Mariana Ferreira Martins Cardoso
, ([email protected]) Mestre em Engenharia Civil;
Kelly Fanny de Paula Santana
Graduada em Ciências Biológicas e Graduanda em Engenharia Ambiental2; Samuel Felipe Lira do Nascimento Basílio
, Graduando de Engenharia Ambiental;
Danielle Fátima do Nascimento
, Graduanda de Direito;
Angela Maria Coêlho de Andrade
1, ([email protected]) Doutora em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos. 1Docentes do Centro Universitário Tabosa de Almeida (ASCES-UNITA); 2Docente do EREM
Professor Lisboa e Engenharia Ambiental pela ASCES-UNITA; 3Discentes do Centro Universitário
Tabosa de Almeida (ASCES-UNITA).
RESUMO
A metodologia ativa de aprendizagem vem como uma nova perspectiva metodológica com a finalidade de promover a autonomia dos discentes, de modo a estimular a criatividade, a relevância do trabalho em grupo, além de fortalecer a motivação para a reflexão, para pesquisar e para o estudo. O projeto de extensão Coletivo Ambiental Severino Montenegro do Centro Universitário Taboa de Almeida - ASCES/UNITA, tem como objetivo, fomentar a discussão dos problemas ambientais do entorno das escolas e da atualidade com os estudantes do ensino médio das escolas públicas e particulares da região. Essa discussão dos problemas ambientais vem fortalecer uma nova forma de aprendizagem. Foi trabalhada na Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Professor Lisboa, localizada no bairro Boa Vista I no município de Caruaru, Desastres Ambientais, cujo tema abordado foi o rompimento da barragem do fundão da mineradora Samarco, em Bento Rodrigues, subdistrito de Mariana, mais conhecido como o desastre de Mariana, o primeiro desastre ambiental com as barragens em Minas Gerais. Junto com os alunos extensionistas foi proposto um Júri Simulado, onde procurou-se articular o conhecimento prévio dos alunos com as informações veiculadas. Palavras-chave: Meio ambiente. Júri simulado. Desastre ambiental.
INTRODUÇÃO
O planeta Terra, atualmente, tem passado por uma crise ambiental histórica, consequência do uso excessivo dos recursos naturais e da falta de planejamento para o descarte correto dos produtos e bens adquiridos pela sociedade consumista. Para Mota (2016), os recursos naturais existem para dar uma melhor qualidade de vida para a humanidade, só que a população esquece, que os recursos naturais não são ilimitados, e que um recurso natural degradado, pode não ser recuperado, causando danos ao meio ambiente e ao ser humano.
A qualidade de vida que se tem nos dias atuais está diretamente ligada à forma de como nos relacionamos com o meio ambiente. Contaminações de recursos hídricos, do ar, da flora, o vazamento de produtos químicos e a perda de vidas tem levado a comunidade científica e os governantes a discutir prevenção de catástrofes (POTT; ESTRELA, 2017).
A divulgação de danos ambientais no mundo tem despertado nos diferentes segmentos da sociedade uma nova postura em relação à importância da preservação do meio ambiente. Educadores e autoridades têm proposto a inclusão da educação ambiental nos ensinos fundamental e médio, com o objetivo de desenvolver as habilidades e competências que permitam ao aluno reconhecer que o ser humano é o agente das transformações do meio ambiente, como também aprimorar a relação entre o conhecimento científico e tecnológico e desenvolvimento sustentável (VAITSMAN; VAITSMAN, 2006).
Dessa forma, é função da Escola usar intensamente o tema meio ambiente de forma transversal através de ações reflexivas, práticas ou teóricas, para que o aluno possa aprender a amar e respeitar tudo que está a sua volta, incorporando dessa forma responsabilidade e respeito para com a natureza. Fenômenos e questões ambientais ocorrem em volta do aluno, o que permite ao educando correlacionar o saber escolar com o cotidiano deste aluno (VAITSMAN; VAITSMAN, 2006).
Abordar assuntos relacionados à proteção e uso racional dos recursos naturais, também deve estar focada na proposição de ideias, e a abordagem pode ser vista tanto na educação formal quando na não formal (JACOBI, 2003). Nos últimos anos, abordar temas transversais como desastres ambientais no ambiente escolar é uma necessidade urgente que tem como principal objetivo amenizar os problemas ocasionados pelo consumo exacerbado e/ou poluição. Dessa maneira, o engajamento pessoal e coletivo dos educadores e dos educandos no processo de transformação social é de grande importância.
O projeto de extensão Coletivo Ambiental Severino Montenegro da ASCES/UNITA, foi desenvolvido pensando, inicialmente, na problemática ambiental que envolve as escolas de referências de 2º grau de Pernambuco, a atuação inicial do projeto foi no Município de Caruaru.
O Coletivo Ambiental Severino Montenegro tem o propósito de promover discussões sobre questões ambientais vivenciada na escola, em seu entorno, nacionais e mundiais, propiciando aos estudantes ferramentas de gestão ambiental para se encontrar soluções para os problemas por eles mencionados.
Moraes, Ramos e Galiazzi, (2012) relataram em seu trabalho que, as dinâmicas de grupo, podem auxiliar na aprendizagem significativa e crítica a partir de conteúdos
apresentados de forma inovadora e interessante aos alunos. Propostas com de temas transversais como o rompimento da barragem do fundão da mineradora Samarco, ou seja, desastre de Mariana, foi proposto para a realização de um Júri Simulado, tomando como ponto de partida suas motivações para aprender, discutir, acusar e defender o tema em questão.
Segundo Meirelles e Santos (2005), o desafio de um projeto de educação ambiental é incentivar as pessoas a se reconhecerem capazes de tomar atitudes, assim, espera-se modificar de forma significativa o modo de pensar e as posturas individuais, familiares e coletivas para a construção de um mundo melhor para a comunidade das escolas de referência de Pernambuco.
As metodologias de aprendizagem permitem que o ensino ultrapasse as barreiras físicas da sala de aula, possibilitando que o aluno vivencie situações reais de vida, que irá encontrar no cotidiano, conduzindo uma formação centrada no educando, no desenvolvimento do espírito crítico, da capacidade de reflexão e da participação ativa do discente na construção do conhecimento (DIAS, VOLPATO, 2017).
Projetos de extensão, estimulam a melhoria das relações Universidade e Comunidade, e a utilização de metodologias ativas de aprendizagem, de acordo com Oliveira e colaboradores (2018, p. 494), “prepara o aluno para o trabalho em equipe e reforça o aspecto humanista nas relações que acabam se disseminando no seio da comunidade discente”.
OBJETIVOS
Relatar a experiência vivenciada pelos extensionistas do Coletivo Ambiental Severino Montenegro do Centro Universitário Tabosa de Almeida-ASCES/UNITA, utilizando como ferramenta uma metodologia ativa de aprendizagem, o Júri Simulado, tendo como tema a Barragem da Cidade de Mariana.