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Mesure du niveau d’expression en ARN m par RT-PCR

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O estágio da primeira mamada teórica corresponde ao primeiro estágio do processo de amadurecimento humano. Winnicott refere-se à seqüência das primeiras experiências vividas pelo bebê nas quais a amamentação é a experiência principal. Esse estágio ocupa aproximadamente os três ou quatro primeiros meses de vida do lactente e coincide com seu estado de dependência absoluta da mãe, e esta, por sua vez, se for suficientemente boa, irá se adaptar de forma absoluta às necessidades do bebê. Quando essa adaptação é praticamente total, o ambiente e seus objetos são subjetivamente concebidos pelo bebê. Neste sentido, a mãe é, ao mesmo tempo, objeto a ser encontrado e ambiente.

Considerando que logo após o nascimento o bebê necessita de um período de adaptação às suas novas condições de vida, Winnicott coloca que as experiências que se seguem nessa fase levam em conta a capacidade de adaptação de cada bebê e da própria mãe. A variação na capacidade de amamentar das mães depende de sua própria psicologia, de sua própria história, e o estado físico de seus seios e mamilos pode ser inteiramente levado em conta e, ainda assim, dificilmente dois bebês se encontram em estados semelhantes quando finalmente a mãe e o bebê começam a se relacionar.

A mãe que está atenta às necessidades de seu bebê consegue identificar o momento em que ele está preparado para buscar o contato. A necessidade de contato não significa necessariamente que ele esteja à procura de alimento. Embora o momento da amamentação seja uma oportunidade de contato entre a mãe e o seu bebê. A mãe sensível descobre o momento em que o bebê busca algo em algum lugar, e sem ser invasiva cria as condições para a primeira mamada teórica.

A experiência da amamentação, nesse momento, é uma realização concreta, mas o tema central não é a alimentação em si. Isto não corresponde ao que Winnicott acredita ser essencial para esse estágio, que é a experiência emocional do par mãe-bebê e o foco de atenção será a tarefa a ser executada pela mãe enquanto provisão ambiental. Aqui, a preocupação se concentra na qualidade de contato humano da mãe, na forma como maneja o seu bebê.

Winnicot ainda afirma que, no momento em que oferece o seio ao bebê, a mãe demonstra sua capacidade de preocupação, e para que essa experiência ocorra satisfatoriamente é necessário que haja um ambiente favorável. O ambiente favorável é aquele em que o bebê se encontra na posição de estar criando o mundo.

Nesse estágio, o bebê não sabe ainda que os seios fazem parte da mãe. E quando é tocado pelo seio materno, não faz idéia que as sensações agradáveis que sente advêm da mãe que o alimenta ou da pele materna. Se o resultado desse contato for ao encontro daquilo que o bebê espera, possivelmente a mãe estará simplificando em muito a sua tarefa.

No entanto, a primeira mamada teórica ocorre quando o bebê se encontra em um estado de crescente tensão instintiva. Esse é o momento em que o bebê desenvolve uma expectativa, um estado em que se sente preparado para encontrar algo em algum lugar, mas não se dá conta do que o está esperando. Porém, no momento oportuno a mãe oferece-lhe o seio, ocorrência essa que torna possível para o bebê ter a ilusão de que o seio, e aquilo que o seio significa são imagens criadas por ele. A mãe, por adaptar-se quase completamente ao bebê, proporciona a este a possibilidade de ter a ilusão de que o seio é uma parte dele. Fazendo uso das palavras de Winnicott:

O seio é criado e recriado pelo bebê repetidas vezes pela capacidade que tem de amar ou pode-se dizer pela necessidade. Desenvolve-se nele um fenômeno subjetivo, que chamamos "seio da mãe". A mãe coloca o seio real exatamente onde o bebê está pronto para criá-lo, e no momento exato. (Winnicott 1953c [1951], p.26).

Numa posição de onipotência, o bebê crê que o mundo foi criado por ele, concebe a idéia de que algo satisfaz a sua necessidade instintiva, mama num seio que é parte dele mesmo, e a mãe dá leite a um bebê que é parte dela mesma. Nisso está a perspectiva de que o bebê não sabe

da existência de uma mãe, pois esta se coloca à sua disposição, tornando-se para ele um objeto subjetivo, e através da amamentação, as alucinações passam a ser algo real.

Promovendo uma amamentação de acordo com o que o bebê precisa, a mãe suficientemente boa possibilita a ele ser criador de seu próprio mundo, deixando-lhe a ilusão de ter criado os objetos externos. Permite, assim, que ele viva a experiência de onipotência, necessária nesse início, onde cria a concepção de uma realidade externa, importante passo rumo ao desenvolvimento saudável.

De outra parte, na seqüência da experiência da primeira mamada teórica, está a mãe, que também espera ser descoberta. Após atravessar a experiência do parto, a mãe tem ainda à sua frente uma tarefa árdua e precisa também estar dotada de um tipo de potência especial.

De um modo ou de outro, ela consegue estar pronta com o potencial de excitação que em algum momento resultará na produção de leite. Não se espera que ela seja perfeitamente pontual em sua adaptação nesse instante. Felizmente o bebê não precisa de um padrão de comportamento rígido. Se tudo vai bem, o bebê estará pronto para descobrir o mamilo, e isso em si mesmo é um tremendo acontecimento, independentemente do ato de mamar (Winnicott 1988, p.123).

Para essa mãe, é também relevante que o bebê descubra o seu seio. Quanto ao par mãe- bebê, nessa etapa inicial Winnicott também ressalta que, para o sucesso do relacionamento entre ambos, precisa haver certas condições, já nas maternidades. O que se observa, em geral, é que as pessoas empenhadas no cuidado dessa dupla mãe-bebê nem sempre estão prontas para um apoio adequado a essa etapa precoce da vida do bebê e para assistência às mães nas primeiras semanas após o parto. Outras vezes essas pessoas são competentes e dóceis, mas tendem a assumir a responsabilidade que seria da mãe, inclusive tomando a iniciativa de forçar o bebê em direção ao seio materno. Frente a isto, Winnicott propõe que os médicos e as enfermeiras especializadas devem procurar uma orientação para esse aspecto físico do problema, evitando que algum procedimento possa perturbar o delicado mecanismo das crescentes relações entre mãe e filho.

Winnicott sugere também que os profissionais das maternidades poderão tornar o trabalho de parto mais seguro, ajudando a mãe, num momento em que se encontra cansada,

dando-lhe segurança e condições para que ela possa colocar o máximo de sua sensibilidade na tarefa da maternagem, pois nesse momento,

o que a mãe necessita é da chance de ser natural e de encontrar o seu caminho junto com o bebê, da mesma forma como outras mães encontraram os seus próprios caminhos desde o alvorecer da história humana a até mesmo antes da evolução do homem a partir dos mamíferos (Winnicott 1988, p.125).

Das palavras do autor fica-nos a lição: quando a mãe e o bebê estão bem, o relacionamento pode se estabelecer em poucos momentos. Mas, quando existe uma dificuldade, a mãe e o bebê podem levar muito tempo até conseguirem se entender mutuamente, e freqüentemente acontece que a mãe e o bebê falhem desde o princípio, e assim sofram (ambos) as conseqüências dessa falha por muitos anos, e às vezes para sempre. Portanto, o protótipo da experiência da primeira mamada teórica será possivelmente o modelo para os relacionamentos futuros do bebê.

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