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ii. Les tests de diagnostic rapide

Dans le document LES GASTRO-ENTERITES VIRALES (Page 102-109)

Além de registrar memórias e linguagem é também um meio de comunicação. Comunicação é o contato entre as pessoas. Os dois aspectos de contato são expressão e recepção das expressões e isto implica ser diretamente uma pessoa com a outra, através do diálogo. Estas expressões humanas requerem uma forma. Comunicação é uma necessidade básica humana. Nós temos que estar atentos a sua necessidade em nossa educação. O contato humano toma lugar de muitos modos diferentes, nos quais variam os sentidos de praticar uma regra dominante. Por exemplo:

- Contato do corpo (apertar ou sacudir as mãos, beijar, etc.).

- Contato visual (ver as expressões faciais, ler, ver, os gestos, etc). - Contato olfativo (contato íntimo)

- Contato pelo som ou vibração (ouvir sons de rir ou de chorar, da fala e todas as nuanças dos ruídos ambientais, etc.).

Chamamos de expressões de linguagem, quando as pessoas se entendem pelo meio de expressões estipuladas.

A linguagem humana mais comum é a palavra - linguagem, principalmente falada, mas também escrita ou alfabeto manual. Há também outras formas possíveis de linguagem, como exemplo, a língua dos sinais.

A língua falada é abstrata e complicada. Oferece poucos pontos de conexão para a criança sensorialmente prejudicada especialmente na primeira fase de seu desenvolvimento.

A seguir, temos um resumo das diferentes possibilidades na comunicação pela linguagem que podemos escolher ou combinar o meio melhor para a criança.

É claro que é importante um diagnóstico minucioso para o tratamento e para determinar qual meio escolher.

C.1 - Possibilidade De Comunicação

a - puxar nossa mão b - usar objetos c - usar gravuras

d - usar gestos naturais e - usar gestos formais

f - usar as línguas faladas, escritas ou alfabeto manual.

Levando em consideração as diferentes possibilidades mencionadas acima, podemos aplicá-las nas experiências das crianças considerando, por exemplo, a situação de nadar usada na caracterização, pode ver essas possibilidades para expressão pela criança.

a - puxar nossa mão

Pode ser o resultado de um estímulo externo, como vendo o maiô, cheirando a água clorada da piscina, fazendo com que a criança queira nadar e deseje imediata satisfação de seu desejo.

Pode ser o resultado de um impulso interior. A criança sente a necessidade de nadar e luta, puxa nossa mão. Neste estágio ela pode sentir necessidades diferentes, mas a expressão é sempre a mesma - ela puxa nossa mão.

Às vezes, usamos este processo quando tentamos ensinar o “gesto natural’ para a criança. Ela pode adquirir facilmente um, dois, talvez três sinais, mas depois começa a confundir os sinais. Sempre que quer algo, usa um dos sinais adquiridos e, se este sinal não ajuda, isto é, não satisfaz seu desejo, ela pode usar todos: mesmo perguntando por coisas que não tem sentido com o objeto original. Ela generaliza o sinal, isto é, o sinal

perde seu significado específico e se toma um meio para satisfação, tudo o que a necessidade pode ser. Entretanto, o gesto pode ser natural para nós e, certamente não é natural para a criança.

b – pegando objetos ou apontando objetos - A criança expressa sua necessidade pelo

significado de um objeto que representa a situação de nadar. Este meio de comunicação está muito limitado, porque, se o objeto não está por perto quando a criança quer expressar fica perdida e não pode expressar seu desejo.

c – usando gravuras - A criança expressa seu desejo através do desenho ou se

referindo a um desenho, uma imagem, uma fotografia, etc. Apesar desta forma ser menos presa a um objeto específico, suas limitações são claras. Mas, pelo menos é possível desenhar no chão, na areia, na horta ou mesmo traçar no ar.

d – usando gestos naturais - A criança expressa sua necessidade usando um gesto

natural. Imagens e gestos naturais derivam seus significados das referências diretas para situações ou objetos. Novamente esta referência direta limita o significado das imagens e gestos, desde que se refere a um aspecto particular de uma situação ou um acontecimento não somente negligenciando todos os outros aspectos, mas deliberadamente excluindo os movimentos envolvidos na situação ou no objeto (comparando aos gestos naturais) ou uma descrição da situação ou do objeto (comparando com imagens). A evidência do gesto natural é geralmente sacrificada para o sistema, por um lado, gestos formais podem se referir ao movimento relacionado com a situação ou o objeto ou com o aspecto visual da situação, o objeto por outro lado, eles se referem à palavra escrita usando a primeira letra. Gestos formais para nadar é o movimento dos braços, próprio para natação. Para uma criança que não sabe nadar usando estes movimentos de braços, mas gosta de brincar debatendo-se, o sinal deve ser o de darem pancadas, considerando que o movimento de braços antes mencionado é arbitrário.

