2. Le rapport au travail dans l’organisation culturelle
2.1. Le passage de l’artiste à l’entrepreneur collectif
O ensaio de digestibilidade ocorreu entre o 42º e 49º dia do confinamento, para tal, foram quantificadas e coletadas as sobras e fezes (coleta total) de cada animal durante esse período. Foi feita amostra composta de fezes e sobras de cada animal ao longo do período de coleta, e armazenadas a - 18°C para posteriores análises bromatológicas. Para coleta total de fezes, foram utilizadas bolsas apropriadas, confeccionadas com lona e fixadas por faixas de náilon de forma a causar o menor incômodo possível aos animais. No final do período experimental, as amostras de sobras e fezes foram secas em estufa de ventilação forçada, a 55ºC, durante 72h. Posteriormente, foram processadas em moinhos de facas tipo Willey (Tecnal, Piracicaba, São Paulo, Brasil) com peneira de malha de 1mm para realização das análises bromatológicas.
O consumo dos nutrientes foi estimado por meio da diferença entre o total de cada nutriente contido nos alimentos ofertados e o total de cada nutriente contido nas sobras.
Os coeficientes de digestibilidade (CD) da MS, PB FDN e EE foram calculados da seguinte forma:
CD= [(kg da fração ingerida – kg da fração excretada)] / (kg da fração ingerida) X 100. O consumo de nutrientes digestíveis totais (NDT) foi calculado segundo Sniffen et al. (1992) pela equação CNDT = (CPB-PBf) + 2,25 (CEE- EEf)
+ (CCHOT- CHOTf), em que CPB, CEE e CCHOT significam, respectivamente, consumo de PB, EE e CHOT, enquanto PBf, EEf e CHOTf referem-se as excreções de PB, EE e CHOT nas fezes.
Os valores relativos ao consumo foram expressos em gramas por dia (g/dia), percentual do peso corporal (% PC) e gramas por quilo de peso metabólico (g/kgPC0,75), que é obtido por meio da divisão do consumo diário (g) pelo peso corporal0,75.
Os teores de nutrientes digestíveis totais (NDT) foram obtidos a partir da seguinte equação:
NDT (%) = (Consumo de NDT / Consumo de MS) x 100. 2.5 Comportamento ingestivo
A cada período de 26 dias foram realizadas observações de cada animal , individualmente, durante período de 24h em intervalos de cinco minutos, segundo metodologia proposta por Johnson & Combs (1991). Os dados do comportamento ingestivo foram registrados por dois observadores treinados, posicionados de modo a haver mínima interferência no comportamento dos animais. Também foram registrados o número das mastigações (movimentos merícicos) e o número de bolos ruminados por dia. Adicionalmente, também foram contabilizados o tempo dispendido e o número de mastigações realizadas em cada bolo ruminal, por animal. A eficiência de ingestão (EI), eficiência de ruminação (ER), o tempo total de mastigação (TTM, h/dia), assim como a soma do tempo de ingestão e ruminação (TI e TR) foram determinados segundo Burger et al. (2000). Os resultados dos parâmetros comportamentais avaliados foram obtidos utilizando-se as seguintes equações: NBR = TR/NM; NR = NBR x NM; EIMS = CMS/ TI; EIFDN = CFDN/TI ERMS = CMS /TR; ERFDN = CFDN/TR TTM = TI + TR,
Onde NBR = número de bolos ruminais; NM = número de mastigações por dia; EIMS = Eficiência de ingestão da MS (g de MS ingerida/h); EIFDN = Eficiência
= consumo de FDN; ERMS = Eficiência de ruminação da MS (g de MS ruminada/h);
ERFDN = eficiência de ruminação da FDN (g de FDN ruminada/h), TTM = tempo
total de mastigação (h/day).
Três mensurações foram obtidas (3 dias de observações) para cada animal a cada parâmetro avaliado. Baseada nessas três mensurações, a média para cada parâmetro foi calculada para ser submetida a análise estatística.
2.6 Metabólitos sanguíneos
No 60º dia do experimento foi realizada a coleta de sangue por meio de punção da veia jugular no momento da oferta matinal da ração, 2, 4 e 6 horas após o arraçoamento. Foram coletados aproximadamente 16 mL de sangue de cada animal por meio de sistema à vácuo e tubos com gel separador de coágulo (Becton, Dickson and Co., São Paulo, São Paulo, Brasil) foram utilizados.
