PROFESSIONNELS DE SANTE
THEME 3 : Pratiques actuelles et perspectives en France
4.4.2.2. Professionnels de santé
“Aquele que é diferente de mim não me empobrece; enriquece-me” Antoine de Saint-Exupéry
Este capítulo inclui a apresentação dos dados obtidos consoante a nossa interpretação dos mesmos. Começamos pelas histórias que escrevemos a partir das primeiras anotações sendo também uma forma de dar a conhecer as mães que participaram neste estudo. Depois desenvolvemos a primeira e a segunda dimensão, respectivamente “Crenças na construção da decisão das mães em não amamentar” e “Influências na construção das crenças das mães que decidiram não amamentar”.
5.1 - AS PARTICIPANTES
“A tolerância é dar a cada ser humano cada direito que exiges para ti mesmo.” Robert Green Ingersoll
O relato que se segue é uma interpretação nossa que contribuiu para compreendermos melhor o significado do que as participantes nos disseram. Antes de cada relato indicamos a respectiva caracterização quanto a idade, número de filhos, naturalidade, residência, composição do agregado familiar, profissão e escolaridade. Recordamos que foi atribuído um nome fictício a cada mãe e omitidos quaisquer dados que possam comprometer a confidencialidade. Após a história apresentamos as anotações que escrevemos imediatamente após a entrevista e enquanto a transcrevíamos o que nos ajudou a contextualizar. A cada história atribuímos um título que reflecte o seu conteúdo. Salvaguardamos que o discurso é intencionalmente simples e pouco elaborado para manter o mais possível as expressões utilizadas.
As mães que participaram neste estudo foram onze, com idades compreendidas entre os 19 anos e os 33 anos, todas casadas. Sete estavam a viver a sua primeira experiência de maternidade, duas a segunda e uma a terceira. No que se refere ao sexo dos filhos, seis são
do feminino e cinco do masculino e quanto à vigilância da gravidez, sete participantes fizeram-na no médico obstetra e quatro no centro de saúde.
Catarina
19 anos 1 filho
Naturalidade: Livramento Residência: Ponta Delgada
Vive com: marido, filha, enteado, ao lado da casa da sogra Profissão: Empregada Doméstica
Escolaridade: 7º ano
“Leite com cor diferente que não era benéfico para a criança”
Na família a alimentação dos bebés é com leite materno mas uma cunhada não quis amamentar. Tem uma irmã que amamentou durante alguns meses.
Nunca teve curiosidade de perguntar às amigas se amamentam ou não. Refere, com expressão de envergonhada, que falava com elas de vários assuntos mas não sobre aleitamento materno. As amigas concordavam que amamentasse e uma delas estava a amamentar se bem que não sabe quanto tempo o fez.
Sempre ouviu dizer que o leite materno era muito bom e por isso decidiu amamentar a filha, não o fazendo apenas se não pudesse.
Os aspectos estéticos como as mamas mais flácidas nunca lhe interessaram mas sabe que há mulheres que se preocupam com isso.
A vigilância da gravidez foi na Consulta de Alto Risco, onde a enfermeira lhe perguntou se ía amamentar pois os enfermeiros querem conhecer a decisão das mães sobre este assunto mas a enfermeira não explicou como se amamenta. Os médicos falaram pouco do AM durante a gravidez. Decidiu amamentar porque achava que era bom.
Na maternidade tomou a iniciativa de amamentar e o bebé mamou logo que nasceu. Teve apoio de outras puérperas que também lhe deram informações mas as enfermeiras não a apoiaram, sentindo-se abandonada pelas mesmas. Enquanto esteve internada o bebé foi apenas alimentado com leite materno.
Ao amamentar sentia abdominalgias e dores nas mamas; pensou que estas eram normais mas atribuiu as primeiras a algum problema de saúde.
Começou a emagrecer o que relacionou à amamentação. Também acha que o bebé não ficava satisfeito só com leite materno e a aparência do mesmo reforçou esta suspeita. Decidiu deixar de amamentar quando verificou que o leite tinha uma aparência diferente e não compreendeu essas mudanças mas pensou que o leite não era benéfico para o bebé. Desconhecia as alterações da cor e não teve ninguém de confiança a quem falar das mesmas.
