5.2 Approche propos´ee bas´ee sur les heuristiques
5.2.1 Le recuit simul´e et l’algorithme g´en´etique
O artigo de Porter e Kramer (2011) (sexto artigo da seleção) reconhece a crise de legitimidade do capitalismo, relacionada diretamente à visão estreita de lucratividade no curto-prazo das empresas, o que faz com que elas sejam vistas como a causa de grandes problemas sociais, econômicos e ambientais: “Companies are widely perceived to be prospering at the expense of the broader community” (PORTER; KRAMER, 2011). Para os autores, a negligência por parte dos negócios quanto a questões importantes para seu sucesso de longo-prazo, como o bem-estar dos consumidores, a depleção de recursos naturais, a viabilidade de fornecedores importantes ou o sofrimento econômico de comunidades onde atuam, combinado com as tentativas da sociedade civil e de governos de endereçar fraquezas sociais à despesa dos negócios, ocasionaram a institucionalização de trade-offs entre eficiência econômica e progresso social.
Os autores advogam que o capitalismo pode entregar melhores resultados, e propõem que as corporações precisam substituir tal paradigma por um outro, no qual a ação das empresas está direcionada à produção de resultados sociais e, ao mesmo tempo, econômicos, o que batizaram de shared value. A proposta se diferencia da abordagem de responsabilidade social por considerar questões da sociedade em seu centro, e não de forma periférica, e considera que os negócios devem estar no centro das soluções para os grandes problemas da sociedade contemporânea:
Capitalism is an unparalleled vehicle for meeting human needs, improving efficiency, creating jobs, and building wealth. But a narrow conception of capitalism has prevented business from harnessing its full potential to meet society’s broader challenges. The opportunities have been there all along but have been overlooked. Businesses acting as businesses, not as charitable donors, are the most powerful force for addressing the pressing issues we face. The moment for a new conception of capitalism is now; society’s needs are large and
81 growing, while customers, employees, and a new generation of young people are asking business to step up. (PORTER; KRAMER, 2011)
Os autores afirmam que, para a sociedade, não importa quais organizações (ou conjunto de organizações) devem alcançar os resultados, e sim que sejam alcançado. Os resultados sociais, a que se referem, são de uma extensa gama, como, por exemplo, renda disponível para a população, utilização de recursos naturais, poluição e saúde, e segurança dos empregados. Na proposta, melhorias de desempenho nesses quesitos são apresentadas como oportunidades existentes nas proximidades das operações das empresas, não são exploradas a constituição de relações de dependência ou de submissão de interesses coletivos aos interesses privados. Quanto à regulação, defendem que seja orientada por objetivos e não por métodos, cabendo às empresas a escolha dos mais adequados.
A mudança de paradigma proposta, que, para os autores, pode permitir que o capitalismo solucione a crise, é explorada de forma bastante superficial. É citada, por exemplo, a necessidade de inclusão de novas habilidades nos MBAs e é argumentado que a mudança de paradigma é necessária para a recuperação de legimitidade, que garanta a perenidade dos negócios, mas não é explorado como podem ser alterados os estímulos à rentabilidade curto-prazista. Para Crane et al. (2014), apesar da popularidade da proposta de Porter e Kramer com comunidades de praticantes e acadêmicos, de ter sistematizado de forma inédita algumas áreas do conhecimento e ter conectado objetivos estratégicos e sociais; o conceito não é original, ignora as tensões inerentes à responsabilidade dos negócios, é inocente quanto à conformidade das empresas e é baseado em uma concepção superficial do papel das corporações na sociedade.
A exploração do ambiente no entorno das operações, de forma a gerar resultados interessantes àquelas comunidades, ao mesmo tempo em que permite a prosperidade do negócio; é um exercício convergente com a interpretação de Levy (2008), para quem as organizações atuam nos ambientes político-sociais-institucionais para obter a legitimidade necessária à sua atuação. Ambos se utilizam de uma perpectiva de mercado formado pela interação complexa de diferentes atores, e não na perspectiva reducionista de mercados, como ambiente de transações feitas por agentes racionais focados na sua maxização de utilidade. Porter e Kramer (2011), inclusive,
82 explicitam uma conceituação mais ampla de mercado: “The concept of shared value [...] recognizes that societal needs, not just conventional economic needs, define markets” (PORTER; KRAMER, 2011). Entretanto, Levy (2008) proveu uma pespectiva mais ampla, ao relacionar questões históricas, de poder e hegemonia.
