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Approximation Algorithms for Hard Problems

Dans le document ALGORITHMS and THEORY of COMPUTATION HANDBOOK (Page 179-183)

Advanced Combinatorial Algorithms

7.9 Approximation Algorithms for Hard Problems

Este estudo teve como objetivo analisar a motivação dos alunos para as aulas de Educação Física em função de serem ou não praticantes de desporto fora do contexto escolar e do sexo. Adicionalmente foi analisado se a interação dos fatores prática desportiva e sexo aportam diferenças com significado estatístico nos níveis motivacionais dos alunos para as aulas de Educação Física. Por fim também foi verificado se o sexo é uma variável diferenciadora dos níveis de motivação para as aulas de Educação Física dos alunos que praticam desporto e nos não praticantes. Participaram 187 alunos do ensino secundário de quatro áreas de estudo: Ciências Socioeconómicas, Artes Visuais, Humanidades e Ciências e Tecnologias. Dos 187 alunos, 92 não praticam atividade desportiva extraescolar e os restantes 95 alunos são praticantes. Foi aplicado o continuum de Autodeterminação de Deci e Ryan (2000), traduzido e adaptado para português por Fernandes e Vasconcelos-Raposo. Para a análise dos dados foram utilizados parâmetros descritivos básicos para descrever as várias dimensões do questionário. Para a exploração das variáveis independentes prática desportiva e sexo foi utilizado o T-Teste para medidas independentes. Para analisar a interação entre a prática desportiva e o sexo recorreu-se à análise multivariada e o teste univariado para explorar o sexo em cada nível de prática desportiva (praticantes e não praticantes), com o teste a posterior Bonferroni. O nível de significância foi mantido a p≤0,05. Os Resultados sugerem que existem diferenças significativas nos níveis de motivação para as aulas de Educação Física dos alunos praticantes de atividade desportiva fora do contexto escolar e os não praticantes. Os alunos que praticam atividade desportiva fora do contexto escolar apresentam valores significativamente superiores no que diz respeito à Regulação Identificada, à Regulação Introjeção e à Motivação Intrínseca. Já ao nível da Amotivação os resultados invertem-se, são os praticantes desportivos que apresentam valores estatisticamente inferiores aos não praticantes. Na Regulação Externa não foram encontrados diferenças com significado estatístico. A interação dos

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fatores prática desportiva vs sexo não aporta diferenças com significado estatístico em nenhuma das dimensões da motivação. No que se refere à prática desportiva em função do sexo, as praticantes revelam valores motivacionais superiores às não praticantes para as aulas de Educação Física. Nas restantes dimensões não foram encontrados diferenças significativas.

Palavras-Chave: Motivação; Teoria de Autodeterminação; Educação Física; Prática Desportiva.

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4.6.2. Introdução

A motivação tem sido um tema bastante estudado, na procura de se entender de uma forma mais aprofundada o comportamento humano. A motivação interfere nas atitudes e comportamentos humanos, estando ligados a processos psicológicos como a aprendizagem, o pensamento, a memória, o esquecimento, a perceção, a emoção e a personalidade.

A motivação é uma construção teórica que é usada para explicar o início, a direção, a intensidade e a persistência de um determinado comportamento (Vallerand & Thill, 1993). Segundo Brophy (2013), a motivação corresponde aos “motivos que se constituem como construções hipotéticas usadas para explicar a razão pela qual as pessoas fazem o que fazem.

As questões motivacionais ganham mais relevo quando aplicadas à EF, dado que em concordância Murray (1983) citado por Marante (2008), os níveis alcançados pelos alunos e os seus índices de envolvimento poderão explicar- se através destes fatores motivacionais.

Assim, é possível esperar que os alunos quando estão motivados adotem comportamentos positivos face à disciplina de EF, como o interesse, a concentração e o esforço. Por outro lado, os alunos tendem a desenvolver atitudes menos positivas se apresentarem baixos índices motivacionais (Murcia, Blanco, Galindo, Villorde, & González, 2007).

