• Aucun résultat trouvé

A - Les limites et les contraintes induites par la transition écologique dans le commerce

Desconfiei no mais trivial, na aparência, no singelo. Examinei, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente: Não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem social, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar...

(Bertold Brecht)

A Matemática, desde o seu surgimento até os dias atuais, passa por diferentes fases de desenvolvimento, cada uma marcada pelas influências do contexto social de cada época. As expressões do desenvolvimento dessa ciência marcam também o contexto educativo, pois a Matemática está inserida na maioria dos currículos escolares e universitários e, como tal, exerce grande influência sobre a formação dos educandos.

No contexto atual, todos os segmentos sociais são influenciados pelo desenvolvimento tecnológico. O desenvolvimento das ciências é determinado pela utilização dos recursos tecnológicos. Como ciência, a Matemática também tem o desenvolvimento potencializado pelo o uso de novos instrumentos, entre eles, as calculadoras e computadores. O desafio da escola como unidade responsável pela disseminação dos saberes é introduzir esses novos instrumentos no ensino de Matemática, de maneira que estes venham a contribuir com o desenvolvimento cognitivo e socia l do educando.

Com base nos estudos que desenvolvemos na realização desse trabalho, podemos afirmar que, apesar dos avanços e das tentativas de incorporação de novas tecnologias pelo ensino, ainda são muitos os obstáculos a transpor pelas instituições e professores. Esses obstáculos vão desde a necessidade de novas posturas por parte dos profissionais da educação, mudanças curriculares nos cursos que formam esses profissionais e projetos políticos que respeitem e considerem os princípios de uma educação transformadora.

No que concerne a Geometria, constatamos pelos resultados obtidos, que o ensino-aprendizagem dessa área tão importante da Matemática continua sendo negligenciado nas salas de aula. Parece-nos que os fatores citados por Miguel & Miorim em 1986 (pág. 30) ainda continuam muito presentes. Para superação desta dificuldade, faz-se necessário o compromisso das instituições e dos educadores na busca de opções para contornar essas deficiências.

Acreditamos que a dinâmica oferecida não só pelo software Cabri- Géomètre, como também por outros voltados para o ensino da Geometria, poderá contribuir significativamente para o desenvolvimento da aprendizagem nessa área. Apesar das possibilidades oferecidas por esses softwares, o ambiente lápis e papel e o uso de outras tecnologias como régua e compasso serão complementares e essenciais para o desenvolvimento da aprendizagem. Os tipos de problemas propostos e a metodologia de trabalho do professor também serão fatores determinantes para a aprendizagem dos alunos.

Percebermos, através do Estudo-Piloto 1 que, apesar das dificuldades no domínio do software Cabri-Géomètre e das deficiências de conteúdo, a dinâmica do ambiente do software propiciou às alunas e ao professor a oportunidade de um ensino-aprendizagem reflexivo e motivador.

No caso do ensino à distância na área de Matemática, como o curso que será veiculado pelo Tele-Cabri, é necessário que as atividades trabalhadas sejam organizadas a partir de seqüências didáticas muito bem elaboradas, de maneira que estas venham a suprir as dúvidas dos alunos sem fornecer- lhes informações tão diretas, que cheguem a substituir o seu raciocínio. Conforme vimos na Seqüência de

Fedathi e na Teoria das Situações Didáticas, o trabalho intelectual do aluno na resolução dos problemas será o fator determinante da evolução de sua aprendizagem.

Por via desse estudo, percebemos que, malgrado as ações desenvolvidas por iniciativas individuais de professores e pelos grupos de pesquisa na área de Educação Matemática, os alunos, sejam nas escolas e/ou nas universidades, continuam apresentando níveis muito baixos no rendimento matemático, sendo o ensino da Geometria uma parte fortemente afetada por esse baixo rendimento.