Numa interpretação baseada nesse último autor, podemos considerar que o texto sobre o shared value contribui para a legitimação junto à comunidade acadêmica e executiva de formas de atuação de corporações em formatos híbridos com ONGs, principalmente em países emergentes. A proposta é semelhante às possibilidades de combinação das corporações com ONGs feita por Dahan et al. (2010) (oitavo artigo da seleção). Os exemplos dos dois textos, sempre de países emergentes, são muito semelhantes, muitos deles relacionados às comunidades nos entornos das operações das corporações, mostrando prosperidade através de ações possibilitadas pelo apoio dessas, sendo destacada a articulação do valor da base da pirâmide de Prahalad (2006). Os exemplos apresentados são sujeitos à crítica de Froud et al. (2006), comentada no item 4.3.2 deste trabalho. Sob o ponto de vista da geopolítica do conhecimento, ambos os artigos reproduzem a perspectiva hierárquica entre países desenvolvidos e emergentes, e contribuem para a maior permeabilidade dos interesses dos primeiros sobre os segundos.
Na conclusão de sua retrospectiva histórica, Kiechel III (2012) também defende o avanço do capitalismo, advogando resultados positivos em termos de geração de riqueza e educação. Também destaca sua íntima ligação com o management:
Management thought is spreading to wherever capitalism and more- or-less free markets find a home. By some counts that home has welcomed 3 billion new inhabitants over the past two decades, with the fall of Soviet communism and the economic liberalization of China and India. Capitalism and the managerial ideas that struggle to make it more productive have indisputably rendered the world richer and better educated. And not just the capitalist and managerial elite, including the estimated half million people awarded an MBA or its foreign equivalent last year: The percentage of people worldwide living below the poverty line has dropped dramatically in the past 50 years, while literacy rates have steadily climbed. (KIECHEL III, 2012, p. 69).
83 A citação de Kiechel III serve como exemplo para a argumentação de analistas de outras áreas do conhecimento, como Economia Política e Ciências Sociais, de que:
[...] a expansão do modelo de economia liberal de mercado em escala global vem sendo acompanhada pela maciça disseminação de discursos acadêmicos que ajudam a escamotear o fato de que “mercado livre” e princípios neoliberais correspondentes beneficiam uma minoria, em detrimento da maioria excluída. (FARIA, 2009, p. 74).
Sklair (2006) desafia a capacidade do capitalismo moderno de criar as condições para a maior parte das pessoas terem vidas satisfatórias. A autora descreve a globalização capitalista, forma dominante e específica de globalização, como dominante do sistema global por meio do controle de suas três esferas: primeiramente, a econômica, com a corporação transnacional (TNC – Transnational Corporation), a mais poderosa instituição globalizante dos tempos atuais; dirigidas pela classe capitalista transnacional (TCC – Transnational Capitalist Class), que domina a esfera política; e que opera a esfera cultural-ideológica, através da reinvindicação de que o capitalismo proporciona “felicidade”, em escala global, através do consumismo.
A globalização capitalista conta com uma força política que balanceia exclusão econômica, através de limitações para ascensão salarial das massas, e inclusão cultural-ideológica, incentivando o consumo acima das necessidades biológicas, para perpetuar a acumulação de capital por lucros privados. Para o autor, a TCC reconhece os problemas gerados por esse sistema – destaque para a desigualdade econômica e a destruição do meio ambiente, como questões a serem resolvidas, e não como crises: “The dominant capitalist discourses of globalization, competitiveness, and sustainable development serve to conceal the severity of the central crises of capitalist globalization” (SKLAIR, 2006, p. 29). O autor conclui sua análise afirmando que o capitalismo não é capaz de prover as condições para a maior parte das pessoas viverem satisfatoriamente, e que alternativas, à globalização capitalista, são urgentes. Sugere ainda que as alternativas mais frutíferas são a globalização dos direitos humanos, econômicos e sociais.
