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orale en langue étrangère

STRATEGIES D'ENSEIGNEMENT

3.2 Le concept de communication exolingue

3.2.2 Les conditions d’acquisition de la langue étrangère

A DIDDU caracteriza-se pela distribuição diária de medicamentos aos SC com internamento, de forma individualizada (para cada doente) e correspondente a um período de 24 horas. Entre outras vantagens, este sistema permite maior segurança do circuito do medicamento, diminuição do risco de interações, maior racionalização da terapêutica e um melhor conhecimento do perfil farmacoterapêutico dos doentes.2

O sector da dose unitária nos SF do CHCB encontra-se separado em dois espaços físicos. A sala de preparação de medicamentos em dose unitária (sala de dose unitária), onde se processa a distribuição dos medicamentos pelas gavetas/cassetes individuais e a sala de validação das prescrições médicas/requisições e de conferência da medicação preparada.

O circuito da distribuição inicia-se com a prescrição médica que pode ser informatizada ou em papel (esquematização da DIDDU no Anexo 2.1). A grande maioria das prescrições são eletrónicas e graças a um interface são enviadas diretamente para o sistema informático dos SF. As únicas exceções constituem as prescrições realizadas na unidade de AVC e na UCI cujo sistema informático de prescrição não é compatível com o dos SF, tornando-se por isso necessário transcreve-la. Nestes casos, a prescrição original é impressa e arquivada num dossier próprio nos SF.

Nos casos excecionais de prescrições em papel, esta é realizada num modelo uniformizado para todo o CHCB, em que o duplicado deve ser entregue nos SF, cabendo ao farmacêutico a responsabilidade de transcrever a prescrição para o sistema informático.3 Durante o meu

estágio, apenas presenciei uma transcrição de receita em papel, onde constatei a dificuldade com que se deparam os farmacêuticos na leitura dos fármacos, dosagens, formas farmacêuticas e vias de administração prescritas. Felizmente, quase 100 % das prescrições são eletrónicas o que minimiza não só o tempo e erros associados a transcrição pelos farmacêuticos, assim como auxiliam o médico no momento da prescrição através de alertas informativos sobre a duração da terapêutica, interações medicamentosas, alergias do doente, entre outros.

Enviada a prescrição para os SF, esta é interpretada e validada pelos farmacêuticos no que diz respeito à dose, via de administração, frequência, possíveis duplicações, alergias, interações

restrito. Perante alguma dúvida ou um eventual erro detetado é sempre contactado o médico prescritor para esclarecimentos.3

Só após a validação da prescrição médica pelo farmacêutico se procederá à preparação dos medicamentos a distribuir. O farmacêutico é responsável por emitir e imprimir o mapa de distribuição de medicamentos de cada serviço de internamento (para guiar a preparação da medicação pelos TDT), assim como enviar o referido mapa para os sistemas semi-automáticos que apoiam na preparação da medicação: o Kardex e a FDS (Fast Dispensing Machine).

A distribuição da medicação pelas gavetas individualizadas é realizada na sala de dose unitária, pelos TDT, com recurso ao armazém 12 (armazém da dose unitária), cujo stock compreende toda a medicação existente no Kardex, FDS e na sala de dose unitária.

O primeiro passo na preparação da medicação é identificar as gavetas/ cassetes dos módulos de dose unitária (com o nome, número de processo, serviço clínico, cama e data).3 Na existência

de nomes similares é colocada um autocolante “nomes idênticos” para minimizar o risco de erros.

De seguida, processa-se à distribuição, propriamente dita, dos medicamentos pelos TDTs, auxiliados por equipamentos semi-automáticos de distribuição e reembalagem, Kardex e FDS, respetivamente. O Kardex é um equipamento de “gavetas rotativas” que possui os medicamentos com maior rotatividade e cuja preparação da medicação é feita por medicamento e não por doente. Por outro lado, a FDS é um equipamento de reembalagem utilizado apenas para formas farmacêuticas orais sólidas (comprimidos e cápsulas), não termolábeis nem fotossensíveis, cuja preparação é feita por doente. A FDS é maioritariamente usada para medicamentos com menor rotação e/ou que estejam acondicionados em embalagens multidose. Estes equipamentos são uma mais-valia para os SF uma vez que permitem reduzir os erros e o tempo associado ao processo de distribuição, melhorar a qualidade do trabalho executado e racionalizar os diversos stocks nas unidades de distribuição.2

Cada cassete da dose unitária encontra-se dividida em 4 partes onde são colocados os medicamentos a serem tomados: de manhã, almoço/tarde, jantar/noite e SOS. O serviço de psiquiatria do CHCB constitui a única exceção visto que as quatro divisórias dizem respeito às tomas da: manhã, almoço, tarde e SOS/noite. Medicamentos cujas dimensões impossibilitam a distribuição nas gavetas dos módulos (ex: xaropes, inaladores, soluções injetáveis maiores, etc.) devem ser rotulados com etiquetas identificativas dos doentes e transportados em caixas de apoio de cada serviço.

A medicação preparada é sempre correspondente a um período de 24 horas, com exceção de feriados ou fins-de-semana, cuja medicação visa abranger esse mesmo período de tempo (48 ou 72 horas, respetivamente).

Preparada a medicação, o farmacêutico afeto à dose unitária confere se esta está corretamente distribuída pelas cassetes de dose unitária e qualquer alteração no perfil farmacoterapêutico dos doentes, até ao envio da medicação, é efetuada pelo farmacêutico. O número de erros detetados na conferência da medicação constitui um do objetivos de qualidade, pretendendo- se que, mensalmente, seja inferior a 0,4 %.

Finalizada a conferência e as “alteradas”, a medicação é imputada e procede-se ao envio dos módulos de dose unitária para os SC (Anexo 2.2), pelos AO dos SF, nos horários pré- estabelecidos com serviços (o cumprimento dos horários definidos é outro dos indicadores de qualidade do sector da dose unitária). Além disso são também assegurados, pelos AO dos SF, a entrega de pedidos urgentes de medicação, em quatro horários previamente estabelecidos (9:30h, 12:30h, 16h e 17:30 h). Sempre que os SC necessitem de medicação fora destes horários, o levantamento e transporte do pedido é da responsabilidade dos AO do respetivo SC.

Os medicamentos não administrados nos SC são devolvidos aos SF, e caso a sua integridade e prazo de validade sejam confirmados, são revertidos informaticamente no perfil do doente, podendo ser novamente distribuídos.

Para alguns medicamentos (ex: antineoplásicos, imunomoduladores, etc.) é necessário efetuar- se o registo do seu lote sempre que existe uma movimentação (imputação, revertência), de maneira a garantir a sua rastreabilidade.3

O sector da dose unitária efetua farmacovigilância ativa do filgastrim, infliximab, ácido valpróico e idarucizumab.

Durante o meu estágio no sector da dose unitária, tive a oportunidade de observar a validação das prescrições pelos farmacêuticos, de auxiliar na conferência da medicação, de colaborar na preparação dos pedidos urgentes, assim como de efetuar as alterações à medicação a enviar. Além disso, permitiu-me assimilar muita informação sobre os regimes posológicos de diversos princípios ativos.

4.5. Distribuição de Medicamentos em Regime de Ambulatório e