Teoria da autodeterminação

Segundo Ryan e Deci (2000), a evolução da motivação humana tem em consideração as necessidades psicológicas inatas da autonomia, da competência e do relacionamento interpessoal. É através do cumprimento da satisfação destes três necessidades que se determina o tipo de motivação do indivíduo. Posteriormente podem ser identificados três níveis de motivação para um individuo, organizado no continuum de autodeterminação: amotivação, motivação extrínseca e motivação intrínseca.

Segundo os mesmos autores, a amotivação caracteriza-se como a ausência de motivação. Deste modo, o individuo que se encontra neste nível mais baixo de autodeterminação não encontra razões par realizar uma ação.

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A motivação extrínseca é definida como algo que surge graças a um fator externo ao individuo. Este tipo de motivação pode ser subdividido em vários tipos de regulação, como a externa, a introjeção, a identificada e a integrada. A regulação externa acontece para que seja possível satisfazer as exigências ou pressões externas. Deste modo o individuo realiza determinada ação apenas para escapar a punições ou para o ganho de algum tipo de recompensa. A regulação externa assume-se como a forma menos autodeterminada da motivação extrínseca. A regulação introjeção sugere que a pessoa efetua determinado comportamento para escapar a sentimentos de culpa ou de ansiedade. Pode também associar-se a uma forma de garantir o reconhecimento social. A regulação identificada encontra-se num nível mais autónomo de motivação, visto que o individuo identifica-se com o seu comportamento, dado que tem necessidade de realizar a ação, identificando ainda a sua importância. A regulação integrada assume-se como a mais autodeterminada, dado que os comportamentos passam a fazer parte da identidade da pessoa, estando completamente interiorizados.

Por outro lado, a motivação intrínseca é a motivação mais autodeterminada. Neste tipo de motivação o individuo sente prazer durante a ação, divertindo-se durante a execução da atividade.

Estudos realizados usando a Teoria da Autodeterminação aplicados na vertente da EF corroboram a noção de que as formas mais autodeterminadas de regulação motivacional (Motivação Intrínseca e Regulação Identificada) estão relacionadas com as atitudes e comportamentos mais positivos na disciplina, em que se destacam algumas componentes do foro psicossocial, como o esforço, o empenho e a concentração (Fernández, Vasconcelos- Raposo, Lázaro, & Dosil, 2004). No sentido aposto, os mesmos autores referem que os níveis de autodeterminação mais baixos (regulação externa e amotivação) estão associados a sentimentos como o aborrecimento, a desilusão e a infelicidade, originando atitudes menos positivos em contexto de aula.

Nos estudos realizados por Cox, Smith e Williams (2008) esta teoria é confirmada. Estes autores referem que os indivíduos que possuem níveis de motivação associados a uma maior autodeterminação têm um desenvolvimento superior no que concerne aos efeitos cognitivos, comportamentos positivos e

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afetivos. Estes mesmos níveis associam-se a um maior esforço, dedicação e aproveitamento no decorrer da aula, aumentando ainda as probabilidades de realização de atividade física futuramente, fora do contexto de “sala de aula”.

Motivação e a prática desportiva

A escola é um local de excelência para a visualização de heterogeneidade de vivências e experiências. Desta forma, é fundamental que o professor se prepare devidamente para lidar com todas estas diferenças individuais, procurando perceber a diferença nas motivações dos alunos, no que concerne às aulas de EF consoante o seu nível de prática de desporto federado no exterior da escola.

Os estudos realizados por Goudas, Dermitzaki, e Bagiatis (2001), Koka e Hein (2003) e Viira e Koka (2012) apontam para uma inconstância nos resultados. Dois deles referem que os alunos envolvidos em atividades desportivas extracurriculares apresentam valores superiores de motivação intrínseca, comparativamente aos alunos que não estão envolvidos em qualquer atividade desportiva.