Após a coleta, as amostras foram centrifugadas a 3.500 RPM por 15 minutos para separação do soro. As concentrações séricas de ureia foram obtidas por meio de método enzimático UV e as de glicose por método glicose-oxidase (Labtest, Lagoa Santa, Minas Gerais, Brasil). Estes metabólitos sanguíneos foram mensurados em todos os períodos de coleta. A concentração de N-uréico sérico foi calculada admitindo-se 46% de N na uréia.
As concentrações séricas de colesterol total foram obtidas por método enzimático de ponto-final, as de triglicérides e gama glutamil transferase (GGT) por método cinético colorimétrico e as de alanina aminotransferase (ALT) e aspartato aminotransferase (AST) por método cinético UV. Estas variáveis foram mensuradas em analisador bioquímico (Modelo A15, Byosistems, Barcelona, Espanha) por meio de kits bioquímicos (Labtest, Lagoa Santa, Minas Gerais, Brasil) no soro obtido no primeiro período de coleta, no momento do arraçoamento.
2.7 Estatística
O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, com quatro tratamentos e onze repetições. O seguinte modelo foi utilizado:
Yij = μ + si +eij;
em que: Yij = valor observado; μ = média geral; si = efeito dos níveis de
Utilizou-se o comando PROC GLM (do programa estatístico SAS 9.1®). Contrastes polinomiais foram utilizados para se determinar o efeito linear e quadrático dos tratamentos. O peso inicial foi utilizado no modelo estatístico como covariável quando significativo.
Para análise temporal (ureia e glicemia), utilizou-se o comando PROC MIXED (do programa estatístico SAS 9.1®), nesta avaliação foi considerado um modelo misto com os tratamentos (3GL), tempo pós-prandial (3GL) e suas interações (9GL) como efeitos fixos. A estrutura de erros utilizada foi a auto regressiva de primeira ordem “AR (1) ” por apresentar menor valor de BIC (critério de informação Bayesiano). Foram usados contrastes polinomiais (linear, quadrático e cúbico) para verificar o efeito do nível de inclusão, tempo pós-prandial de coleta de sangue e interação entre eles. A significância foi declarada quando P < 0,05 e tendências foram declaradas quando P ≤ 0,10.
3. RESULTADOS
O consumo de nutrientes foi influenciado pela inclusão de glicerina bruta na dieta (Tabela 3). Para o consumo de matéria seca (P = 0,018), proteína bruta (P < 0,01), extrato etéreo (P < 0,01) e matéria orgânica (P = 0,025) foi observado comportamento quadrático com a inclusão de glicerina. O consumo de matéria seca, importante variável para animais produtores de carne, foi crescente até 4,52% de inclusão.
Tabela 3. Consumo de nutrientes por cordeiros submetidos a dietas com glicerina bruta
Item Glicerina bruta (% da MS) EPM1 Valor de P
0,00 7,00 14,00 21,00 L2 Q3 CMS (% PV)4 4,16 4,18 3,76 3,24 0,102 <0,001 0,020 CMS (g/ Kg PV0,75)5 94,33 96,42 85,30 73,46 2,147 <0,001 0,006 Consumo (g) MS 1111,55 1193,77 998,69 862,89 42,96 <0,001 0,018 PB 187,96 204,46 172,54 140,48 7,915 <0,001 0,004 EE 24,81 48,11 59,31 68,47 1,972 <0,001 0,001 FDN 456,89 485,05 388,28 341,41 18,29 <0,001 0,058 CNF 372,98 368,61 295,66 238,18 13,20 <0,001 0,057
MO 1042,65 1106,24 915,80 788,55 39,68 <0,001 0,025 NDT 867,91 932,11 779,79 673,76 33,55 <0,001 0.017 Equações de Regressão MS Ŷ = -1,1195x2 + 10,127x + 1127 PB Ŷ = -0,2488x2 + 2,7439x + 190,18 EE Ŷ = -0,0723x2 + 3,5516x + 25,278 FDN Ŷ = -6,2308x + 482,75 CNF Ŷ = -6,7553x + 389,42 MO Ŷ = -0,9804x2 + 7,0349x + 1057,2 NDT Ŷ = -0,8741x2 + 7,9072x + 880
1Erro padrão da média, 2 Significância Linear, 3 Significância quadrática, 4 Consumo de matéria seca
em valor percentual ao peso corporal, 5 Consumo de matéria seca em g/kg de peso metabólico. Os consumos de fibra em detergente neutro (CFDN) e de carboidratos não- fibrosos (CCNF) decresceram linearmente com a inclusão de glicerina bruta na dieta.