84 Apesar de, como argumentado ao longo do trabalho, a literatura mainstream de GE tomar como verdade traços da visão de mundo neoliberal, como concepções simplificadas de mercado e a teoria da agência para tratar de governança corporativa, são encontradas algumas peças de literatura como a de Porter e Kramer (2011) e Kiechel III (2012) que participam do debate sobre os tipos de capitalismo. Apesar de exporem uma certa disposição para o debate e admitirem problemas na organização econômica contemporânea, as argumentações propostas passam pelo reforço dos traços neoliberais e não por revisões mais profundas no alicerces do ordenamento econômico contemporâneo.
85 6 CONCLUSÃO
São crescentes as críticas ao papel do campo de GE nos processos de expansão e aprofundamento de desigualdades produzidas que vem sendo protagonizadas pelo avanço global do neoliberalismo. Mais especificamente, é preocupante a extraordinária expansão desse campo do conhecimento em décadas recentes, em especial no mundo em desenvolvimento. O trabalho promove então a análise histórica da área de GE em paralelo ao surgimento e evolução do ideário e das reformas neoliberais, destacando os processos de financeirização e globalização, sob uma perspectiva crítica. A perspectiva histórico-crítica desenvolvida na seção de revisão de literatura reconhece e analisa as relações entre esse campo do conhecimento e o ordenamento geopolítico e econômico fomentado pela globalização neoliberal por meio do reconhecimento de literaturas que são virtualmente negligenciadas pelo conhecimento em GE.
Um framework integrado resultante foi aplicado para a análise de uma seleção específica da literatura, que permitiu a verificação e extensão da perspectiva histórico-crítica desenvolvida neste trabalho. Foram então indentificadas cinco grandes temas: geopolítica do conhecimento; empiricismo cientificista e outras considerações metodológicas; concepções simplificadas de mercados; governança corporativa, e capitalismo.
Este estudo mostra que a combinação de superpotências surgida no fim da segunda Guerra Mundial permitiu aos EUA assumir o posto de centralidade na esfera da geopolítica do conhecimento, até então ocupado pela Europa. O processo de americanização do ocidente ao longo da Guerra-Fria permitiu a consolidação de periódicos e instituições acadêmicas estadunidenses em posições centrais na rede que irradia conhecimento, principalmente a partir dos EUA, para o resto do mundo (Terceiro Mundo, na época). No caso de GE e de outras disciplinas ligadas à gestão, esse fluxo ocorre prinicpalmente pelas escolas de negócios, que buscam aplicar às suas realidades locais o conhecimento desenvolvido no centro. Mecanismos como incentivos à citação de publicações mais citadas perenizam os periódicos americanos nas posições centrais da rede, permitindo criar definições de GE e marginalizar o conhecimento desenvolvido em outros países. Para sustentar esse processo hegemônico de universalização, métodos quantitativos têm sido aplicados em GE desde o surgimento desse campo, apesar das
86 muitas críticas e dificuldades para sua aplicação rigorosa. Estudos de caso curto contribuem marginalmente para o aprofundamento ou especificações baseadas nos estudos quantitativos e teorizações correspondentes. Apesar de extremamente populares, o conhecimento cientificista de GE oferece descrições e explicações superficiais para o desempenho das corporações, além de tratarem o ambiente externo de forma ”imperialista”.
Faria (2009) remete o dilema entre rigor e relevância aos primórdios da área de gestão, quando os acadêmicos eram muito mais instrutores do que teóricos ou pesquisadores e o foco das suas atividades era a produção de conhecimento relevante para a prática. Com o avanço das críticas de que a área carecia de rigor científico, a academia respondeu com vigor, contratando acadêmicos com formação em economia, engenharia, psicologia e sociologia, além do surgimento do imperativo das pesquisas quantitativas e das reformas nos currículos da área: “O maior rigor na área ajudou não somente a promover a maciça exportação de conhecimento made in USA em gestão, mas também fazer com que acadêmicos de outros países seguissem aquela rota aparentemente ‘universal’” (FARIA, 2009, p.40).