No estudo realizado por Viira e Koka (2012), os alunos que realizavam desporto fora do seio escolar possuíam valores superiores no que concerne à satisfação de necessidades básicas de autonomia, de competência e de relacionamento positivo. Porém, no que alude às motivações, e contrariamente ao que era expectável, estes alunos apresentam valores de regulação externa bastante altos.

4.6.3. Objetivos

Este estudo teve como objetivo analisar a motivação dos alunos para as aulas de EF em função de serem ou não praticantes de desporto fora do contexto escolar e do sexo. Adicionalmente foram definidos os seguintes objetivos específicos:

1. Analisar se a interação dos fatores prática desportiva e sexo aportam diferenças com significado estatístico nos níveis motivacionais dos alunos para as aulas de Educação Física.

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2. Perceber se o sexo é uma variável diferenciadora dos níveis de motivação para as aulas de Educação Física dos alunos que praticam desporto e nos não praticantes.

4.6.4. Participantes

A amostra foi constituída por 187 alunos de quatro áreas de estudo diferentes: Ciências Socioeconómicas, Artes Visuais, Humanidades e Ciências e Tecnologias. Estas turmas pertencem ao ensino secundário, tendo sido selecionados aleatoriamente cerca de 23% dos alunos de cada área de estudo. Assim sendo, foram analisados 30 alunos de Ciências Socioeconómicas (16,05%), 30 alunos de Artes Visuais (16,05%), 50 alunos de Humanidades (26,7%) e 77 alunos de Ciências e Tecnologias (41,2%). Estes alunos pertencem a uma Escola Secundária de Espinho, sendo 96 do sexo feminino (51,3%) e 91 do sexo masculino (48,7%).

Dos 187 alunos, 92 não praticam atividade desportiva (49.2%). Os restantes 95 alunos praticam atividade desportiva foram das aulas de EF (50.8%).

4.6.5. Instrumento

Para este estudo foi utilizado o continuum de Autodeterminação cujos autores foram o Ryan e Deci (2000) num contexto desportivo (EF), traduzido e adaptado para português por Fernandes e Vasconcelos-Raposo (2005). O questionário compreende cinco subescalas, cada uma constituída por quatro itens (MI: motivação intrínseca; MERID: motivação extrínseca regulação identificada; MERIN: motivação extrínseca regulação-introjeção; MERE: motivação extrínseca regulação externa; e AMOT: Amotivação). As respostas foram dadas de acordo com uma escala tipo Likert de 7 pontos, que variava de 1 (discordo plenamente) a 7 (concordo plenamente).

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4.6.6. Procedimentos de recolha

O questionário foi entregue aos alunos no dia 17 de Março. Aquando da entrega do questionário foi referido que a participação era voluntária e anónima, bem como objetivo do estudo e o modo como deveriam responder ao questionário.

Antes da aplicação dos questionários, foram esclarecidas todas as dúvidas que os alunos tinham. Os questionários foram completados em salas de aula, de forma a permitir que existisse um ambiente tranquilo durante o seu preenchimento. O preenchimento teve a duração de cerca de 15 minutos.

Durante este processo, os professores titulares das turmas colaboraram com o estudo, garantindo o rigor necessário durante o preenchimento, evitando o enviesamento dos resultados.

4.6.7. Procedimentos estatísticos

Os dados após recolhidos foram inseridos no Excel e posteriormente exportados para o SPSS, versão 23.0.

Para a análise dos dados foram utilizados parâmetros descritivos básicos para descrever as várias dimensões do questionário. Para a exploração das variáveis independentes prática desportiva e sexo foi utilizado o T-Teste para medidas independentes. Para analisar a interação entre a prática desportiva e o sexo recorreu-se à análise multivariada e o teste univariado para explorar o sexo em cada nível de prática desportiva (praticantes e não praticantes), com o teste a posterior Bonferroni. O nível de significância foi mantido a p≤0,05.

