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Interprétation logique et systématique du Statut a) Article 2

Dans le document UN DROIT DANS LA GUERRE ? (Page 196-200)

ARRÊT RELATIF À L’APPEL DE LA DÉFENSE CONCERNANT L’EXCEPTION PRÉJUDICIELLE D’INCOMPÉTENCE (…)

A. Question liminaire : l’existence d’un conflit armé (…)

3. Interprétation logique et systématique du Statut a) Article 2

Definimos como participantes da pesquisa duas formadoras do PNAIC (Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa) ligadas à IES que acompanharam três orientadoras de estudo do programa que realizaram formação com os professores alfabetizadores nos Municípios de Recife e uma em São Lourenço da Mata.

3.3.1. Perfis das orientadoras de estudo de Recife e São Lourenço da Mata Utilizaremos nomes fictícios para nos referirmos aos sujeitos da pesquisa, a fim de preservar sua identidade, portanto, quando mencionarmos o orientador de estudo de São Lourenço da Mata a chamaremos por Bia. Já os dois orientadores de estudo de Recife, receberão o nome de Lúcia e Paula.

Quadro 03 – Perfil da orientadora de estudo de Recife Lúcia

Idade 53

Formação Acadêmica Serviço social (79-83 na FAFIRE); magistério (em 1983 Colégio São José);

pedagogia (94 – 99 na UFPE);

especialização (2006/2007 - intervenções da psicologia na Educação); atualmente

faz mestrado à distância, pela

Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, tendo como objeto de estudo a

dislexia.

Tempo de serviço como professora Trinta anos

Tempo de serviço como professora da rede

Vinte e cinco

Percepção sobre alfabetização e letramento

É esse que a gente tenta fazer com as crianças aprendam a ler e escrever, mas com uma funcionalidade.

Percepção acerca do ensino numa perspectiva do alfabetizar letrando

É fazer com que a criança tome gosto, que sinta a necessidade de lê (...). A função social da escrita que é pra gente se comunicar, pra gente viver em sociedade. Experiência como professora

alfabetizadora

Começou a alfabetizar em 1981. Primeiro numa escola da rede privada de ensino, em seguida na Rede de ensino de Recife até o ano de 2010 quando foi readaptada.

Experiência como formadora Formadora do Programa Pró-Letramento.

Escolha em ser orientadora de estudo Eu gosto de ser professora, eu acho que tenho como contribuir (...), fazendo com que o outro veja com outro olhar a educação.

Papel do orientador de estudo É ensinar, é passar, é transmitir, é trocar, é

conversar, é debater (...). Eu vejo o papel desse orientador de estudo fomentando as

discussões, os debates, trazendo

informações, trazendo teorias. Dificuldades encontradas na formação

com os professores alfabetizadores

Eu só penso positivo, eu gosto de fazer isso, gosto de está em sala de aula, eu adoro tá com gente e (...) não vejo muito o lado negativo disso.

Como planejam as formações Se junta com o grupo todo dos

orientadores de estudo de recife e pega a base do CEEL. Tem no caderno do PNAIC é parecidíssimo com o que a gente traz lá de Caruaru, a gente traz o planejamento pra gente seguir, destrinchar, mas aquele lá não tá no passo a passo, no dia a dia.

Como se autoavaliam enquanto

orientadoras de estudo

De 0 a 10, eu dou 9. Eu gosto do que faço, então, eu faço bem feito, porque a gente se dedica.

O quadro acima, de um modo geral, nos revela um perfil de uma orientadora de estudos que atende aos critérios estabelecidos para assumir tal função. Como podemos verificar, ela possui experiência tanto como professora alfabetizadora, quanto como professora formadora. Destacamos, também, que o início de sua docência ocorreu na alfabetização de crianças até o período em que foi readaptada.

Quadro 04 – Perfilda orientadora de estudo de Recife Paula

Idade 42

Formação Acadêmica Licenciatura em Pedagogia, especialização na Educação de Jovens e Adultos.

Tempo de serviço como professora Doze anos

Tempo de serviço como professora da Rede

Doze anos na Rede de Ensino do município de Recife.

Percepção sobre alfabetização e letramento

Alfabetizar é apresentar sentidos aos signos escritos e falados, levar a criança a refletir, a compreender como ocorre a escrita da fala e do pensamento (...). Letrar para mim é promover a descoberta das representações dos textos, apresentar que um texto pode conter muitos textos, sentimentos, críticas, ideais. Letrar é conduzir aquele que lê e escreve para diversos contextos.