Em casa continuou a amamentar durante cerca de 5 dias e depois passou a aleitamento misto. Neste aspecto foi apoiada pelo marido que o faria independentemente da decisão que tomasse. A mãe não achou muito bem que deixasse de amamentar e considerou que fazer leite misto aos 7 dias era muito cedo bem como deixar de amamentar aos 15 dias. Todas as pessoas, excepto a mãe concordaram que deixasse de amamentar. A sogra concordou que deixasse de amamentar [vive junto dela que é para si uma pessoa de referência]; ela própria não o fez.
Antigamente amamentava-se porque as pessoas não tinham que comer.
Não estava bem esclarecida quando começou a fazer aleitamento misto. Havia uma enfermeira em que depositava confiança mas não foi falar com ela quando começou a ter dificuldades na amamentação e não sabia o que devia fazer. Falou com os profissionais de
enfermagem apenas após deixar de amamentar. Não recorreu antes, quando começou a ter dificuldades, porque não sabia a quem se dirigir uma vez que não era atendida sempre pela mesma enfermeira e sentiu falta de um enfermeiro de referência. Não recorreu à mãe porque achou que estava desactualizada.
Os profissionais de enfermagem devem falar mais sobre AM, explicar como se amamenta e quais as vantagens. Nunca lhe foi explicado como amamentar, em que posição, durante quanto tempo e pensa que há necessidade de mais informação. Os profissionais de saúde dão poucas explicações sobre o AM e se estes não informam torna-se complicado. Os enfermeiros devem informar sobre a amamentação desde o início da gravidez mas a decisão cabe à mãe.
Nunca leu nada sobre AM e actualmente presta mais atenção à informação sobre este assunto. A comunicação social também dá pouca informação. Para as mães muito novas a informação é escassa.
Anotações: Catarina saiu da freguesia e de junto da casa dos pais para viver numa freguesia mais distante e ao lado da casa da sogra. A entrevista decorreu no seu domicílio quando estava sozinha. Durante a mesma demonstrou algum nervosismo, sorriso tímido mas sempre olhando nos olhos. As mãos dobravam e desdobravam ou enrolavam e desenrolavam o papel (que faz parte do consentimento informado) que ficou em seu poder com o meu contacto. A entrevista para validação também decorreu em sua casa e encontrava-se descontraída, participou activamente e fez perguntas.
Sara
24 anos 2 filhas
Naturalidade: Fenais da Luz Residência: Fenais da Luz
Vive com: marido, filha de 7 anos e a filha RN Profissão: Empregada de Limpeza
Escolaridade: 8º ano
“Incapacidade de nutrir a filha”
A mãe amamentou e a irmã também o fez a um filho mas não a outro por este estar internado.
Não sabe a opinião da mãe sobre o AM pois ela não falava “dessas coisas”
Uma amiga amamentou pouco mais de uma semana e não conversava com as amigas sobre o assunto. Outra amiga alimentou o filho com leite artificial.
A sogra amamentou pouco tempo.
Antigamente o leite artificial era para os ricos; os pobres amamentavam.
Sempre teve intenção de amamentar durante os 4 meses de licença de parto e estava decidida a fazê-lo enquanto pudesse. No centro de saúde via cartazes com a importância de amamentar e durante a vigilância a enfermeira alertava-a para beber muita água para ter muito leite.
O RN mamou na primeira hora de vida. É normal ter pouco leite no primeiro e no segundo dia. Tinha muito leite e no hospital amamentava com muita frequência. Aí não teve orientação nem informação por parte das enfermeiras que apenas perguntavam se a criança mamara. As enfermeiras não se importam se a mãe amamenta ou não; deviam dar mais informação sobre as vantagens do AM e ainda mais e melhor informação sobre como
se faz. O RN não pegava bem de um lado e a enfermeira disse-lhe que os bebés preferem sempre uma mama à outra. Também lhe disseram para sacudir o bebé para o acordar e colocar à mama.
Na maternidade havia cartazes que diziam o que a mãe deve e não deve comer. Esses cartazes informavam que não se pode comer alho nem cebola mas as refeições hospitalares tinham as duas coisas. Há alimentos que a mãe não deve comer como o feijão e o repolho que provocam flatulência na criança. Não podia comer feijão e quando chegou a casa era o que tinha para comer. Ter que fazer comida diferente por estar a amamentar não é prático e não estava esclarecia sobre o que podia ou não podia comer. A mãe que amamenta não pode comer certas coisas pois há alimentos que fazem mal ao bebé, provocando, por exemplo, flatulência mas é difícil ver algumas comidas e não as poder comer. A alimentação da mãe que amamenta é mais saudável.