Em um segundo momento, o autor afirma que o debate passou a ser a ênfase excessiva no rigor ao invés da relevância até que, nos dias atuais, a querela migrou para o desafio da conciliação entre rigor e relevância. Entre os desdobramentos da discussão destaca-se o fortalecimento da própria academia anglo-americana, na medida em que quanto mais criticam a própria produção, mais ignoram a produção de outros países e regiões; além de que tornar o conhecimento mais voltado para a prática é central não apenas para torná-lo mais relevante mas também para fazer com que pareça apolítico,
Um exemplo desse tratamento imperialista é observado na literatura focada em limitações institucionais de países emergentes. Além de embutir uma hierarquização entre desenvolvidos e emergentes, essa literatura dá a entender que aberrações institucionais que permitem e legitimam distorções produzidas pela globalização neoliberal não existem nos países do centro do sistema-mundo.
Um dos principais canais de vinculação do contexto neoliberal com a GE é a intrusão da teoria da agência em GE, mais especificamente em governança corporativa. Inicialmente tratada como uma solução para o conflito entre acionistas e administradores, a teoria permitiu o crescimento exponencial dos salários dos executivos das corporações e também incentivou atitudes que levaram a escândalos contábeis como os da Enron, World Com e a crise do sub-prime de 2007-2008. A teoria
87 da agência se popularizou nos livros de gestão na máxima “o objetivo da firma é maximizar a riqueza do acionista”, negligenciando outras teorias como a dos
stakeholders e, mais importante, dogmatizando o retorno financeiro ao mesmo tempo
que minimiza a relevância de questões da sociedade para a firma, concordando com um dos princípios da corporação de Chandler: “I deal with broad political, demographic, and social development only as they impinge directly on the ways in which the enterprise carried out the process of production and distribution” (CHANDLER, 1977, p. 6). A obsessão da GE em explorar a governança corporativa por meio da teoria da agência também dificulta a produção e legitimação de teorizações de GE que contemplem empresas familiares e organizações estatais ou híbridas que são típicas em economias emergentes.
Ao longo de sua história, a literatura de gestão, de forma semelhante à literatura neoliberal de áreas como direito e economia, também tem sofrido influência direta das corporações através dos financiamentos à linhas de pesquisa e instituições, além de posições interelacionadas em redes de relacionamento. A produção científica em GE, além de fornecer ferramentas para a corporação, alimenta o discurso hegemônico que legitima a atuação controversa das mesmas em escala global.
Ao se limitar às questões econômicos específicas do desempenho das empresas, GE se se apequena de forma problemática. No seu discurso mainstream, a área se apoia no cientificismo para aparentar uma capacidade de construir regras universais que expliquem a performance das firmas, e prescreve modelos de análise racioniais que contribuem para o avanço do modelo neoliberal. Dessa forma, o campo da gestão estratégica continua em franca expansão, apesar das crescentes e necessárias críticas ao seu papel na construção de desigualdades em escala global.
A perpsectiva crítica desenvolvida nesta dissertação não deve ser classificada como uma especificidade em GE conectada ao atraso histórico do mundo em desenvolvimento. Fotaki e Prasad (a ser publicado) argumentam que boa parte dos educadores em gestão, currículos e filosofias de ensino se baseia em perspectivas econômicas ortodoxas, subordinadas à hegemonia do capitalismo neoliberal, que impede o exame crítico da crescente desigualdade social, que envolve os negócios e que são por ela afetados. Para os autores, não há críticas prolongadas aos modelos de negócio dominantes do ponto de vista da sociedade, além de não ser suficiente o exame de como práticas organizacionais estabelecidas magnificam o quadro global de desigualdades e injustiças.
88 Este trabalho explorou como o ordenamento econômico e geopolítico da contemporaneidade contribuiu para a focalização de algumas áreas da atividade empresarial por GE, em detrimento de outras. A possibilidade de discussão do ordenamento econômico e geopolítico a partir do campo de GE, mostra que acadêmicos da área podem contribuir para debates mais amplos sobre as escolhas que podem ser feitas pela sociedade.
