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Le prolongement de la théorie de Lawrence et Lorsch

3) quelques nouveaux produits avec une croissance et une innovation régulière => environnement intermédiaire

1.3. Le prolongement de la théorie de Lawrence et Lorsch

A principal diferença entre a ICD-09 e a ICD-10 é o nível de especificidade que os profissionais de saúde devem usar para descrever sinais, sintomas e doenças. A ICD-10-CM tem mais de 69 000 códigos, mais de 55 000 códigos de diagnósticos do que a ICD-09-CM (Watzlaf et al., 2015). Pelo que reflete avanços na medicina e tecnologia médica, sendo flexível o suficiente para adicionar novos códigos quando necessário. ICD-10-CM representa uma revisão importante, projetada para oferecer melhor suporte no papel da codificação no reembolso, medição da qualidade e monitorização (Bowman,2008).

Assim, a conversão para o novo sistema ICD-10-CM permite obter melhores dados para (1) medir a qualidade, segurança e eficácia, (2) investigar e (3) obter mais eficiência nos sistema

3.2. Codificação clínica hospitalar em Portugal 15

de saúde. Há uma redução antecipada nos erros de codificação (Cartwright, 2013) devido à maior especificidade dos códigos e uma redução geral dos custos e melhoria da eficiência no sistema de saúde. O aumento da granularidade na codificação do diagnóstico permitirá uma melhor justificação da necessidade médica, reembolso preciso e monitorização mais fácil dos dados de qualidade para os resultados. A especificidade dos novos códigos permitirá que os pesquisadores tenham acesso a dados mais específicos para fins de pesquisa. No entanto, o seu potencial proporciona uma rotura do funcionamento dos sistemas clínicos atuais (Boyd et al., 2015; Khera et al.,2018), resultando em vários atrasos na sua adoção final. Levou a que um número elevado de hospitais invista na conversão dos sistemas de codificação, no redesenho dos programas de computador e no treino administrativo. Sendo mudanças que despendem tempo e dinheiro, alguns hospitais, especialmente os mais pequenos, não se prepararam o suficiente para que o novo sistema de classificação entrasse em vigor na data prevista (Chute et al.,2012). Por exemplo, nos EUA, era previsto que a implementação da ICD-10-CM/PCS entrasse em vigor em 2013 e só foi concretizado a 1 de outubro de 2015.

O aumento de especificidade exigido com ICD-10-CM/PCS implica que os codificadores e os médicos alterem a forma de codificar e documentar no registo clínico, sendo a representação mais específica de comorbilidades e complicações. Melhorando a descrição da severidade da doença permite uma gestão mais efetiva e inteligente da doença. Estas alterações afetam a transição e a qualidade dos sistemas de classificação, é mais fácil a deteção de casos de fraudes, porque se torna mais fácil comparar os dados codificados com a informação documentada no registo clínico e discriminar a lateralidade.

ICD-10-CM foi desenhada para capturar doenças de saúde pública mais efetivamente, de forma mais completa e clara do que a ICD-09-CM (Watzlaf et al., 2007). No entanto, a melhoria na qualidade dos dados e a redução dos custos com os cuidados de saúde serão, somente a longo prazo, vantagens do novo sistemas de classificação (Manchikanti et al., 2014;Rousse,2013). Uma mudança abrupta no mapeamento de codificação ou terminologia acarreta diversos custos, como por exemplo com as mudanças nos sistemas de informação, e, intrinsecamente, a fase de transição é uma barreira para a qualidade dos dados codificados (Andrews,2015), é necessário compreender e aprender o uso do novo sistema. Custos de implementação, complexidade e granularidade do sistema de classificação, necessidade de aumentar a especificidade dos registos clínicos, aumento do treino para os codificadores, impacto no tempo e na produtividade, são potenciais problemas decorrentes no processo de transição. Porém, é mais problemático para atividades dependentes de uma relação longitudinal estável entre códigos diagnósticos e realidade clínica (Stewart et al.,2019; Butz et al.,2016). Essa estabilidade é essencial para a vigilância da saúde pública, métricas de qualidade da assistência médica e avaliação do impacto das intervenções de melhoria do cuidado. Rotinas das instituições de saúde foram afetadas desde a documentação dos médicos nos registos clínicos, ao processo de codificação propriamente dito e ao processo de faturação e reembolso para os hospitais (Chute et al., 2012; Cohrs, 2014). Verificou-se um aumento dos erros de codificação (Johns et al., 2013;Sanders et al.,2012). Para combater estas situações, decorrentes da transição, várias técnicas tem sido utilizadas: uso de codificação assistida por computadores; modelos de documentação apropriados nos registos clínicos eletrónico, que auxiliem de forma efetiva a seleção