Os nutrientes efetivamente consumidos pelos animais (Tabela 4) sofreram influência da inclusão da glicerina bruta nas dietas e demonstram que não houve seleção do volumoso em detrimento ao concentrado.
A inclusão de glicerina bruta também exerceu influência em relação à digestibilidade de nutrientes (Tabela 5). Todos os coeficientes de digestibilidade apresentaram comportamento linear decrescente, exceto o coeficiente de digestibilidade do extrato etéreo que apresentou comportamento linear crescente. Tabela 4. Composição química da dieta efetivamente consumida por cordeiros
submetidos a dietas com glicerina bruta
Glicerina Bruta (% MS) EPM Valor de P
Efetivamente consumido (% MS) 0,00 7,00 14,00 21,00 L Q PB 16,91 17,12 17,30 16,27 0,232 0,2675 0,0852 EE 2,24 4,03 5,94 7,95 0,029 <0,0001 0,0025 FDN 41,04 40,67 38,82 39,54 0,447 0,0116 0,3220 CNF 33,61 30,84 29,62 27,64 0,302 <0,0001 0,2582 MO 93,80 92,67 91,69 91,40 0,119 <0,0001 0,0258
Para cada 1% de glicerina bruta adicionada ocorre redução de 0,87; 0,84; 1,62; 0,39 pontos percentuais nos coeficientes de digestibilidade da MS, PB, FDN e CNF, respectivamente. No entanto, em relação à digestibilidade do EE, para cada
1% de glicerina bruta adicionada há incremento de 0,31% no coeficiente de digestibilidade desta fração analítica.
O teor de NDT das dietas também decresceu linearmente com a adição de glicerina (Tabela 5).
Tabela 5. Digestibilidade aparente dos nutrientes (%) de dietas para cordeiros com níveis de glicerina bruta
Item Níveis de glicerina bruta (%) EPM1 Valor de P
0,00 7,00 14,00 21,00 L2 Q3 Coeficiente de digestibilidade MS 79,18 77,49 72,44 60,49 3,26 0,003 0,202 PB 79,25 76,51 73,18 60,72 3,47 0,006 0,263 EE 86,16 92,51 93,15 93,27 1,30 0,014 0,084 FDN 71,40 68,81 61,83 35,78 6,28 0,006 0,153 CNF 93,49 91,76 87,75 85,61 0,82 <0,001 0,839 NDT 78,08 78,08 74,80 65,13 3,01 0,0199 0,2031 Equações de Regressão MS Ŷ = -0,8732x + 81,571 PB Ŷ = -0,8415x + 81,25 EE Ŷ = 0,3138x + 87,977 FDN Ŷ = -1,6265x + 76,531 CNF Ŷ = -0,395x + 93,798 NDT Ŷ = -0,6021x + 80,343
1Erro padrão da média, 2 Significância Linear, 3 Significância quadrática.
O desempenho produtivo dos animais também foi influenciado pela inclusão de glicerina bruta, que promoveu comportamento quadrático nas variáveis avaliadas (Tabela 6) para as variáveis peso final (P< 0,01), ganho médio diário (P< 0,01) e
conversão alimentar (P =0,017).
A inclusão de glicerina bruta em até 5,8% da MS promoveu aumento no ganho de peso, com máximo de 39,32 kg para a variável peso final. O mesmo comportamento pode ser observado para o ganho médio diário que apresentou comportamento crescente até 3,83% de inclusão de glicerina e para a conversão alimentar que foi decrescente até 5,09% de inclusão.
Tabela 6. Desempenho produtivo de cordeiros submetidos a dietas com glicerina bruta
Item Nivel de glicerina bruta (%) EPM1 Valor de P
0 7 14 21 L2 Q3 Peso Inicial 22,96 24,86 23,64 24,26 1,09 - - Peso Final 37,88 40,45 35,99 32,27 1,27 0,001 0,015 GMD4 (g) 191,24 199,83 158,28 102,62 8,85 <0,001 0,001 CA5 5,85 6,02 6,38 9,51 0,49 <0,001 0,017 Equações de regressão Peso Final Ŷ= -0,0323x2 + 0,3745x + 38,237 GMD4 (g) Ŷ = -0,3285x2 + 2,5139x + 192,9 CA5 Ŷ = 0,015x2 - 0,1527x + 5,9659
1 Erro padrão da média; 2 Significância Linear, 3 Significância quadrática. 4Ganho médio diário; 5Conversão alimentar.
Em relação aos tempos dispendidos com as atividades de ruminação, ingestão e períodos de ócio (Tabela 7), a inclusão de glicerina não promoveu mudanças (P > 0,05). Observa-se, no entanto, uma tendência de comportamento quadrático para o tempo dispendido com ingestão (P = 0,080) e ócio (P = 0,052).
