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Functional Data Structures

Dans le document ALGORITHMS and THEORY of COMPUTATION HANDBOOK (Page 128-137)

Topics in Data Structures

THEOREM 5.13 [97] Either union by size or union by rank in combination with either path splitting or path halving gives both eager and lazy algorithms which run in O( log n/ log log n) amortized time for operation

5.6 Functional Data Structures

Nóvoa (2004), ao referir-se aos alunos que habitam as escolas, dizia o seguinte: “Hoje, este ideal-tipo de aluno desapareceu completamente e temos diante de nós uma diversidade “explosiva”, constituída por alunos de todas as origens; de alunos que querem estar na escola, mas que não têm qualquer intenção de estudar ou de aprender. É difícil tratar um doente que não se quer curar (mas, em certos casos, é possível recorrer à anestesia). É impossível ensinar um aluno que não quer aprender. E para esta situação, nenhum de nós estava verdadeiramente preparado.” (p.4) Esta visão continua bem presente, pelo que no início do ano letivo procurei analisar cada aluno individualmente, procurando perceber as suas origens, o seu percurso académico e desportivo, os seus hábitos de vida e preferências desportivas, bem como identificar possíveis problemas de saúde. Esta ideia é corroborada por Graça (2001) que advoga que “as conceções que os professores possuem acerca dos conteúdos de ensino e acerca dos alunos com quem trabalham refletem-se no modo como pensam e desenvolvem as suas práticas de ensino” (p.110).

Deste modo, no início do ano letivo foi elaborado um inquérito online, sendo solicitado o seu preenchimento pelos alunos da turma que acompanhei - 11º ano da área de Artes -, de forma a obter a informação acerca destas

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componentes e assim preparar de forma mais adequada a minha intervenção com eles, isto é, na procura de ir de encontro às suas necessidade e expectativas.

A turma era constituída predominantemente por alunos do sexo feminino (16), tendo apenas 7 do sexo masculino. Todos os alunos tinham nacionalidade Portuguesa, apesar de um dos alunos também possuir a nacionalidade Brasileira.

Grande parte dos alunos, 14, nasceu em 1999, pelo que estão no ano de ensino correspondente à sua idade. No entanto, 9 alunos nasceram em anos anteriores - 2 alunos nasceram em 1998, 4 alunos em 1997 e 3 alunos em 1996 (Gráfico 1).

Gráfico 1: Número de alunos com Retenção

No inquérito, de forma a aferir o nível socioeconómico dos alunos, foi inquirida a profissão dos pais. Esta questão foi importante, dado que as condições que rodeiam os alunos podem condicionar a sua prestação dentro do contexto de sala de aula. No caso da EF, estes pormenores também foram importantes, dado que as dificuldades económicas podem inviabilizar a compra de equipamentos essenciais para a disciplina. Durante o ano letivo estive atento a todos estes fatores para que estes eventuais problemas nunca afetassem o rendimento dos alunos.

Depois de analisados os dados, esta turma apresentava um espectro muito grande ao nível das habilitações dos pais, desde o 2º ciclo do ensino básico, até ao grau de mestre, apresentando níveis de heterogeneidade

14 9

Repetentes vs Não

Repetentes

Não Repetentes Repetentes

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bastante marcados, não existindo um perfil dominante em relação ao nível socioeconómico.

Deste modo, tal como evidenciado no Gráfico 2, dos 23 alunos, existiam 7 encarregados de educação que possuíam o ensino secundário, 7 encarregados de educação que possuíam o 3º ciclo do ensino básico e 3 o 2º ciclo do ensino básico. Existiam ainda 6 encarregados de educação que possuíam formação superior dos quais 2 possuíam o grau de mestre.

Gráfico 2: Habilitações do Encarregado de Educação

Uma grande parte dos alunos (12) utilizava o carro como meio de transporte preferencial para se deslocarem para a escola. Os restantes alunos utilizavam o carro e o Comboio (8). 3 alunos deslocavam-se pelo próprio pé de casa até à escola (Gráfico 3).

Durante o ano letivo o meio de transporte não foi motivo para que os alunos chegassem recorrentemente atrasados às aulas. Durante todo o ano letivo tive uma atenção redobrada com os alunos que utilizavam o autocarro, dado que por vezes, este meio de transporte apresentava ligeiros atrasos.

Em relação aos alunos que se deslocam pelo seu próprio pé, ao longo do ano promovi que saíssem antecipadamente de casa de modo a serem pontuais. 0 3 7 7 4 2

Habilitações do Encarregado

Educação

1º ciclo 2º ciclo 3º Ciclo Ensino Secundário Licenciatura Mestrado

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Gráfico 3: Meio de Transporte Casa-Escola-Casa

Em termos de tempo despendido em viagens (Gráfico 4), grande parte dos alunos gastava menos de 20 minutos a chegar ao estabelecimento de ensino (18 alunos). Os restantes (5 alunos) despendiam mais de 20 minutos. A turma durante o ano letivo não apresentou problemas recorrentes no que concerne à pontualidade, já que o percurso entre a casa e a escola era relativamente curto.

