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MONSEIGNEUR BESSON

Dans le document JITRENNES PRIX: 1 Pr. 50 (Page 93-99)

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MONSEIGNEUR BESSON

De forma a sermos sucintos e não nos estendermos iremos aqui dar dois exemplos a cada um dos quatro recursos em análise, sendo que será aleatória a área curricular a ser apresentada.

3.2.1. A Imagem

Neste primeiro exemplo apresentamos o que tivemos oportunidade de explorar na área curricular de Ciências da Natureza. No contexto de abordar os níveis de organização biológica optamos por apresentar aos alunos uma tabela com imagens elucidativas destes mesmos níveis.

Assim, deste modo os alunos puderam aprender e compreender melhor os conceitos através de imagens, com a utilização do sentido visual. Apresentamos desde a célula até ao organismo, tanto nas espécies animais como as vegetais, permitindo assim aos alunos fazer uma associação de que várias células em conjunto formam um outro nível de organização biológica, e assim sucessivamente.

Tal como já referido por Ferreira (1975) os alunos aprendem 83% através do uso da visão. Isto em simultâneo com a audição, sendo que utilizamos as imagens para nos

Figura 6 Ilustração de diapositivo de PowerPoint utilizado em contexto de Prática de Ensino Supervisionada.

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expressarmos verbalmente na sala de aula acerca do conteúdo, permite-nos aferir que segundo o mesmo estudo os alunos nas primeiras 3 horas após a lecionação retiveram cerca de 85% da informação e que após 3 dias retinham ainda cerca de 65% da informação.

A aula com a atividade em questão realizou-se no dia 27 de abril de 2015 e a Planificação da mesma segue em Apêndice n.º 4. O recurso multimédia, PowerPoint, utilizado segue em Apêndice n.º 04 do CD-ROM.

Figura 7 Ilustração de diapositivo de PowerPoint utilizado em contexto de Prática de Ensino Supervisionada.

Como segundo exemplo apresentamos uma metodologia por várias vezes utilizada nas aulas de História e Geografia de Portugal.

Nestas aulas tivemos oportunidade de lecionar as Invasões Napoleónicas. Como tal, e dado se tratar de um tema que envolvia bastantes personagens históricas, trajetos percorridos e confrontos travados por estas, optamos por apresentar um mapa e através desse mapa depois apresentar por imagens, passa a passo, as trajetórias das personagens e os vários momentos e obstáculos com que estas se depararam. Para o efeito utilizamos como recurso o PowerPoint que nos permitiu criar animações para que as imagens das personagens se movimentassem pelo mapa e nos dessem indicações do que acontecera naquele local.

Deste modo fora possível ensinar História de Portugal com recurso a uma história ilustrada. Esta forma de abordagem tinha como objetivos principais simplificar e

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melhorar a aprendizagem dos alunos e, ao mesmo tempo, cativar a sua atenção e interesse.

Assim, através desta abordagem conseguimos ir ao encontro do que nos fora dito por Didi-Huberman (2003), de que para se saber há que se imaginar, representando visualmente ideias e conceitos.

A aula com a atividade em questão realizou-se no dia 27 de novembro de 2014 e a Planificação da mesma segue em Apêndice n.º 5. O recurso multimédia, PowerPoint, utilizado segue em Apêndice n.º 05 do CD-ROM.

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3.2.2. O Vídeo

No decurso das aulas de Português foi apresentado O Conto dos Três Irmãos da autoria de J. K. Rowling.

Dado se tratar de um texto extenso e com grande potencial para análise a nível de interpretação e vocabulário, de modo a que pudéssemos cativar os alunos após leitura do texto e discussão acerca do mesmo, optamos por apresentar uma animação presente no filme Harry Potter e os Talismãs da Morte – Parte I, onde está presente uma leitura com animação deste mesmo conto a que nos referimos.

Para além de cativar os alunos conseguimos colmatar dúvidas que pudessem existir acerca do texto analisado, pois através do vídeo os alunos puderam ter uma outra visão da história em estudo. Ainda nos permitiu que de certo modo a história que até então tinha apenas sido lida e interpretada oralmente ganhasse vida, permitindo-nos fugir um pouco da rotina de leitura de textos sem qualquer outro suporte.

Fomos ao encontro das emoções através do audiovisual que despertou a atenção e interesse dos alunos, tal como nos fora referido por Almenara (2007).

A aula com a atividade em questão realizou-se no dia 12 de março de 2015 e a Planificação da mesma segue em Apêndice n.º 6. O recurso multimédia, PowerPoint, utilizado segue em Apêndice n.º 06 do CD-ROM.

Figura 8 Ilustração de diapositivo de PowerPoint utilizado em contexto de Prática de Ensino Supervisionada.

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No seguimento das aulas de Matemática e no estudo dos sólidos geométricos planeamos uma aula dedicada à descoberta da construção de sólidos geométricos, a partir das suas planificações e da análise das mesmas.

Para o efeito entregamos aos alunos planificações de vários sólidos e permitimos que os alunos construíssem a partir dessas planificações os respetivos sólidos, permitindo assim que estes se sentissem mais envolvidos na descoberta do conteúdo.

Após a construção dos sólidos, e de forma a articular com conteúdos abordados anteriormente, colocamos algumas questões acerca das sua classificação (pirâmides ou prismas) ou do número de faces, arestas e vértices. Indo ao encontro dos objetivos da aula questionamos acerca das figuras utilizadas para a construção dos sólidos e acerca da planificação utilizada.

Após esta fase, e em forma de síntese, apresentamos um vídeo para cada um dos sólidos em análise onde através de animações tridimensionais pudemos observar como se construíam estes sólidos e de como era possível haver mais que uma planificação possível para a construção do mesmo sólido.

