Simplex Algorithm
2 The property (c) of optimum solutions is often called complementary
3.4 Convex Hulls and Polytopes
Durante todo o ano letivo respeitante ao EP, tive a oportunidade de vivenciar diferentes experiências no desempenho das diversas funções da atividade docente. Para além do encaminhamento da turma que me foi atribuída, assim como a turma que partilhei com o NE, foram-me exigidas outras tarefas no âmbito da comunidade escolar.
No momento inicial do ano letivo, a primeira experiência que tive na escola foi a reunião do agrupamento escolar. Esta foi uma experiência bastante diferente e que marcou a minha visão da escola para o restante processo. Nessa reunião discutiram-se os mais variados temas, nomeadamente assuntos relacionados com o Projeto Curricular de EF, a alteração da duração das aulas para alguns anos de escolaridade, assim como outros aspetos relevantes, pois
tratava-se de um agrupamento de escolas que teria sido formado recentemente e, como tal, ainda haviam alguns aspetos a limar.
Por outro lado, durante o ano decorreram outras reuniões, as quais irei referenciar seguidamente.
4.2.1.1 Reuniões do grupo de Educação Física
O grupo de EF da escola reuniu-se várias vezes durante o ano letivo, com o objetivo de discutir os mais diversos assuntos relativos à elaboração do Plano Anual de Atividades, discussão de rotinas de funcionamento das aulas de EF, organização das atividades que ocorreriam ao longo do ano, as semanas nas quais seria aplicada a bateria de testes Fitnessgram, entre outros.
Dada a incompatibilidade horária devido às reuniões se realizarem simultaneamente a um trabalho que desempenhava para além do EP, não me foi possível estar presente em todas as reuniões do grupo. Ainda assim, observo que desde o primeiro contacto com os professores constituintes do grupo de EF, nós (EEs) nos sentimos como um elemento integrante do grupo, com liberdade de opinião e responsabilidade no desempenho de diferentes funções.
4.2.1.2 Reuniões do conselho de turma
Primeiramente, observo que estas reuniões contribuíram, em grande escala, para a melhoria dos meus conhecimentos acerca das funções desempenhadas pelo DT.
Ao longo das várias reuniões ficou evidente a disparidade dos problemas de comportamento nas restantes disciplinas comparativamente à EF. Nas primeiras, os professores queixavam-se que os alunos não sabiam estar na sala de aula, não prestavam atenção e destabilizavam as aulas. Durante a maior parte das reuniões tomei conhecimento de atitudes dos alunos que não estavam de acordo com aquelas demonstradas por estes nas minhas aulas. Observo que a padronização da atuação perante a turma deve estar presente no sentido de solucionar os problemas de indisciplina que eram evidentes em muitos alunos da turma.
Neste sentido, Roldão (2007) refere uma necessidade considerável que deve decorrer nestas reuniões, com a definição em conselho de turma de um
conjunto de competências para as quais todos os professores e disciplinas podem contribuir, constitui outra área em que o DT deve atuar como gestor do desenvolvimento curricular, promovendo o debate e a convergência do trabalho que, isoladamente, os professores desenvolvem neste sentido. Podem assim rentabilizar-se estratégias e até articular procedimentos e métodos de trabalho que contribuirão para uma atuação verdadeiramente interdisciplinar, embora incidindo em conteúdos temáticos diferentes. O aluno poderá assim, com vantagem, aperceber-se da unidade e coerência das disciplinas na promoção das respetivas competências. Outro problema muito comum relativo ao desenvolvimento curricular ocorre quando os docentes funcionam separadamente, não comunicando nem debatendo os seus processos de trabalho ao nível do conselho de turma. Tal atitude conduz, frequentemente, a uma disparidade de processos e de normas de trabalho que se constituem como um fator de perturbação e quantas vezes de desorientação e insucesso - para os alunos.
Para além disso, nestas reuniões eram discutidos assuntos respeitantes a cada aluno em particular. Nestes momentos apercebi-me, principalmente, que a maior parte das vezes, o comportamento dos alunos é influenciado diretamente pelo envolvimento familiar e social que estes possuem, como já referido anteriormente, para além de que isso se repercute no seu desempenho escolar. Foi através destes diálogos que pude identificar as problemáticas intrínsecas aos alunos pelos quais estava responsável. Do mesmo modo, foi visível o quão relevante é o papel do DT na gestão dos comportamentos adotados por cada elemento da turma, ao longo do ano letivo, nas variadas disciplinas. Observo que a primeira reunião foi aquela que me permitiu adquirir mais conhecimentos neste foro, principalmente relativo a todo o percurso dos alunos. A DT procedeu a uma apresentação durante essa reunião, com uma caraterização completa da turma, a qual me auxiliou num momento inicial quando ainda não conhecia bem os alunos.
Estas reuniões decorreram algumas vezes ao longo do ano letivo, pois “o conselho de turma reúne-se ordinariamente, no início do ano letivo e uma vez por período e, extraordinariamente, sempre que quaisquer assuntos de natureza pedagógica ou disciplinar o justifiquem” (Marques, 2002, p. 33). Durante o período letivo esteve presente a possibilidade da marcação de uma reunião
extraordinária, devido ao facto da DT ter estado ausente durante um período extenso por motivos de saúde. Nesse momento, o seu cargo foi assumido por uma outra professora. Foi possível observar que esse período se demonstrou bastante crítico para a turma, tendo ocorrido bastantes incidentes de mau comportamento por parte dos alunos. Ainda assim, visto que pouco tempo depois da DT regressar à escola houve uma reunião de final de período, acabou por não se realizar essa reunião excecional e os assuntos pendentes acabaram por ser tratados nesse momento.
Todas as informações que transmiti até então foram relativas à turma residente, 8º ano, ainda que considere que existam alguns aspetos a enaltecer acerca das reuniões do conselho de turma respeitante à turma partilhada, 5º ano. Observei que estas decorriam de uma forma não tão organizada como as que referi previamente, o que prejudicou o aproveitamento dos professores durante a sua realização. Considero que tivesse sido mais proveitoso que o DT organizasse cada reunião com o propósito de falar ordenadamente de cada aluno em particular, dada a complexidade dos problemas de cada um deles. Normalmente, durante as reuniões, o DT deu voz a todos os professores para que, cada um, à vez, falasse sobre a turma e, mais especificamente, sobre os alunos que mais se destacavam positiva ou negativamente. Observo que se este adotasse uma dinâmica diferente poderia rentabilizar mais o tempo da reunião. Para além do diálogo de cada um dos alunos, o DT poderia ter focado a atenção sobre vários pontos a debater, dando a oportunidade a cada professor de transmitir aos restantes alguma informação importante, sempre de uma forma organizada. Naturalmente, durante as reuniões também eram realizadas algumas tarefas necessárias nos processos de alguns alunos da turma.
Observo que esta experiência foi bastante produtiva e que prezei o facto de o PC me dar a possibilidade de me pronunciar durante as reuniões, sempre que eram solicitadas informações referentes à disciplina de EF.
Para além das funções da profissão docente que mencionei anteriormente, durante o EP também tive a oportunidade de experienciar outras tarefas inerentes ao desempenho da função de professor de EF.