e – usando gestos formais - A criança expressa sua necessidade usando sinais

formais. A distinção três sinais formais e sinais naturais é que os sinais formais são mais aceitos e são geralmente usados em combinação com uma letra do alfabeto manual. Por exemplo:

O conceito geral de “fruta” a letra “C” indicando e esfregando o rosto (a bochecha). No entanto para indicar maçã, a face é; esfregada com um “A” de “maçã”(em inglês). Para uma banana, a face é esfregada com um “B”, para um pêssego, a face, é esfregando “P”. Apesar dos sinais formais terem perdido o caráter de suas referências diretas e referências abstratas, para escrever, são usadas as línguas escritas. Esta forma de comunicação geralmente guarda um caráter concreto e é por isso um tanto limitado.

f – usando a palavra (linguagem) e que ela seja: falada, escrita (Braille) ou no alfabeto manual

Usando palavras na língua oral, escrita (Braille) ou alfabeto manual. Palavras constituem o meio mais comum da comunicação humana, no entanto, palavras são arbitrárias, quando raramente se referem ao objeto ou à situação que representam. A criança precisa aprender através da palavra aplicada a sua experiência. Deve também ser estimulada freqüentemente a essa palavra ou situação a mais variada para um refinamento do significado das palavras.

As possibilidades acima citadas das diversas formas de expressão variam de extremamente concretas e primitivas a uma linguagem completamente abstrata.

Tentamos agora, nomear formas diferentes de expressões numa escala de desenvolvimento. Uma forma mais concreta de expressão restrita ao “aqui e agora” é puxar a mão. A necessidade que é levantada pelos sentidos, a hora do dia, etc., requerem uma reação imediata da criança. Ela se lança nisto, guardar distância ainda não é possível porque a criança não pode fazer uma escolha elementar entre “envolvimento de pegar” e “não envolvimento de pegar”. Tão logo ela seja capaz desta escolha, sua autoconsciência começa a se desenvolver. Ela começa experimentando a distinção entre “eu” e “não eu”, e, eventualmente “eu” como separado de “outra pessoa”. Neste estágio ela pode começar a expressar suas necessidades usando objetos, gostando deles, colocando-os sobre si mesma, mostrando-os, etc. Exemplo: a criança vai buscar seus apetrechos de natação, ou mostra desejo de colocar o maiô quando desejar nadar, ou arrumar sua mala quando quer ir para casa, ou coloca o paletó quando quer sair. Nesta fase a criança só se expressa quando os objetos necessários estão por perto. Quando não é possível alcançar os objetos, a criança pode encontrar um meio para indicar suas necessidades sem esses objetos. Indicar coisas que estão ausentes significa “‘nomeá- las”. Em outras palavras, as crianças sentem necessidade de dar nomes para tudo. Dando nomes, a criança desenvolve conceitos que pode usar para expressar suas necessidades à distância. Isto é muito importante no desenvolvimento da consciência do eu. Supre a criança com sentimento de domínio do mundo ao seu redor.

Tão logo, a consciência do eu começa a se desenvolver na criança surdocega, ela também sente a necessidade de dominar o mundo ao seu redor. Freqüentemente, no entanto, a criança ainda está na fase da quase razão, fase de seu desenvolvimento geral e para ela os “nomes” devem corresponder à expressão desta fase. Se tentarmos determinar como podemos “denominar” melhor as coisas para cada criança surdocega, temos que descobrir como a criança experencia as coisas e o que elas significam para a criança. Ela vive na fase da sua ”quase razão” pode somente experenciar coisas. Nesta fase as únicas possibilidades são movimentos de competência motora e experenciando movimentos por meio do sentido da pele (tato), sentindo a temperatura, pressão (dor) e do sentido proprioceptivo (sentido de postura e atitudes). Isto significa que somente as possibilidades de movimento de objetos ou situações atraem a criança - e ajustam seu

mundo. Tem que ser aquele movimento especial de todas as possibilidades de movimento daquele objeto ou situação que atrai mais a essa criança em particular.