Em nossa pesquisa, as alunas vo luntárias do Curso de Pedagogia, conquanto já tivessem cursado a disciplina Ensino de Matemática, ainda evidenciaram muitas dúvidas em relação aos conteúdos abordados no experimento, o que nos faz crer que essas alunas terminam seus cursos e vão para as salas de aula com falhas formativas, oriundas desde sua formação na escola básica até a formação de nível superior, pois, se tivessem tido uma sólida formação na escola básica no que diz respeito à aprendizagem matemática, poderiam superar com maior facilidade as possíveis falhas na formação de nível superior.

- Algumas Recomendações

Acreditamos que os currículos dos Cursos de Magistério e Pedagogia devem ser repensados em relação às disciplinas oferecidas para o ensino de Matemática. A maioria desses cursos oferece apenas uma ou duas disciplinas para explorar essa temática. Entendemos que esse número de disciplinas é insuficiente para oferecer boa formação Matemática aos futuros professores, os quais serão responsáveis pela formação Matemática básica da criança. Sugerimos que os cursos pensem na possibilidade de oferecer pelos menos três disciplinas na área, cada uma ligada ao ensino da Aritmética, da Álgebra e da Geometria, levando em consideração os aspectos teóricos, didáticos e metodológicos de cada uma delas. A inclusão poderia ser feita, a partir do aumento da carga horária do Curso, ou então, de análise crítica da grade curricular, a fim de substituir disciplinas que fossem menos importantes para prática pedagógica do professor, podendo estas serem apresentadas

através de seminários. Assim, os cursos estariam oportunizando aos futuros professores maior discussão acerca das áreas em que lecionarão.

Defendemos a idéia de que os Curso de Magistério e as Licenciaturas, além de buscarem incorporar a utilização das novas tecnologias na formação de seus professores, deveriam oferecer disciplinas na área de Novas Tecnologias, a fim de levar os futuros professores a discutirem e apresentarem posições críticas quanto ao uso dessas tecnologias na sala de aula, visando também a capacitá- los quanto ao uso das novas tecnologias disponíveis. Acreditamos que essas mudanças precisam ser urgentemente repensadas, pois, cada vez mais, a escola cobrará dos profissionais da educação o domínio dessas tecnologias para o pleno desenvolvimento de sua atividade profissional.

Estamos ciente que as Licenciaturas em Matemática devem dar maior ênfase a disciplinas de Didática da Matemática, propiciando que estas sejam ministradas por professores com formação Matemática e didático-metodológica, pois percebemos que, na maioria das vezes, os alunos das licenciaturas acabam cursando estas disciplinas, mas, na área de Didática Geral, ou então, quando são direcionadas à Didática da Matemática, acabam sendo ministradas por professores que não têm formação Matemática possuindo apenas a formação pedagógica, fator que lhes dificulta maior aprofundamento em questões inerentes ao ensino da Matemática, principalmente em níveis que vão além do ensino fundamental menor.

Recomendamos ainda que, para a efetivação de situações didáticas que contemplem o uso do computador, sejam feitas explorações prévias do software utilizado, a fim de evitar que os objetivos de ensino propostos inicialmente não sejam prejudic ados ou deixem de ser alcançados pelo não-domínio do software por parte dos alunos.

Salientamos que parte das análises apresentadas no Capítulo 5 já estão sendo considerada e viabilizada na preparação da segunda etapa do projeto Tele-Cabri, como também estamos tentando viabilizá- las em nossas atividades profissionais.

Salientamos que esse trabalho é apenas o começo de futuras investigações e pesquisas que pretendemos continuar realizando, na tentativa de buscar contribuições para a aprendizagem Matemática que se processa em nossas salas de aula.

Ao finalizar, evidenciamos o fato de que o presente ensaio resulta dos anseios que carregamos pela busca de uma escola que enseje às nossas crianças e jovens uma educação que os torne competentes, justos, humanos e que os faça capazes de renovar diariamente a capacidade de lutar, de amar e sonhar...