Percepção acerca do ensino numa perspectiva do alfabetizar letrando

Penso que deve ser um processo lúdico,

mas produzido com planejamento,

sistematização, diversidade de atividades, que tenham momentos efetivos de escrita e leitura.

Experiência como professora alfabetizadora

Sim, tanto na rede particular quanto na pública. Ter sido alfabetizadora facilitou muito.

Experiência como formadora Participava como formadora no Núcleo de

Apoio Pedagógico aos coordenadores, na prefeitura de Recife.

Escolha em ser orientadora de estudo Em primeiro lugar porque sabia que só

teria a ganhar profissionalmente, pois

acredito na perspectiva do CEEL.

Receberia formação da UFPE/CEEL, com educadores pesquisadores da linguagem e

escrita. Depois teria oportunidade de vivenciar a troca de experiência com colegas da rede. Outro ponto importante foi a bolsa que representou um adicional nas finanças.

Papel do orientador de estudo Muito importante, pois além de está

próximas das professoras, refletíamos em busca de superar as dificuldades com isso a educadora se sentia acompanhada, ouvida e estimulada a superar as

dificuldades. Todas/os crescem nessa

relação. Dificuldades encontradas na formação

com os professores alfabetizadores

De reconhecer que as condições de muitas escolas e educadoras são difíceis. Que o processo não se restringe a sala de aula. Mesmo reconhecendo que a sala de aula possibilita a conquista de outros espaços, de poderes negados, de cidadania.

Como planejam as formações Tenho em foco em primeiro lugar a

necessidade de sensibilizar, não dá pra ser diferente. Quando sensibilizadas/os a aprendizagem ocorre com prazer e permanece. Em seguida busco materiais bons, diversificados. Quando possível planejamos com outras formadoras, com o tempo corrido, normalmente a troca era através de e-mails.

Como se autoavaliam enquanto

orientadoras de estudo

Houve falhas e acertos. Ganhos e

ressignificações. Penso que consegui

interagir com as professoras. Fonte: Maria das Graças Gonçalves da Silva (2014)

O quadro quatro demonstra que a orientadora de estudo Paula vem construindo ao longo dos anos um enriquecimento profissional importante e significativo no campo da docência e também como formadora. Ela trouxe questões relevantes para se pensar o papel do orientador de estudo quando destacou as ressignificações, a interação com os professores, a proximidade com a realidade do docente, as trocas de experiências e o exercício da reflexão como forma de superar as dificuldades enfrentadas pelos professores em seu cotidiano escolar.

Quadro 05 – Perfil da orientadora de estudos de São Lourenço da Mata Bia

Idade 34 anos.

Formação acadêmica Pedagogia pela FAFIRE (2003); Pós- Graduação em Psicopedagogia na UNIVERSO/2012.

Tempo de serviço como professora 16 anos Tempo de serviço como professora da

Rede de São Lourenço da Mata

Três anos e cinco meses.

Experiência como professora alfabetizadora

Nunca trabalhou em turmas de alfabetização.

Percepção acerca do ensino numa perspectiva do alfabetizar letrando

Um trabalho dinâmico é trabalhar com muitos rótulos, é construção o tempo todo. Experiência como professora

alfabetizadora

Nunca trabalhou em turmas de alfabetização.

Experiência como formadora Nunca trabalhou como formadora.

Escolha em ser orientadora de estudo Um desafio, experiência em trabalhar com adultos.

Papel do orientador de estudo Agente multiplicador. Dificuldades encontradas na

formação com os professores alfabetizadores

Aceitação em relação ao Pacto.

Como planejam as formações Em grupo, com as orientadoras de estudo do Município.

Como se autoavaliam enquanto orientadoras de estudo

Um trabalho com êxito.

Fonte: Maria das Graças Gonçalves da Silva (2014)

Com base nos dados apresentados no quadro cinco, extraídos da entrevista com a orientadora de estudos de São Lourenço da Mata/PE, foi possível perceber que mesmo tendo um bom tempo de experiência na profissão docente, lhe falta uma vivência profissional como professora alfabetizadora, aspecto fundamental para a função de

orientadora de estudos dos professores alfabetizadores, conforme o Pacto. Outro ponto a destacar, diz respeito à ausência de experiência como formadora de professores em programas de formação continuada.

Dessa forma, tais pontos se tornam relevantes analisar, já que esses critérios, dentre outros, eram considerados fundamentais para a proposta de formação continuada defendida pelo PNAIC.

3.4. Os espaços de formação dos orientadores de estudo do PNAIC de Recife e de

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