16 Capítulo 3. Enquadramento teórico

dos diagnósticos e procedimentos; certificação de profissionais; e profissionais certificados que assistem médicos com a documentação dos registos eletrónico (Butz et al.,2016).

Quando analisado o impacto da transição da ICD-09-CM para ICD-10-CM muitos tem sido os estudos que comprovam um impacto mínimo nos dados. A validade dos dados administrativos da ICD-09-CM e ICD-10-CM a nível de registos das condições clínicas foi geralmente semelhante, embora a validade tenha diferido entre as versões de codificação para algumas condições (Stewart et al., 2019; Heslin and Barrett, 2018; Quan et al., 2008). Anderson e Robenberg (2003) (Anderson and Rosenberg,2003) analisaram a causa da morte antes e depois da implementação da ICD-10 nos Estados Unidos e verificaram que a classificação das principais causas de morte foi substancialmente alterada devido a mudanças no sistema de classificação. Janssen e Kunst (2004) (Janssen and Kunst, 2004) analisaram a mortalidade por causas específicas a longo prazo em seis países europeus e notaram descontinuidades nas tendências de mortalidade por causa específica devido a mudanças no sistema de codificação. Kokotailo e Hill (2005) revisaram os gráficos dos registos de admissão da ICD-09-CM e ICD-10-CM e verificaram que os fatores de risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC) foram codificados igualmente bem em ambas as versões. Além disso, os fatores de fibrilação arterial, cardiopatia isquêmica, diabetes mellitus e hipertensão foram registados significativamente melhor que os fatores de história de doença cerebrovascular, hiperlipidemia, insuficiência renal e tabagismo tanto em ICD-09-CM como em ICD-10-CM. Henderson, Shepheard e Sundararajan (2006) (Henderson et al., 2006) compararam dados codificados em ICD-10 com dados de auditoria de hospitais públicos na Austrália e demonstraram que a transição da codificação não afetou perceptivelmente a qualidade dos dados administrativos.

A implementação da codificação ICD-10-CM não melhorou significativamente a qualidade dos dados administrativos relativos à versão anterior. A má codificação de certas condições, como perda de peso, obesidade e certas anemias, pode estar relacionada ao fato de que os codificadores não codificam essas condições, mesmo que estejam documentados em gráficos, porque podem não ser explicitamente mencionados por enfermeiros ou médicos em anotações clínicas (Quan et al., 2008). Além disso, os codificadores podem intencionalmente não codificar essas condições devido ao tempo limitado dado para codificar cada gráfico. No entanto, repetidas e constantes avaliações são necessárias porque a validade dos dados da ICD-10 pode melhorar, à medida que os codificadores ganham experiência com o novo sistema de codificação.

Porém, é de salientar que ocorrem constantemente problemas associados ao processo de codificação que nada tem a ver com o processo de transição. Os erros na documentação, as variações nas descrições dos diagnósticos, falta de documentos do registo clínico, precisão do diagnóstico, abreviaturas e variações nas descrições dos diagnósticos, falta de legibilidade, formato, estrutura e organização dos documentos, etc (Pires,2018). Confirmando no estudo de Lau D. T. (Lau et al.,2018), mostrou que 89% dos registos da visita tinham códigos compatíveis com ICD-09-CM e ICD-10-CM, sendo que as razões para as incompatibilidades nas atribuições ICD- 10-CM incluíram erro de codificador (5%), problemas de documentação como diagnósticos não codificáveis (3%) e diferenças entre ICD-09-CM e ICD-10-CM (2%).

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