Basic Graph Algorithms
6.9 Assorted Topics
O professor durante a prática pedagógica desempenha um infindável número de tarefas. Por conseguinte, a profissão de docente pressupõe que o professor se assuma como um gestor da aula, de modo a potenciar a aprendizagem dos seus alunos.
Neste âmbito, Januário (1996) afirma que “A qualidade e quantidade de experiências formativas oferecidas aos alunos são influenciadas pela forma como o tempo educativo é gerido pelo professor. A capacidade de gestão da aula, aproveitando ao máximo o tempo-programa, minimizando os períodos academicamente não produtivos, maximizando as atividades dos alunos, integrando e ligando com fluidez os vários momentos e atividades da aula, são habilidades técnicas de ensino associadas a um ensino eficaz. (…) Assim, a eficácia do ensino depende muito da capacidade do docente em transformar o tempo de aula em potenciador da aprendizagem, associando-se ainda outro
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fator: o estabelecimento pelo professor de rotinas de gestão, de regras e de expectativas de papéis para a atividade, desde os primeiros dias do ano escolar” (p.107). Ainda sobre esta mesma ideia, Bento (2003) afirma que “a formação dos alunos deve ser realizada em todo o tempo da aula, desde o primeiro até ao último minuto. Não é correta a tendência, constatada no dia-a- dia, de realizar tarefas de formação apenas na parte inicial da aula. Sempre que o professor conduz a parte inicial e final da aula sem objetivos educativos está a agir “formalmente” (revelando-se um seguidor de formalismo) e a desperdiçar tempo.” (p. 107).
Oliveira (2002) menciona a importância das primeiras aulas na organização das mesmas no restante ano letivo. Desta forma, logo na primeira aula foram explanadas as regras essenciais para que a aula decorresse num ambiente propício à lecionação da EF, podendo-se destacar:
Cumprimento de horários – após o toque os alunos tem 5 minutos de tolerância para se apresentarem junto do professor;
Equipamento – obrigatório virem equipados adequadamente para a aula mesmo que estejam dispensados da mesma (podem participar de outra forma – ajudas, arbitrar jogos, etc…);
Proibido o uso de pulseiras, brincos e colares. Os piercings e os brincos pequenos deverão ser tapados com adesivos;
Cabelo comprido deve estar sempre amarrado;
Proibido o uso de pastilha elástica;
Não colocar em perigo a sua e a integridade física do colega (ter cuidado com as bolas que ficam perdidas pelo chão, não andar a atirar bolas pelo ar, não andar aos encontrões);
Estas regras foram implementadas com o objetivo de rentabilizar o tempo de aula, a segurança dos alunos e incrementar aprendizagem. Apesar de este procedimento ter sido adotado logo na primeira aula, alguns alunos demoraram um pouco a atingir os objetivos propostos.
No início desta aula, um grupo de alunas apresentou-se com o cabelo solto. Além disso, uma das alunas apresentou-se com brincos. Dada a situação, expliquei-lhes, uma vez mais, que as regras já tinham sido expostas durante a primeira aula de
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Educação Física. As alunas apressaram-se a apanhar o cabelo e a colocar adesivo nos brincos. (Reflexão de aula, 02 de Outubro de 2015).
Rink (2014) afirma que os professores podem implementar rotinas que promovam o bom funcionamento das aulas nos seus alunos (rotinas pré aula e rotinas de final de aula), levando-os a assumir atitudes responsáveis
Devido a questões de congestionamento de trânsito na cidade, cheguei à escola em cima do ‘toque’ de entrada. Para minha surpresa, quando entrei no ginásio, um grupo considerável dos alunos já tinha os colchões colocados no espaço de aula, permitindo que a aula de Ginástica Acrobática começasse sem atraso. (Reflexão de aula, 20 de Janeiro de 2016).
Os alunos, na parte final da aula, já revelam estar perfeitamente identificados com o processo de autoavaliação. Quando dou por encerrada a parte prática da aula, os alunos dispõem-se à minha frente, tornando possível a realização rápida desta tarefa avaliativa. (Reflexão de aula, 28 de Outubro de 2015).
Ao longo do ano foram discutidas várias estratégias dentro do NE, designadamente para reunir o mais rápido possível com os alunos e para realizar uma mudança de exercício sem perdas de tempo. Ao longo deste ano de formação inicial, a estratégia adotada por mim foi o apito.
Após a conversa dentro do núcleo de estágio para minimizar o tempo despendido entre cada situação de aprendizagem, optei por utilizar o apito. Penso que os alunos reagiram ao estímulo da maneira que eu idealizava. Os alunos não assumiram qualquer tipo de comportamento desviante, estando todos eles com a bola debaixo do braço. (Reflexão de aula, 25 de Novembro de 2015).
Nesta aula, o apito revelou-se fundamental, dado que os alunos estavam bastante dispersos, e muitos estavam fora do campo de Futebol. Desta forma, todos os alunos sabiam que ao som do apito tinham que rodar no sentido dos ponteiros do relógio. (Reflexão de aula, 17 de Fevereiro de 2016).
Além destas regras de reunião e transição foram implementadas outras rotinas de aula, também elas transversais ao restante ano letivo. Deste modo, no circuito de condição física, a opção foi por colocar no chão/parede a
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descrição das tarefas que deveriam ser realizadas pelos alunos. Deste modo, o tempo de instrução reduzia substancialmente, porquanto as imagens funcionavam como processo recordatório.
As condições climatéricas adversas para a prática de Futebol impossibilitaram a realização da aula no campo de Futebol. Deste modo, foi montado um circuito de condição física na bancada do pavilhão. No início da explicação, relembrei aos alunos que a rotação deveria ser realizada no sentido dos ponteiros do relógio. De modo a evitar paragens desnecessárias e conversas laterais, foram afixadas na parede e no chão as imagens do circuito de condição física. Os alunos mostraram-se identificados com todo o processo, existindo um empenho motor dos alunos bastante aceitável. (Reflexão de aula, 8 de Janeiro de 2016).
Não obstante a sistematização de algumas rotinas, houve necessidade de, em determinadas situações, modificar algumas. As alterações, embora necessárias, algumas vezes foram geradoras de alguma confusão entre os alunos, fomentando as conversas paralelas e o atraso no começo das tarefas. O excerto que se segue reporta-se a uma aula de Voleibol, onde numa fase final da aula foram modificadas as situações de jogo de forma a haver diferenciação por níveis (1x1; 2x2; 3x3). Face a não ser habitual este tipo de organização, os alunos demoraram a reagir, pelo que em situações similares o professor deve explicar o exercício de forma bastante clara e concisa, para que a rotação seja realizada de forma célere, aumentado o tempo disponível para a prática.
Quando dei por terminados os jogos de Voleibol, apitei para os alunos trocarem de campo, consoante tivessem alcançado a vitória ou derrota. Os alunos mostraram-se bastante confusos nesta fase da aula, existindo bastante ruido no pavilhão e conversas laterais despropositadas. Desta forma, reuni toda a turma à minha frente e voltei a explicar como se desencadeavam as rotações. Depois desta explicação, os alunos captaram a informação. Futuramente terei que ser capaz de transmitir a informação de forma clara logo no início, para que não seja necessário parar a aula. (Reflexão de aula, 11 de Março de 2016).
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