• Aucun résultat trouvé

A PPARTENANCE DE L ESIEUR C RISTAL AU PERIMETRE SOFIPROTEOL

Dans le document Lesieur Cristal NOTE D’INFORMATION (Page 116-128)

PARTIE V. ACTIVITE DE LESIEUR CRISTAL

II. A PPARTENANCE DE L ESIEUR C RISTAL AU PERIMETRE SOFIPROTEOL

Após a identificação dos ativos e dos seus atributos de sustentação estratégica, procedeu-se a categorização dentro da tipologia proposta por Feinsterseifer e Wilk (2005), de acordo com o nível de compartilhamento, bem como apontou-se o grau de desenvolvimento do ativo, conforme apresentado no Quadro 13.

Quadro 13 – Categorização e classificação dos ATE identificados no SIAL

(continua)

Ativo Categoria Grau de

Desenvolvimento

Fator de Sustentação Estratégica

Implicação Estratégica

Cultura/Tradição Sistêmico Em desenvolvimento Valorável Paridade Competitiva Bem estar animal Sistêmico Em desenvolvimento Valorável Paridade

Competitiva Pastagens

Cultivadas Sistêmico Em desenvolvimento Valorável

Paridade Competitiva Marca para o

produto Sistêmico Em desenvolvimento Valorável

Paridade Competitiva Propaganda do

produto Sistêmico Em desenvolvimento Valorável

Paridade Competitiva Produção

sustentável Sistêmico Em desenvolvimento Valorável

Paridade Competitiva Localização dos

fornecedores Sistêmico Desenvolvido Valorável

Paridade Competitiva Inovações

Tecnológicas Sistêmico Em desenvolvimento Valorável

Paridade Competitiva Canais de

distribuição Sistêmico Em desenvolvimento Valorável

Paridade Competitiva Conhecimentos

Tácitos Sistêmico Em desenvolvimento Valorável

Paridade Competitiva

(conclusão)

Ativo Categoria Grau de

Desenvolvimento Fator de Sustentação Estratégica Implicação Estratégica Agilidade para administrar informações

Sistêmico Em desenvolvimento Valorável Paridade

Competitiva Reputação da

Associação Sistêmico Em desenvolvimento Valorável

Paridade Competitiva Planejamento

Estratégico Sistêmico Em desenvolvimento Valorável

Paridade Competitiva Instituições de

ensino e Pesquisa Sistêmico Em desenvolvimento Valorável

Paridade Competitiva Legislação para a

atividade Sistêmico Em desenvolvimento Valorável

Paridade Competitiva Clima Sistêmico Desenvolvido Valorável, inimitabilidade Paridade

Competitiva Genética do gado Sistêmico Em desenvolvimento

Valorável, dificuldade de imitar pela dependência de caminho e co- especialização

Paridade Competitiva

Alimentação

complementar Sistêmico Em desenvolvimento

Valorável, dificuldade de imitar pela dependência de caminho e co- especialização

Paridade Competitiva Pastagens Nativas Sistêmico Em desenvolvimento Valorável, inimitabilidade Paridade

Competitiva Qualidade do

produto Sistêmico Em desenvolvimento

Valorável, dificuldade de imitar pela dependência de caminho e co- especialização

Paridade Competitiva

Certificação BPA Singular Em desenvolvimento

Valorável, raridade pelo circunstância histórica única - pioneirismo

Vantagem Competitiva Temporária Rastreabilidade Sistêmico Desenvolvido

Valorável, raridade pela complexidade social e custoso de imitar ligado à dependência de caminho

Vantagem Competitiva sustentável Associação entre os

agentes Sistêmico Em desenvolvimento

Valorável, raridade, dependência de caminho e co-especialização Vantagem Competitiva sustentável Confiança entre os

produtores Sistêmico Em desenvolvimento

Valorável, raridade, dependência de caminho e co-especialização Vantagem Competitiva sustentável

Aprendizagem Sistêmico Em desenvolvimento

Valorável, raridade pela complexidade social, difícil de imitar pela dependência de caminho e assimetria das informações Vantagem Competitiva sustentável Organização da cadeia pela APROCCIMA Sistêmico Em desenvolvimento

Valorável, raro, difícil de imitar pela dependência de caminho e

complexidade

Vantagem Competitiva sustentável

Dentre os 26 ativos territoriais estratégicos identificados, constatou-se que apenas o ativo certificação BPA foi considerado singular pelos entrevistados (Figura 12). Todos os demais foram categorizados como sistêmicos, isto é, produzem efeitos sobre todos os produtores (Figura 13).