Gráfico 4: Tempo de Viagem entre Casa e a Escola

A turma, na sua grande maioria, não apresentava problemas de saúde. Dos 5 alunos que apresentavam problemas, 3 eram de natureza respiratória, associados à asma, 1 aluno com problemas renais e outro aluno com Síndrome de Klippel Trenaunay6 (Gráfico 5).

6

A Síndrome de Klippel-Trenaunay-Weber é uma rara patologia congénita que afeta vasos linfáticos e sanguíneos não permitindo sua correta formação.

12 8 3

Meio de Transporte

Carro Transportes Públicos A pé 7 11 3 2

Tempo Viagem

Menos de 10m Entre 10m e 20m Entre 20m e 30m Mais de 30m

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Deste modo, ao longo do ano letivo tive algum cuidado com os alunos portadores de dificuldades respiratórias, principalmente quando as aulas eram realizadas no exterior (níveis de humidade superiores).

Em relação ao aluno com problemas renais, permiti que este pudesse ir à casa de banho durante o período de aulas. Porém, este problema não era recorrente e raramente foi necessária esta intervenção.

No que diz respeito ao aluno com o Síndrome de Klippel Trenaunay tive algum cuidado na planificação das aulas. Deste modo, o aluno devido a alguma incapacidade num dos membros inferiores, nem sempre conseguia cumprir algumas atividades de aquecimento e alongamento. Na modalidade de Judo, onde era requerida maior disponibilidade motora nos membros inferiores, alguns dos exercícios foram ajustados para que o aluno pudesse participar ativamente na aula. Nas restantes modalidades não foi necessária intervenção, dado que esta síndrome não afetou o aluno em questão.

Gráfico 5: Problemas de Saúde

A prática desportiva federada ocorria apenas em 4 alunos: 2 praticavam karaté, 1 voleibol e 1 aluno natação sincronizada. Face a este quadro, considerei que poderia estimular estes alunos que praticavam desporto federado a cooperarem com os seus colegas de turma durante as modalidades de Luta e de Voleibol. A aluna que pratica Natação Sincronizada foi um importante contributo para os seus colegas nas modalidades de Dança ou Ginástica Acrobática, dada a semelhança que envolve as diversas modalidades.

Porém, os níveis de prática desportiva fora da escola são relativamente baixos (Gráfico 6). Pode-se concluir que a disciplina de EF foi, para alguns

5

18

Problemas de Saúde

Sim Não

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alunos, o único momento da semana em que praticavam desporto. Desta forma, as aulas de EF foram construídas de modo a que o empenhamento motor dos alunos estivesse garantido.

Gráfico 6: Alunos que praticam desporto Federado

Grande parte dos alunos assume que fumava raramente (13). Ao longo deste ano letivo a disciplina de EF desempenhou um papel importante para que os alunos não optassem pela adoção deste tipo de comportamentos. Relativamente ao álcool, existiam apenas 2 casos que consomem raramente. Face a esta realidade, o tratamento deste tema não foi abordado durante as aulas de EF (Gráfico 7).

Gráfico 7: Consumo de Tabaco e Álcool 4 19

Desporto Federado

Sim Não 10 13 0 21 2 0 0 5 10 15 20 25

Consumo Tabaco e Álcool

Nunca fumei Raramente fumo Sempre Nunca bebi Raramente bebi Sempre

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Atendendo ao Programa Nacional de Educação Física (PNEF), “ nos 11º e 12º anos de escolaridade, admite-se um regime de opções no seio da escola, entre as turmas do mesmo horário, de modo que cada aluno possa aperfeiçoar- se nas seguintes matérias (conforme os objetivos gerais): duas de Jogos Coletivos, uma de Ginástica ou uma de Atletismo, Dança e duas das restantes.” Deste modo, no início do ano letivo os alunos escolheram as modalidades que iriam ser lecionadas.

Penso que esta é uma boa estratégia seguida pelo Ministério da Educação, visto que os alunos já se encontram no Ensino Secundário (11º ano), sendo importante promover a autonomia no momento da escolha das modalidades. Através desta medida, os alunos poderão frequentar as aulas de EF com maiores índices de motivação, dado que estão a praticar algo que foi escolhido por eles.

Esta medida possibilita que os alunos evoluam nas modalidades escolhidas, dado que terão mais tempo para a sua exercitação. Acresce, que também possibilita que o professor aprofunde as matérias, algo que não se torna plausível em anos anteriores em que é necessário lecionar um número muito elevado de modalidades.

Os níveis de exigência adotados pelos professores durante as aulas de EF também serão maiores, dado que existirão um maior número de aulas para trabalhar um determinado conteúdo.

Os desportos coletivos escolhidos pela minha turma foram o Futebol e o Basquetebol (Gráfico 8). Também foi realizada uma pequena unidade didática de Voleibol, dado que as questões do roulement da escola assim o obrigaram.

Relativamente ao “confronto” entre o atletismo e a Ginástica Acrobática, foi a última que viria a ganhar o duelo por larga margem.

No que diz respeito à escolha das “duas restantes”, a opção dos alunos recaiu na modalidade de Luta e de Badminton, ficando as modalidades de Orientação e Jogos Tradicionais fora das escolhas.

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Gráfico 8: Escolha das modalidades por parte dos alunos

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