Quando se amamenta não se pode fazer outra coisa. Amamentar dá muito trabalho. A criança ainda não sabe onde fica a mama. As visitas que iam à sua casa achavam que a criança tinha fome e perguntavam se não alimentava o bebé. Amamentava durante 20 minutos em cada mama e as pessoas que a visitavam diziam que se calhar o seu leite não prestava e aconselhavam a iniciar leite artificial. Acreditou, então, que a criança tinha fome como as visitas diziam e ficava triste com os comentários que lhe faziam. Também acreditou que o seu leite não saciava a criança, que era fraco e que não prestava. Resignou-se então que não era adequado e ficou com a ideia de que era fraco.
O bebé aumentou pouco de peso e a enfermeira do centro de saúde aconselhou vigilância mais frequente. Comunicou então à enfermeira que a criança tinha sempre fome e perguntou se podia dar leite artificial o que foi desencorajado mas foi aconselhada a suplemento se necessário ou quando saísse de casa. Quando saia de casa alimentava a criança com leite artificial e depois de o beber a criança não quis mais mamar na mama pois deixou de gostar do AM.
Decidiu então amamentar durante a noite pois assim não tinha de se levantar e durante o dia usar leite artificial, mas ao fazê-lo a bebé ficou habituada a este.
Com a amamentação não sabia o leite que a criança bebia e deu o leite materno pelo biberon uma vez que este permite ver a quantidade de leite que a criança bebe.
Foi uma prima quem mais encorajou o leite artificial; esta prima teve dificuldades em amamentar, não se sentindo bem por outra senhora ter amamentado a sua filha.
A mãe aceitou a decisão de desistir de amamentar enquanto o marido lhe recordou que o leite materno é o melhor. Explicou então ao marido que a criança estava sempre com fome com o leite materno e ele aceitou a decisão da esposa. Mas quando a criança passou a ter cólicas ele atribuiu ao facto de já não ser amamentada. O leite materno provoca menos flatulência e o marido confrontou-a com as vantagens.
Contou à sogra as dificuldades que estava a ter com a amamentação e ela explicou-lhe que a principio o bebé não aumenta muito de peso. Aconselhou-a a fazer alimentação mista. A sogra apesar de ter amamentado pouco gostaria que Sara tivesse amamentado mais. Ficou triste por passar a alimentar a bebé com leite artificial e reconhece que se deixou influenciar pelo que as visitas diziam quanto à criança ter fome sentindo-se julgada por a filha não ficar satisfeita com o leite materno. Acha que não devia ter interrompido a amamentação uma vez que nos primeiros dias há pouco leite. Foi pela pressão da opinião das visitas que passou para o leite artificial e não por sua vontade e convicção já que queria amamentar esta filha até porque não o fizera à mais velha.
Não amamentou a filha mais velha porque a menina nunca pegou na mama e estava internada no serviço de Neonatologia e por isso acreditava que na segunda vez teria mais sucesso.
Tinha vergonha de amamentar fora de casa. Numa ida ao centro comercial escondeu-se no automóvel no parque de estacionamento para que ninguém a visse amamentar.
Não estava esclarecida quando decidiu interromper a amamentação. Perguntou à enfermeira se podia dar leite artificial e esta encorajou o leite materno, reforçando que a decisão é da mãe. Pensou que se num serviço como a Neonatologia se podia fazer aleitamento misto também o poderia fazer em casa. Não ficou esclarecida quando falou com os profissionais de enfermagem. Depois de interromper a amamentação a enfermeira disse-lhe que não o devia ter feito.
Quando se tem um bebé é bom ter alguém que oriente porque a mãe tem muitas dúvidas. Anotações: A entrevista decorreu no seu domicílio, na sala, estando em casa a filha mais velha que se manteve junto da mãe. Também não amamentou esta filha que esteve internada no serviço de Neonatologia. O RN encontra-se muito timpanizado e com certa obstipação desde que faz somente leite adaptado. Durante a entrevista a participante mostra-se muito introvertida mas foi relaxando com o desenrolar da mesma. Na entrevista para validação que também aconteceu em sua casa estava muito à-vontade e participou activamente.
