tem implicações diretas no uso do território.

A justificativa da escolha por municípios polos se deu pelo maior poder de influência sobre seu entorno. Assim, optou-se em selecionar os municípios polos a partir dos critérios selecionados pela Regiões de Influência das Cidades (REGIC), que se refere aos estudos realizados pelo IBGE, sendo o mais recente realizado em 2007, o qual será considerado neste trabalho, divulgado em outubro de 2008 (IBGE, 2008).

O trabalho do REGIC tem como objetivo descrever a intensidade dos fluxos de consumidores em busca de bens e serviços, bem como identificar a hierarquia entre os centros e dimensionar a abrangência de sua polarização. A etapa final incidiu na hierarquização dos centros urbanos, na intensidade de relacionamentos e na dimensão da região de influência de cada centro. Nesse sentido, a rede urbana potiguar ficou então composta pela ACP de Natal como capital regional A, formada por Natal, Extremoz, Macaíba, Parnamirim, São José de Mipibu, São Gonçalo do Amarante e Nísia Floresta; por Mossoró, capital regional C; Caicó e Pau dos Ferros foram considerados centros sub-regionais A; Açu e Currais Novos, centros sub-regionais B; João Câmara e Macau, centro de Zona A; Canguaretama, Passa e Fica, Santa Cruz, Santo Antônio, São Miguel,

São Paulo do Potengi, Parelhas, São Bento, Alexandrina, São Miguel do Gostoso, Apodi, Patu, Umarizal como centro Zona B e os demais municípios como centro local (IBGE, 2008) (Figura 3).

Figura 3 – Rio Grande do Norte: Rede urbana (REGIC 2007)

Fonte: IBGE (2008, p. 100).

Com base na hierarquização da Rede Urbana Potiguar, realizada pelo REGIC (2007), selecionou-se os municípios do estado para realização das entrevistas nas feiras livres com os camponeses. É importante enfatizar que esses municípios foram selecionados levando em consideração as diferentes mesorregiões e a espacialização geográfica dos mesmos para abarcar a totalidade e dar maior cientificidade a análise pretendida. Desse modo, foram eleitos dois municípios polos em cada mesorregião, sendo um localizado na poção norte e outro na porção sul de cada mesorregião. Os municípios selecionados foram: Mossoró (Capital Regional C) e Pau dos Ferros (Centro Sub-Regional A), na mesorregião Oeste; Macau (Centro Zona A) e Caicó (Centro Sub-Regional A), na mesorregião Central; João Câmara (Centro Sub-Regional A) e Santa Cruz (Centro de Zona B), na mesorregião Agreste; e Touros (Centro Zona B) e Canguaretama (Centro Zona B) (Mapa 3).

Em virtude da falta de dados sistematizados referentes ao número de feiras e feirantes, não houve a possibilidade de realizar a amostra probabilística aleatória simples, como realizado para os assentamentos. Portanto, não tendo a população alvo (o número total de feiras e feirantes camponeses), empregou-se o mesmo percentual utilizado nos assentamentos – 23% para cada feira –, a mesma margem de erro para dar-se um parâmetro científico. Dessa forma, em todas as feiras visitadas, nos oito municípios estabelecidos, primeiramente, verificou-se o número de feirantes, posteriormente, quais feirantes são camponeses no Rio Grande do Norte, para em seguida fazer o cálculo do número de camponeses entrevistados, com base nos 23%. Como o número de feirantes camponeses foi inferior à 23% do total de feirantes de cada feira, todos foram entrevistados, ou seja, entrevistamos um total de 69 camponeses feirantes.

2.6.5 Elementos para definição do quadro amostral referente à Região

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