Tabela 7. Tempo despendido para ingestão, ruminação e ócio por cordeiros submetidos a dietas com glicerina bruta
Item Níveis de glicerina bruta (% MS) EPM1 Valor de P
0,00 7,00 14,00 21,00 L2 Q3
Tempo dispendido por dia (%)
Ruminação 33,74 35,95 34,00 29,80 1,89 0,128 0,116
Ingestão 14,41 16,41 17,52 13,51 1,64 0,831 0,080
Ócio 51,85 47,60 48,48 56,69 2,93 0,271 0,052
1 Erro padrão da média;2 Significância Linear, 3 Significância quadrática
Não houve influência (P > 0,05) da adição de glicerina bruta sobre o número de episódios de ruminação, visitas ao cocho e ócio, bem como sobre a duração destes (Tabela 8). Ocorreu, todavia, tendência de comportamento quadrático para o tempo de duração dos eventos de ócio (P = 0,086).
Tabela 8. Número de períodos de ingestão, ruminação e ócio e duração média de cada evento por cordeiros submetidos a dietas com glicerina bruta
Item Níveis de inclusão (%) EPM1 Valor de P
0,00 7,00 14,00 21,00 L2 Q3
Número de eventos/dia
Ruminação 23,33 24,18 23,09 20,64 1,57 0,209 0,315
Visita ao cocho 15,42 17,09 16,73 14,45 1,63 0,656 0,235
Ócio 36,08 38,27 36,91 32,18 2,19 0,185 0,121
Duração média dos eventos (minutos)
Ruminação 21,10 22,21 22,52 21,54 1,61595 0,825 0,525
Visita ao cocho 13,17 14,91 16,04 13,48 1,31884 0,735 0,120
Ócio 22,63 18,77 20,56 27,35 2,92314 0,243 0,086
1 Erro padrão da média;2 Significância Linear, 3 Significância quadrática
As eficiências de ingestão (Tabela 9) da MS (P < 0,01) e da FDN (P < 0,01) foram afetadas pela inclusão de glicerina bruta na dieta.
Tabela 9. Eficiência de ingestão e ruminação da matéria seca e fibra em detergente neutro e número de mastigações merícicas de cordeiros submetidos a dietas com glicerina bruta
Item Níveis de inclusão (%) EPM1 Valor de P
0,00 7,00 14,00 21,00 L2 Q3
Eficiência de ingestão (g / hora)
MS 548,21 366,27 252,56 246,02 61,43 0,005 0,261
FDN 224,69 146,15 96,29 98,20 25,45 0,004 0,215
Eficiência de ruminação (g / hora)
MS 180,76 145,38 130,91 98,94 13,24 0,001 0,908 FDN 73,36 57,48 50,06 38,93 5,205 <,0001 0,688 Mastigações merícicas MS (g) / bolo 2,49 2,20 1,72 1,41 0,18 <,0001 0,965 Número / bolo 579,73 586,12 611,43 507,86 37,25 0,269 0,158 Número / dia 8.520 9.133 7.773 7.779 7.547 0,296 0,693 Equações Eficiência de ingestão da MS Ŷ= -14,729x + 508,81 Eficiência de ingestão da FDN Ŷ = -6,2028x + 206,87 Eficiência de ruminação da MS Ŷ = -3,7232x + 178,15 Eficiência de ruminação da FDN Ŷ = -1,5881x + 71,67 MS (g) / bolo Ŷ = -0,0531x + 2,513
Para cada 1% de glicerina bruta adicionada, houve a redução de 14,73g/h e 6,20g/h, respectivamente, para as eficiências de ingestão de MS e FDN. O mesmo comportamento foi observado para a eficiência de ruminação, que apresentou redução de 3,72g/h para MS (P < 0,01) e de 1,59g/h para FDN (P < 0,01) para cada 1% de glicerina adicionada à dieta.