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4.6.8. Resultados

Análise descritiva

Dos 191 alunos que participaram no estudo, os valores mais elevados de motivação foram encontrados numa das dimensões de motivação externa, a Regulação Identificada (5.19). Já no que concerne aos valores médios mais baixos foram encontrados na Amotivação (2.28), indicando que a generalidade dos alunos está motivada para as aulas de EF (Quadro 4).

Quadro 4: Análise descritiva da amostra

N Média Desvio Padrão MERID 191 5,19 1,33 MERE 191 3,41 1,64 MERIN 191 3,39 1,43 MI 191 4,80 1,51 AMOT 191 2,28 1,32 N 191

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Prática desportiva

A análise da Quadro 5 evidencia que existem valores estatisticamente significativos na comparação entre a motivação para as aulas de EF dos praticantes e não praticantes nas regulações mais autodeterminadas da motivação, sendo exemplo disso a Regulação Identificada (p=0,002), a Regulação Introjeção (p=0,001), a Motivação Intrínseca (p=0,001) e a Amotivação (p=0.027).

Na Regulação Identificada (MERID) os valores médios dos praticantes de desporto (5.48) são consideravelmente superiores aos valores dos não praticantes de desporto (4.90), o mesmo acontece na Regulação Introjeção (MERIN) - os valores médios dos praticantes de desporto são superiores (3.73) aos apresentados pelos não praticantes (3.05); na Motivação Intrínseca (MI) - os valores médios dos praticantes de desporto são superiores (5.17) aos apresentados pelos não praticantes (4.42). Já no que concerne à Amotivação (AMOT) os valores médios dos não praticantes são significativamente superiores (2.51) em relação aos encontrados nos praticantes (2.08).

Quadro 5: Prática de Desporto vs Não Prática de Desporto

Prática de Desporto N Média Desvio Padrão P MERID Não 92 4,90 1,32 0,002* Sim 95 5,48 1,24 MERE Não 92 3,51 1,63 0.479 Sim 95 3,34 1,67 MERIN Não 92 3,05 1,30 0.001* Sim 95 3,73 1,49 MI Não 92 4,42 1,46 0.001* Sim 95 5,17 1,47 AMOT Não 92 2,51 1,37 0.027* Sim 95 2,08 1,26

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Sexo

A análise da Quadro 6 evidencia que o sexo não se revelou como uma variável diferenciadora da motivação para as aulas de EF em nenhuma das dimensões em estudo.

Quadro 6: Sexo Masculino vs Sexo Feminino

Sexo N Média Desvio Padrão P MERID Feminino 96 5,09 1,30 0,19 Masculino 91 5,29 1,32 MERE Feminino 96 3,40 1,57 0,24 Masculino 91 3,45 1,74 MERIN Feminino 96 3,17 1,36 0,21 Masculino 91 3,63 1,48 MI Feminino 96 4,56 1,52 0,22 Masculino 91 5,05 1,46 AMOT Feminino 96 2,19 1,19 0,19 Masculino 91 2,40 1,47

Interação prática desportiva vs Sexo

A análise do Quadro 7 evidencia que a Interação entre a prática desportiva e o sexo não se revelou como uma variável diferenciadora da motivação para as aulas de EF.

Quadro 7: Prática desportiva vs Sexo

MERID MERE MERIN MI AMOT

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Prática desportiva em função do sexo

A análise do Gráfico 9 evidencia que na dimensão Regulação Identificada (MERID) existem diferenças com significado estatístico no sexo feminino (p=0.003), as praticantes revelam valores motivacionais superiores às não praticantes para as aulas de EF. Já no sexo masculino a prática desportiva não se revelou uma variável diferenciadora da motivação para as aulas de EF. (Gráfico 9) Os rapazes, quer sejam praticantes ou não, estão motivados para as aulas de EF.

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A análise do Gráfico 10 evidencia que na dimensão Regulação Externa (MERE) não existem diferenças com significado estatístico em nenhum dos sexos, denotando-se que a prática desportiva não se revelou uma variável diferenciadora da motivação para as aulas de EF.

