CHAPTER 1. BASIC RADIATION PHYSICS
1.4. PHOTON INTERACTIONS
1.4.14. Production of vacancies in atomic shells
Considera-se que se faz necessário refletir não só acerca da problemática, dos dados da pesquisa, dos resultados, mas, também, a sua trajetória de investigação. Nesses termos, apresenta-se aqui a abordagem metodológica para a elaboração do trabalho. Parte-se do princípio de que a metodologia é caminho, estratégia, percurso, por parte do pesquisador, na interação com o objeto de investigação e suas fontes de dados. Esse percurso deve ser realizado de acordo com os objetivos a serem alcançados, portanto, não é “receita” pronta, e nem permite caminhos que não possam ser repensados durante a trajetória da pesquisa.
A pesquisa em tela apresenta uma abordagem de caráter exploratório. Segundo Gil (2009), esse tipo de pesquisa tem como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito. Reúne informações numerosas e detalhadas possibilitando apreender a totalidade de uma situação. A pesquisa apresenta também caráter explicativo, pois visa identificar os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos. A riqueza das informações detalhadas auxilia o pesquisador em um maior conhecimento e em uma possível resolução de problemas relacionados
ao assunto estudado. “Aprofunda o conhecimento da realidade porque explica a razão, o porquê das coisas” (GIL, 2009, p. 28).
Quanto à natureza da pesquisa, essa será tanto de cunho quantitativo, como qualitativo, tendo em vista o objeto a ser investigado. A utilização conjunta da pesquisa qualitativa e quantitativa permite recolher mais informações do que se poderia conseguir isoladamente. Nesse sentido, em virtude do amplo, contudo, necessário recorte empírico, recorre-se ao uso de técnicas estatísticas para construir a amostragem representativa do universo populacional a ser pesquisado. A pesquisa quantitativa recorre à linguagem matemática para descrever as causas de um fenômeno, as relações entre variáveis etc. Já a pesquisa qualitativa trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis (MINAYO, 2001). Na pesquisa qualitativa considera que há relação indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números (MINAYO, 2001).
Do ponto de vista dos procedimentos técnicos, realizou-se o levantamento bibliográfico pautado em autores que trabalharam com os conceitos ora apresentados nos mais diversos meios de publicação (livros, periódicos, dissertações e teses, em meio digital ou impresso). O primeiro passo foi buscar publicações da área de Geografia e, em seguida, autores que tratam da temática referente à agroecologia e à agricultura orgânica, considerando a interdisciplinaridade do tema. Em relação aos autores que fundamentam a discussão no âmbito da Geografia, destacam-se Santos (1996, 1997, 1998, 2000, 2004, 2006), Santos e Silveira (2014), Porto Gonçalves (2004, 2011), Oliveira (1996), Elias (2006, 2015), Harvey (2005) e Antas Jr. (2005). Em relação aos autores que discutem a agroecologia e a agricultura orgânica, destacam-se: Leff (2002), Caporal e Costabeber (2004, 2009), Altieri (2002), Gliessman (2009), Machado e Machado Filho (2014) Canuto (1998), Campanhola e Valarini (2001), Gonçalves; Engelmann (2009, 2015), Primavesi (1985).
A partir de consultas aos principais periódicos online e bancos de teses e dissertações das universidades públicas do país, realizou-se o levantamento da produção no âmbito da Geografia sobre a agroecologia e a agricultura orgânica.
Para melhor sistematização, iniciou-se a busca por estudos relacionados à produção orgânica e agroecológica no Estado do Rio Grande do Norte, por meio do Repositório Institucional da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Constatou-se que no Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFRN não há trabalho sobre a temática discutida. Encontrou-se poucos trabalhos no Programa Regional de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente, também da UFRN (Prodema), que versam sobre zoneamento agroecológico, a viabilidade da agroecologia em projetos de assentamentos rurais, a segurança alimentar e nutricional de produtores orgânicos localizados em assentamentos, a transição agroecológica e sobre práticas agroecológicas a respeito de determinada cultura.
Encontrou-se mais estudos dedicados à produção orgânica e agroecológica da Região Sul do país. Nesse sentido, observou-se grande produção de estudos de casos, em municípios, comunidades, assentamentos rurais. São estudos pautados em questões relacionadas à caracterização da agroecologia e da agricultura orgânica; outros que enfatizam as dificuldades de implementação da agricultura orgânica e da agroecologia; outros se debruçam sobre as formas de organização dos agricultores; outros têm como ponto central as políticas públicas, o processo de conversão para a agricultura orgânica, a problemática da comercialização.
Reconhece-se a importância desses estudos, os quais contribuem para o entendimento das propostas agroecológicas e da agricultura orgânica. No entanto, percebe-se que há necessidade de maior compreensão sobre as estratégias de produção e reprodução do capital a partir da apropriação das técnicas, e do discurso agroecológico. Nesse sentido, torna-se necessário revelar a heterogeneidade da produção agroecológica e orgânica, tendo como ponto de partida o estado do Rio Grande do Norte.
Concomitante à pesquisa bibliográfica, realizou-se levantamento de informações em fontes secundárias, que apresentam dados sobre a agricultura brasileira, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), a Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), o Instituto de Pesquisa em Agricultura Orgânica (FIBIL), a Associação Nacional de Agroecologia (ANA), o extinto Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a Política Nacional de
Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-BRASIL) que atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira, relacionado ao Organics Brasil, programa de promoção internacional dos produtos orgânicos. Por meio do site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) realizou-se a análise das normatizações dos produtos orgânicos brasileiros, da legislação ambiental, com objetivo de analisar e compreender o marco legal. Essa análise contribuiu para compreender as contradições e as especificidades existentes na área de estudo e no contexto maior.