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Lagrangean Relaxation

Dans le document R.L. Graham, La Jolla B. Korte, Bonn (Page 122-130)

Integer Programming

2 This is not the only way how total unimodularity can be used to prove that

5.6 Lagrangean Relaxation

“Todo o projeto de planeamento deve encontrar o seu ponto de partida na conceção e conteúdos dos programas ou

normas programáticas de ensino”

(Bento, 2003, p. 7)

Para que o planeamento seja direcionado e possa proporcionar aprendizagens significativas nos alunos é fundamental que seja elaborado em conformidade com o contexto real e baseado nas diretrizes que regulam o ensino.

Neste sentido, após tomar conhecimento que iria ser responsável por uma turma do 12º ano, senti a necessidade de analisar o Programa Nacional de Educação Física, as suas finalidades, objetivos e conteúdos referentes a este nível de ensino. Apesar de visar a uniformização da abordagem das diferentes modalidades, este documento prevê a necessidade de adaptação das suas diretrizes ao contexto escolar. Deste modo, cada escola tem a possibilidade de adequar o Programa Nacional de EF da melhor forma aos seus alunos e às condições que tem à sua disposição.

A consulta e interpretação das principais linhas orientadoras do Projeto Educativo de Escola, associada ao conhecimento aprofundado dos alunos da turma, foram essenciais para que eu pudesse adaptar o programa ao contexto em que estava inserida. Também a análise do Regulamento Interno foi importante para o estabelecimento de regras de comportamento e normas de conduta nas aulas de EF.

Para além destes documentos, foi fundamental a análise do Plano Curricular de EF da ESAS, elaborado pelo grupo disciplinar. Este documento orientador da atuação dos professores é baseado no Programa Nacional de EF, contudo está devidamente ajustado ao contexto da escola. Nele pude analisar, de forma pormenorizada, os objetivos, conteúdos e indicações metodológicas para o 12º ano.

Apesar deste reajuste do Programa para as características da escola, senti, ainda, a necessidade de adaptar o plano curricular de EF às particularidades da minha turma, estabelecendo objetivos mais ajustados.

Ao confrontar o Programa Nacional de EF com o Plano Curricular de EF da ESAS, constatei que existia uma considerável diferença entre aquilo que o primeiro preconiza e o que o segundo apresenta. Verifiquei ainda que a grande maioria dos alunos da minha turma se encontrava num nível de desempenho inferior ao sustentado pelo Plano Curricular de EF em algumas matérias de ensino.

Considero que o requerido no Programa Nacional de EF não corresponde, em larga escala, às capacidades dos alunos. Com apenas duas aulas de 90 minutos por semana, em que efetivamente são apenas 70 minutos de tempo útil, questiono:

o Como é possível lecionar seis modalidades, com muitos conteúdos a ensinar, num ano letivo? Bem, na minha opinião, é possível… Impossível é que os alunos consigam aprender e alcançar níveis mais elevados.

o Como é possível um aluno “normal”1

do 12º ano realizar, por exemplo na Ginástica no Solo, um “salto de mãos à frente” ou um “flic-flac à retaguarda”, quando não realiza as habilidades mais básicas como os rolamentos? Não acredito, de todo, que seja possível… A dificuldade destes conteúdos é elevada, pelo que são necessárias muitas horas de prática para serem aprendidos, horas, essas, que a EF não tem à sua disposição.

De facto, a quantidade de matérias a lecionar, o número de conteúdos a ensinar e o nível dificuldade de alguns deles retratados no Programa Nacional de EF estão, na minha opinião, desajustados às condições que a EF tem à sua disposição e à tipologia dos alunos.

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Na prática, senti este desajuste em todas as modalidades lecionadas, o que me levou a refletir sobre o mesmo, em algumas situações:

“Na tarefa seguinte, que pretendia a exercitação dos lançamentos em

apoio e na passada, apercebi-me que praticamente todas as alunas têm grandes dificuldades em aplicar corretamente o lançamento na passada. Confesso que não fiquei surpreendida, na medida em que, apesar de ser um conteúdo que, segundo o programa nacional, é trabalhado desde o segundo ciclo, é uma habilidade que habitualmente acarreta complicações na aplicação. Tal deve-se à dificuldade de coordenar os apoios, elevar o membro inferior e executar o lançamento com o membro superior do lado do cesto.

(Reflexão de Aula, 16 de janeiro de 2013, Basquetebol)

“Confesso que fiquei surpreendida com o facto da turma não tenha consolidado o passe e corte, na medida em que é um dos primeiros e principais conteúdos trabalhados desde o 2º ciclo, segundo o Programa Nacional de Educação Física. Neste sentido, considero que esta ação já deveria ser quase que espontânea. Todavia, esta situação levar-me-ia a uma reflexão crítica à real aplicação do Programa Nacional, sendo que algumas escolas não têm em consideração o documento aquando do planeamento. Por outro lado, agora que estou deste lado, do lado dos professores, tenho consciência que o currículo das multiatividades preconizado pelo programa não tem uma aplicabilidade muito positiva. Caso este currículo seja aplicado, dificilmente haverá tempo suficiente de exercitação para que os conteúdos sejam consolidados e haja um efetivo transfer entre anos de escolaridade. No entanto, caso não seja aplicado, os professores devem selecionar menos modalidades do que mencionado no programa, para que seja possível estabelecer-se um ciclo de ensino/aprendizagem bem conseguido, incluindo as funções didáticas introdução, exercitação e consolidação.”

Posto isto, seguindo a lógica preconizada pelo Plano Curricular de EF da ESAS, estabeleci, em todas as modalidades, objetivos mais realistas e menos ambiciosos. Tentei, desta forma, dar primazia ao ensino dos conteúdos básicos, sem os quais será impossível transitar para conteúdos mais complexos. Para além destes, procurei dar importância à dimensão do saber ser, uma vez que a EF visa o desenvolvimento integral dos alunos, incluindo, desta forma, para além o domínio motor e cognitivo, o sócio afetivo.

As modalidades que lecionei ao longo do ano foram a Ginástica no Solo, de Aparelhos (salto de cavalo) e Acrobática, Andebol, Atletismo, Basquetebol, Badminton, Judo e Futsal. Tenho consciência que os meus alunos poderiam ter aprendido muito mais não fosse este currículo das multiatividades. Desta forma, o tempo dedicado a cada modalidade seria maior, potenciando a aprendizagem e evolução para níveis superiores por parte dos alunos.

Dans le document R.L. Graham, La Jolla B. Korte, Bonn (Page 122-130)