Este movimento resulta em gestos que, para a criança vai seguir de uma forma natural. Isto se refere a coisa tão claramente que é difícil a criança confundir. Em resumo, um gesto natural.

Obviamente, o único que realmente pode decidir o que atrai mais a criança é ela própria. De fato, nós geralmente vemos que uma criança que entende a idéia de gestos naturais inventa alguns da mesma, ou mesmo modifica algum que lhe são apresentados.

Podemos acrescentar para auxiliar a criança, movimentando-os com ela. Assim, elas vão descobrindo coisas ou situações. Devemos deixá-la também segurar objetos. Depois, chamamos sua atenção para o movimento envolvente que a interessa, para que funcione como um gesto natural. Exemplo: Seus pertences de natação ficam na sacola. Nesta deve ter um zíper. Todas as vezes que for usar a sacola, devemos fazê-la abrir e fechar o zíper. Mais tarde, tentamos introduzir alguma dificuldade na situação nova. Quando vamos dobrar o maiô, ‘esquecemos’ de propósito sua sacola, fazendo-a crer que ela se esqueceu dela. A criança precisa “perguntar” pela sacola. Se ela não achar um meio de perguntar, de manifestar o que quer, ou se tiver dificuldade em achar a sacola, nós devemos ajudá-la. Nas suas mãos fazemos o movimento de abrir e fechar o zíper. Ao localizar a sacola, repetimos o movimento junto com ela. Provavelmente ela entenderá e, começará a usar este gesto - quando a situação de perguntar pela sacola pode acontecer. O gesto é natural para ela. O movimento se refere ao zíper que pertence a sacola de natação. Será difícil ela errar ou esquecer este gesto ou mesmo confundi-lo com a toalha ou o pente. Se ela errar, usando o gesto por outra coisa, concluímos que nossa suposição estava citada. Aparentemente, o movimento de abrir e fechar o zíper não é uma característica suficiente para ela reconhecer e associar com os objetos de nadar. Este erro pode ter duas razões:

- nossa suposição estava errada.

- a criança não alcançou a fase de dar nomes

Isto pode ser devido ao não conhecimento do corpo que pode resultar dela não ser capaz de reconhecer os movimentos. A criança pode ter um desenvolvimento insuficiente da consciência de si e consciência do objeto. Em geral, é o resultado de ambos. Uma vez que a criança entende a idéia de nomear objetos, apresentamos a ela nossa “palavra de linguagem”. Aqui, novamente, podem ser usados vários métodos;

C.2 - Aprender A “Palavra-Linguagem”

Desde que uma palavra é falada, escrita ou soletrada pelo alfabeto manual é abstrata e não se refere ao objeto. Ela tem que ser associada e identificada com o objeto, situação, ou atividade. Em geral, palavras não são usadas separadamente, elas aparecem em frases, nas construções da linguagem. A seqüência das palavras é muito importante para o significado, como são as acentuações, as entonações, o ritmo e a melodia da voz, ter

claro que a forma falada da “palavra-linguagem”, interpreta melhor todas estas possibilidades.

As palavras podem ser agrupadas pelo alfabeto manual e mesmo pela escrita, embora o resultado seja sempre muito menos vivo.

Como pode uma palavra, entre muitas outras, numa sentença, adquirir sua significação específica. A criança comum ouve de sua mãe, o dia todo, sobre tudo o que estão fazendo; para que servem objetos, porque estão fazendo tal coisa, etc. A criança começa a compreender o que a mãe está falando, geralmente no fim do primeiro ano de vida a criança ouviu a mesma conversa muitas e muitas vezes, precisando de várias centenas de repetições, antes de ser capaz de começar a “falar” com a mãe. A mãe fala com ela, numa linguagem normal, apesar de sempre usar sempre sentenças simples. Ela não fala sempre a mesma sentença, mas visa os pequenos acontecimentos e os coloca em linguagem simples, usando todas as formas possíveis da linguagem comum. Faz isso quase que automaticamente, como se fosse para quebrar o silêncio.

