O mundo de hoje, em acelerado processo de mudança, exige pessoas que invistam em sua educação não apenas em termos de nível de conhecimento, mas também em termos de habilidades que lhes permitam adaptar-se às mudanças. Por todo o mundo, professores estão ajudando estudantes a aprender a se tornarem aprendizes de sucesso ao longo da vida, sempre capazes de ampliar seus horizontes. Um ambiente de transformação mundial, o qual dá nova ênfase às habilidades de conhecimento e aprendizagem, também expande os horizontes da profissão do professor.
Os professores deverão adotar novas abordagens, novas atitudes e uma nova compreensão dos processos de ensino e aprendizagem. Eles estão adquirindo novos métodos de ensino e fazendo melhor uso possível das novas tecnologias educacionais. Professores estão educando uma cadeia crescente de aprendizes de formações cada vez mais variadas, de diferentes idades e de maior variedade de carências. O horizonte do ensino e da aprendizagem também está se ampliando significativamente na área da educação de valores, como a educação ambiental e de direitos humanos que precisam ser incorporados pelos professores.
Antes de submeter-se a qualquer tipo de aprendizagem, não importa quão cedo ou tarde na vida, o estudante quase sempre tem uma idéia de onde aquele processo o levará. Mas é somente depois que a educação de uma pessoa já está em curso que novas perspectivas de atividade, habilidade e entendimento começam a ser vistas. Como sempre, esse horizonte em expansão deve-se a um professor experiente. A maioria das pessoas tem áreas de interesse ou habilidades que se tornaram centrais para suas vidas depois que um professor lhes apresentou um assunto que, de outra forma, eles jamais teriam conhecido.
O professor universitário trabalha com jovens de diversas classes sociais que se preparam na academia, buscando seu primeiro diferencial competitivo: o diploma de graduação, para ingressar no mercado de trabalho. Atualmente observa-se que o compromisso desses jovens (com exceções) com as pesquisas, seja através da leitura acadêmica (livros), da leitura dos acontecimentos diários (jornais, revistas e internet) vêm diminuindo, ano após ano. A sala de aula mudou, o professor ainda exerce a comunicação oral, porém utilizando-se de novas tecnologias.
Sua nova função é a de ser um facilitador do conhecimento, buscando na ênfase educacional um permanente pensamento crítico, com total envolvimento do aluno na pesquisa acadêmica e interação.
O acesso ao conhecimento tem se tornado, especialmente nestes últimos dez anos, ilimitado. As instituições de ensino superior (em especial as particulares) têm priorizado seus investimentos em salas de informática, redes provedoras internas e externas, bibliotecas super equipadas e um corpo docente altamente qualificado. A escola não é mais o único lugar de legitimação do saber. Saberes múltiplos circulam por outros canais difusos e descentralizados. O aluno de hoje senta-se na frente do professor trazendo uma gama de saberes fragmentados que circulam pelo meio ambiente comunicativo.
Desse meio ambiente comunicativo está emergindo uma nova cultura, um outro modo de ver e de ler, de aprender e de conhecer: a cultura oral e audiovisual que guarda uma relação muito estreita com os jovens. Neste contexto, as linguagens se complementam, se transformam. Se os alunos estão aprendendo de forma diferente e tendo acesso a uma gama maior de informações, ainda que fragmentadas, como fica o papel do professor? Cabe a ele se abrir a esses novos saberes, conhecendo essas novas linguagens que estão a exigir dele uma nova atuação profissional: a de facilitador da aprendizagem do aluno, um profissional capaz de orientar os alunos no processo de aquisição de informações a serem transformadas em conhecimento aplicado à sua formação, principalmente, como cidadão.
Um dos maiores desafios da implantação de uma nova metodologia para a educação profissional no CEFET-PR, visualizada pela implantação de um novo
modelo educacional para a Educação Profissional Tecnológica, era a capacitação docente. Ao docente do Curso Superior de Tecnologia não cabe apenas o papel de repassador de conhecimento. O Tecnólogo é um profissional com características próprias que nele devem ser impressas pelas técnicas de ensino das matérias e atividades que compõem o currículo. O Tecnólogo tem figura própria, e essa figura há de emergir como decorrência da formação própria que ele receba.
O docente deve ter a flexibilidade exigida pelo currículo. Sua atualização de conhecimentos deve ser permanente, ou seja, deve ser um “professor estudante”. A velocidade e a diversidade das fontes de geração de novos conhecimentos impossibilita a um indivíduo ser o detentor de todo saber. Este fato está provocando novas perspectivas na relação ensino-aprendizagem, onde o papel do educador muda de enfoque - de detentor do saber, para facilitador na busca do conhecimento.
A preparação do corpo docente deve privilegiar a formação de profissionais voltados para a inovação tecnológica. Os Cursos de Tecnologia devem enfocar a pesquisa aplicada e os recursos humanos nele envolvidos devem ter sempre presente a geração e a aplicação do conhecimento tecnológico.
Nesse sentido, a carreira docente deve privilegiar o compartilhamento do espaço docente entre profissionais de carreira, que preferencialmente devem ser responsabilizados pelas matérias de conteúdo científico e dos fundamentos tecnológicos, e especialistas de renome do setor produtivo convidados para atividade e/ou disciplinas específicas.
Ser professor universitário não é simplesmente ministrar aulas tecnicamente boas ou realizar pesquisas úteis para si ou para a ciência ou tecnologia em geral. É preciso ser pessoa de espírito aberto, inquieto, preocupado pela boa formação do
aluno para que seja um cidadão consciente de seu dever de patriota dentro de um país em mudanças vertiginosas. Deve ser valorizado o papel do professor enquanto um intelectual da cultura, seu compromisso ético e político na construção de uma sociedade cidadã.