Esta dissertação é particularmente relevante por estender as agendas críticas enunciadas na Europa e por abraçar uma perspectiva histórico-crítica que mostra como e por que conhecimento em GE não é governado exatamente por pesquisadores individuais. Acadêmicos da área apontam algumas direções para a gestação de condições que possibilitem mudanças significativas na estrutura hegemônica do capitalismo neoliberal.
Pesquisadores ligados ao movimento do Strategy-as-Practice como Vaara e Durand (2012), por exemplo, argumentam que pesquisadores de GE devem ir além da seleção de recursos da firma e do posicionamento de seus produtos no mercado. Mesmo não explorando a estrutura da globalização neoliberal, os autores argumentam que a disciplina deve se somar à outras no tratamento de questões importantes para a sociedade contemporânea como crises financeiras, destruição do meio-ambiente, cadeia de produção das drogas e trabalho escravo e infantil. Tais problemas estão relacionados à gestão estratégica de complexas e intrincadas estruturas e processos organizacionais:
Apart from the pragmatic and ethical needs to pursue relevance, strategic scholars have something to offer; in fact, a ‘competitive advantage’ vis-a-vis many other disciplines. This is because strategy research has developed theories and methods that focus on the challenges of decision-making and problem-solving in complex organizational settings. Furthermore, strategy is at the interface of changing organizations in changing environments (Aldrich and Ruef, 2006; Baum and Singh, 1994; Durand, 2006). Unlike economics, strategy scholars can focus on the specific organizational resources, capabilities and their idiosyncratic combinations with enabling and constraining implications. Strategy research also provides tools to understand the rationales for organizations to shape the environment that in turn will determine their survival. Unlike sociology and psychology, strategic management concentrates on how organizations as intermediary agents – not, for example, social classes or individuals – make decisions with significant impact on wealth, nature and society. (VAARA; DURAND, 2012, p. 249)
89 Mesmo não problematizando a relação de interdependência assimétrica enre conhecimento de GE e dimensões centrais da globalização neoliberal, os autores argumentam que para ampliar o potencial de GE em lidar com questões sociais mais amplas, é necessário desafiar o papel e escopo da pesquisa contemporânea em GE. São sugeridas cinco direções:
a) ir além da performance financeira, justapondo-a com as diversas outras considerações pertinentes das escolhas estratégicas, englobando implicações éticas e sociais, ampliando e foco e adicionando capacidade explicativa para GE, uma vez que performance é uma variável definida historicamente e contextualmente;
b) contextualizar as ações, explorando como as estratégias emergem nas e através das interações dos diferentes atores desempenhando diferentes papéis. Uma análise séria de questões sociais amplas devem lidar com uma rede de atores estratégicos em campos organizacionais complexos, devendo ir além da seleção de recursos de uma empresa e do posicionamento de seus produtos no mercado;
c) focar nas práticas estratégicas e organizacionais que possibilitam e restringem o fazer estratégia, desenvolvendo uma compreensão mais aprofundada da ação estratégica ocorrendo em uma rede de práticas que permite e restringe a ação dos atores;
d) análise processual do fazer estratégia, tendo em vista a compreensão de como problemas e crises foram construídos e como podem ser tratados em meio à mudança dinâmica; e
e) análise crítica de crenças, mitos e normas implícitas que formam bases para a ação tomadas como verdadeiras ou modismos, em complemento à visão de estratégia como resultado de escolhas racionais e decisões otimizadas.
Para Gintis e Khurana (2007), o modelo de homo Economicus da teoria econômica neoclássica domina o pensamento em gestão com relação à natureza do comportamento gerencial, o que implica na seleção de gestores para o top management que se interessam quase que exclusivamente em ganho financeiro pessoal, e também na indução de suas ações baseado na minimização das diferenças dos retornos financeiros
90 para os acionistas e aqueles dos principais gestores da empresa. Logo, a economia