A inclusão de glicerina bruta na dieta também promoveu alterações nas concentrações séricas de ureia (P < 0,01) e glicose (P < 0,01) dos animais e estas variáveis decresceram linearmente com o aumento da inclusão. Os valores de glicose e ureia não estão dentro dos valores normais preconizados para a espécie ovina que são, para glicemia, de 50 – 80mg/dL e, para ureia, de 17- 43 mg/dL (KANEKO, 1997).
Além da influência nas concentrações de ureia sérica por meio da dieta, ocorreu também modificações decorrentes do período da coleta (P = 0,0253), que se deu no momento da oferta, 2h, 4h e 6h após o arraçoamento (Figura 1).
Figura 1. Níveis de ureia sanguínea de cordeiros submetidos a dietas com glicerina bruta em função do tempo de coleta. Tratamento com 0% de glicerina (a); com 7% de glicerina (b); com 14% de glicerina (c); com 21% de glicerina (d)
No entanto, não foi observado nenhum tipo de interação (P > 0,05) entre tratamento e período de coleta para as variáveis citadas acima (Tabela 10).
Em relação aos metabólitos sanguíneos albumina, globulina e à razão entre estas duas proteínas (Tabela 11), a inclusão de glicerina não decorreu em mudanças em suas concentrações e valores (P > 0,05).
Tabela 10. Interações tempo de coleta e tratamento nos níveis de glicose e N- Uréico de cordeiros submetidos a dietas com glicerina bruta
Item Tratamento Tempo Interação
L1 Q2 L1 Q2 L1 Q2
Glicose <,0001 0,594 0,689 0,172 0,712 0,624
Ureia 0,008 0,443 0,302 0,025 0,646 0,538
1 Significância Linear, 2 Significância quadrática
Os valores encontrados para albumina sérica estão dentro dos preconizados como referência para ovinos (BRITO et al., 2006; BALIKCI et al., 2007; MOHRI et al., 2009), assim como as concentrações de globulina e razão albumina:globulina (KANEKO et al., 1997).
Figura 2. Níveis de Uréia e Glicose sanguíneas de cordeiros submetidos a dietas com glicerina bruta
Em relação ao perfil energético (Tabela 12), a inclusão de glicerina bruta ocasionou alteração de concentração para o colesterol (P = 0,043) que apresentou comportamento linear crescente. Os valores obtidos também se encontram acima dos valores de referência preconizados por Kaneko et al. (1997) que estabelece faixa de normalidade entre 52 – 76 mg/dL, bem como acima de valores encontrados por alguns estudos com ovinos em território brasileiro (RABASSA et al. 2010; SANTOS et al. 2011; ARAÚJO et al., 2014).
Tabela 11. Metabólitos sanguíneos de cordeiros submetidos a dietas com glicerina bruta
Item Níveis de Glicerina Bruta EPM1 Valor de P
0,00 7,00 14,00 21,00 L2 Q3
Proteína total (g/dL) 8,05 8,11 8,15 7,56 0,51 0,564 0,571
Albumina (g/dL) 3,12 3,05 3,38 3,02 0,11 0,969 0,278
Globulina (g/dL) 4,93 5,06 4,99 4,54 0,47 0,588 0,580
Relação A: G 0,67 0,65 0,73 0,72 0,06 0,409 0,943
1 Erro padrão da média;2 Significância Linear, 3 Significância quadrática
A concentração de triglicérides não foi influenciada (P > 0,05) pela adição de glicerina bruta na dieta dos ovinos e o mesmo é verdade para os valores de alanina - aminotransferase (ALT), aspartato-aminotransferase (AST) e gama glutamil transferase.
Tabela 12. Perfil energético de cordeiros submetidos a dietas com glicerina bruta
Item Níveis de Glicerina Bruta EPM1 Valor de P
0,00 7,00 14,00 21,00 L2 Q3
Metabólitos sanguíneos (mg/dL)
Colesterol 76,60 85,69 77,55 101,89 6,67 0,0429 0,3049
Triglicérides 78,82 84,64 80,58 95,05 11,11 0,4134 0,7261
Atividade enzimática (U/L)
ALT 23,02 18,50 21,38 17,82 2,06 0,2068 0,8321
AST 133,43 130,67 147,45 129,37 11,19 0,931 0,5261
GGT 5,77 6,26 6,76 10,77 1,57 0,2142 0,5297
1 Erro padrão da média;2 Significância Linear, 3 Significância quadrática
4. DISCUSSÃO