Avoid using null passwords whenever possible
N. N/M — Where N is the IP address range and M is the bitmask
3.2. Data in Motion
3.2.4. LUKS Disk Encryption
O período que sucede à Segunda Guerra Mundial é marcado pela acomodação das forças políticas em um mundo bipolar. A Europa arrasada cede espaço para a emergência de forças que engendraram a Guerra Fria. De um lado os EUA e de outro a URSS.
44 Já na década de 1960, os EUA começam a arquitetar as formas de relação com outros países, centradas no uso da informação (cultura) e da tecnologia (infra- estrutura) para assegurar a supremacia. A nova situação tecnoeletrônica força a redefinição do caráter das relações que os Estados Unidos mantêm com o resto do mundo.
Os termos “imperialismo” e “Pax americana” não conseguem mais dar conta das novas relações “complexas, íntimas e porosas” e de uma “influência” que é “quase invisível”. A sociedade americana fica cada vez mais difícil de limitar em função de suas fronteiras econômicas e culturais. Os Estados Unidos se tornaram a “primeira sociedade global da história”. Eles prefiguram a “sociedade global” em escala mundial. (MATTELART, 2002, p. 102)
Não foi despropositada a estratégia dos Estados nacionais na gestação de políticas para a SI, conforme aponta CASTELLS.
(...) foi o Estado, e não o empreendedor de inovações em garagens, que iniciou a revolução da tecnologia da informação tanto nos Estados Unidos como em todo o mundo. (...) Na realidade é nessa interface entre os
programas de macropesquisa e grandes mercados desenvolvidos pelos governos, por um lado, e a inovação descentralizada23 estimulada por uma cultura de
criatividade tecnológica e por modelos de sucessos pessoais rápidos, por outro, que as novas tecnologias da informação prosperam (2000, p. 77).
Estamos falando do Estado intervencionista casado com o capitalismo financeiro, que a partir do pós-guerra vai passando de Estado nacional a “Estado globalizado”. A rede que primeiro se monta é a rede de multinacionais, a partir das quais é necessário e possível tornar operante a rede informacional. Uma das necessidades criadas na multinacionalização é a necessidade de conhecimento dos
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modus operandi empresariais, tanto no setor produtivo (como operar as máquinas)
quanto no gerencial (como organizar o trabalho).
As tecnologias da informação e comunicação são vistas como um instrumento importante para o impulso dos países em vários setores, entre eles o econômico e o social. Com o domínio das TIC todos os setores de uma sociedade podem ser beneficiados. MATTELART aponta os indícios da interdependência da sociedade contemporânea da informação como organização do conhecimento ao afirmar que
da literatura oral e da figuração em geral aos cartões perfurados e à memória eletrônica, o “antropiano” foi progressivamente conduzido a delegar aos artefatos, a órgãos artificiais, suas faculdades de registro do corpo de conhecimentos, o capital intelectual do grupo. A transmissão dessas “séries de programas” foi a condição necessária para a sobrevivência material e social. Como instrumento, a memória do ser humano é exteriorizada. (...) A história da memória coletiva como “transmissão de programas” se escalona em cinco períodos escondidos pela transmissão oral, pela transmissão escrita com tabelas e índices, pelas fichas simples, pela mecanografia e, por fim, pela seriação eletrônica. (MATELLART, 2002, p. 76)
Para MATTELART, dois componentes sustentam a historicidade da “sociedade da informação” no mundo. A ausência de debate com os cidadãos e a construção geopolítica ao longo dos anos. De fato, o que o autor constata é que a SI “foi a sombra da tese dos fins, começando com a do fim da ideologia, que foi incubada, ao longo da Guerra Fria, na idéia da sociedade da informação como alternativa aos dois sistemas antagônicos” (2002, p. 8).
O desafio do Estado na “sociedade da informação” é aproximar o cidadão que pode estar à margem, assistindo desplugado ao emergir de um momento ímpar, em que é possível desfrutar um tamanho mar de conhecimento. O impulso da
46 “sociedade” está em criar mecanismos de aproximação e consolidação dos participantes dessa nova sociedade. Perderá uma grande oportunidade quem porventura não nadar na “infomaré”, mencionam alguns especialistas.
Uma das faces da discussão da SI em diversos países é a criação de políticas para minimizar a exclusão dos milhares de habitantes do planeta que não têm acesso a essa tecnologia. Um dos focos está em acreditar que, se não forem tomadas medidas paliativas, os níveis de exclusão poderão chegar a lugares nunca imaginados. As razões são as mais diversas possíveis. A falta de recursos de muitos países do chamado Terceiro Mundo, as desigualdades sociais geradas pelos países centrais, a falta de alfabetização e a alfabetização precária, são pontos que levam a sociedade global a se preocupar com o avanço das TIC e criar programas mundiais que busquem alternativas para a diminuição das diferenças existentes atualmente, e que essas diferenças não sejam ampliadas em razão da utilização das tecnologias.
As políticas são também um modo de o Estado regular o mercado, a concorrência, a oferta de trabalho e, ao mesmo tempo, a educação e/ou o treinamento para o trabalho com as tecnologias.
Com o objetivo de reduzir a exclusão digital ou brecha digital (digital divide,
digital exclusion, digital gap), o Programa Sociedade da Informação (SocInfo) busca uma
estruturação de vários setores, numa integração entre sociedade civil, governo e iniciativa privada, organismos nacionais e internacionais (grifo do autor). Com o advento da Internet, surgiu a necessidade de criar políticas e estudos que pensassem e previssem situações. Neste sentido, todo o estudo que culminou com a compilação
Sociedade da Informação no Brasil: Livro Verde traz em seu início os indícios dos objetivos
47 O caminho rumo à sociedade da informação é repleto de desafios em todos os países. Contudo, em cada um, o desafio reflete uma combinação singular de oportunidades e de riscos. Todos os países caminham, voluntária ou involuntariamente, rumo à sociedade da informação. Compete a cada um encontrar sua rota e suas prioridades. (TAKAHASHI, 2000, p. 6)
Esta afirmação reflete sobremaneira a posição dos pensadores e executores do projeto: trata-se de um tema novo, trata-se de pensar um assunto pouco teorizado, um assunto que assusta pela força e pela rapidez com que se transmuta: o risco de estar discutindo assuntos que podem estar ficando defasados e obsoletos em períodos muito curtos. Na própria introdução da versão brasileira está clara essa visão, ao apontarem os três grandes fenômenos que estariam na origem das mudanças que ora se processam na sociedade: a convergência da base tecnológica, a dinâmica da indústria e o crescimento da Internet. Destes, a Internet, por exemplo, mostrou-se absolutamente imprevisível. De 1991 a 1998 a conectividade internacional fez com que a rede se espalhasse por praticamente todos os países do mundo. Em comparação com outros serviços e outras mídias, a velocidade de propagação é espantosa.
Em contrapartida, instituições de caráter público governamentais e não- governamentais em todas as áreas são chamadas a operar na Internet conteúdos relacionados direta e indiretamente com o fortalecimento da presença e integração do Brasil no concerto das nações. Os temas predominantes são a governança, o aperfeiçoamento da democracia e da eqüidade social, a cidadania, a preservação e o desenvolvimento de nossa cultura e história, o fomento ao desenvolvimento econômico, a proteção ao meio ambiente, o fomento à pesquisa científica nacional e a ampla comunicação dos seus resultados, a melhoria da saúde, da educação e, em geral, da qualidade de vida e cidadania dos brasileiros.
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