A categoria dos sistêmicos preconiza que estes ativos não influenciam a competição entre os participantes do arranjo, mas entre arranjos ou empresas externas ao arranjo (FENSTERSEIFER; WILK, 2005). Estes ativos geralmente são frutos da dependência de caminho, da não-codificação do conhecimento coletivo que decorre da herança natural, próprias de trajetória e especialização do arranjo, podendo ser compartilhados por todos os produtores, e que colabora para a diferenciação do arranjo, pois impactam no desempenho de todos os participantes e contribuem para a construção da competitividade da região (FENSTERSEIFER; WILK, 2005; ZEN; FENSTERSEIFER; PRÉVOT, 2009).

Assim, os ativos entendidos como sistêmicos pelos entrevistados foram: cultura e tradição, bem estar animal, genética do gado, pastagens cultivadas e nativas, qualidade, marca e propaganda do produto, produção sustentável, localização dos fornecedores, inovações tecnológicas, canais de distribuição, reputação da associação, agilidade para administrar informações, planejamento estratégico, clima, alimentação complementar, conhecimentos tácitos, instituições de ensino e pesquisa, legislação, rastreabilidade, associação entre os agentes, confiança entre os produtores, aprendizagem e organização da cadeia pela associação, pois são ativos que todos os produtores compartilham.

Provavelmente a categorização destes ativos como sistêmicos por parte dos entrevistados surgiu em razão da relação associativista entre os produtores e o fato de que todos, de uma forma geral, trabalham em “prol” do arranjo, independentemente do tamanho da sua propriedade e/ou sua escala de produção. Este entendimento fica evidente na fala do Entrevistado 1: “Eles (ativos) produzem efeitos em todos os produtores, mas a velocidade e o efeito, ele é particularizado de acordo com o indivíduo... está à disposição”.

Os ativos singulares levam a diferenças de performance entre os produtores que estão inseridos dentro do arranjo. No entanto, estes ativos singulares quando são explorados competitivamente no interesse coletivo e em defesa da posição da APROCCIMA no mercado, acabam por atuar em benefício do arranjo em geral (FENSTERSEIFER; WILK, 2005).

Desta forma, ativos como: as pastagens cultivadas e naturais, o bem estar animal, a rastreabilidade, a alimentação complementar oferecida ao gado, a produção sustentável, as inovações tecnológicas, a localização dos fornecedores, poderiam ser entendidos como

singulares, pois são próprios de cada produtor e estão vinculados a sua propriedade, frutos da trajetória, história familiar, aquisições, entre outros.

A categoria dos restritos referem-se àqueles ativos que não pertencem a nenhum produtor de modo individual, sendo acessados somente por aqueles produtores do arranjo que estão aptos, devido a suas condições prévias de recursos ou conhecimentos complementares, dentre outros (FENSTERSEIFER; WILK, 2005), a adotar as condutas requeridas pela APROCCIMA, para fazer parte desse grupo estratégico que existe dentro do arranjo.

Desta forma, fim de alcançar a “padronização” do produto por eles produzido, por exemplo, pode-se entender que o ativo certificação BPA enquadra-se nesta categoria, pois o produtor precisa primeiramente realizar os cursos e adequar suas instalações para obter este atestado, sendo que nem todos no grupo possuem o registro ainda.

Figura 12 – Ativos sigulares

Figura 13 – Ativos sistêmicos

Fonte: Elaborado pela autora (2018).

Com relação aos ativos clima, localização dos fornecedores e rastreabilidade, estes já se encontram desenvolvidos na percepção dos participantes (Figura 14). Os demais situam-se em estágio de desenvolvimento, provavelmente por se referirem a ativos que requerem o comprometimento dos produtores para as constantes atualizações que refletem as demandas do mercado (Figura 15).

Zen, Fensterseifer e Prévot (2009) defendem que é a combinação dos ativos singulares, sistêmico e de acesso restrito, com seus diferentes níveis de atuação para o desenvolvimento de estratégias, que serão os provedores da vantagem competitiva sustentável para o arranjo.

Figura 14 – Ativos desenvolvidos

Figura 15 – Ativos em desenvolvimento

Dans le document Lesieur Cristal NOTE D’INFORMATION (Page 116-128)