Deste modo planeamos de forma a cativar os alunos, depois a questionar e avaliar e, posteriormente, com recurso ao vídeo, de sintetizar e consolidar conceitos.

Permitimos assim, que segundo o estudo de Ferreira (1975) os alunos retivessem 50% através do audiovisual, e através disto em complemento com o terem realizado tarefas, 90%.

Figura 9 Ilustração de diapositivo de PowerPoint utilizado em contexto de Prática de Ensino Supervisionada.

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A aula com a atividade em questão realizou-se no dia 07 de janeiro de 2015 e a Planificação da mesma segue em Apêndice n.º 7. O recurso multimédia, PowerPoint, utilizado segue em Apêndice n.º 07 do CD-ROM.

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3.2.3. O Jogo

Numa das aulas de Ciências da Natureza foi apresentada a evolução do microscópio ótico e a importância da tecnologia e do microscópio eletrónico.

Como forma de consolidação e revisão de conceitos, e após a apresentação e discussão destes conteúdos com os alunos apresentamos a proposta de jogo “Quem Quer Ser Cientista?” com base na técnica de avaliação formativa “Cabeças Numeradas Juntas” de Lopes e Silva (2012).

A opção pela realização de um jogo teve a ver com o facto de se tratar de uma aula com conteúdos demasiado teóricos, e ao contrário do que era normal nas aulas de Ciências da Natureza, havia a necessidade de cativar e envolver os alunos.

O jogo consistiu em formar grupos de alunos e numerar cada um dos grupos e dentro de cada grupo numerar os elementos do mesmo. Posto isto era lançada uma questão a determinada cabeça numerada de um determinado grupo. Se essa pessoa respondesse acertadamente dentro do tempo delimitado eram dados dois pontos ao grupo, se não soubesse poderia discutir qual seria a resposta com os restantes membros do grupo, sendo que novamente se respondesse acertadamente dentro do período de tempo delimitado o grupo ganharia agora um ponto.

Podemos assim tirar proveito para desenvolver a autonomia, espírito de equipa e cooperação e ainda originar um clima competitivo saudável tal como nos fora sugerido

Figura 10 Ilustração de diapositivo de PowerPoint utilizado em contexto de Prática de Ensino Supervisionada.

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por Lopes (1991) permitindo uma aprendizagem significativa daquilo que à partida seria um conteúdo programático de mais relutância por parte dos alunos.

A aula com a atividade em questão realizou-se no dia 13 de abril de 2015 e a Planificação da mesma segue em Apêndice n.º 8. O recurso multimédia, PowerPoint, utilizado segue em Apêndice n.º 08 do CD-ROM.

No âmbito das aulas de Matemática os alunos tinham a rotina de no final das aulas realizarem cálculo mental por questionamento com o professor.

Decidimos assim elevar esta prática a um nível de jogo de modo a envolver ainda mais os alunos nesta prática, que era por eles muito acarinhada, e de modo a manterem o seu gosto pelo cálculo como sendo um desafio.

Para o efeito realizamos uma atividade que dispunha de uma apresentação com múltiplas imagens de carros. Cada imagem tinha a duração de 8 segundos, sendo que chegando a estes a apresentação dava sinal auditivo aos alunos de que surgiria nova imagem, e neste tempo dado eles deveriam anotar numa folha de registo, previamente distribuída, os dois números presentes nas matrículas dos carros e realizar a sua soma.

Posteriormente a folha de registo era corrigida e entregue aos alunos para verificarem os seus resultados.

Figura 11 Ilustração de diapositivo de PowerPoint utilizado em contexto de Prática de Ensino Supervisionada.

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Este exercício ao longo da prática letiva prolongou-se em outras aulas e com outras variantes, como o de registar o maior número da matrícula e a este subtrair o menor número, ou o de os alunos disporem de menos tempo para realizar o cálculo.

Assim os alunos puderam aceder a uma atividade de cálculo mental que os desafiou e gerou bastante envolvimento e além de que puderam acompanhar o seu progresso através da entrega das folhas de registo devidamente corrigidas e cotadas.

Comprovamos assim a tese de Brougére (1998) de que com o jogo se educa e se aprende através de exercícios que recreiam.

A aula com a atividade em questão realizou-se no dia 07 de janeiro de 2015 e a Planificação da mesma segue em Apêndice n.º 7. O recurso multimédia, PowerPoint, utilizado segue em Apêndice n.º 09 do CD-ROM.

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3.2.4. O Blogue

No seguimento das aulas de História e Geografia de Portugal apresentamos aos alunos um Blogue dedicado à turma de forma a ajudá-los a consultar fontes de estudo e consulta fora da sala de aula.

Para o efeito foram publicados vídeos elucidativos para melhor compreensão de conceitos e conteúdos, vídeos síntese com imagens, animações e árvores genealógicas para melhor compreensão dos graus de parentesco e sucessões e ainda exercícios para praticar e testar conhecimentos e textos para consulta e para complementar conhecimentos.

Os alunos puderam assim usufruir de uma fonte segura para consulta de estudo e sentindo-se mais motivados para a pesquisa dado tratar-se de um Blogue dedicado a eles e aos conteúdos que eram abordados.

Com o Blogue os alunos tiveram assim a oportunidade de autonomamente desafiarem os seus conhecimentos desenvolvendo a sua autoavaliação do processo tal como nos tinha sido indicado anteriormente por Coutinho (2005) e Gomes (2006), além de que se tornava ainda segundo Barbosa (2004) uma forma de ensino à distância.

O referido Blogue pode ser consultado em http://hgportugal6ano.blogspot.pt/ .

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CAPÍTULO IV

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