Mariana
30 anos 1 filho
Naturalidade: Ponta Delgada Residência: Ponta Delgada
Vive com: marido, filho de 11 anos (adoptivo) e o bebé Profissão: Cabeleireira
Escolaridade: 9º ano
“A mãe que fuma não deve amamentar”
Na família os bebés são alimentados com leite materno e todas as mulheres na família amamentam.
Amamentar é um acto muito bonito, é uma das coisas mais bonitas da vida e uma experiência única. Ver amamentar é bonito pois é uma coisa que vem de dentro, é da própria mãe. O leite materno é muito bom e provoca menos cólicas à criança. As crianças amamentadas não ficam tantas vezes doentes se a mãe não fuma.
Não amamenta porque é fumadora pois o tabaco é mais perigoso para o bebé do que para o feto. A mãe fumadora que amamenta prejudica mais a criança do que a grávida fumadora prejudica o feto, portanto, não consegue amamentar. Se a mãe fuma o leite materno não tem os mesmos benefícios do que quando a mãe não fuma e a criança pode ter problemas respiratórios
O obstetra onde fez a vigilância da gravidez informou-a de que fumar e amamentar é pior do que na gravidez porque o fumo não vai tanto para o feto como vai para a criança amamentada. Apenas o médico lhe deu informação sobre tabagismo e amamentação. Na maternidade perguntaram-lhe se ía amamentar e como fizera cesariana disse que não tinha leite mas que amamentaria se tivesse. A enfermeira explicou-lhe que devido à anestesia o leite leva mais tempo a aparecer. Enquanto esteve na maternidade não fumou e amamentou durante três dias pois estava decidida a fazê-lo. Na maternidade informaram do que não podia comer e a enfermeira explicou-lhe o que podia e o que não podia fazer para amamentar. Não expôs a sua situação de fumadora pois pensou que como estava a conseguir não fumar no hospital também o conseguiria fazer em casa fumando apenas cerca de dois cigarros por dia não prejudicando assim o bebé. Não consegue deixar de fumar apesar de já ter tentado; apenas conseguiu reduzir o número de cigarros.
Gostou de amamentar, foi uma experiência muito bonita, se bem que magoe um pouco. Tem boas condições anatómicas para amamentar e o RN ficava satisfeito. A única razão que a levou a não amamentar foi ser fumadora.
Depois da alta, o bebé tinha cólicas e chorava muito o que lhe foi muito difícil pois passou a noite a lidar com o RN. No dia a seguir a ter saído do hospital parou de amamentar. Começou logo a fumar e preparou-se para alimentar o RN com leite artificial. Não conseguiu reduzir o número de cigarros para poder amamentar. Fumar acalma-a e como o bebé era muito rebelde e não a deixava repousar refugiou-se no tabaco. Não está arrependida de ter interrompido a amamentação mas triste por não amamentar. Tem remorsos por não ter conseguido amamentar mas o vício de fumar foi mais forte do que a vontade de continuar a amamentação. Mantém a crença de que a mãe fumadora que amamenta prejudica a criança. Por outro lado, o leite artificial alimenta bem e é melhor para o bebé porque não tem tabaco. Amamentar também depende da criança.
Estava esclarecida quanto à sua decisão para interromper a amamentação pois o médico explicou-lhe a acção do tabaco sobre o feto e sobre a criança. Na família todas as mulheres amamentam porque não são fumadoras.
Não se importa com o que as outras pessoas pensam da sua decisão. A única opinião que lhe é importante é a do marido para além da sua e o esposo concordou que interrompesse a amamentação se bem que tinha a noção de que o leite materno é bom. Ele respeitou a opinião e a decisão da esposa.
As amigas concordaram que não amamentasse porque também acreditam que a mãe fumadora prejudica a criança se a amamentar. Falou com as amigas sobre tabagismo e amamentação e elas concordaram com a sua opinião.
Não falou com a enfermeira do centro de saúde, aquando do diagnóstico precoce sobre a sua situação e não se recorda se ela lhe perguntou se estava a amamentar.
A criança faz vigilância de saúde no pediatra e este não lhe disse nada por não estar a amamentar quando lhe comunicou a sua decisão.
Deve fazer-se educação para a saúde sobre AM desde o início da gravidez, principalmente no caso da mãe fumadora. O AM pertence à gravidez e deve falar-se disso ao longo da gestação. Nos últimos anos há melhoria de informação sobre amamentação.
