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3. ÉTUDE DE CAS N°2. CONTAMINATION DE L’EAU DANS LA RÉGION DE

3.3 Méthode de communication

A etapa 2 consistiu da análise das características urbanísticas das áreas de estudo. Foram utilizados mapas da base cartográfica da cidade de Salvador (CONDER, 2010), imagens de satélite do Google, programas de CAD e observações in loco. Foi utilizada, ainda, a Lei de Ordenamento, Uso e Ocupação do Solo de Salvador – LOUOS (PREFEITURA DE SALVADOR, 2001), para comparar os índices urbanísticos definidos pela legislação para as áreas estudadas com os valores encontrados.

Em cada área de estudo foi delimitado um círculo com 100 metros de raio, em torno de um ponto de referência, tendo como critério de escolha a representatividade do padrão de ocupação do seu entorno em relação à área de estudo respectiva. Foi considerada também a facilidade de acesso para realização do estudo, bem como a posição dos mesmos em relação à orla marítima, buscando-se uma distância equivalente para os dois pontos.

Nas áreas delimitadas, foram realizados os levantamentos das variáveis urbanísticas e os pontos de referência foram utilizados, posteriormente, como base para medições das variáveis climáticas.

Após a descrição das características de cada área, foi elaborada a máscara de sombra10 e calculado o Fator de Visão de Céu (FVC)11 de cada área, tendo como base o ponto definido para medição das variáveis climáticas. O cálculo do FVC possibilitou a análise da obstrução do céu em ambos os espaços.As máscaras de sombra e o cálculo do FVC foram feitos a partir de processos geométricos.

Posteriormente, durante a realização das primeiras medições das variáveis climáticas, foram feitas fotografias nos locais das medições, para ilustrar a visão de céu nesses pontos e permitir uma comparação com o traçado das máscaras de sombra. As imagens foram capturadas com uma máquina Marca Canon, modelo EOS Mark II 5D, com lente EF8 - 16mm, fisheye, full frame.

Em seguida, foram realizados os levantamentos dos índices urbanísticos de cada área delimitada, utilizando o programa AutoCAD, imagens de satélite e observações in loco.

Descreve-se, a seguir, os índices levantados em cada área, relativos aos lotes, e os respectivos procedimentos de cálculo:

a) Área do lote, Área ocupada e Área permeável (m²):

Para o cálculo dessas áreas foi utilizado o programa AutoCAD, tendo como base os mapas da Base SICAR, mapas digitais, imagens do Google e observações locais.

A Área Ocupada corresponde à projeção horizontal da construção sobre o terreno. b) Índice de Ocupação – IO (%):

O índice de ocupação foi calculado através da seguinte fórmula:

10

Máscara de sombra é a representação gráfica dos obstáculos que impedem a visão da abóbada celeste por parte de um observador localizado em um dado ponto. (BITTENCOURT, 2004: p. 45).

11 Sky View Factor- SVF (fator de visão de céu) é um parâmetro adimensional que representa a relação entre a

IO (%) = (Área ocupada / Área d lote) x 100 c) Gabarito das edificações:

O Gabarito das Edificações corresponde ao número de pavimentos das edificações. Foi obtido através de observações no local.

d) Área construída – AC (m²):

A área construída de cada edificação foi obtida através da multiplicação da área ocupada pelo número de pavimentos.

AC (m²) = (Área ocupada x Nº de pavimentos) e) Índice de Utilização – IU (adimensional):

O Índice de Utilização foi calculado com o uso da seguinte fórmula: IU = Área construída / Área do Lote.

f) Volume Construído – VC (m³):

O Volume Construído foi obtido através do seguinte cálculo: VC = Área Ocupada x Gabarito x 3,00

g) Área Pavimentada – (m²):

A Área Pavimentada foi obtida subtraindo-se a Área ocupada e a Área permeável da Área do lote.

h) Índice de Permeabilidade – IP (%):

O Índice de Permeabilidade foi calculado através da seguinte fórmula: IP = (Área Permeável / Área do Lote) x 100

i) Recuos das edificações (m):

Os recuos das edificações foram calculados através do programa AutoCAD, tendo como base os mapas da Base SICAR, mapas digitais e imagens do Google.

j) Presença de árvores:

Quanto ao número de árvores, foram contados nos locais. Não foram calculadas as áreas correspondentes.

Com os dados levantados, foram calculados os valores máximo, médio e mínimo de cada item, considerando cada lote separadamente. Na sequência, foram calculadas as médias de cada índice, considerando a área total.

Os índices calculados, relativos à área total analisada, e seus respectivos procedimentos de cálculo serão descritos a seguir:

a) Área Total (m²):

Corresponde à área do círculo de raio 100 metros, que é igual a 31.416 m². b) Área Total dos Lotes (m²):

Corresponde ao somatório das áreas dos lotes inscritos em cada área. c) Área Total Ocupada (m²):

Corresponde ao somatório das áreas ocupadas dos lotes inscritos em cada área. d) Índice de Ocupação – IO (%):

O índice de ocupação foi calculado utilizando-se a expressão a seguir: IO (%) = ( Áreas Ocupadas / Áreas dos Lotes) x 100

e) Área Total Construída (m²):

Corresponde ao somatório das áreas construídas dos lotes inscritos em cada área. f) Área Total Permeável (m²):

Corresponde ao somatório das áreas permeáveis dos lotes inscritos em cada área. g) Índice de Permeabilidade – IP (%):

O Índice de Permeabilidade foi calculado através da seguinte expressão: IP (%) = ( Áreas Permeáveis / Áreas dos Lotes) x 100

h) Densidade Construída – DC (adimensional): DC = Área Total Construída / Área Total

Os índices calculados foram comparados com os índices constantes na Lei de Ordenamento do Uso e Ocupação do Solo – LOUOS, do município de Salvador, para verificar a conformidade das áreas com a legislação, pois a observação in loco parecem indicar que ambos os sítios não obedecem à legislação, apresentando condições desfavoráveis em relação a esta. Os resultados da comparação serão apresentados no capítulo 4 e a discussão destes, no capítulo 5.

Vale ressaltar que no Nordeste de Amaralina, houve dificuldades em realizar o estudo em todo o círculo delimitado, por conter locais de acesso restrito, em termos de segurança. Assim, foram levantadas em todo o círculo, as variáveis relativas a: área dos lotes, área de

ocupação e índice de ocupação. Para o cálculo das demais variáveis foi delimitado um quarteirão dentro do círculo, o qual contém o local definido para as medições das variáveis climáticas.

Este procedimento não alterou os resultados do trabalho, uma vez que se trata de uma área muito homogênea.