É difícil imaginar uma mãe lidando com seu bebê num silêncio completo. A criança vai crescendo, a conversação se amplia e assim, ela vai aprendendo a “linguagem da mãe”. Em resumo, a palavra atinge seu significado usando a linguagem freqüentemente, flexivelmente e relativamente. Estas três facetas são das mais importantes para aprender a “palavra-linguagem”, a ser falada ou escrita ou transcrita em Braille ou “falada” pelo alfabeto manual.

Esta conversação contínua com a criança vem naturalmente da mãe. Isto pertence ao relacionamento íntimo entre a mãe e filho, ensinada pela reação do bebê. Para a criança surdocega, a linguagem deve ser dada propositadamente, com muita reflexão, consistência, seja pelo Tadoma, método Kern, alfabeto manual ou escrita, etc. Isto não surge automaticamente. A ênfase nos sinais pode parecer prejudicial, a freqüência de conversação, no entanto, para dominar a “palavra-linguagem”, a criança precisa de uma alta freqüência. Por esta razão, precisamos ser cuidadosos para aumentar a freqüência sem ter medo de repetir as mesmas palavras.

Aplicação para a experiência

O valor da experiência é formado pelo interesse da criança. É muito importante descobrir no momento, em que a criança está interessada e transformar em palavras. Sabemos que a concentração da criança geralmente é muito dispersiva e portanto, para seguir o pensamento dela e manter seu interesse, devemos estar preparados para manobrar assuntos ou introduzi-los. Isto requer flexibilidade de nossa parte. Para manter o interesse da criança por um pouco mais de tempo geralmente ajuda introduzir o assunto em dias diferentes, para descobrir suas várias possibilidades. Por exemplo, quando a criança está calçando seus sapatos, podemos ter a seguinte variação para introduzi-los:

- calçar os sapatos

- o cordão quebra e fica perdido

- trocamos o seu sapato e a criança percebe que este é maior que o dela, que tem salto alto e não tem cordões.

- descobre um buraco na sola, etc. Nós podemos:

- desenhar botas

- acrescentar a palavra “sapato” ao desenho (escrevendo ou pegando a palavra sapato, na caixa de palavras).

- recortar e colar no papel, etc.

Estas atividades variadas tornam fácil manter os sapatos como atividade interessante para conversação, a palavra “sapato” é freqüentemente usada em diferentes combinações enquanto conversamos.

As atividades diárias são situações que podem se tornar interessantes para a criança. Estes acontecimentos são muito úteis para dar linguagem à criança, porque estimula a formação de hábitos que tornam a criança capaz de antecipar as situações. Estas situações em geral são de interesse da criança envolvendo seu bem-estar e sua consistência assegura uma alta freqüência para conversação.

C.3 - Flexibilidade No Uso Da Linguagem

Usando uma palavra em suas mais variadas formas de uma linguagem normal e em contextos diferentes, a criança reconhece a palavra e a associa com o significado comum que ela compreende das diferentes situações. O exato significado da palavra torna-se mais e mais claro. Por exemplo, a palavra “paletó”. Na rotina diária podemos usar as seguintes sentenças contendo a palavra “paletó” (linguagem funcional).

PALETÓ

- nós vamos passear (ou sair). Coloque seu paletó - tire seu paletó

- pendure seu paletó no cabide - caiu o botão de seu paletó

- pegue seu paletó. Vamos pregar o botão

- quando nós formos à loja, vamos comprar um paletó novo. - você cresceu. Você está grande e seu paletó não serve mais

- o meu paletó e o seu, são da mesma cor (se tiver visão reduzida), etc.

A criança reconhece a palavra “paletó” em todas as sentenças e associa a palavra ao objeto paletó. A mesma palavra é usada para identificar seu paletó e o meu, o do seu

irmão, o paletó novo, o velho, etc. Assim, ela amplia seu conceito de “paletó” e a palavra adquire sua forma abstrata.

Como podemos levar a criança a ter contato com a palavra-linguagem, de tal modo que comece a compreender e usá-la? Abaixo temos vários métodos que podem ser aplicados de acordo com as limitações da criança, seu caráter, capacidade intelectual, individualmente ou em combinação.

Um dos princípios mais importantes é o de continuarmos conversando com a criança desde que se enfatize o modo natural de nosso comportamento para com a criança. Mesmo que ela seja totalmente surda e totalmente cega, vai se beneficiar, porque a tratamos como uma criança comum, o mais possível dentro da normalidade. Para isso, devemos tentar falar com ela de um modo que possamos despertar seu interesse e sua atenção para que se torne consciente de que nos dirigimos a ela.