A decisão das pessoas para amamentar deve ser respeitada.
A mãe que amamenta tem de ser mais cuidadosa com a sua alimentação, deve ser equilibrada e não pode comer certas coisas como laranja que provoca alergia e repolho que provoca flatulência. Também tem que beber muitos líquidos e comer muita fruta. Nem todas as pessoas podem ter uma alimentação equilibrada. Não concorda que a mãe que fuma amamente pois o tabaco passa para a criança através do leite materno e conhece casos de mães que fumam e amamentam.
Se uma mãe amamenta, acha bem que o faça fora de casa e, por si, sentir-se-ía bem a fazê- lo. Cobriria a criança com uma fralda enquanto amamentava. Amamentar em público é como dar o biberon.
Anotações: A entrevista foi efectuada no seu estabelecimento durante a hora de almoço, porém, não me foi confortável, pois tinha apenas duas cadeiras e tive que ficar com o gravador, guião e papéis no colo. A participante estava rouca, não se mostrou particularmente comunicativa, dando respostas curtas e em tom peremptório. É uma grande fumadora – 30 a 40 cigarros por dia. Quanto à validação, referindo que está novamente grávida, com muito trabalho e que confia plenamente em nós, sugeriu que não fosse feita mas declarou a sua vontade da informação fornecida ser incluída neste estudo.
Ivone
22 anos 1 filho
Naturalidade: Ribeira Grande Residência: Capelas
Vive com: marido e o bebé com 3 meses Profissão: Empregada doméstica Escolaridade: Não sabe ler nem escrever
“O leite materno não é melhor do que o artificial”
Na família os bebés são alimentados com leite artificial. A avó amamentou mas a mãe não porque não tinha leite suficiente.
Uma prima amamentou dois ou três meses mas a maioria das amigas não amamenta porque não gosta. Falava com as amigas sobre o AM e elas dizem que amamentar é um sacrifício, que dá trabalho e não têm paciência para o fazer. Têm razão em não querer amamentar pois é preciso estar sempre disponível, expor o corpo, ter que se alimentar bem e não se pode sair de casa pois se se apanha frio pode ter-se uma mastite. As amigas concordaram que não amamentasse, muitas também não queriam amamentar e uma que estava grávida decidiu não o fazer. Houve amigas que disseram que o leite materno é o melhor mas duvida disso porque há leites artificiais muito bons.
Se a mãe que amamenta não se alimenta bem, não tem leite.
É uma vergonha amamentar em público porque tem de se expor a mama e toda a gente olha, havendo muita maldade nas pessoas que podem ver amamentar em locais públicos. Teve oportunidade de ver pessoas a amamentar nomeadamente a prima mas não lhe agradava nem gostaria de estar na sua situação já que a prima parecia uma vaca pois a mãe que amamenta é como uma vaca a dar de mamar a um bezerro. Por tudo isto desagrada-lhe ver amamentar e como nunca gostou nunca quis fazê-lo. Amamentar é um sacrifício para a mãe que tem de estar sempre sujeita ao filho. Pode ser bom para quem tem tempo e está em casa porque não pode amamentar na rua.
Estava esclarecida quando decidiu não amamentar porque nunca o quis fazer e a decisão foi sua.
O seu corpo é independente do filho e não tem de ser alimento até porque o leite artificial é muito bom e é dele que gosta.
A mãe apoiou a sua decisão dizendo-lhe que também nunca amamentara. O marido reconheceu que a puérpera é que sabia o que era melhor para a criança e tranquilizou-a dizendo que havia dinheiro para comprar leite artificial. Todos apoiaram a sua decisão de não amamentar.
Sempre disse às enfermeiras que não ía amamentar. As enfermeiras explicaram os benefícios do AM e tentaram convencê-la a amamentar mas esteve sempre decidida a não o fazer. As enfermeiras explicaram o que devem explicar sobre o AM, fazem-no bem. Disse às enfermeiras que sabia que o leite materno é bom mas não queria amamentar.
Na maternidade as reacções das enfermeiras à sua decisão foram diferentes, consoante cada enfermeira; uma quis obrigá-la a colocar a criança à mama e teve vontade de a empurrar. Ficou indignada e impôs-se reiterando que não queria amamentar e sublinhando que a decisão era sua. Esta enfermeira ficou zangada por não querer amamentar mas