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A análise do Gráfico 11 evidencia que na dimensão Regulação Introjeção (MERIN) não existem diferenças com significado estatístico em nenhum dos sexos, evidenciando que a prática desportiva não se revelou uma variável diferenciadora da motivação para as aulas de EF.

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A análise do Gráfico 12 evidencia que na dimensão Motivação Intrínseca (MI) não existem diferenças com significado estatístico em nenhum dos sexos, revelando que a prática desportiva não se revelou uma variável diferenciadora da motivação para as aulas de EF.

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A análise do Gráfico 13 evidencia que na dimensão Amotivação (AMOT) não existem diferenças com significado estatístico em nenhum dos sexos, denotando-se que a prática desportiva não se revelou uma variável diferenciadora da motivação para as aulas de EF.

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4.6.9. Discussão

Um dos objetivos do estudo consistia em analisar a motivação dos alunos nas aulas de EF em função do seu nível de prática desportiva fora do contexto escolar. De acordo com os resultados, apurou-se que existiram dados significativos ao nível da Regulação Identificada, da Regulação Introjeção, da Motivação Intrínseca e a na Amotivação. Em contraponto, a Regulação Externa não apresenta valores com significado estatístico.

Deste modo, os resultados mostram que os alunos que praticam desporto fora do contexto escolar apresentam valores superiores nas regulações de motivação mais autodeterminadas comparativamente com o grupo oposto. Apenas na Amotivação se verificam valores superiores do grupo dos não praticantes de desporto fora do contexto escolar.

Os resultados estão em concordância com o estudo realizado por Koka e Hein (2003), realizado em 783 alunos (375 rapazes e 408 raparigas). Os autores atrás citados estudaram apenas a motivação intrínseca, concluindo que os alunos que estavam envolvidos em atividade desportiva fora do ambiente escolar apresentavam valores superiores de motivação intrínseca. À semelhança do referido anteriormente, o estudo de Goudas et al. (2001) também mostrou que os alunos que praticavam desporto fora do contexto escolar apresentavam valores superiores no que diz respeito à motivação intrínseca para as aulas de EF.

Por outro lado, os resultados encontrados não estão em concordância com os obtidos por Viira e Koka (2012), que revelaram que não existem diferenças com significado estatístico na comparação entre os dois níveis de prática desportiva.

Contudo, os resultados obtidos neste estudo e os resultados obtidos em estudos similares parecem apontar para a existência de uma relação positiva entre a prática de atividade desportiva fora do contexto escolar e a existência de motivações mais autónomas para as aulas de EF.

Relativamente ao sexo, contrariamente ao expectável, não foram encontrados níveis de motivação significativamente distintos em nenhuma das dimensões da motivação, bem como na interação entre a prática desportiva e o sexo.

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Em cada nível de prática desportiva em função do sexo, foi registado apenas um valor com significado estatístico. Este valor foi encontrado no sexo feminino, na regulação identificada. As praticantes revelam valores motivacionais superiores às não praticantes para as aulas de EF.

4.6.10. Conclusões

Neste estudo é passível de ser concluído que existem diferenças significativas nos níveis de motivação para as aulas de EF dos alunos praticantes de atividade desportiva fora do contexto escolar e os não praticantes. Os alunos que praticam atividade desportiva fora do contexto escolar apresentam valores significativamente superiores no que diz respeito à Regulação Identificada, à Regulação Introjeção e à Motivação Intrínseca. Já ao nível da Amotivação os resultados invertem-se, são os praticantes desportivos que apresentam valores estatisticamente inferiores aos não praticantes. Na Regulação Externa não foram encontrados diferenças com significado estatístico.

A interação dos fatores prática desportiva vs sexo não aporta diferenças com significado estatístico em nenhuma das dimensões da motivação.

No que se refere à prática desportiva em função do sexo, as praticantes revelam valores motivacionais superiores às não praticantes para as aulas de EF. Nas restantes dimensões não foram encontrados diferenças significativas.

Dans le document ALGORITHMS and THEORY of COMPUTATION HANDBOOK (Page 179-183)