Dynamic Graph Algorithms
8.4 Partially Dynamic Problems on Undirected Graphs
A observação acompanhou o meu percurso durante este ano de formação em contexto real de ensino. Através da observação de aulas dos colegas de estágio e de outros professores experientes foi possível obter conhecimentos que foram bastante úteis à melhoria da qualidade da minha intervenção em contexto de aula.
Para Sarmento (2004), a observação é mais do que um mero olhar, é um perscrutar de significados, pelo que cabe ao observador analisar os diferentes sentidos das práticas realizadas.
Segundo as Normas Orientadoras do Estágio13, “o professor estagiário deve elaborar os planos de observação sistemática e realizar as respetivas observações durante um período mínimo de 10 aulas de cada colega de núcleo de estágio e 6 aulas do professor cooperante ou outro professor da escola” (p.5).
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Normas orientadoras do estágio profissional do ciclo de estudos conducente ao grau de mestre em ensino de educação física nos ensinos básico e secundário da FADEUP. Matos, Z. (2014).
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Atendendo a esta diretriz, o NE elaborou um documento no qual estavam identificadas as aulas a observar dos colegas de estágio e dos outros professores da escola, bem como os propósitos das observações. Ao longo do ano, as componentes observadas foram de vários níveis: metodologias utilizadas, feedbacks, gestão de materiais e tempo de aula, controlo da turma e apresentação das tarefas.
As observações realizadas aos meus colegas de NE foram bastante específicas e foram úteis porque permitiram ver uma grande diversidade de situações de aula, dado terem características idênticas aos alunos da minha turma (todos estudantes do 11º ano de escolaridade). Estas observações muniram-me de alguns exercícios e metodologias que acabei por adaptar para a minha turma.
Relativamente à organização da aula (estações) penso que foi uma aposta bem- sucedida, os alunos estavam bastante motivados nas situações de aula. A rotação das equipas pelos exercícios também foi bastante positiva, visto que permitiu que todas as equipas defrontassem todas as equipas. Esta metodologia utilizada pelo meu colega de estágio pode ser utilizada a por mim em aulas futuras. (Reflexão da aula observada nº2 a um colega de estágio, 21 de Outubro de 2015)
Porém, nas observações aos meus colegas de NE, também detetei alguns erros, que eu próprio cometia. Ao observar o erro e as consequências nefastas que aportava para o ensino, consegui melhorar os meus próprios pontos fracos.
Um dos pontos negativos desta aula prendeu-se com a dificuldade do professor analisar a aula como um todo. O professor concentrava os seus níveis de atenção num dos grupos, permitindo que os outros grupos relaxassem. Foi possível perceber que o professor deve ser capaz de dar feedbacks à distância, para que os alunos percebam que o professor está a controlar a sua prática motora. Este é um dos aspetos em que também tenho dificuldade, portanto é fundamental que utilize estratégias de modo a aumentar os níveis de motivação dos alunos. (Reflexão da aula observada nº4 a um colega de estágio, 13 de Abril de 2016)
Estes elementos referidos encontram eco nas palavras de Ferreira (2013), que defende que quando estamos a observar uma aula de outro
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professor, estamos a olhar para as nossas próprias aulas. O autor refere ainda que a partir da análise crítica das nossas próprias ações, devemos ser capazes de evoluir no processo de lecionação, para que a qualidade de ensino esteja assegurada.
Na observação realizada aos professores do agrupamento, optou-se por construir um planeamento mais abrangente, em que estivessem contidas observações de aulas a diferentes ciclos de ensino. Apesar de diminuir a especificidade das observações, dado que o ciclo de ensino era diferente, também foi possível retirar ilações bastante importantes.
É de salientar o controlo da turma por parte do professor. Esta turma, apesar de ser constituída por alunos muito distintos, o professor conseguiu construir um ambiente calmo durante todos os momentos da aula. Para isto bastou implementar rotinas dentro da sala de aula no início da unidade didática (ex: levantar o braço para os alunos trocarem de estação). (Reflexão de observação, 29 de Janeiro de 2016)
Durante esta observação à aula de Dança, o professor assumiu uma metodologia, que no meu entender foi bastante assertiva. Dada a turma ser constituída por muitos alunos do sexo masculino, o professor realizou uma coreografia bastante simples, criando condições para que o processo de ensino aprendizagem tivesse o sucesso planeado. (Reflexão de observação, 20 de Janeiro de 2016)
Adicionalmente a estas observações de carácter formal, também aconteceram algumas observações informais. Nos períodos que passava na escola a realizar tarefas inerentes ao estágio, acabava por ir observando partes de aulas de alguns professores de EF experientes. Estas observações contribuíram para enriquecer, ainda mais, o meu reportório de metodologias. De referir que as minhas aulas acabei por adotar algumas das estratégias que observei, nomeadamente ao nível do controlo da turma.
Embora o objetivo desta observação tenha sido a metodologia utilizada pelo professor durante a modalidade de Ginástica, nesta aula acabou por sobressair o controlo de turma. Durante esta notou-se as rotinas instituídas pelo professor desde o início do ano letivo (…) bastava que o professor efetuasse um batimento de palmas para que os alunos rodassem no sentido dos ponteiros do relógio. Esta metodologia poderá ser utilizada tanto na minha turma residente como na turma partilhada.
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Em síntese, a observação foi uma das tarefas que considero que tiveram maior pertinência durante este ano de formação. Para além de ter gerado mudanças na minha própria conduta no momento de lecionação das aulas, também estimulou a minha capacidade de refletir sobre a prática.