Podemos fazer isto. Por exemplo:

- fazê-la ver ou tocar nosso rosto enquanto falamos, para uma possível leitura visotatil da fala (Tadoma).

- ou falar próximo a sua prótese auditiva

- falar perto de sua cabeça, para que ela sinta o ar quando falamos, no seu cabelo ou na sua face.

- ou falar com sua mão na mesma face, em posição correta, já para o Tadoma.

Ou falar ‘dentro’ de sua mão que está em frente de nossa boca (método Kern) ou pode ser pelo alfabeto manual.

- usar o alfabeto manual de um modo mais rítmico. Assim poderemos ajudar a criança a entender e, ao mesmo tempo o ritmo torna mais fácil para ela reconhecer e lembrar a palavra.

Se a criança tiver resíduo visual, mesmo baixa, recomenda-se soletrar ou falar perto de seu rosto, para que passe maior informação da face de quem fala e ou da mão de quem soletra, para a criança (ou na mão dela), (leitura de fala, mímica, alfabeto manual, etc.). A forma escrita da palavra é quase que indispensável na aquisição de uma boa linguagem. A forma escrita é mais vantajosa, pois fica afixada no cartaz de pregas, ou na lousa, ou na cartela, para ser vista muitas e muitas vezes. Os alfabetos manuais, que é o símbolo de cada letra “falada” na mão e a palavra falada, desaparecem em seguida neste sistema, é preciso pegar o significado imediatamente para compreender. Em resumo fala e alfabeto manual são as formas mais voláteis.

O primeiro passo é aprender a linguagem escrita, associando as palavras às atividades e objetos. Imagens são utilizadas para avaliar se o significado foi bem entendido e aumentar a freqüência da palavra. Uma imagem é algo sobre o que se fala. A imagem

atualiza o objeto ou a atividade. Se a criança pega a idéia da forma escrita da linguagem, pode então, crescer para a chamada conversação chamada escrita ou gráfica. Isto é literalmente uma conversação escrita. Nós escrevemos tudo o que a criança fala, o que expressa, escrevemos em uma linguagem normal e correta, e usamos, também, nossas próprias expressões. Ao mesmo tempo registramos quem está falando e o que esta falando, escrevendo as palavras da criança em cor azul e as nossas em preto ou vermelho ou escrevendo a imagem (antes do parágrafo) quem está falando deste modo, a criança vai se tornando consciente do fato de que conversar é comunicação entre duas ou mais pessoas. Cada uma na sua vez acrescenta alguma coisa para a conversação, eu disse algo, agora ela diz algo; agora espera que ela diga algo novamente, etc. Assim, a conversação vai se efetivando lentamente e com flexibilidade, provendo freqüência a na linguagem normal.

A criança totalmente cega tem uma enorme desvantagem na conversação gráfica. Apesar da palavra poder ser escrita em Braille, mesmo praticamente na mesma velocidade torna-se um sistema cansativo e mais difícil. É enfadonho, porque precisamos da máquina Braille, ou reglete. A reglete e a punção são muito mais difíceis de manejar.

O Braille é mais difícil porque:

- ao ensinar o Braille para urna criança que tem pouca linguagem, perdemos a possibilidade de usar imagem pai-a elucidar nossa conversação. Mas podemos ajudar a criança a explicar o significado de uma palavra em Braille, fazendo um pequeno desenho no painel em que está escrita.

Não podemos dar a ela a “chave do problema” sem dispensar sua atenção do papel que está escrito em Braille.

- Sentir o Braille é muito difícil e requer muitos exercícios que são extremamente cansativos. Para crianças que ouvem é preciso dar os exercícios motivados com conversação. A criança com comunicação limitada também é prejudicada. Por isso, o meio de comunicação da criança surdocega, a fala (limitadíssima), alfabeto manual, que são sistemas imperceptíveis. Então precisamos conversar sempre que possível com a criança. No inicio, chamamos a atenção dela usando palavras simples, mesmo que ela ainda não possa muitas vezes descobrir o significado de nossa fala.

Focalizamos sentenças simples, sobre a palavra central, que a criança pode reconhecer facilmente. A partir da palavra “central” usamos sentenças comuns. Nosso melhor guia é o modo como a mãe fala com seu bebê. A mãe evita falar palavras difíceis e não tenta explicar situações muito complicadas. Em sentenças simples a mãe põe em palavras o

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